Todos nós, em alguma época das nossas vidas, já devemos ter olhado para o céu em um dia sem nuvens a fim de ver um pouco as estrelas e sem o menor aviso fomos surpreendidos por um risco brilhante cortando o céu e depois desaparecendo da mesma forma repentina. Todos nós, quando crianças, já pensamos em fazer algum pedido para uma estrela cadente na esperança de que ela realize o nosso desejo. Mas, o que realmente são esse objetos que encantam o olhar e a imaginação das pessoas?!
Meteoro, fenômeno conhecido popularmente como "estrela cadente", ocorre quando fragmentos de material sólido como rochas, metais, etc (chamados de meteoróides), que vagam pelo espaço em torno do Sol em regiões próximas à Terra, penetra na alta atmosfera da Terra. O atrito com os gases da alta atmosfera faz com que estas partículas alcancem altíssimas temperaturas e literalmente incendeiem. O rastro luminoso produzido por este processo é o meteoro que avistamos aqui do chão, durante a noite. O tamanho dos fragmentos que dão origem aos meteoros quando entram na atmosfera da Terra varia desde alguns milímetros até alguns metros. Os maiores são extremamente raros e podem atingir a superfície da Terra (no caso destes fragmentos quando atingem a superfície da Terra passam a ser chamados de meteoritos).

Alguns exemplos de meteoros
Em certas épocas do ano podemos observar ao longo de uma noite um numero muito maior de meteoros do que podemos observar em uma noite qualquer. A esses eventos damos o nome de chuvas de meteoros.
Uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra passa por uma região da sua órbita onde um cometa deixou um rastro de matéria, composto por gases e poeira desprendida do cometa quando este se aproximou do Sol. As partículas sólidas desse rastro de matéria, que são "varridas" pela Terra entram na atmosfera, aumentando consideravelmente o numero de meteoros observados do solo.
Como a grande maioria dessas partículas são bastante pequenas e não conseguem chegar ao solo, uma chuva de meteoros não representa nenhum risco para nós, no entanto, elas podem vir a danificar satélites em órbita.

Desenho ilustrativo de uma chuva de meteoros e sua relação com a passagem de um cometa
Quando olhamos o fenômeno aqui do chão, temos a impressão que todos os meteoros que vemos parecem vir de um mesmo ponto no céu. Esta é a mesma impressão que uma pessoa em um carro tem com relação às pistas de uma auto estrada que se aproximam em um ponto distante. Em Astronomia, chamamos esta direção de "radiante". Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba nomeando a chuva de meteoros. Por exemplo, os Leonides tem este nome porque o seu radiante é na constelação do Leão.
Algumas dessas chuvas são bastante famosas e ocorrem de forma regular anualmente. A tabela a seguir mostra algumas das principais chuvas de meteoros que ocorrem ao longo do ano, com dados aproximados para o ano de 2007.

*A Taxa Horária é o numero estimado de meteoros que poderão ser vistos em uma determinada chuva de estrelas cadentes.
É importante dizer que chuvas de meteoros são fenômenos de difícil previsão. Podemos prever com alguma exatidão o instante em que a Terra intercepta a órbita do cometa, mas não se haverá uma quantidade razoável de grãos de poeira para provocar um fenômeno visualmente bonito. O instante de máximo da chuva também tem pouca confiabilidade.
O que se observa é uma grande quantidade de meteoros em um espaço relativamente curto de tempo, essa quantidade é dada através da taxa horária, ou seja, a quantidade de meteoros que é vista por hora. Assim, quando dizemos que a taxa da chuva é de 60 meteoros/hora, não significa que teremos 1 por minuto, mas que o observador verá aproximadamente 60 meteoros se tiver a paciência de ficar olhando o céu durante uma hora sendo que eles aparecem de forma irregular.
Para se ver bem o fenômeno, deve-se estar em um lugar o mais escuro possível e com ampla visão de todo céu (lugares altos e afastados de cidades são ótimas opções). Não é necessário olhar em uma direção específica, no entanto, olhando para a região do radiante é possível ver mais meteoros porem com os riscos luminosos mais curtos, assim como olhando em noventa graus em relação a essa região observamos menos riscos porem mais longos, efeito esse devido a perspectiva do observador. A melhor forma, é ficar deitado, de modo a se olhar todo o céu acomodando-se de forma confortável e aguardando de 20 a 30 minutos para que a visão se adapte ao escuro para poder observar o fenômeno da melhor forma possível. Nas cidades, avista-se apenas os meteoros mais intensos e com um brilho aparente menor do que veríamos em uma região escura. Ainda assim, dependendo da intensidade da Chuva, pode-se ter um bonito espetáculo. Alguns meteoros são muito rápidos (duram cerca de 1 seg.), outros podem durar um pouco mais (cerca de 10 seg.). Os mais brilhantes e demorados apresentam colorações variadas, desde o prata até um verde claro intenso. Com alguma sorte, você poderá ver alguns fenômenos mais raros, como a explosão de um meteoro (parte-se em vários pedaços) ou as nuvens remanescentes (o material sublimado do meteoro forma um pequeno cirrus, que desfaz-se aos poucos, podendo durar até 30 minutos).
Uma outra boa maneira de se observar uma chuva de meteoros, é utilizando uma maquina fotográfica que permita controlar o tempo de exposição do filme. Para isso, coloque a câmera em uma base fixa e regule o tempo de exposição para um tempo adequado para a qualidade do local onde estiver sendo feita a observação, quanto mais escuro for o local maior pode ser o tempo de exposição e mais sensível pode ser o filme. Em cada pose você verá diversos rastros luminosos curvos produzidos pelas estrelas, e vez por outra alguns traços luminosos seguindo diversas direções diferentes provocados pelos meteoros.
Breno de Matos Barbosa Sales
Fonte: www.observatorio.ufmg.br

Asteróide
Com tamanhos variáveis, desde minúsculos grãos de areia até planetas em miniatura, há uma torrente de asteróides orbitando em torno do Sol na ampla região entre Marte e Júpiter. Cerca de 1.600 dos maiores já foram seguidos e catalogados mas, entre todos, apenas uns vinte possuem diâmetros de mais de 160 quilômetros. Cerca de outros 30.000, mais ou menos, podem ter 1,5 km ou mais de diâmetro, e milhões ou bilhões terão o tamanho de penedos. Qualquer um desses que entre na atmosfera terrestre recebe, juntamente com os detritos de cometas, o nome de meteoro ou estrela cadente. Quando seu tamanho é consideravelmente menor que o de um asteróide, recebem o nome de meteoróides.

Os meteoróides movem-se no espaço com velocidades que podem atingir dezenas e até centenas de quilômetros por segundo. São corpúsculos cuja massa oscila entre poucos miligramas e, no máximo, alguns gramas.
Ao se deslocarem em direção à Terra, chocam-se violentamente com as moléculas de gás atmosférico, ocasião em que se produz energia suficiente para vaporizá-los. Eles conseguem ultrapassar as camadas atmosféricas mais rarefeitas, penetrando também nas mais densas.
A grande maioria dos meteoróides que se aproximam da Terra desintegra-se entre os 200 e os 100 km de altura. Cotas inferiores a estas são alcançadas somente por corpos de massa muito elevada.
O ponto onde se começou a ver brilhar o meteoróide que se aproxima marca o início de sua interação com as partículas da alta atmosfera; a parte terminal de seu rastro luminoso corresponde à completa consumação, por ação do calor gerado pelo atrito.

Caindo na Terra, esses corpos celestes recebem o nome de meteoritos.
A maioria deles é formada de ferro, níquel e outros materiais.
Embora muitas toneladas de minúsculas partículas cheguem à Terra diariamente, o impacto de meteoritos de tamanho apreciável (50.000 toneladas ou mais) ocorre somente cerca de uma vez a cada 10.000 anos. Colidindo com forças tremendas, tais meteoritos cavam enormes crateras. O mais conhecido astroblema, ou "cicatriz de estrela" na superfície da Terra, é a Cratera do Meteoro) no Arizona, com 25.000 anos, tendo 1.200 metros de largura e 198 metros de profundidade. Provavelmente ela foi produzida pelo choque e explosão de um meteorito com uma massa de aproximadamente 10 milhões de toneladas.
O maior meteorito caído no Brasil recebeu o nome de Meteorito de Bendengó, por ter sido encontrado perto do riacho Bendengó, na Bahia, no século XVIII. Sua massa é de aproximadamente 6 toneladas ( 6.000 kg).

Cratera do Meteoro, situada no Estado do Arizona, EUA
As estrelas cadentes podem ser vistas todas as noites, mas, em certas épocas do ano, contam-se até sessenta delas em apenas uma hora de observação. Houve ocasiões, muito raras, em que mais de 200.000 estrelas cadentes foram vistas em uma única noite.
Quando aparecem tantas estrelas cadentes e em tão pouco tempo, elas formam o que os astrônomos chamam de "chuva de meteoros". Tudo indica que isso acontece quando a Terra, em sua viagem em torno do Sol, passa por regiões do espaço onde há vários fragmentos ou pedaços de cometas.

Chuva de meteoros observada em 1833, conforme gravura da época
Fonte: br.geocities.com/saladefisica

Explosão de meteoros capturada com aumento de exposição
Meteoro designa o fenómeno luminoso observado aquando da passagem de um meteoróide pela atmosfera terrestre. Este fenómeno pode apresentar várias côres, que são dependentes da velocidade e da composição do meteoróide, um rasto, que pode ser designado por persistente, se tiver duração apreciável no tempo, e pode apresentar também registo de sons. Um meteoro é também por vezes designado de estrela cadente.
A aparição dos meteoros pode-se dar sob duas formas: uma delas são as designadas "chuvas de meteoros" ou "chuva de estrelas cadentes" ou simplesmente "chuva de estrelas", em que os meteoros parecem provir do mesmo ponto do céu noturno, denominado de radiante. Outra forma é a de "meteoros esporádicos"
Existem dois tipos de meteoros que se destacam pela sua espectacularidade: as Bolas de Fogo e os Bólides
Fonte: pt.wikipedia.org