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Milho

Cereal que, com o trigo, o arroz e a batata, é um dos quatro mais importantes produtos agrícolas do mundo. No Brasil, é cultivado em quase todo o país.

Milho
O milho é base de ração para animais e
ingrediente de várias receitas culinárias.

Quando Cristóvão Colombo chegou à Cuba, em 1492, enviou alguns homens da expedição para explorar o interior da ilha. Na volta, eles relataram sobre “um tipo de grão, de sabor agradável, que é cozido, seco e transformado em farinha, e que os índios chamam de maiz”.

Levado à Europa, o cereal indígena difundiu-se tão rapidamente que, poucos anos mais tarde, a maioria dos europeus já o conhecia. Os colonizadores portugueses introduziram-no na África, já com o nome de milho. Em seguida, chegou a vez da Ásia.

Além de ser consumido em grão, também pode ser transformado em farinha, com a qual se preparam pratos como bolos, polenta, angu e pamonha. A pipoca é feita de um milho especial que estoura quando aquecido.

Os Estados Unidos são o maior produtor de milho do mundo. Outros grandes centros produtores são a China, o Brasil, a Romênia, o México, a África do Sul e a Argentina.

USOS DO MILHO

Alimento Para Animais Domésticos

Grande parte da produção mundial de milho destina-se à alimentação de porcos, bois, ovelhas e aves. Anualmente, enormes quantidades de milho e caules de milho são transformados em ensilagem, uma ração fermentada destinada a alimentar os animais, particularmente nos países mais frios.

Alimento Para o Homem

O milho pode ser comido em grão (na própria espiga, assada ou cozida) e sob a forma de pratos preparados.

O milho também pode ser transformado em diversos tipos de farinha, como o fubá, a milharina e a farinha de milho granulada. É um cereal de alto valor nutritivo e uma rica fonte de gorduras, proteínas e carboidratos. Meio quilograma de milho cozido (cerca de duas espigas grandes) contém aproximadamente 550 calorias.

O refino do milho é o processo pelo qual o grão é separado em partes. Os produtos básicos obtidos nesse processo são o amido, o açúcar, o xarope (ou glicose de milho) e o óleo. O óleo de milho – que representa mais ou menos 5% do peso do grão – vem sendo usado cada vez mais como óleo de cozinha e na fabricação de outros produtos alimentares, como margarinas e gorduras. O amido de milho, ou maisena, é usado para engrossar pudins, molhos e caldos. Também é empregado na preparação de doces e chicletes. O xarope, ou glicose de milho, obtido a partir do aquecimento do amido em recipientes fechados, é muito utilizado para adoçar alimentos e comer com pão.

Pés de milho
Pés de milho, cereal que constitui a principal
lavoura de muitos agricultores em todo o mundo.

A PLANTA

O milho é uma gramínea anual. A planta do milho é pouco ramificada e possui um grande número de pequenas espigas. Quando adulta, atinge de 2 a 3 m de altura, mas existem variedades que chegam até 5 ou 6 m.

Caules

O caule, ou colmo, do milho é sólido e reto, assemelhando-se a um bambu. Tem de dois a 4 cm de diâmetro e conta com cerca de 15 entrenós ou nós. O interior do caule, a medula, é formado por um tecido macio e esponjoso. O sistema de raízes da planta possui muitas ramificações que sustentam o caule verde.

Folhas

Em cada entrenó nasce uma folha, as folhas sucessivas – compridas e de bordas lisas – se dispõem em posições alternadas. São constituídas pela bainha, que envolve o caule, e pela lâmina foliar, ou limbo, que varia em comprimento de 40 cm a 1,20 m e, em largura, de 4 a 12 cm. O número de folhas em cada pé varia de 15 a 20.

As Espigas do milho desenvolvem-se a partir das junções das folhas com o caule, as axilas. Um pé de milho pode ter de uma até oito espigas. Cada uma delas é protegida por várias folhas, envolventes e encorpadas, conhecidas popularmente como palha. A espiga consiste em um sabugo coberto por fileiras de oito, dez, 12 ou mais grãos – as sementes do milho. De cada grão sai um estigma, que cresce muito e desponta fora da palha, formando o que geralmente se chama de barba, ou cabelo, do milho.

Cada grão de milho compõe-se de três partes: o pericarpo, a película externa; o embrião, parte que dará vida a uma nova planta; e o endosperma, que constitui a maior parte do grão. Depois que o grão é plantado, a planta usa o endosperma como alimento na fase inicial de crescimento. O endosperma é formado principalmente de amido mole e amido duro. As diferentes variedades de milho possuem distintas quantidades desses dois tipos de amido em seus grãos.

MILHO HÍBRIDO

Atualmente, o milho híbrido é responsável pela maior parte do cereal cultivado no mundo. Os pés de milho híbrido produzem, em geral, um terço a mais do cereal do que as melhores variedades desenvolvidas por outros métodos de cultivo. Além disso, os híbridos são mais resistentes à falta de água, às doenças e epidemias. O milho híbrido é obtido a partir de linhagens puras, cultivadas artificialmente por autofecundação (fertilização dos óvulos de uma flor pelos grãos do pólen produzidos na mesma planta). Do cruzamento dessas linhagens resulta a semente híbrida, empregada nas lavouras comerciais.

Pamonha e mingau
Pamonha e mingau, alguns dos alimentos
que podem ser feitos a partir do milho.

CULTIVO

Nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, o milho é semeado geralmente em outubro, floresce em janeiro e atinge a maturação em fevereiro. No Nordeste, planta-se o produto em março para colhê-lo em junho. O milho desenvolve-se melhor em regiões onde as temperaturas oscilam entre 20°C e 30°C, com índice de chuvas variando de 400 a 600 mm, sendo elas bem distribuídas durante o ano. Durante a fase de crescimento da planta, as chuvas são essenciais, assim como as temperaturas elevadas são muito importantes um mês após a polinização.

Plantio

Embora os solos ideais para o milho devam ser profundos, arejados e bem drenados, ele pode ser cultivado em solos alcalinos ou áridos, desde que sejam enriquecidos com nutrientes.

Nas áreas onde a agricultura, de modo geral, adota métodos mais racionais de cultivo e produção, todas as operações que envolvem a cultura do milho são mecanizadas, possibilitando rendimentos elevados.

Germinação

A semente do milho é plantada com freqüência a uma profundidade de 5 cm. As plantinhas começam a brotar do solo de seis a dez dias após a semeadura. Depois que a planta aparece na superfície, começa a desenvolver-se mais rapidamente o sistema de raízes do milho, ao mesmo tempo em que a sua parte superior vai crescendo. As raízes do milho, assim como as das outras gramíneas, espalham-se em todas as direções, mas sobretudo próximo à superfície do solo. Na época do florescimento, surgem outras raízes, que nascem nos entrenós inferiores da planta e penetram na terra.

Cuidados

A maior parte do milho é cultivada sem irrigação, em regiões onde a quantidade de chuvas é suficiente.

Colheita

O ciclo de desenvolvimento do milho tem aproximadamente 140 dias de duração. A colheita, no entanto, dá-se cerca de seis meses depois ou mais. Nas áreas onde são empregadas técnicas mais desenvolvidas, a colheita também é realizada com o emprego de máquinas. A mais importante delas é a colhedeira mecânica, que colhe as espigas, debulha e ensaca o milho no próprio campo.

Os Inimigos do Milho. Há mais de 350 tipos de insetos que se alimentam das raízes, caules, folhas e grãos do milho. Entre eles encontram-se o verme da espiga de milho, o percevejo, o gafanhoto, o bicho branco e a broca-do-milho européia. Os fazendeiros combatem esses insetos lançando poderosos inseticidas sobre as plantas. Algumas vezes, chegam a misturar os inseticidas com fertilizantes diretamente no solo para matar certas pragas.

No Brasil, e em muitos outros países, os maiores prejuízos são causados por fungos que apodrecem as espigas. Uma das doenças mais freqüentes é a ferrugem.

Fonte: www.clickeducacao.com.br

 

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