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Milho

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MILHO VERDE

O milho tem várias aplicações na culinária. Ele pode ser usado como cereal, quando seus grãos já estão secos, ou como legume, quando frescos. Ele cresce em forma de espiga, seus grãos formam fileiras retas ao longo do sabugo, onde eles estão encaixados. A espiga é recoberta pelos cabelos do milho, fios macios, longos e de cor marrom, os quais são as flores femininas do cereal. Protegendo os grãos e o cabelo há uma capa de folhas verdes e ásperas, conhecida como palha do milho, que depois de seca serve para envolver a pamonha ou fazer cigarros de palha. Os grãos do milho mudam de cor e formato de acordo com a variedade. O milho dente, tem grãos longos e achatados, podendo ser amarelos ou brancos. Os grãos do milho duro são curtos e arredondados e, embora sejam sempre brilhantes, sua cor pode variar do vermelho-alaranjado ao amarelo ou branco. O conhecido milho de pipoca tem grãos pequenos, amarelos ou brancos. Há ainda o milho para canjica, brancoe sem germe, que é a base para essa espécie de sopa doce, também chamada munguzá.

O milho é um alimento bastante rico em sais minerais, proteínas e vitaminas. De fácil digestão, ele pode ser consumido até por pessoas que tenham problemas digestivos. A combinação mais saudável e nutritiva do milho é com leitoe. Ele dá origem a vários pratos, como a pamonha, a canjica, o curau e difrentes tipos de creme. Esta combinação compensa a falta de aminoáciods do milho. A canjica é um prato de alto valor nutritivo, sendo muito recomendada às mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pois acredita-se que aumenta o leite.

Escolha as espigas com folhas de cor verde bem vivo e de cabelo marrom escuro. Quanto mais amarela e seca a casca, mais duro será o milho. Muitas vezes o milho é vendido já descascado. Nestes casos, preste atenção na parte de baixo da espiga. Se ela estiver macia, o milho é fresco , se estiver dura ou cortada, o milho já está velho. Compre sempre as espigas que têm grãos até a parte de cima. Além disso, o grão precisa estar macio. Para verificar isso, faça o seguinte teste: aperte os grãos com as unhas, se soltar um pouco de líquido é sinal de que o milho está bom. O milho rende pouco quando ralado ou triturado. Por isso, ao comprá-lo para esse fim, lembre-se de que cada 100 g de milho "in natura" são aproveitados apenas 40 g. Também é possível comprar milho industrializado em latas.

O milho deve ser guardado sem casca e sem cabelo, na gaveta de verduras da geladeira. Nessas condições, o milho verde se conserva bom até 10 dias. Se for preciso conservá-lo por mais dias, é recomendável guardar no congelador. Dessa forma pode-se conservar o milho verde por até 1 mês, embora ele perca um pouco o sabor e fique mais duro. Os grãos soltos de milho verde devem ser guardados em recipientes bem fechados.

Fonte: www.horti.com.br

Milho

Milho híbrido

Milho

O milho é originário das Américas, provavelmente do México, tendo sido desenvolvido nos últimos oito mil anos. Os povos primitivos que habitavam a América Central conseguiram domesticar o milho e ao mesmo tempo, por seleção, produzir um número grande de raças. Quando Colombo descobriu a América em 1492 ele encontrou o milho cultivado pelos índios, no interior de Cuba e milho muito antigo foi encontrado nos túmulos do México e do Peru. No Brasil, entre os milhos indígenas, a maioria era constituída por milhos de grãos farináceos (amarelos e brancos), muito moles, que se prestavam à moagem e à produção de farinha. No entanto, havia ainda os de pipoca (redondos e pontudos) e os de grãos duros (laranjas e brancos). Esses foram os principais milhos desenvolvidos pelos índios no Brasil, Uruguai e Paraguai, e tiveram grande importância no melhoramento genético atual, principalmente o milho cateto (duro de cor laranja).

A história do melhoramento do milho no Brasil demonstra um caso de similaridade com aquilo que de melhor se praticava no início dos programas de genética de milho nas universidades americanas. Assim, as equipes que aqui se formavam puderam praticar e transmitir conhecimentos que construíram o suporte de metodologias e recursos humanos dos programas de melhoramento até hoje em andamento no Brasil.

A Escola Agrícola de Lavras - MG, atual Universidade Federal de Lavras, teve grande participação no melhoramento de milho no Brasil na década de 20, o que culminou com a publicação de dois livros, sendo o primeiro sobre a cultura e melhoramento do milho no Brasil e o segundo sobre genética e melhoramento de plantas, publicados por Hunnicutt (1924) e Paiva (1925).

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O Instituto Agronômico de Campinas e a Universidade Federal de Viçosa iniciaram o estudo das cultivares de milho brasileiras e introduzidas por imigrantes, e também introduziram variedades e mesmo linhagens obtidas nos Estados Unidos. É interessante observar o intercâmbio de germoplasma entre essas duas instituicões, conforme relatado em Bragantia, publicação do IAC. Por envidarem esforços em tipos diferentes de milho, ao intercambiarem e promoverem cruzamentos entre linhagens, estabeleceram essas instituições um padrão comercial de milho híbrido que persiste até hoje como preferencial no mercado. Mais tarde, o Instituto Agronômico de Campinas desenvolveu linhagens e híbridos de grande importância para a manutenção da estabilidade da produção do milho no estado de São Paulo e áreas adjacentes. Destaque-se também, mais recentemente, o trabalho do Dr. Luiz Torres de Miranda, da Seção de Milho e Cereais Diversos na área de mapeamento de tolorância à "stress" ambiental, estudando uma raça de milho introduzida do México.

Por seu turno, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, principalmente pelo trabalho desenvolvido por Ernesto Paterniani, João Rubens Zinsly e Roland Vencovsky, desenvolveu estudos sobre métodos de melhoramento e mesmo cultivares comerciais, tendo coletado, avaliado e preservado uma imensa coleção de raças e variedades de milho, até que essa coleção foi agregada à EMBRAPA. (ressalte-se também que o trabalho de Marcílio Dias e Cyro Paulino da Costa na área de melhoramento de hortaliças e introdução e avaliação de germoplasma)

Os trabalhos de melhoramento com milho híbrido no Brasil tiveram início em 1932 no Instituto Agronômico de Campinas - IAC, no Estado de São Paulo, e em 1935 na Universidade Federal de Viçosa - UFV, em Minas Gerais, sendo o Brasil o segundo país a adotar o milho híbrido. No IAC, Carlos Arnaldo Krugg e colaboradores inicialmente conduziram trabalhos procurando a obtenção de linhagens de milho cateto, porque ele era o mais popular entre os agricultores, sendo que os primeiros híbridos conseguidos a partir de 1939, não foram muito produtivos, embora fossem bem mais produtivos do que o milho cateto. Na UFV os professores Gladstone de Almeida Drummond e Antônio Secundino de São José Araújo resolveram iniciar um programa de produção de híbridos obtendo linhagens de cateto e de milhos dentados e pela primeira vez, obtive-se um híbrido meio-dente, sendo este muito mais produtivo do que aqueles obtidos apenas com linhagens cateto. A partir destes resultados o programa do IAC também passou a adotar a mesma linha, obtendo também linhagens de milhos dentados e produzindo híbridos meio-dentes.

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Desde o início do trabalho na UFV, com os professores Gladstone Drummond e Antônio Secundino de São José, o melhoramento de milho procurou atender as necessidades do agricultor brasileiro e estabelecer as bases de um programa de produção de sementes. Antonio Secundino foi pioneiro na pesquisa e seleção do híbrido de milho comercial no País, um dos fatores que tornou possível um rápido aumento na produtividade do cereal. Acompanhando o progresso no exterior, nessa área, fez-se convincente propagador de sua descoberta. Não relutava em oferecer seu produto, de fazenda em fazenda. O milho híbrido foi o marco de uma das transformações mais profundas da agricultura, razão de ter sido tema de reportagem das Seleções, publicação internacional de nomeada, na época. Em 1938, Secundino organizou um departamento de genética vegetal, em Viçosa, escolhendo como assistente o recém-formado Gladstone Almeida Drummond. Confiantes nos resultados de pesquisa e com experiência nas linhagens puras de milho, iniciaram os testes. O trabalho começou com meio quilo de uma variedade do Texas, mais o milho catete, comum em nosso Pais. Após oito anos, em 1945, acontecia a fundação da Agroceres, quando veio à lume o primeiro híbrido comercial brasileiro. Hoje a Agroceres é um dos maiores grupos privados atuando em produção de sementes. Do conhecimento e da valoração dos recursos genéticos coletados e avaliados no país, construiu essa empresa um "portfolio" de híbridos de milho que atende a todos os nichos edafoclimáticos aptos àprática da cultura do milho no Brasil.

O desenvolvimento de trabalhos de melhoramento de populações de milho no Brasil teve início na década de 60, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz -ESALQ, sendo as primeiras variedades lançadas na década de 70 (Centralmex, Dentado Composto e Flint Composto). O IAC também deu considerável contribuição ao melhoramento de populações.

Mais recentemente, além das empresas internacionais atuantes no mercado de sementes de milho no país, diversas empresas de porte médio ou pequeno possuem também programas de melhoramento próprios, e valem-se dos recursos genéticos preservados e desenvolvidos principalmente pela EMBRAPA, para o desenvolvimento de suas cultivares.

Considerando o papel do Estado na produção de sementes de milho, é o relevante papel da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, baseado no programa de genética e melhoramento do IAC, nas décadas de 50 e 70. Mais recentemente, a EMBRAPA juntou-se a essa atividade, gerando linhagens parentais, testando-as em híbridos, e licenciando esse material genético para comercialização via um grupo de empresas privadas de produção de sementes, de porte médio e pequeno, grupo conhecido como UNIMILHO. Na década de setenta, mesmo uma instituição de ensino com a ESALQ/USP produzia em quantidades limitadas suas próprias sementes de milho e algumas hortaliças, distribuindo-as no mercado consumidor mediante canais informais.

Fonte: www.redetec.org.br

 

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