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História do Microscópio

Inevitavelmente, o estilo artístico rococó não poderia ter deixado de influenciar o microscópio. Este estilo desenvolvido em França a partir dos primeiros anos do séc. XVIII, expandiu-se depois para a Alemanha e Aústria a posteriormente para os restantes países da Europa. Notabilizou-se pelo abandono da austeridade e solenidade do barroco, em favor de uma linguagem mais requintada e sensual, na qual o ornamento assumiu um papel fundamental.

O microscópio construído pelos irmãos Adams para o Rei George III, em prata e querubins, apesar de sua sofrível qualidade óptica, merece a atenção da crônica histórica.

História do Microscópio
Microscópio de Adams

Após estas primeiras descobertas, os estudos microscópicos progrediram muito pouco, e nos duzentos anos seguintes, nenhuma descoberta importante foi feita.

Finalmente, a partir de 1830, começaram a produzir-se lentes acromáticas, que não dão origem a aberrações. Este progresso culminou com a invenção, pelo físico alemão Ernest Abbé, do microscópio acromático com condensador, praticamente idêntico aos utilizados atualmente.

A hipótese de que todos os seres vivos são constituídos por células foi crescendo lenta e gradualmente, à medida que iam sendo aperfeiçoadas as lentes e os microscópios, que permitiram observações mais precisas da estrutura interna dos seres vivos.

O aparecimento do microscópio permitiu também o nascimento de um nova ciência: a citologia.

A citologia é a ciência que estuda a célula que só foi possível conhecer depois do aparecimento do microscópio.

Em 1930, V. Zworkin inventa o microscópio eletrônico. O seu uso veio a revelar a ultra-estrutura celular, permitindo aumentar ainda mais o objeto da biologia.

No microscópio eletrônico a luz é substituída por um feixe de electrões que se propaga no vácuo. Este microscópio não utiliza elementos ópticos, mas lentes eletrostáticas ou magnéticas, do que resulta uma ampliação e um poder de resolução muito maior.

O microscópio de fluorescência baseia-se na propriedade de certas substâncias que absorvem luz de determinado comprimento de onda e emitam luz de um c. d. o. superior: substâncias com propriedades fluorescentes. A clorofila é uma substância fluorescente quando iluminada com luz U.V.

O microscópio de contraste de fase tem, associado ao condensador, um diafragma especial que faz com que a luz passe apenas por certas zonas. Deste modo, mesmo que o material biológico seja muito fino é possível observar a imagem pretendida, pois o contraste é muito superior.

O microscópio óptico de fundo escuro tem associado um diafragma opaco na zona central. A luz passa por aberturas laterais que formam uma coroa circular.

O objeto aparece brilhante num fundo escuro. Promove um elevado contraste entre o objeto e o fundo.

O microscópio confocal permite visualizar imagens de diferentes planos do objeto a faz a sua sobreposição. Deste modo, possibilita a criação de imagens tridimensionais. Funciona com raios laser que visualizam um único plano de cada vez, de modo a não haver sobreposição de imagens O microscópio eletrônico de varrimento permite obter imagens a 3 dimensões. Outro nome é microscópio de scanning. O material é recoberto de ouro ou ouro e paládio. Um feixe de electrões é emitido e vai embater com o material que está revestido. Em vez de os electrões penetrarem no material, são refletidos.

O microscópio tem um detector que recebe os electrões e cria a imagem.

A ciência é então uma atividade que está em constante mutação e evolução e que depende primordialmente da tecnologia. Existe uma interrelação entre evolução tecnológica e evolução do conhecimento científico.

Constituição e Funcionamento do Microscópio Óptico Composto

História do Microscópio
Fig. 1 - Microscópio Óptico Composto Monocular

História do Microscópio
Fig. 2 - Microscópio Óptico Composto Binocular

Parte Mecânica:

Base ou Pé: Placa de apoio do microscópio que assenta sobre a mesa garantindo-lhe estabilidade.

Coluna ou Braço: Haste vertical ou inclinável, fixada à base, que suporta as restantes partes componentes do microscópio. Parte por onde se pega no microscópio.

Platina: Plataforma onde se colocam as preparações a observar. Tem no centro uma abertura – janela da platina – destinada à passagem dos raios luminosos. A preparação é fixada por duas molas ou pinças.

Revólver: Suporte de objetivas, fixado à extremidade inferior do tubo, que serve para facilitar a substituição de uma objetiva por outra, colocando-as por rotação em posição de observação.

Tubo ou Canhão: Suporte cilíndrico da ocular.

Parafuso Macrométrico ou das grandes deslocações: Permite movimentos de grande amplitude, rápidos, por deslocação vertical da platina.

Parafuso Micrométrico ou de focagem lenta: Permite movimentos lentos da deslocação da platina para focagens mais precisas.

Parte óptica:

Sistema de ampliação: Consiste na associação de dois sistemas de lentes (objetiva e ocular) constituindo um sistema óptico composto.

Objetiva: É uma associação de lentes, situada no revólver, que é colocada na extremidade mais próxima do objeto, ampliando a imagem do objeto (projeta uma imagem real, ampliada e invertida).

Objetiva de imersão: (100x) A lente frontal da objetiva é mergulhada num óleo de imersão ( de cedro ou anisol). A imersão tem por fim aumentar o valor da abertura numérica e portanto, o poder de resolução da objetiva. Quanto maior for o índice de refração, maior é a abertura numérica.

Ocular: É uma associação de lentes que é colocada na extremidade do tubo, mais próxima do olho do observador e que recebe a imagem da objetiva, ampliando-a e tornando-a visível (fornece uma imagem ampliada, direita e virtual).

Sistema de iluminação: consiste na associação destas três peças fundamentais:

Espelho Duplo ou Fonte de Luz: O espelho destina-se a refletir a luz que recebe da fonte luminosa para a platina (usa-se a face plana para refletir luz natural e a face côncava para refletir luz artificial).

Diafragma: Regula a quantidade de luz que vai atingir o campo do microscópio.

Condensador: É um sistema de duas lentes que distribui regularmente no campo visual do microscópio, a luz refletida pelo espelho ou diretamente da fonte luminosa.

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