Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Meteoros  Voltar

Meteoros

 

Meteoros
Meteoro

Meteoros - O que é

Pequenos pedaços de detritos espaciais (geralmente partes de cometas ou asteróides) que estão em rota de colisão com a Terra são chamados de meteoróides.

Quando meteoróides entram na atmosfera da Terra são chamados meteoros.

A maioria dos meteoros queimam na atmosfera, mas se sobreviver ao aquecimento por fricção e atingem a superfície da Terra são chamados meteoritos.

Um meteoro é uma sequência de luz brilhante no céu (ou uma "estrela cadente"), produzida pela entrada de um pequeno meteorito na atmosfera da Terra

Pequenos pedaços de rocha e detritos no espaço são chamados de meteoróides. Eles se tornam os meteoros - ou estrelas cadentes - quando caem através da atmosfera de um planeta; deixando um rasto brilhante como eles são aquecidos até à incandescência por fricção da atmosfera.

Pedaços que sobrevivem a viagem e atingem o solo são chamados de meteoritos.

Tipos de meteoritos

Ferro Principalmente ferro e níquel; semelhante ao tipo M asteróides
Ferro pedregoso Misturas de material de ferro e pedregoso como asteróides do tipo S
Condrito O maior número de meteoritos caem nesta classe; semelhante em
composição aos mantos e crostas dos planetas terrestres
Condrito carbonáceo Muito semelhantes em composição ao Sol menos voláteis;
similar ao tipo asteróides C
Achondrite Semelhante ao basaltos terrestres; os meteoritos que se acredita
ter originado na Lua e Marte são acondritos

Meteoritos, Meteoros e Meteoróides.

É frequente existir alguma confusão entre os termos: meteoritos, meteoros e meteoróides.

São coisas distintas mas que estão intimamente relacionadas.

Um meteoróide é um pedaço de matéria que vagueia pelo espaço e sua dimensão vai desde significativamente menor que um asteróide a significativamente maior que uma molécula.

Um meteoro, popularmente conhecido como "estrela cadente", é um repentino raio luminoso causado pela fricção de um meteoróide com a atmosfera, podendo atingir uma velocidade de 72 km/s.

Meteorito é o nome que se dá a um meteoróide quando este cai na superfície da Terra.

A origem dos meteoróides é diversa: colisão entre 2 asteróides; perda de matéria dos cometas quando estes se aproximam do Sol; fragmentos que viajam pelo Sistema Solar desde a sua formação.

Os meteoros podem ser vistos a qualquer momento e em qualquer lugar do céu, mas em determinadas datas ocorrem as chamadas "chuvas de meteoros", que são causadas por nuvens de meteoróides deixados por cometas ativos. Então surge um número significativo de meteoros que parecem vir de uma mesma região do céu. Essa região do céu é chamada de radiante.

Durante o ano são várias as ocasiões em que podemos assistir a "chuvas de meteoros".

As Perseidas - meteoros com esse nome porque têm o radiante na constelação de Perseus - podem ser vistas com maior intensidade por volta do dia 12 de Agosto de cada ano, ainda que estes meteoros sejam vistos por alguns dias antes e depois desta data. Esta "chuva de meteoros" tem origem quando a Terra cruza com a nuvem de meteoróides deixada pelo cometa Swift-Tuttle.

As Leónidas têm o seu radiante na constelação de Leão, podem ser vistas com maior intensidade por volta do dia 17 de Novembro de cada ano, porém tem início uns dias antes e continua por alguns dias depois, ainda que com intensidade menor. As Leónidas são o resultado das partículas deixadas pelo cometa Temple-Tuttle.

Existem muitas outras "chuvas de meteoros" que podemos ver ao longo do ano, como o caso das Quadrântidas, Lirídeas, Oriónideas, Geminídeas, entre muitas outras.

Meteoros - Tamanho

Com tamanhos variáveis, desde minúsculos grãos de areia até planetas em miniatura, há uma torrente de asteróides orbitando em torno do Sol na ampla região entre Marte e Júpiter.

Cerca de 1.600 dos maiores já foram seguidos e catalogados mas, entre todos, apenas uns vinte possuem diâmetros de mais de 160 quilômetros.

Cerca de outros 30.000, mais ou menos, podem ter 1,5 km ou mais de diâmetro, e milhões ou bilhões terão o tamanho de penedos. Qualquer um desses que entre na atmosfera terrestre recebe, juntamente com os detritos de cometas, o nome de meteoro ou estrela cadente. Quando seu tamanho é consideravelmente menor que o de um asteróide, recebem o nome de meteoróides.

Os meteoróides movem-se no espaço com velocidades que podem atingir dezenas e até centenas de quilômetros por segundo. São corpúsculos cuja massa oscila entre poucos miligramas e, no máximo, alguns gramas.

Ao se deslocarem em direção à Terra, chocam-se violentamente com as moléculas de gás atmosférico, ocasião em que se produz energia suficiente para vaporizá-los. Eles conseguem ultrapassar as camadas atmosféricas mais rarefeitas, penetrando também nas mais densas.

A grande maioria dos meteoróides que se aproximam da Terra desintegra-se entre os 200 e os 100 km de altura. Cotas inferiores a estas são alcançadas somente por corpos de massa muito elevada.

O ponto onde se começou a ver brilhar o meteoróide que se aproxima marca o início de sua interação com as partículas da alta atmosfera; a parte terminal de seu rastro luminoso corresponde à completa consumação, por ação do calor gerado pelo atrito.

Meteoros
Meteoros

Caindo na Terra, esses corpos celestes recebem o nome de meteoritos.

A maioria deles é formada de ferro, níquel e outros materiais.

Embora muitas toneladas de minúsculas partículas cheguem à Terra diariamente, o impacto de meteoritos de tamanho apreciável (50.000 toneladas ou mais) ocorre somente cerca de uma vez a cada 10.000 anos. Colidindo com forças tremendas, tais meteoritos cavam enormes crateras. O mais conhecido astroblema, ou "cicatriz de estrela" na superfície da Terra, é a Cratera do Meteoro) no Arizona, com 25.000 anos, tendo 1.200 metros de largura e 198 metros de profundidade. Provavelmente ela foi produzida pelo choque e explosão de um meteorito com uma massa de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

O maior meteorito caído no Brasil recebeu o nome de Meteorito de Bendengó, por ter sido encontrado perto do riacho Bendengó, na Bahia, no século XVIII.

Sua massa é de aproximadamente 6 toneladas ( 6.000 kg).

Meteoros
Cratera do Meteoro, situada no Estado do Arizona, EUA

As estrelas cadentes podem ser vistas todas as noites, mas, em certas épocas do ano, contam-se até sessenta delas em apenas uma hora de observação. Houve ocasiões, muito raras, em que mais de 200.000 estrelas cadentes foram vistas em uma única noite.

Quando aparecem tantas estrelas cadentes e em tão pouco tempo, elas formam o que os astrônomos chamam de "chuva de meteoros". Tudo indica que isso acontece quando a Terra, em sua viagem em torno do Sol, passa por regiões do espaço onde há vários fragmentos ou pedaços de cometas.

Meteoros
Chuva de meteoros observada em 1833, conforme gravura da época

Meteoros - Chuva de Meteoros

Meteoros

O que são Meteoros ?

Meteoro é o fenômeno conhecido popularmente como "estrela cadente". Ele acontece quando uma partícula ou grão de poeira penetra na alta atmosfera da Terra. Estas partículas são geralmente de origem extraterrestre e chegam com velocidades muito grandes (entre 100 e 200 mil km/h). O atrito com os gases da alta atmosfera faz com que estas partículas alcancem altíssimas temperaturas e literalmente evaporem. O rastro luminoso deste processo é o meteoro que avistamos aqui do chão, durante a noite; mas o fenômeno ocorre entre 40 e 100 km de altura. O tamanho dos meteoros varia deste alguns micra (a milésima parte do milímetro) até alguns metros. Os maiores são extremamente raros e podem atingir a superfície da Terra. À estas rochas que atingem o solo chamamos de meteoritos.

O que são Chuvas de Meteoros ?

O nosso Sistema Solar possui muitos cometas, alguns dos quais chamados de "periódicos", ou seja, que tem período e órbita em torno do Sol relativamente fixos dentro dos limites do Sistema Solar. Os cometas são aglomerados (da ordem de algumas dezenas de km) feitos de gelos de diferentes substâncias e grãos de poeira.

Quando os cometas aproximam-se do Sol, aumenta a temperatura da sua superfície e parte do seu material "evapora": o gelo vira gás (sublimação), que é posteriormente arrastado pelo "vento solar" (partículas emitidas pelo Sol), formando a cauda, mas os grãos de poeira são suficientemente pesados para permanecerem em órbita do Sol, ao longo da órbita do cometa. Passando várias vezes próximo ao Sol, o cometa formará um verdadeiro tubo de matéria ao longo de sua órbita.

A Terra tem uma órbita "bem comportada" em torno do Sol, mas os cometas, não. Desta forma, ocorre que a órbita da Terra intercepta a órbita de alguns cometas periódicos do Sistema Solar. Assim sendo, todo vez que a Terra passa por um ponto onde intercepta a órbita de um cometa periódico, ela passa por um tubo de matéria. Logo, os grãos de poeira deste tubo serão atraídos pela força gravitacional da Terra e penetrarão na alta atmosfera, quase todos ao mesmo tempo, provocando uma verdadeira chuva de meteoros. Este fenômeno tem um instante de máximo, quando a Terra está no ponto exato onde intercepta a órbita do cometa.

A Nomenclatura das Chuvas

Quando olhamos o fenômeno aqui do chão, temos a impressão que todos os meteoros que vemos parecem vir de um mesmo ponto no céu. Esta é a mesma impressão que uma pessoa em um carro em alta velocidade tem com relação às luzes dos postes que iluminam a rua. O tubo de matéria está ao longo da órbita do cometa (que tem uma direção determinada), assim como as luzes dos postes estão ao longo da estrada. Em Astronomia, chamamos esta direção de "radiante".

Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba nomeando a chuva de meteoros. Por exemplo, os Leonidas tem este nome porque o seu radiante é na constelação do Leão.

Como Observar Chuvas de Meteoros ?

É importante dizer que chuvas de meteoros são fenômenos de difícil previsão. Podemos prever com alguma exatidão o instante em que a Terra intercepta a órbita do cometa, mas não se haverá uma quantidade razoável de grãos de poeira para provocar um fenômeno visualmente bonito. O instante de máximo da chuva também tem pouca confiabilidade, pois nem sempre ocorre quando a Terra atravessa a órbita do cometa (o erro pode ser de 12 horas para mais ou para menos).

O que se observa é uma grande quantidade de meteoros em um espaço relativamente curto de tempo. Em Astronomia, costumamos quantificar isto, através da taxa horária, ou seja, a quantidade de meteoros que é vista por hora. Assim, quando dizemos que a taxa da chuva é de 60 meteoros/hora, não significa que teremos 1 por minuto, mas que o observador verá 60 meteoros se tiver a paciência de ficar olhando o céu durante uma hora. Para se ver bem o fenômeno, deve-se estar em um lugar o mais escuro possível e com ampla visão de todo céu. Não é necessário olhar em uma direção específica. A melhor forma, é ficar deitado, de modo a se olhar todo o céu. Nas cidades, avista-se apenas os meteoros mais intensos. Ainda assim, dependendo da intensidade da Chuva, pode-se ter um bonito espetáculo. Alguns meteoros são muito rápidos (duram cerca de 1 seg.), outros podem durar um pouco mais (cerca de 10 seg.).

Os mais brilhantes e demorados apresentam colorações variadas, desde o prata até um verde claro intenso. Com alguma sorte, você poderá ver alguns fenômenos mais raros, como a explosão de um meteoro (parte-se em vários pedaços) ou as nuvens remanescentes (o material sublimado do meteoro forma um pequeno cirrus, que desfaz-se aos poucos, podendo durar até 30 minutos. Se você estiver em um lugar silencioso, poderá até ouvir o barulho dos meteoros entrando na atmosfera (alguns semelhantes ao barulho de aviões a jato em grande altitude, outros como um apito agudo longínquo).

Quais os Reais Perigos das Chuvas de Meteoros para a Humanidade ?

Os meteoros são, na sua maioria, extremamente pequenos e não conseguem chegar até o solo. Talvez alguns poucos consigam, mas certamente não serão maiores que uma bolinha de tênis. Portanto, não há qualquer perigo para nós. Entretanto, os artefatos humanos no espaço (os satélites) podem sofrer danos, ainda que a chance seja pequena.

Para efeito de comparação, uma bala disparada por um revólver calibre 38 tem uma energia aproximada de 310 joules, ou seja, as maiores partículas dos Leonidas podem atingir os satélites em órbita com uma energia 4 vezes maior que um tiro de calibre 38. Entretanto, a probabilidade de isto ocorrer é baixa.

Mesmo no pior caso e imaginando que a chuva dure cerca de 3 horas, o fluxo de partículas potencialmente perigosas será de aproximadamente 0,03 partículas/m2. Assim sendo, a chance de um satélite ser danificado é diretamente proporcional à sua área. Os menores satélites (maioria) têm áreas efetivas pequenas e estão fora de perigo.

A chance de serem alvejados é menor que 3%. Já os satélites maiores podem realmente ser danificados, pois as chances são menores que 30%. Para minimizar as possíveis perdas, as agências espaciais reorientam os painéis solares (que proporcionam a maior contribuição para a área do satélite), de modo a ficarem paralelos à direção das Chuvas mais intensas.

Observação de chuvas de meteoros

As chuvas de meteoros são periódicas, ou seja, todo ano elas ocorrem aproximadamente na mesma data, pois são provocadas por tubos de matéria que são interceptados pela Terra ao longo de sua órbita em torno do Sol. No último endereço da relação de páginas virtuais listadas abaixo são encontradas informações sobre as chuvas de meteoros que serão visíveis este ano do hemisfério sul.

GLOSSÁRIO

Cirrus - formação de nuvem típica de alta altitude na nossa atmosfera. As nuvens chamadas de cirrus formam-se geralmente a 8 km de altura, ainda dentro da troposfera. Os cirrus provocados pelos rastros remanescentes dos meteoros são pelo menos 5 vezes mais altos e ocorrem na estratosfera, onde os fortes ventos os desfazem rapidamente.
Constelação -
agrupamento aparente de estrelas, que foram reconhecidos e nomeados por culturas antigas (Suméria, Babilônia, Grécia, etc..). Por razões históricas, os nomes e grupamentos foram mantidos e até hoje são usados para nomear e dividir o céu em regiões.
Órbita -
trajetória de um corpo celeste em torno de outro principal. A órbita da Terra é quase circular em torno do Sol. As órbitas de corpos menores como os asteróides e cometas são geralmente mais elípticas e inclinadas (com relação ao plano do Sistema Solar).
Sistema Solar -
sistema em que nosso planeta (a Terra) se encontra, formado pelo Sol (estrela central), 9 planetas, asteróides, cometas e partículas de poeira. Seu tamanho é de cerca de (órbita de Plutão) 12 bilhões de km.
Tempo Universal -
hora do meridiano de Greenwich (Londres). Para obter a hora de Brasília é só diminuir 3 horas (ou 2 horas no horário de verão).
Vento solar -
o Sol não emite só luz, como percebemos no dia-à-dia. Ele também emite partículas carregadas (elétrons, prótons, etc) através de fenômenos conhecidos como ejeções coronais. Estas partículas viajam a velocidades muito grandes (levam cerca de 5 dias para chegar até a Terra) e são responsáveis pelo fenômeno das auroras polares, que ocorre quando chocam-se com a alta atmosfera da Terra.
Zênite -
palavra de origem árabe, que designa o ponto no céu exatamente acima da nossa cabeça.

Meteoros - Estrela Cadente

Os meteoros, também conhecidos popularmente como estrelas cadentes, são fenômenos associados com a entrada na atmosfera terrestre de pequenas partículas sólidas vindas do espaço. Ao mergulhar através do ar a altas velocidades, estas partículas deixam atrás de si brilhantes traços luminosos devido à fricção e também à ionização gerada nas camadas superiores da atmosfera.

Este belíssimo fenômeno pode ser apreciado a olho nú, e sob boas condições de visibilidade é possível ver alguns meteoros por hora durante uma noite de observação. No entanto, em algumas épocas do ano, a Terra em sua órbita ao redor do Sol passa através de regiões com grande concentração de minúsculas partículas de poeira deixadas para trás por cometas que visitaram o Sistema Solar. Ocorrem então as chamadas chuvas de meteoros. Nessas datas especiais, um número muito maior de meteoros pode ser observado, podendo chegar a dezenas ou até mesmo centenas de meteoros por hora.

Meteoros
Meteoro na constelação de Touro

Radiantes e Nomenclatura

Os meteoros provenientes de uma determinada chuva de meteoros parecem se originar de um mesmo ponto na esfera celeste chamado radiante. Isto significa que se traçarmos as trajetórias de cada meteoro de trás para frente, vamos obter um padrão de linhas que convergem para um ponto ou pequena área do firmamento onde se localiza o radiante.

Esta ilusão de que os meteoros parecem divergir a partir do radiante é um efeito de perspectiva, já que na verdade os meteoros atingem a atmosfera terrestre descrevendo trajetórias paralelas entre si. É o mesmo efeito que notamos ao observar como as pistas paralelas de uma auto-estrada parecem se juntar num ponto distante do horizonte.

As chuvas de meteoros recebem nomes derivados das constelações onde se encontram os seus respectivos radiantes, ou das estrelas mais brilhantes próximas aos radiantes. Por exemplo, as Orionídeas possuem o seu radiante na constelação de Órion. As Delta-Aquarídeas possuem o radiante próximo à estrela delta da constelação de Aquarius, e assim por diante.

Meteoros
Brilhante Meteoro das Leonídeas

Chuvas de Meteoros Anuais

Algumas chuvas de meteoros são bem conhecidas e ocorrem regularmente a cada ano. Qualquer pessoa interessada na observação deste fenômeno pode planejar as suas observações antecipadamente, conhecendo a data correta e a hora da noite mais apropriada .

Como o nosso planeta sempre cruza um cinturão de meteoróides no mesmo ponto da sua órbita, as chuvas de meteoros sempre ocorrem nas mesmas datas de cada ano. São as chuvas de meteoros anuais. A Tabela 1 a baixo mostra as datas correspondentes à atividade máxima das chuvas de meteoros mais intensas do ano.

A Tabela exibe também a taxa horária esperada de meteoros, ou seja, o número de meteoros por hora que uma pessoa pode observar ( em condições ideais ) nessas noites e a constelação em que os meteoros se originam.

Nome Máximo Taxa Constelação
Quadrantídeas 03 Jan 120 Bootes
Lirídeas 22 Abr 15 Lyra
Eta-Aquarídeas 05 Mai 50 Aquarius
Delta-Aquarídeas 29 Jul 15 Aquarius
Perseídeas 12 Ago 80 Perseus
Orionídeas 21 Out 20 Orion
Taurídeas 04 - 12 Nov 10 Taurus
Leonídeas 17 Nov 100 Leo
Geminídeas 14 Dez 80 Gemini

As Chuvas de Meteoros Mais Importantes do Ano

Tipos de Chuvas Meteóricas

As chuvas de meteoros, também chamadas por alguns autores de enxames meteóricos, apresentam uma grande diversidade quanto ao número de meteoros por hora ( THZ ), duração da atividade, características típicas dos meteoros ( como cor, brilho, velocidade, etc. ) e periodicidade.

Algumas chuvas meteóricas, como as Perseídeas e as Geminídeas por exemplo, são bastante regulares em relação à intensidade, e podemos esperar ver o mesmo número de meteoros durante o máximo todos os anos. Outras chuvas apresentam intensidade variável dependendo do ano. As Leonídeas, por exemplo, mostram uma atividade excepcional apenas nos anos próximos à passagem do seu cometa associado, o Temple-Tuttle, que ocorre a cada 33 anos, exibindo uma atividade bastante baixa nos demais. Outro exemplo de enxame fortemente dependente da passagem periélica do cometa associado são as Pi-Puppídeas, que exibem um grande aumento da atividade apenas a cada 5 anos quando o cometa Grigg-Skjellerup se aproxima do Sol.

Podemos observar também uma grande variação quanto à duração do período de atividade de cada chuva. Enquanto que em alguns casos o pico de atividade pode durar apenas algumas horas, para outros, como por exemplo nas Delta-Aquarídeas e nas Taurídeas, esta atividade se estende durante semanas.

Chuvas Meteóricas Datas Taxa Posição do Radiante Astro Associado
Nome Abrev. Máximo Duração THZ Const. AR Dec Cometa ou Asteróide
Quadrantídeas QUA 03 Jan 28 Dez - 07 Jan 120 Boo 230° +45°  
Alfa-Centaurídeas ACE 08 Fev 28 Jan - 21 Fev 10 Cen 210° -59°  
Gama-Normídeas GNO 13 Mar 25 Fev - 22 Mar 5 Nor 249° -51°  
Lirídeas LYR 22 Abr 16 Abr - 25 Abr 15 Lyr 271° +34° Thatcher C/1861 G1
Pi-Pupídeas PPU 23 Abr 15 Abr - 28 Abr var. Pup 110° -45° 26P/Grigg-Skjellerup
Eta-Aquarídeas ETA 05 Mai 21 Abr - 12 Mai 50 Aqr 338° -01° 1P/ Halley
Librídeas LIB 06 Mai 01 Mai - 09 Mai 4 Lib 223° -18°  
Delta-Aquarídeas Austrais SDA 29 Jul 14 Jul - 18 Ago 15 Aqr 339° -17°  
Pisces-Australídeas PAU 30 Jul 16 Jul - 13 Ago 5 PsA 341° -30°  
Alfa-Capricornídeas CAP 01 Ago 03 Jul - 15 Ago 8 Cap 307° -10° Honda-Mrkos-Pajdusakova
Iota-Aquarídeas Austrais SIA 04 Ago 25 Jul - 15 Ago 5 Aqr 334° -15° 2P/ Encke
Delta-Aquarídeas Boreais NDA 08 Ago 15 Jul - 25 Ago 5 Aqr 334° -05° 2P/ Encke
Perseídeas PER 12 Ago 23 Jul - 22 Ago 80 Per 47° +57° Swift-Tuttle 1862 III
Kappa-Cignídeas KCG 18 Ago 03 Ago - 25 Ago 5 Cyg 289° +55°  
Iota-Aquarídeas Boreais NIA 19 Ago 11 Ago - 31 Ago 5 Aqr 327 -06°  
Alfa-Aurigídeas AUR 01 Set 25 Ago - 05 Set 10 Aur 84° +42° Kiess 1911 II
Piscídeas SPI 19 Set 01 Set - 30 Set 5 Psc 05° -1°  
Draconídeas GIA 08 Out 06 Out - 10 Out var. Dra 262° +54° Giacobini-Zinner
Orionídeas ORI 21 Out 15 Out - 29 Out 20 Ori 95° +16° 1P/ Halley
Taurídeas Austrais STA 05 Nov 01 Out - 25 Nov 7 Tau 52° +13° 2P/ Encke
Taurídeas Boreais NTA 08 Nov 01 Out - 25 Nov 7 Tau 58° +22° 2P/ Encke
Leonídeas LEO 17 Nov 14 Nov - 20 Nov 100(var.) Leo 153° +22° 55P/ Temple-Tuttle
Alfa-Monocerotídeas AMO 21 Nov 15 Nov - 25 Nov var. Mon 117° +01°  
Foenicídeas PHO 05 Dez 28 Nov - 09 Dez 5 Pho 018° -53° Blanpain 1819 IV
Pupídeas-Velídias PUP 07 Dez 01 Dez - 15 Dez 10 Vel 123° -45°  
Geminídeas GEM 14 Dez 09 Dez - 19 Dez 80 Gem 113° +32° 3200 Phaeton (asteróide)
Ursídeas URS 22 Dez 17 Dez - 24 Dez 10 UMa 217° +76° 8/P Tuttle

Legenda

Nome - nome do enxame
Abrev. - abreviação utilizada internacionalmente
Máximo - data de atividade máxima
Duração - período aproximado de atividade 
THZ -
 taxa horária de meteoros ( zenital ) ; var : variável
Const - constelação onde se encontra o radiante
AR - ascenção reta do radiante
Dec - declinação do radiante
Cometa ou Asteróide - astro associado, caso seja conhecido

Obs : no caso dos anos bissextos, considerar um dia antes das datas da tabela.

Fonte: nineplanets.org/www.astro.110mb.com/br.geocities.com/saladefisica

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal