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Meteoros

Os meteoros, também conhecidos popularmente como estrelas cadentes, são fenômenos associados com a entrada na atmosfera terrestre de pequenas partículas sólidas vindas do espaço. Ao mergulhar através do ar a altas velocidades, estas partículas deixam atrás de si brilhantes traços luminosos devido à fricção e também à ionização gerada nas camadas superiores da atmosfera.

Este belíssimo fenômeno pode ser apreciado a olho nú, e sob boas condições de visibilidade é possível ver alguns meteoros por hora durante uma noite de observação. No entanto, em algumas épocas do ano, a Terra em sua órbita ao redor do Sol passa através de regiões com grande concentração de minúsculas partículas de poeira deixadas para trás por cometas que visitaram o Sistema Solar. Ocorrem então as chamadas chuvas de meteoros. Nessas datas especiais, um número muito maior de meteoros pode ser observado, podendo chegar a dezenas ou até mesmo centenas de meteoros por hora.

Meteoros
Meteoro na constelação de Touro

Radiantes e Nomenclatura

Os meteoros provenientes de uma determinada chuva de meteoros parecem se originar de um mesmo ponto na esfera celeste chamado radiante. Isto significa que se traçarmos as trajetórias de cada meteoro de trás para frente, vamos obter um padrão de linhas que convergem para um ponto ou pequena área do firmamento onde se localiza o radiante.

Esta ilusão de que os meteoros parecem divergir a partir do radiante é um efeito de perspectiva, já que na verdade os meteoros atingem a atmosfera terrestre descrevendo trajetórias paralelas entre si. É o mesmo efeito que notamos ao observar como as pistas paralelas de uma auto-estrada parecem se juntar num ponto distante do horizonte.

As chuvas de meteoros recebem nomes derivados das constelações onde se encontram os seus respectivos radiantes, ou das estrelas mais brilhantes próximas aos radiantes. Por exemplo, as Orionídeas possuem o seu radiante na constelação de Órion. As Delta-Aquarídeas possuem o radiante próximo à estrela delta da constelação de Aquarius, e assim por diante.

Meteoros
Brilhante Meteoro das Leonídeas

Chuvas de Meteoros Anuais

Algumas chuvas de meteoros são bem conhecidas e ocorrem regularmente a cada ano. Qualquer pessoa interessada na observação deste fenômeno pode planejar as suas observações antecipadamente, conhecendo a data correta e a hora da noite mais apropriada .

Como o nosso planeta sempre cruza um cinturão de meteoróides no mesmo ponto da sua órbita, as chuvas de meteoros sempre ocorrem nas mesmas datas de cada ano. São as chuvas de meteoros anuais. A Tabela 1 a baixo mostra as datas correspondentes à atividade máxima das chuvas de meteoros mais intensas do ano.

A Tabela exibe também a taxa horária esperada de meteoros, ou seja, o número de meteoros por hora que uma pessoa pode observar ( em condições ideais ) nessas noites e a constelação em que os meteoros se originam.

Nome Máximo Taxa Constelação
Quadrantídeas 03 Jan 120 Bootes
Lirídeas 22 Abr 15 Lyra
Eta-Aquarídeas 05 Mai 50 Aquarius
Delta-Aquarídeas 29 Jul 15 Aquarius
Perseídeas 12 Ago 80 Perseus
Orionídeas 21 Out 20 Orion
Taurídeas 04 - 12 Nov 10 Taurus
Leonídeas 17 Nov 100 Leo
Geminídeas 14 Dez 80 Gemini

As Chuvas de Meteoros Mais Importantes do Ano

Tipos de Chuvas Meteóricas

As chuvas de meteoros, também chamadas por alguns autores de enxames meteóricos, apresentam uma grande diversidade quanto ao número de meteoros por hora ( THZ ), duração da atividade, características típicas dos meteoros ( como cor, brilho, velocidade, etc. ) e periodicidade.

Algumas chuvas meteóricas, como as Perseídeas e as Geminídeas por exemplo, são bastante regulares em relação à intensidade, e podemos esperar ver o mesmo número de meteoros durante o máximo todos os anos. Outras chuvas apresentam intensidade variável dependendo do ano. As Leonídeas, por exemplo, mostram uma atividade excepcional apenas nos anos próximos à passagem do seu cometa associado, o Temple-Tuttle, que ocorre a cada 33 anos, exibindo uma atividade bastante baixa nos demais. Outro exemplo de enxame fortemente dependente da passagem periélica do cometa associado são as Pi-Puppídeas, que exibem um grande aumento da atividade apenas a cada 5 anos quando o cometa Grigg-Skjellerup se aproxima do Sol.

Podemos observar também uma grande variação quanto à duração do período de atividade de cada chuva. Enquanto que em alguns casos o pico de atividade pode durar apenas algumas horas, para outros, como por exemplo nas Delta-Aquarídeas e nas Taurídeas, esta atividade se estende durante semanas.

Chuvas Meteóricas Datas Taxa Posição do Radiante Astro Associado
Nome Abrev. Máximo Duração THZ Const. AR Dec Cometa ou Asteróide
Quadrantídeas QUA 03 Jan 28 Dez - 07 Jan 120 Boo 230° +45°  
Alfa-Centaurídeas ACE 08 Fev 28 Jan - 21 Fev 10 Cen 210° -59°  
Gama-Normídeas GNO 13 Mar 25 Fev - 22 Mar 5 Nor 249° -51°  
Lirídeas LYR 22 Abr 16 Abr - 25 Abr 15 Lyr 271° +34° Thatcher C/1861 G1
Pi-Pupídeas PPU 23 Abr 15 Abr - 28 Abr var. Pup 110° -45° 26P/Grigg-Skjellerup
Eta-Aquarídeas ETA 05 Mai 21 Abr - 12 Mai 50 Aqr 338° -01° 1P/ Halley
Librídeas LIB 06 Mai 01 Mai - 09 Mai 4 Lib 223° -18°  
Delta-Aquarídeas Austrais SDA 29 Jul 14 Jul - 18 Ago 15 Aqr 339° -17°  
Pisces-Australídeas PAU 30 Jul 16 Jul - 13 Ago 5 PsA 341° -30°  
Alfa-Capricornídeas CAP 01 Ago 03 Jul - 15 Ago 8 Cap 307° -10° Honda-Mrkos-Pajdusakova
Iota-Aquarídeas Austrais SIA 04 Ago 25 Jul - 15 Ago 5 Aqr 334° -15° 2P/ Encke
Delta-Aquarídeas Boreais NDA 08 Ago 15 Jul - 25 Ago 5 Aqr 334° -05° 2P/ Encke
Perseídeas PER 12 Ago 23 Jul - 22 Ago 80 Per 47° +57° Swift-Tuttle 1862 III
Kappa-Cignídeas KCG 18 Ago 03 Ago - 25 Ago 5 Cyg 289° +55°  
Iota-Aquarídeas Boreais NIA 19 Ago 11 Ago - 31 Ago 5 Aqr 327 -06°  
Alfa-Aurigídeas AUR 01 Set 25 Ago - 05 Set 10 Aur 84° +42° Kiess 1911 II
Piscídeas SPI 19 Set 01 Set - 30 Set 5 Psc 05° -1°  
Draconídeas GIA 08 Out 06 Out - 10 Out var. Dra 262° +54° Giacobini-Zinner
Orionídeas ORI 21 Out 15 Out - 29 Out 20 Ori 95° +16° 1P/ Halley
Taurídeas Austrais STA 05 Nov 01 Out - 25 Nov 7 Tau 52° +13° 2P/ Encke
Taurídeas Boreais NTA 08 Nov 01 Out - 25 Nov 7 Tau 58° +22° 2P/ Encke
Leonídeas LEO 17 Nov 14 Nov - 20 Nov 100(var.) Leo 153° +22° 55P/ Temple-Tuttle
Alfa-Monocerotídeas AMO 21 Nov 15 Nov - 25 Nov var. Mon 117° +01°  
Foenicídeas PHO 05 Dez 28 Nov - 09 Dez 5 Pho 018° -53° Blanpain 1819 IV
Pupídeas-Velídias PUP 07 Dez 01 Dez - 15 Dez 10 Vel 123° -45°  
Geminídeas GEM 14 Dez 09 Dez - 19 Dez 80 Gem 113° +32° 3200 Phaeton (asteróide)
Ursídeas URS 22 Dez 17 Dez - 24 Dez 10 UMa 217° +76° 8/P Tuttle

Legenda

Nome - nome do enxame
Abrev. - abreviação utilizada internacionalmente
Máximo - data de atividade máxima
Duração - período aproximado de atividade 
THZ - taxa horária de meteoros ( zenital ) ; var : variável
Const - constelação onde se encontra o radiante
AR - ascenção reta do radiante
Dec - declinação do radiante
Cometa ou Asteróide - astro associado, caso seja conhecido

Obs : - no caso dos anos bissextos, considerar um dia antes das datas da tabela.

Fonte: www.cosmobrain.com.br

Meteoros

Chuva de meteoros

Ao olharmos cuidadosamente o céu limpo noturno, podemos observar uma série de fenômenos interessantes. Um deles é o popularmente chamado de estrela cadente, que não é propriamente uma estrela, mas um fragmento muito pequeno originário de cometas e asteróides. Estes objetos vagam pelo espaço e, por vezes, encontram a Terra. Ao cruzarem velozmente a atmosfera terrestre, esquentam rapidamente devido à resistência do ar, ficando incandescentes e formando os rastros brilhantes que chamamos de estrelas cadentes ou meteoros. Devido às altas temperaturas, boa parte deles vaporiza-se por completo, e não chega à superfície da Terra. Quando observamos este fenômeno em abundância, dizemos que estamos vendo uma chuva de meteoros e, neste caso, sua origem se deve geralmente à passagem de algum cometa. Se, no entanto, algum pedaço do meteoro não vaporiza e cai no solo, é então chamado meteorito. Os meteoritos de tamanho apreciável podem abrir grandes crateras, como a do Arizona, nos Estados Unidos.

Mas como os cometas participam deste fenômeno?

Para entendermos isso, vamos voltar um pouco no tempo. A chuva de meteoros é objeto recente de estudo dos astrônomos, que passaram a acompanhá-la metodicamente somente a partir do século 19. Entretanto, há anotações históricas que descrevem o seu aparecimento em épocas e lugares tão remotos como, por exemplo, a China. A mais antiga descrição conhecida pode ser encontrada nos Anais da primavera e do outono, do chinês Ch'un Ch'iu, que registrou a chuva de 23 de fevereiro de 687 a.C!

No começo, sua origem era, ao mesmo tempo, fonte de exaltação e perplexidade. As civilizações pré-científicas consideraram os meteoros, à semelhança dos cometas, mensageiros de algum sinal, geralmente de má sorte. Na África Ocidental, certas culturas consideravam os meteoritos excrementos solares. Em outras, os meteoritos representavam as almas dos mortos regressando à Terra para renascerem, ou ainda, os Arautos de Mbomvei, o ser supremo. Para os Jukun, o meteoro representou uma oferta de alimentos vinda das estrelas. Na África Islâmica, crê-se que a estrela cadente seja um punhal enviado pelos anjos para impedir que os espíritos subam ao céu.

Já a maioria dos astrônomos pensava que os meteoros estavam associados a simples fenômenos meteorológicos, como relâmpagos, nuvens, arco-íris ou pequenos pedaços de rochas que retornavam à Terra após terem sido expelidos durante uma erupção vulcânica. Na antigüidade, foram raras as vezes em que se falou a respeito de pedras de ferro vindas do céu. O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) imaginou que fossem de origem puramente atmosférica. O nome meteoro quer dizer, em grego, "elevado no ar", naturalmente associado com o fato de ocorrerem nas camadas mais elevadas da atmosfera.

Esta visão começou a passar por profundas transformações rapidamente. Os contínuos relatos de "pedras que caíam do céu" começou a instigar a mente dos cientistas modernos. Em particular, o alemão Ernst Florens Friedrich Chladni (1756-1827) foi um dos primeiros a investigar seriamente a questão. Como resultado de minucioso estudo que incluiu coleta de pedras caídas do céu, publicou em 1794 um livro onde afirmava, corretamente, que pequenas partículas de matéria no espaço colidiam vez por outra com a Terra. A quantidade de informação cresceu rapidamente em 11 de novembro de 1799, data do primeiro fenômeno observado cientificamente, que ocorreu em várias regiões da América. O relato mais preciso ficou por conta do cientista alemão Alexander Humboldt (1769-1859). Em sua obra, ficou estabelecido, pela primeira vez, que as estrelas cadentes de um mesmo enxame aparentavam vir de um único ponto. Em 1865, o meteorologista R. P. Cregeste chamou o ponto de onde as pedras aparentavam vir, de radiante.

Um dos mais interessantes pesquisadores do tema, Edward Herrick (1811-1862), curiosamente não era astrônomo, sequer completou estudos secundários. Portador de uma inflamação visual crônica e, portanto, suscetível ao fracasso nos estudos, seus pais preferiram não dar continuidade ao seu aprendizado. Portanto, aos 16 anos, trabalhava numa livraria que atendia aos freqüentadores da Universidade de Yale em New Haven, e aos 24, já era um dos sócios da livraria. Nos três anos seguintes, seu negócio enfrentou sérios problemas, até que teve que encerrá-lo. Na noite de 9 de agosto de 1837, em meio ao colapso financeiro, Herrick percebeu uma quantidade fora do comum de meteoros. Era o começo de um trabalho brilhante, que resultou em importantes resultados para o meio astronômico.

Naquele momento, a sociedade astronômica em massa voltava-se pela primeira vez para estes objetos ainda incompreendidos. Estavam então, sob efeito do grandioso espetáculo acontecido quatro anos antes. Na noite de 12-13 de novembro de 1833, percebeu-se mais de mil estrelas cadentes por minuto, vindas da constelação do Leão! Houve quem achasse que todas as estrelas do céu estavam caindo, como fora previsto no Apocalipse de São João;o sinal de que o fim dos tempos havia chegado. Até mesmo observadores menos atentos perceberam este excepcional acontecimento, muito semelhante a uma tempestade. Herrick começou, então, um profundo estudo histórico de relatos de chuvas de meteoros. Seu objetivo era vasculhar, no passado, a existência de semelhante fenômeno em meados de agosto. Encontrou vários casos, a começar por acontecimentos verificados no Egito, em 1029, estimulando-o a escrever um artigo onde previu a existência de uma segunda chuva anual de meteoros que ocorreria em agosto.

O alemão Heinrich W. Brandes mediu velocidades de meteoros, encontrando valores que chegaram a 58 quilômetros por segundo, o que equivale a duas vezes a velocidade orbital da Terra. Ele ressaltou que este resultado continha importantes implicações, uma vez que nenhum corpo orbitando ao redor do Sol pode viajar com velocidades acima de 42 quilômetros por segundo nas proximidades da Terra, do contrário, este sairia do sistema solar. Portanto, se um meteoro é visto cortando a atmosfera terrestre com uma velocidade de 58 km/s, é porque deve estar viajando praticamente de frente para a Terra, ao seu encontro. Herrick questionou-se sobre a possibilidade de estas colisões desacelerarem a Terra, levando-a à inusitada situação de espiralar lentamente em direção ao Sol. Para isso, procurou evidências de que a duração do ano sofria uma gradual diminuição, o que não ocorreu. De fato, apesar de seu grande número (estima-se que 25 milhões de meteoros cruzem a atmosfera terreste todo dia) e velocidade, os meteoros são corpos de massa desprezível.

Herrick, ajudado por um grupo de amigos, realizou contagens de ocorrências de meteoros em diferentes épocas do ano, encontrando que, em média, pode-se ver 20 meteoros por hora, perfazendo cerca de 3 milhões por dia. O que podemos perceber, estava bem abaixo das estimativas atuais. E ele não considerou as chuvas de meteoros! Esta prodigiosa quantidade levou-o a outra conclusão. Estes corpos deveriam vir de uma região extremamente grande para sustentar, durante centenas de anos, a periodicidade das ocorrências. Em seus escritos, já sugeria, corretamente, que as chuvas de meteoros derivavam de corpos cometários. Esta hipótese viria a ser confirmada 28 anos depois, quando a conexão entre as órbitas de cometas e de meteoros seria demonstrada.

Isto se deu em 1864, a partir da pesquisa do astrônomo norte-americano H. A. Newton, que investigou os meteoros de novembro e previu a chuva das Leônidas, ocorrida em 1866. Concomitantemente, oastrônomo italiano Giovanni Virgínio Schiaparelli (1835-1910) anunciou a semelhança entre as órbitas do cometa 1862 III e da chuva de agosto, que pode ser percebida pelos elementos orbitais abaixo:

  Perseidas 1862 III
Período 105 anos 123,4 anos
Direção do movimento retrógrado retrógrado
Passagem pelo periélio 1862, julho,13 1862,agosto,22
Distância do periélio 0.9643 0.9626
Longitude do periélio 343º 28' 344º 41'
Nodo ascendente 138º 16' 137º 27'
Inclinação da órbita 64º03' 66º25'

Com base nestes números, conseguiu-se, já em 1875, prever o seu provável retorno em 1985. Logo em seguida, o astrônomo francês Urbain Jean Joseph Leverrier (1811-1877) e o astrônomo inglês John Conch Adam (1819-1892), pesquisando independentemente, determinaram a órbita dos Leonídios e verificaram ser semelhante a uma órbita de cometa. Sabemos que os cometas são corpos celestes de aspecto nebuloso que apresentam núcleo, coma e cauda quando se aproximam do Sol. O núcleo pode ter um diâmetro de até vários metros. À medida que o núcleo do cometa sublima, ele vai liberando partículas pelo espaço. Os fragmentos liberados passarão a percorrer a mesma órbita elíptica que o cometa descreve.

Eventualmente, após algumas passagens do cometa, toda a sua trajetória estará preenchida por estes restos cometários. Este fato, a origem cometária, foi definitivamente comprovado pelo astrônomo austríaco Edmund Weiss (1837-1917), que demonstrou que os Andromedídios seguem a órbita do cometa de Biela, destroçado provavelmente na década de 1860. A chuva de meteoros do dia 27 de novembro de 1872 (mais intensa do que a dos anos anteriores) coincidiu com a data em que o cometa Biela deveria aparecer, se existisse. Já os Aquarídeos seguem a órbita do cometa de Halley, constituindo uma forte prova da gradual destruição do mais conhecido de todos os cometas, com as repetidas aproximações ao Sol. Orbitando ao redor do Sol, a Terra, por vezes, encontra estes fragmentos, que por ela são atraídos por ação de forças gravitacionais, gerando uma chuva de meteoros.

As chuvas de meteoros são coleções de partículas que viajam paralelamente umas às outras. Entretanto, o efeito de perspectiva faz com que elas pareçam vir de um ponto comum (radiante). Um observador visual pode, por meio das medidas de direção e velocidade angular da chuva, associar cada chuva de meteoros a um grupo particular. Assim, por exemplo, a chuva de meteoros que aparenta vir da constelação de Órion, é chamada de Oriônidas. As principais chuvas de meteoros visíveis no nosso hemisfério (Sul) são mostradas na tabela abaixo:

Chuva de meteoros Data Constelação do radiante Quantidade por hora Cometa associado
eta Aquáridas* 4-6 maio Aquário 20 Halley
delta Aquáridas 22 julho -5 agosto Aquário 20 ?
Oriônidas 20-22 outubro Órion 25 Halley
Táuridas 20 novembro- 20 dezembro Touro 15 Enke
Leônidas* 16-18 novembro Leão 15 Temple-Tuttle
Gemínidas 12-15 dezembro Gêmeos 50 Phaeton (asteróide)

*Observadas somente após a meia-noite.

Como curiosidade, o cometa Halley está provavelmente associado a duas chuvas de meteoros: Eta Aquáridas, que ocorre em maio, e Oriônidas, em outubro. A incidência de meteoros tende a ser maior logo após a passagem do cometa responsável pela chuva, pois neste caso as partículas ainda estão concentradas em determinados pontos de sua órbita.

Qualquer pessoa interessada pode fotografar a próxima chuva de meteoros. Para isso, recomenda-se olhar atentamente para a direção da constelação de Órion, após a meia-noite. Neste momento, ela estará a meia altura para o leste. Esta constelação é de fácil identificação, visto que possui estrelas bem conhecidas, como as Três Marias, estando próxima da constelação de Cão Maior, onde encontramos a estrela Sirius, a mais brilhante do céu. Deve-se usar uma câmera com uma relação distância focal/diâmetro da lente, baixa, de 1,2 a 2,0. O filme a ser usado deve ser, de preferência, a partir de 200 ASA. O lugar onde as fotos serão obtidas é também importante. Dê preferência a lugares onde não haja interferência luminosa das grandes cidades (serras, sítios, cidades pequenas). Este último conselho deve ser seguido por aqueles que desejarem acompanhar o fenômeno a olho nu, o que pode ser, com uma boa dose de paciência, um belo espetáculo.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Meteoros

O termo meteoro vem do grego meteoron, que significa fenômeno no céu.

É usado para descrever a faixa de luz produzida quando matéria do sistema solar cai na atmosfera terrestre criando incandescência temporária resultante da fricção na atmosfera. Isto ocorre tipicamente a alturas de 80 a 110 quilômetros acima da superfície da Terra. O termo também é usado livremente com a palavra meteoróide referindo-se à própria partícula sem relação com o fenômeno que produz ao entrar na atmosfera terrestre. Meteoróide é o corpo que vaga no espaço, antes de colidir com a atmosfera e Meteoro é o nome genérico dos fenômenos que ocorrem na atmosfera terrestre.

Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra, ele produz um meteoro luminoso, que também é chamado popularmente de ``estrela cadente''. Meteorito é um meteoróide que atinge a superfície da Terra ou outro corpo do Sistema Solar sem ser completamente vaporizado. Um dos primeiros objetivos ao estudar meteoritos é determinar a história e origem dos corpos que lhes deram origem. É provavel que o fenômeno da estrela cadente seja conhecido desde a pré-história, porém os registros sobre ele são bem mais recentes, como por exemplo aqueles encontrados nos anais chineses e coreanos datados de 1760 a.C., aproximadamente, ou então nos papiros egípcios de 2000 a.C. Diógenes de Apolônio (séc. IV a.C.), afirmava que os meteoros eram corpos cósmicos - estrelas de pedra - invisíveis da Terra e que após morrerem, precipitavam-se sobre o rio Egos-Potamos.

Aristóteles (sec. II a.C.) afirmava que os meteoros eram fenômenos atmosféricos que surgiam durante a ocorrência de fenômenos físicos ligados ao interior da Terra. Atualmente, sabe-se que a geração do traço de luz no céu, deve-se principalmente a dois fatores: aquecimento do meteoróide e a luminescência do ar atmosférico. Normalmente, o efeito meteoro possui uma curta duração, atingindo em media, dois segundos.

Excepcionalmente, o rastro luminoso pode durar de alguns minutos a mais de meia hora; provavelmente, este fato se deve à ocorrência de fenômenos elétricos na ionosfera. O efeito meteoro na ionosfera acontece na camada que se estende entre 50 a 200 km de altura, aproximadamente. Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as camadas de ar que oferecem resistência a sua passagem, decorrente do atrito. O astro então se aquece. Se a velocidade do corpo celeste for da ordem de 70 km/s (252.000 km/h), geram-se temperaturas que variam de 3000°C até cerca de 7000°C, dependendo dos materiais que compõem o meteoróide. Com temperaturas assim tão altas, a parte externa é volatilizada e há, nesse processo, geração de luz.

Além disso, quando o corpo celeste cruza a ionosfera, a turbulência por ele provocada no ar e o aquecimento da camada gasosa podem produzir íons ou promover a neutralização de outros já existentes. Do processo de excitação dos eletrons libera-se energia, geralmente em forma de luz. Assim, quando observamos o traço luminoso no céu, estamos vendo o caminho já percorrido pelo meteoróide em sua direção à superfície da Terra.

Na grande maioria das vezes a dimensão desse corpo ou areia cósmica é muito reduzida, da ordem de um grão de arroz. Para efeito de proporções, um meteoro com magnitude de +3m (aproximadamente o brilho de uma das "Três Marias") teria massa aproximada de 0,1 g. Para aqueles que conseguem vencer o "Muro dos Meteoritos", situado a 85 km de altura, atingindo a superfície terrestre, sua massa varia desde alguns quilos até toneladas. São considerados bólidos, os meteoros que atingem brilho muito elevado, como ``bolas de fogo''.

Os meteoros esporádicos são, sem dúvida, os mais comuns pois milhares deles se queimam diariamente na atmosfera da Terra. Os chuveiros de metoros acontecem com dia e hora marcada anualmente, oferecendo aos privilegiados observadores que as presenciam, um espetáculo inesquecível. Contudo, alguns poucos desses chuveiros periodicamente ou não, dependendo da quantidade de escombros que a Terra encontra em seu caminho, podem se transformar em tempestades de meteoros com taxas muito altas de aparições apresentando espetáculos fantásticos. As chuvas de meteoros podem ser classificadas em três categorias: Instantâneas, Intermediárias e Intermitentes, classificação esta não adotada pela União Astrônomica Internacional. Nas instantâneas, observa-se uma grande quantidade de meteoros em curtíssimos intervalos de tempo, como por exemplo, 50 a 100 meteoros em dois ou três minutos. Há alguns casos de chuvas instantâneas, em que o número de meteoros chega a casa dos 400 por minuto.

As intermediárias são mais comuns, com um grande número de meteoros, em algumas por exemplo, de 100 a 500 em intervalos de tempo de 2 a 5 horas. Nas intermitentes, o número de meteoros é grande, de 600 a 2000, distribuídos em um período de um a dois dias. Milhares de meteoros cruzam esporadicamente nossa atmosfera diariamente. Contudo, em determinadas datas no decorrer de cada ano, acontecem o que é chamado de Chuveiro de Meteoros. Isso acontece quando a Terra passa através da órbita de um Cometa que deixou atrás de si uma nuvem de partículas de poeira, ou em casos mais raros, por um asteróide. Chuveiros de meteoros é o conjunto dos meteoros que surgem no mesmo dia e parecem provir de uma mesma região do céu, chamade de Radiante. Estas chuvas também são conhecidas como corrente de meteoros, enxame de meteoros ou chuva de estrelas. As Chuvas de Estrelas fugazes produzem-se pontualmente todos os anos, numa data precisa, e cada uma apresenta características próprias bem definidas - parecem irradiar-se de um certo ponto ou região do espaço qu, o Radiante , e tem uma freqüência horária, uma altura onde se produz o fenômeno luminoso e uma magnitude média bastante típicas.

Contudo, as condições de observações dos meteoros variam de ano para ano, em conformidade com oque a Terra encontra em seu caminho, uma zona mais ou menos densa destas partículas. Muitos meteoros, chamados esporádicos (SPO) também acontecem juntamente com um chuveiro e podem aparecer em qualquer parte do céu. Muitos meteoros se queimam na atmosfera enquanto outros são suficientemente grandes para alcançar a superfície da Terra e por isso passam a ser chamados de meteoritos.

Fonte: br.geocities.com

Meteoros

Chuva de Meteoros

O que são Meteoros ?

Meteoro é o fenômeno conhecido popularmente como "estrela cadente". Ele acontece quando uma partícula ou grão de poeira penetra na alta atmosfera da Terra. Estas partículas são geralmente de origem extraterrestre e chegam com velocidades muito grandes (entre 100 e 200 mil km/h). O atrito com os gases da alta atmosfera faz com que estas partículas alcancem altíssimas temperaturas e literalmente evaporem. O rastro luminoso deste processo é o meteoro que avistamos aqui do chão, durante a noite; mas o fenômeno ocorre entre 40 e 100 km de altura. O tamanho dos meteoros varia deste alguns micra (a milésima parte do milímetro) até alguns metros. Os maiores são extremamente raros e podem atingir a superfície da Terra. À estas rochas que atingem o solo chamamos de meteoritos.

O que são Chuvas de Meteoros ?

O nosso Sistema Solar possui muitos cometas, alguns dos quais chamados de "periódicos", ou seja, que tem período e órbita em torno do Sol relativamente fixos dentro dos limites do Sistema Solar. Os cometas são aglomerados (da ordem de algumas dezenas de km) feitos de gelos de diferentes substâncias e grãos de poeira. Quando os cometas aproximam-se do Sol, aumenta a temperatura da sua superfície e parte do seu material "evapora": o gelo vira gás (sublimação), que é posteriormente arrastado pelo "vento solar" (partículas emitidas pelo Sol), formando a cauda, mas os grãos de poeira são suficientemente pesados para permanecerem em órbita do Sol, ao longo da órbita do cometa. Passando várias vezes próximo ao Sol, o cometa formará um verdadeiro tubo de matéria ao longo de sua órbita.

A Terra tem uma órbita "bem comportada" em torno do Sol, mas os cometas, não. Desta forma, ocorre que a órbita da Terra intercepta a órbita de alguns cometas periódicos do Sistema Solar. Assim sendo, todo vez que a Terra passa por um ponto onde intercepta a órbita de um cometa periódico, ela passa por um tubo de matéria. Logo, os grãos de poeira deste tubo serão atraídos pela força gravitacional da Terra e penetrarão na alta atmosfera, quase todos ao mesmo tempo, provocando uma verdadeira chuva de meteoros. Este fenômeno tem um instante de máximo, quando a Terra está no ponto exato onde intercepta a órbita do cometa.

A Nomenclatura das Chuvas

Quando olhamos o fenômeno aqui do chão, temos a impressão que todos os meteoros que vemos parecem vir de um mesmo ponto no céu. Esta é a mesma impressão que uma pessoa em um carro em alta velocidade tem com relação às luzes dos postes que iluminam a rua. O tubo de matéria está ao longo da órbita do cometa (que tem uma direção determinada), assim como as luzes dos postes estão ao longo da estrada. Em Astronomia, chamamos esta direção de "radiante". Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba nomeando a chuva de meteoros. Por exemplo, os Leonidas tem este nome porque o seu radiante é na constelação do Leão.

Como Observar Chuvas de Meteoros ?

É importante dizer que chuvas de meteoros são fenômenos de difícil previsão. Podemos prever com alguma exatidão o instante em que a Terra intercepta a órbita do cometa, mas não se haverá uma quantidade razoável de grãos de poeira para provocar um fenômeno visualmente bonito. O instante de máximo da chuva também tem pouca confiabilidade, pois nem sempre ocorre quando a Terra atravessa a órbita do cometa (o erro pode ser de 12 horas para mais ou para menos).

O que se observa é uma grande quantidade de meteoros em um espaço relativamente curto de tempo. Em Astronomia, costumamos quantificar isto, através da taxa horária, ou seja, a quantidade de meteoros que é vista por hora. Assim, quando dizemos que a taxa da chuva é de 60 meteoros/hora, não significa que teremos 1 por minuto, mas que o observador verá 60 meteoros se tiver a paciência de ficar olhando o céu durante uma hora. Para se ver bem o fenômeno, deve-se estar em um lugar o mais escuro possível e com ampla visão de todo céu. Não é necessário olhar em uma direção específica. A melhor forma, é ficar deitado, de modo a se olhar todo o céu. Nas cidades, avista-se apenas os meteoros mais intensos. Ainda assim, dependendo da intensidade da Chuva, pode-se ter um bonito espetáculo. Alguns meteoros são muito rápidos (duram cerca de 1 seg.), outros podem durar um pouco mais (cerca de 10 seg.).

Os mais brilhantes e demorados apresentam colorações variadas, desde o prata até um verde claro intenso. Com alguma sorte, você poderá ver alguns fenômenos mais raros, como a explosão de um meteoro (parte-se em vários pedaços) ou as nuvens remanescentes (o material sublimado do meteoro forma um pequeno cirrus, que desfaz-se aos poucos, podendo durar até 30 minutos. Se você estiver em um lugar silencioso, poderá até ouvir o barulho dos meteoros entrando na atmosfera (alguns semelhantes ao barulho de aviões a jato em grande altitude, outros como um apito agudo longínquo).

Quais os Reais Perigos das Chuvas de Meteoros para a Humanidade ?

Os meteoros são, na sua maioria, extremamente pequenos e não conseguem chegar até o solo. Talvez alguns poucos consigam, mas certamente não serão maiores que uma bolinha de tênis. Portanto, não há qualquer perigo para nós. Entretanto, os artefatos humanos no espaço (os satélites) podem sofrer danos, ainda que a chance seja pequena.

Para efeito de comparação, uma bala disparada por um revólver calibre 38 tem uma energia aproximada de 310 joules, ou seja, as maiores partículas dos Leonidas podem atingir os satélites em órbita com uma energia 4 vezes maior que um tiro de calibre 38. Entretanto, a probabilidade de isto ocorrer é baixa. Mesmo no pior caso e imaginando que a chuva dure cerca de 3 horas, o fluxo de partículas potencialmente perigosas será de aproximadamente 0,03 partículas/m2. Assim sendo, a chance de um satélite ser danificado é diretamente proporcional à sua área. Os menores satélites (maioria) têm áreas efetivas pequenas e estão fora de perigo.

A chance de serem alvejados é menor que 3%. Já os satélites maiores podem realmente ser danificados, pois as chances são menores que 30%. Para minimizar as possíveis perdas, as agências espaciais reorientam os painéis solares (que proporcionam a maior contribuição para a área do satélite), de modo a ficarem paralelos à direção das Chuvas mais intensas.

Observação de chuvas de meteoros

As chuvas de meteoros são periódicas, ou seja, todo ano elas ocorrem aproximadamente na mesma data, pois são provocadas por tubos de matéria que são interceptados pela Terra ao longo de sua órbita em torno do Sol. No último endereço da relação de páginas virtuais listadas abaixo são encontradas informações sobre as chuvas de meteoros que serão visíveis este ano do hemisfério sul.

GLOSSÁRIO

Cirrus - formação de nuvem típica de alta altitude na nossa atmosfera. As nuvens chamadas de cirrus formam-se geralmente a 8 km de altura, ainda dentro da troposfera. Os cirrus provocados pelos rastros remanescentes dos meteoros são pelo menos 5 vezes mais altos e ocorrem na estratosfera, onde os fortes ventos os desfazem rapidamente.

Constelação - agrupamento aparente de estrelas, que foram reconhecidos e nomeados por culturas antigas (Suméria, Babilônia, Grécia, etc..). Por razões históricas, os nomes e grupamentos foram mantidos e até hoje são usados para nomear e dividir o céu em regiões.

Órbita - trajetória de um corpo celeste em torno de outro principal. A órbita da Terra é quase circular em torno do Sol. As órbitas de corpos menores como os asteróides e cometas são geralmente mais elípticas e inclinadas (com relação ao plano do Sistema Solar).

Sistema Solar - sistema em que nosso planeta (a Terra) se encontra, formado pelo Sol (estrela central), 9 planetas, asteróides, cometas e partículas de poeira. Seu tamanho é de cerca de (órbita de Plutão) 12 bilhões de km.

Tempo Universal - hora do meridiano de Greenwich (Londres). Para obter a hora de Brasília é só diminuir 3 horas (ou 2 horas no horário de verão).

Vento solar - o Sol não emite só luz, como percebemos no dia-à-dia. Ele também emite partículas carregadas (elétrons, prótons, etc) através de fenômenos conhecidos como ejeções coronais. Estas partículas viajam a velocidades muito grandes (levam cerca de 5 dias para chegar até a Terra) e são responsáveis pelo fenômeno das auroras polares, que ocorre quando chocam-se com a alta atmosfera da Terra.

Zênite - palavra de origem árabe, que designa o ponto no céu exatamente acima da nossa cabeça.

Fonte: www.cea.inpe.br

Meteoros

Composição dos meteoritos

Entre cerca de 1500 meteoritos estudados, os astrônomos e geólogos encontraram uma certa regularidade em suas composições.

Eles podem ser agrupados em três categorias:

1. Sideritos: compostos quase exclusivamente por ferro e níquel. 
2. Siderólitos: mescla de material rochoso e metálico.

3. Aerólitos: compostos por materiais rochosos.

Os meteoritos presentes numa mesma classe, apresentam-se com composições mineralógicas e químicas diferentes, de tal forma que podem ser agrupados em subclasses:

Sideritos: octaedritos, hexaedritos e ataxitos

Siderólitos ou Litossideritos: palasitos e mesossideritos (principais)

Aerólitos ou Assideritos: condritos e acondritos.

Todos os meteoritos possuem pequenas quantidades de materiais radioativos que são utilizados pelos geocronologistas para datação dos meteoritos. Os que foram datados por esse sistema possuem idades situadas entre 4,2 e 4,7 bilhões de anos.

O nivel de radiação de um meteorito é muito pequeno para ser nocivo à vida. Sendo assim, ao se achar um meteorito, é possivel a sua coleta sem riscos. É facil o reconhecimento de um meteorito devido a características marcantes, como grânulos, cor acinzentada, marcas de escorrimento e pequenas depressões como marcas de dedo em barro, causadas pelo grande aquecimento decorrente do atrito. Ele não apresentará arestas por ter sido moldado pela resistência do ar. Se sua composição for metálica, ele poderá alterar o cursor de uma bússola. Para a verificação de sua composição, fratura-se um pequeno pedaço da beirada a fim de não danificar a amostra, e caso seja um meteorito, apresentará ou grânulos, ou a mescla deste com metais.

De 1492 até 1977 foram coletados 765 meteoritos de queda e 1179 achados. Atualmente houve um grande acréscimo neste número, principalmente após o inicio da exploração das regiões polares, como a Antártida.

O Brasil possui 21 meteoritos, 19 dos quais são de queda. É chamado meteorito de queda aquele que tem a sua trajetória de colisão observada. O número dos achados é muito baixo devido a desinformação da grande maioria da população a respeito dos meteoritos. Existe hoje grande quantidade de meteoritos não registrados oficialmente em poder de leigos e apreciadores, o que compromete o número de amostra para pesquisa no Brasil.

O meteorito de Bendegó é o nosso mais famoso meteorito. É um siderito e sua massa é da ordem de 5360 kg (quilogramas). Foi descoberto em 1816 na Bahia (palco da guerra de Canudos) às margens do riacho Bendegó. Atualmente se encontra em exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

O maior meteorito foi encontrado em Hoba West (Namíbia) com peso aproximado de 60 toneladas. Mas o mais curioso é o meteorito de Meca, objeto de adoração do povo árabe, o qual é chamado de Pedra Negra, trazida a Abraão pelo Anjo Gabriel.

Diariamente 5 (cinco) toneladas de meteoritos atingem a atmosfera terrestre, mas somente 1 (uma) tonelada chega a atingir o solo.

Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

Meteoros

Nenhum mundo está isolado do resto do Universo. Cerca de 10 mil toneladas de matéria penetram na atmosfera terrestre a cada ano, caídas do espaço cósmico. A maior parte são meteoróides (pequenos pedaços de matéria) e fragmentos de cometas inofensivos que tornam-se incandescentes por causa do atrito com o ar, sendo destruídos antes de atingir o solo. Produzem belos traços brilhantes no céu conhecidos como estrelas cadentes e meteoros.

De vez em quando, porém, somos atingidos por algo grande. Estima-se que um verdadeiro mundo de 10 quilômetros de diâmetro choca-se com a Terra em média de 10 em 10 milhões de anos, produzindo uma catástrofe global da qual a Humanidade dificilmente escaparia. Um evento desses parece ter sido a razão da extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

Cometas

Meteoros
Núcleo do Cometa Halley
Nota-se o seu formato irregular e jatos de partículas sendo lançadas ao espaço.

Provavelmente o que caiu na Terra naquela ocasião foi um pedaço de cometa. Os cometas são bolas de gelo misturado com poeira ("gelo sujo") que transitam pelo espaço interplanetário.

Vários deles orbitam ao redor do sol em trajetórias bastante ovaladas, ora aproximando-se, ora afastando-se do Sol - como o famoso cometa Halley [1], que passa perto da Terra de 76 em 76 anos. São chamados cometas periódicos. Outros passam uma vez perto do Sol e nunca mais voltam.

Quando um cometa se aproxima do Sol, são emitidas partículas de seu núcleo por causa do calor, formando uma "nuvem" ao seu redor chamada coma. A pressão do vento solar "empurra" as partículas para longe do Sol, e aparece a cauda típica dos cometas. O vento solar é constituído de matéria lançada a partir do Sol em direção ao espaço, por causa de sua alta temperatura e de perturbações em sua superfície (como as explosões solares). Apesar de ser extremamente ralo - dez átomos por centímetro cúbico nas proximidades da Terra, viajando a 300 km/s -, é suficiente para provocar o aparecimento da cauda cometária. A cauda, por isso, aponta sempre na direção oposta ao Sol (e não na direção da trajetória dos cometas).

Suspeita-se da existência de um conjunto esférico de cometas movendo-se vagarosamente ao redor do Sol a uma distância enorme, 2500 vezes maior que a órbita de Plutão. Este conjunto, chamado nuvem de Oort, seria a origem de boa parte dos cometas. Conjectura-se que o cinturão de asteróides de Kuiper, situado além de Plutão (ver abaixo, em "Plutão já não é mais o mesmo") também seja uma fonte de cometas.

Meteoros cometários

Meteoros
Região do impacto de Tunguska, Rússia.

Fragmentos maiores liberados pelo núcleo dos cometas descrevem órbitas semelhantes a ele e, com o tempo, acabam formando um rastro de corpúsculos ao longo de sua trajetória. A órbita da Terra cruza vários desses rastros. Quando isto acontece, os fragmentos penetram na atmosfera e são incendiados pelo atrito com o ar, sendo vistos do solo na forma de belos meteoros.

Como eles só atingem a Terra quando esta cruza alguma órbita cometária, os meteoros têm data marcada para aparecer. Os meteoros Perseidas, por exemplo, aparecem perto do dia 12 de agosto de cada ano e são devidos ao cometa P/Swift-Tuttle (a letra "P" indica que o cometa é periódico).

A maioria esmagadora desses fragmentos cometários é absolutamente inofensiva. Às vezes, porém, encontramos um pedaço dos grandes pelo caminho. Um enorme fragmento do cometa P/Swift-Tuttle parece ter se chocado contra o solo no oeste do Amazonas, em 13 de agosto de 1930, fato conhecido como "evento de Curuçá" ou "Tunguska Brasileiro". A expressão "Tunguska Brasileiro" refere-se a um outro corpo celeste que atingiu a região de Tunguska, na Sibéria, em 1908, destruindo uma área de 2000 quilômetros quadrados de floresta e liberando uma energia equivalente a 15 megatons.

Estima-se que a probabilidade de colisão direta da Terra com um dos cometas com órbitas próximas é de uma a cada 200 milhões de anos.

Asteróides: testemunhas das origens

Meteoros
Asteróide Eros, fotografado pela sonda NEAR-Shoemaker. Nota-se uma cratera na parte superior e outra, maior, na parte inferior, além de várias outras menores, provavelmente causadas por impacto de outros corpos.

Além de cometas, meteoróides e de uma fina e rala poeira interplanetária, o Sistema Solar é povoado por milhares de corpos maiores, vários deles com alguns quilômetros de diâmetro, chamados asteróides.

Boa parte dos asteróides possui trajetórias aproximadamente circulares e situa-se em uma faixa entre as órbitas de Marte e Júpiter (o "cinturão de asteróides"), formada por milhares deles. Desses, cerca de trinta têm diâmetros maiores do que 200 km; o maior de todos, Ceres (o primeiro a ser descoberto, em 1801, por Piazzi), tem 1025 km de lado a lado. Ceres acumula aproximadamente metade da massa de todo o cinturão de asteróides. Entretanto, o cinturão inteiro possui apenas cerca de um centésimo da massa de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar.

Os asteróides são remanescentes dos primórdios do Sistema Solar, de uma época em que os planetas ainda não haviam se formado. Segundo a teoria aceita atualmente, o Sistema Solar originou-se há 5 bilhões de anos, a partir de uma imensa nuvem de gás (principalmente hidrogênio e hélio) que contraiu-se sob a ação de sua própria gravidade. A maior parte acumulou-se no centro, formando o Sol. Porém, uma pequena parte concentrou-se em vários pontos, formando inúmeros asteróides. Esses corpos posteriormente fundiram-se entre si, através de uma série de colisões, formando os planetas e os satélites.

Mas alguns sobraram: são os asteróides atuais, testemunhas antiqüíssimas das origens dos planetas. Entre Marte e Júpiter, a gravidade deste último planeta impediu que os asteróides se aglutinassem para formar um corpo maior. Esta é a teoria aceita atualmente para a origem do cinturão de asteróides: eles não vêm da destruição de um planeta pré-existente, como se aceitava até há pouco, mas constituem um "planeta abortado".

Plutão já não é mais o mesmo

Meteoros
Plutão em sua imagem mais recente, tirada no Observatório McDonald da Universidade do Texas e publicada em janeiro de 2001 por pesquisadores do Departamento de Estudos Espaciais do Southwest Institute (3)

Um outro cinturão foi descoberto recentemente. Em 30 de agosto de 1992, os astrônomos David Jewett e Jane Luu encontraram um objeto de mais de 200 quilômetros de diâmetro situado além das órbitas de Plutão e Netuno [2]. A descoberta de um corpo tão grande além do que se imaginava ser os últimos planetas do Sistema Solar causou muita impressão. Vários outros foram descobertos nos anos seguintes, em distâncias próximas, comprovando a existência de um novo cinturão de asteróides chamado Cinturão de Kuiper , em homenagem ao astrônomo holandês que previu sua existência em 1951.

Estima-se que haja pelo menos 70 mil corpos neste cinturão, situados entre 30 e 50 unidades astronômicas do Sol (uma unidade astronômica é igual à distância nédia da Terra ao Sol; equivale a cerca de 149 milhões de quilômetros. Plutão está a 40 unidades astronômicas do Sol). A massa total do cinturão de Kuiper é muitas vezes maior que a massa do cinturão entre Marte e Júpiter.

Conjectura-se que o planeta Plutão, seu satélite Caronte e ainda o satélite Tritão de Netuno tiveram origem neste cinturão. De fato, os três astros possuem características bem distintas do resto dos seus colegas: Plutão e Tritão são muito mais densos que os quatro planetas mais próximos (Netuno, Urano, Saturno e Júpiter); Tritão gira ao redor de Netuno em sentido contrário ao de todos os outros planetas e da maioria dos satélites do Sistema Solar (movimento retrógrado); a órbita de Plutão é bastante inclinada em relação à órbita dos outros planetas, e muito mais ovalada que elas - a ponto de sua trajetória cruzar a órbita de Netuno (isto aconteceu em 11 de fevereiro de 1999, quando então Plutão tornou-se o planeta mais longínquo do sistema solar). Isto levou alguns cientistas a considerarem que Plutão não deveria ser classificado como planeta, e sim como asteróide.

Passado violento

Há vários asteróides fora dos dois cinturões, muitos deles em trajetórias bastante ovaladas. Conhece-se cerca de duzentos asteróides cuja órbita aproxima-se da órbita da Terra. A probabilidade de colisão, entretanto, é muito baixa. O astrônomo norte-americano Carl Sagan, no livro Pálido ponto azul [4], estima que a Terra é atingida por um objeto com cerca de 70 metros de diâmetro uma vez em alguns séculos. Uma queda dessas liberaria uma energia equivalente à das armas nucleares mais modernas. Já um bólido de 200 metros atinge a Terra em média a cada 10 mil anos, provocando uma colisão poderia provocar efeitos climáticos regionais muito graves. Continuando a seqüência apocalíptica, estima-se que a cada milhão de anos a Terra é atingida por um objeto com uns dois quilômetros de diâmetro; tal episódio provocaria uma catástrofe climática planetária. A cada 10 milhões de anos, teríamos algo como o impacto que extinguiu os dinossauros, provavelmente causado por um colosso de 10 quilômetros de diâmetro.

Meteoros
A cratera meteórica do Arizona, Estados Unidos, com 1,2 km de diâmetro.

Mas nem sempre o apocalipse foi tão raro. Planetas e satélites com pouca atmosfera têm a superfície pontilhada de crateras, pois não têm a proteção atmosférica de que dispomos. Mesmo a Terra possui algumas, produzidas por meteoros enormes que resistiram ao atrito. No estado do Arizona, nos Estados Unidos, há uma cratera espetacular com 1,2 quilômetros de diâmetro, originária de um bólido de 25 metros de envergadura que chocou-se com o solo entre 20 e 50 mil anos atrás.

Tendo-se uma idéia da quantidade e da distribuição dos asteróides no Sistema Solar, pode-se inferir o número de crateras presentes em um mundo sem atmosfera, como a Lua. Entretanto, o número de crateras na Lua é muito maior do que o calculado dessa maneira. Segue-se que o número de asteróides era bem maior em tempos remotos. Naquela época, nos primórdios do Sistema Solar (há 5 bilhões de anos atrás), os choques entre os mundos eram muito mais constantes. As crateras da Lua, muitas delsa tão grandes que são visíveis a olho nu, bem como a de vários outros mundos com pouca ou sem atmosfera, são testemunhos de uma época de grande violência cósmica.

Meteoros
Fobos, o maior satélite de Marte. 
A enorme cratera de Stickney é visível. Foto tirada pela sonda norte-americana Viking Orbiter 1.

É provável que encontros particularmente violentos já tenham destruído satélites e planetas várias vezes. Num evento desses, parte da matéria é lançada no espaço, mas parte cai de volta, por causa da ação gravitacional do conjunto dos fragmentos, reconstituindo o astro. Acredita-se que a Lua tenha se formado pela colisão da Terra com um mundo aproximadamente do tamanho de Marte, há 5 bilhões de anos. Ambos os mundos teriam sido despedaçados, mas foram reconstituídos pela ação gravitacional.

Uma lição cósmica

Um episódio espetacular em 1994 (felizmente não na Terra) veio lembrar a todos que essa violência cósmica ainda está ao redor. O cometa Levy-Shoemaker 9, que girava ao redor do Sol há bilhões de anos, foi capturado pelo campo gravitacional de Júpiter há algumas décadas. No dia 7 de julho de 1992, as fortes marés causadas no cometa pela gravidade do planeta gigante despedaçaram o seu núcleo. Um grupo de astrônomos liderados por Eugene Shoemaker e David Levy viram o cometa pela primeira vez em 25 de março de 1993, quando ele já era uma fileira de fragmentos espiralando em direção a Júpiter.

Meteoros
O planeta Júpiter, com os brilhos das explosões causadas pelo impacto do cometa Levy-Shoemaker 9. Fotos tiradas em 19 de julho de 1994 com o telescópio da Universidade do Havaí.

Seis espaçonaves da Nasa espalhadas pelo Sistema Solar (e inúmeros astrônomos na Terra) suspenderam suas tarefas para observar o que seria a colisão do milênio. Os fragmentos do cometa atingiram a atmosfera de Júpiter entre 16 e 22 de julho de 1994, um após o outro, a 60 quilômetros por hora. Foram observadas bolas de fogo se erguendo nos pontos de colisão, que em muitos casos tornavam-se mais brilhantes que todo o resto de Júpiter considerado em conjunto. As explosões deram lugar a manchas escuras do tamanho do planeta Terra.

Calcula-se que um cometa desse porte atinja Júpiter em média uma vez a cada mil anos. Uma colisão dessas com a Terra poderia destruir nosso planeta. Com tantos arautos do Apocalipse nas mãos humanas - guerra nuclear, catástrofes ecológicas, etc. -, o cometa Levy-Shoemaker 9 nos fez lembrar que a Natureza ainda é quem dá a última palavra.

Fonte: www.comciencia.br

Meteoros

É frequente existir alguma confusão entre os termos: meteoritos, meteoros e meteoróides.

São coisas distintas mas que estão intimamente relacionadas.

Um meteoróide é um pedaço de matéria que vagueia pelo espaço e sua dimensão vai desde significativamente menor que um asteróide a significativamente maior que uma molécula.

Um meteoro, popularmente conhecido como "estrela cadente", é um repentino raio luminoso causado pela fricção de um meteoróide com a atmosfera, podendo atingir uma velocidade de 72 km/s.

Meteorito é o nome que se dá a um meteoróide quando este cai na superfície da Terra.

A origem dos meteoróides é diversa: colisão entre 2 asteróides; perda de matéria dos cometas quando estes se aproximam do Sol; fragmentos que viajam pelo Sistema Solar desde a sua formação.

Os meteoros podem ser vistos a qualquer momento e em qualquer lugar do céu, mas em determinadas datas ocorrem as chamadas "chuvas de meteoros", que são causadas por nuvens de meteoróides deixados por cometas ativos. Então surge um número significativo de meteoros que parecem vir de uma mesma região do céu. Essa região do céu é chamada de radiante.

Durante o ano são várias as ocasiões em que podemos assistir a "chuvas de meteoros".

As Perseidas - meteoros com esse nome porque têm o radiante na constelação de Perseus - podem ser vistas com maior intensidade por volta do dia 12 de Agosto de cada ano, ainda que estes meteoros sejam vistos por alguns dias antes e depois desta data. Esta "chuva de meteoros" tem origem quando a Terra cruza com a nuvem de meteoróides deixada pelo cometa Swift-Tuttle.

As Leónidas têm o seu radiante na constelação de Leão, podem ser vistas com maior intensidade por volta do dia 17 de Novembro de cada ano, porém tem início uns dias antes e continua por alguns dias depois, ainda que com intensidade menor. As Leónidas são o resultado das partículas deixadas pelo cometa Temple-Tuttle.

Existem muitas outras "chuvas de meteoros" que podemos ver ao longo do ano, como o caso das Quadrântidas, Lirídeas, Oriónideas, Geminídeas, entre muitas outras.

Fonte: www.astro.110mb.com

Meteoros

Chuva de Meteoros

Todos nós, em alguma época das nossas vidas, já devemos ter olhado para o céu em um dia sem nuvens a fim de ver um pouco as estrelas e sem o menor aviso fomos surpreendidos por um risco brilhante cortando o céu e depois desaparecendo da mesma forma repentina. Todos nós, quando crianças, já pensamos em fazer algum pedido para uma estrela cadente na esperança de que ela realize o nosso desejo. Mas, o que realmente são esse objetos que encantam o olhar e a imaginação das pessoas?!

Meteoros

Meteoro, fenômeno conhecido popularmente como "estrela cadente", ocorre quando fragmentos de material sólido como rochas, metais, etc (chamados de meteoróides), que vagam pelo espaço em torno do Sol em regiões próximas à Terra, penetra na alta atmosfera da Terra. O atrito com os gases da alta atmosfera faz com que estas partículas alcancem altíssimas temperaturas e literalmente incendeiem. O rastro luminoso produzido por este processo é o meteoro que avistamos aqui do chão, durante a noite. O tamanho dos fragmentos que dão origem aos meteoros quando entram na atmosfera da Terra varia desde alguns milímetros até alguns metros. Os maiores são extremamente raros e podem atingir a superfície da Terra (no caso destes fragmentos quando atingem a superfície da Terra passam a ser chamados de meteoritos).

Chuvas de Meteoros

Em certas épocas do ano podemos observar ao longo de uma noite um numero muito maior de meteoros do que podemos observar em uma noite qualquer. A esses eventos damos o nome de chuvas de meteoros.

Uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra passa por uma região da sua órbita onde um cometa deixou um rastro de matéria, composto por gases e poeira desprendida do cometa quando este se aproximou do Sol. As partículas sólidas desse rastro de matéria, que são "varridas" pela Terra entram na atmosfera, aumentando consideravelmente o numero de meteoros observados do solo.

Como a grande maioria dessas partículas são bastante pequenas e não conseguem chegar ao solo, uma chuva de meteoros não representa nenhum risco para nós, no entanto, elas podem vir a danificar satélites em órbita.

Nomenclatura das Chuvas

Quando olhamos o fenômeno aqui do chão, temos a impressão que todos os meteoros que vemos parecem vir de um mesmo ponto no céu. Esta é a mesma impressão que uma pessoa em um carro tem com relação às pistas de uma auto estrada que se aproximam em um ponto distante. Em Astronomia, chamamos esta direção de "radiante". Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba nomeando a chuva de meteoros. Por exemplo, os Leonides tem este nome porque o seu radiante é na constelação do Leão.

Algumas dessas chuvas são bastante famosas e ocorrem de forma regular anualmente. A tabela a seguir mostra algumas das principais chuvas de meteoros que ocorrem ao longo do ano, com dados aproximados para o ano de 2007.

Meteoros

*A Taxa Horária é o numero estimado de meteoros que poderão ser vistos em uma determinada chuva de estrelas cadentes.

Como Observar uma Chuva de Meteoros?

É importante dizer que chuvas de meteoros são fenômenos de difícil previsão. Podemos prever com alguma exatidão o instante em que a Terra intercepta a órbita do cometa, mas não se haverá uma quantidade razoável de grãos de poeira para provocar um fenômeno visualmente bonito. O instante de máximo da chuva também tem pouca confiabilidade.

O que se observa é uma grande quantidade de meteoros em um espaço relativamente curto de tempo, essa quantidade é dada através da taxa horária, ou seja, a quantidade de meteoros que é vista por hora. Assim, quando dizemos que a taxa da chuva é de 60 meteoros/hora, não significa que teremos 1 por minuto, mas que o observador verá aproximadamente 60 meteoros se tiver a paciência de ficar olhando o céu durante uma hora sendo que eles aparecem de forma irregular.

Para se ver bem o fenômeno, deve-se estar em um lugar o mais escuro possível e com ampla visão de todo céu (lugares altos e afastados de cidades são ótimas opções). Não é necessário olhar em uma direção específica, no entanto, olhando para a região do radiante é possível ver mais meteoros porem com os riscos luminosos mais curtos, assim como olhando em noventa graus em relação a essa região observamos menos riscos porem mais longos, efeito esse devido a perspectiva do observador. A melhor forma, é ficar deitado, de modo a se olhar todo o céu acomodando-se de forma confortável e aguardando de 20 a 30 minutos para que a visão se adapte ao escuro para poder observar o fenômeno da melhor forma possível. Nas cidades, avista-se apenas os meteoros mais intensos e com um brilho aparente menor do que veríamos em uma região escura. Ainda assim, dependendo da intensidade da Chuva, pode-se ter um bonito espetáculo. Alguns meteoros são muito rápidos (duram cerca de 1 seg.), outros podem durar um pouco mais (cerca de 10 seg.). Os mais brilhantes e demorados apresentam colorações variadas, desde o prata até um verde claro intenso. Com alguma sorte, você poderá ver alguns fenômenos mais raros, como a explosão de um meteoro (parte-se em vários pedaços) ou as nuvens remanescentes (o material sublimado do meteoro forma um pequeno cirrus, que desfaz-se aos poucos, podendo durar até 30 minutos).

Uma outra boa maneira de se observar uma chuva de meteoros, é utilizando uma maquina fotográfica que permita controlar o tempo de exposição do filme. Para isso, coloque a câmera em uma base fixa e regule o tempo de exposição para um tempo adequado para a qualidade do local onde estiver sendo feita a observação, quanto mais escuro for o local maior pode ser o tempo de exposição e mais sensível pode ser o filme. Em cada pose você verá diversos rastros luminosos curvos produzidos pelas estrelas, e vez por outra alguns traços luminosos seguindo diversas direções diferentes provocados pelos meteoros.

Breno de Matos Barbosa Sales

Fonte: www.observatorio.ufmg.br

Meteoros

Meteoros
Asteróide

Com tamanhos variáveis, desde minúsculos grãos de areia até planetas em miniatura, há uma torrente de asteróides orbitando em torno do Sol na ampla região entre Marte e Júpiter. Cerca de 1.600 dos maiores já foram seguidos e catalogados mas, entre todos, apenas uns vinte possuem diâmetros de mais de 160 quilômetros. Cerca de outros 30.000, mais ou menos, podem ter 1,5 km ou mais de diâmetro, e milhões ou bilhões terão o tamanho de penedos. Qualquer um desses que entre na atmosfera terrestre recebe, juntamente com os detritos de cometas, o nome de meteoro ou estrela cadente. Quando seu tamanho é consideravelmente menor que o de um asteróide, recebem o nome de meteoróides.

Os meteoróides movem-se no espaço com velocidades que podem atingir dezenas e até centenas de quilômetros por segundo. São corpúsculos cuja massa oscila entre poucos miligramas e, no máximo, alguns gramas.

Ao se deslocarem em direção à Terra, chocam-se violentamente com as moléculas de gás atmosférico, ocasião em que se produz energia suficiente para vaporizá-los. Eles conseguem ultrapassar as camadas atmosféricas mais rarefeitas, penetrando também nas mais densas.

A grande maioria dos meteoróides que se aproximam da Terra desintegra-se entre os 200 e os 100 km de altura. Cotas inferiores a estas são alcançadas somente por corpos de massa muito elevada.

O ponto onde se começou a ver brilhar o meteoróide que se aproxima marca o início de sua interação com as partículas da alta atmosfera; a parte terminal de seu rastro luminoso corresponde à completa consumação, por ação do calor gerado pelo atrito.

Meteoros

Caindo na Terra, esses corpos celestes recebem o nome de meteoritos.

A maioria deles é formada de ferro, níquel e outros materiais.

Embora muitas toneladas de minúsculas partículas cheguem à Terra diariamente, o impacto de meteoritos de tamanho apreciável (50.000 toneladas ou mais) ocorre somente cerca de uma vez a cada 10.000 anos. Colidindo com forças tremendas, tais meteoritos cavam enormes crateras. O mais conhecido astroblema, ou "cicatriz de estrela" na superfície da Terra, é a Cratera do Meteoro) no Arizona, com 25.000 anos, tendo 1.200 metros de largura e 198 metros de profundidade. Provavelmente ela foi produzida pelo choque e explosão de um meteorito com uma massa de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

O maior meteorito caído no Brasil recebeu o nome de Meteorito de Bendengó, por ter sido encontrado perto do riacho Bendengó, na Bahia, no século XVIII. Sua massa é de aproximadamente 6 toneladas ( 6.000 kg).

Meteoros
Cratera do Meteoro, situada no Estado do Arizona, EUA

As estrelas cadentes podem ser vistas todas as noites, mas, em certas épocas do ano, contam-se até sessenta delas em apenas uma hora de observação. Houve ocasiões, muito raras, em que mais de 200.000 estrelas cadentes foram vistas em uma única noite.

Quando aparecem tantas estrelas cadentes e em tão pouco tempo, elas formam o que os astrônomos chamam de "chuva de meteoros". Tudo indica que isso acontece quando a Terra, em sua viagem em torno do Sol, passa por regiões do espaço onde há vários fragmentos ou pedaços de cometas.

Meteoros
Chuva de meteoros observada em 1833, conforme gravura da época

Fonte: br.geocities.com/saladefisica

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