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Milho

Do latim milius.m. Planta da família das gramíneas, de caule grosso, com um a três metros de altura, segundo as espécies; folhas largas, planas e pontiagudas : flores masculinas que terminam numa panícula, e as femininas em espigas axilares resguardadas por uma camisa. È indígena da América tropical, cultiva-se na Europa e produz umas espigas com grãos grossos e amarelos muito nutritivos.

Milho

ORIGEM DO MILHO

A origem da planta de milho segue sendo ainda hoje um mistério, por mais que os estudiosos se esforcem em o aclarar por diferentes pontos de vista. Somente podemos afirmar, que era o alimento básico das culturas americanas, muitos séculos antes dos europeus, chegarem ao novo mundo.

Durante muito tempo pensou-se que o seu provável antecessor era o Teosinto, como ainda sustem algumas autoridades. Mas Mangelsdort y Reeves apresentaram várias provas de que o teosinto é o resultado da híbridação do milho e o tripsacum aparecem provavelmente depois de se cultivar o milho.

Há provas concludentes, descobertas por arqueólogos paleobotánicos, de que no vale de Tehuacán, no sul de México já se cultivava milho aproximadamente á 4.600 anos. Nos tempos precolombinos a sua extensão ia desde o Chile até ao Canadá Oriental. Já existiam muitas variedades principais e até mereciam respeito religioso de vários povos primitivos.

Com o descobrimento da América foi introduzido nos países mediterrâneos donde se difundiu rapidamente.

«A História do milho - Segundo Schery em "Plantas úteis para o homem", perde-se na noite dos tempos. É tão diferente o milho de qualquer planta silvestre conhecida, que é impossível considerar qualquer espécie actual como sua antepassada. Com efeito, a planta foi seleccionada para grão e para outros produtos e hoje não sobreviria se o homem não a cultiva-se. E vice-versa, pode dizer-se que o homem do Novo Mundo não podia permitir o descuido do milho, já que era o alimento base em quase toda a América antes desta ser descoberta por Colombo.

As autoridades não estão de acordo quanto ao lugar de origem do milho, no entanto a maioria coincidem em que se estende desde o centro dos Andes, no noroeste da América do Sul, e por acaso (mais tarde), desde o outro centro, ao norte da América Central e México. Há outra teoria sobre a possibilidade de que o milho possa ter cruzado o Pacífico tropical, desde a área de Burma, com os navegadores, para começar a sua carreira espectacular desde a costa Peruana. É possível que nunca saibamos como foram os verdadeiros começos desta importante gramínea, mas desde os tempos históricos que a vemos progredir rapidamente até aos nossos dias, em que o mundo depende de muitos milhões de toneladas de um cereal que não pode existir sem ser cultivado.»

Em escavações geológicas e arqueológicas e datações, encontram-se espigas de milho, que pelo método do carbono 14, indicam-nos que um tipo de milho primitivo era consumido no México á 7.000 anos. Os processos de mutação e selecção natural em conjunto com os indígenas americanos, transformaram progressivamente certas variedades selvagens de milho em plantas cultivadas. A partir da década de 30, o desenvolvimento do processo de híbridação do milho deu origem a um incremento espectacular na produção deste cereal.

PROPIEDADES MEDICINAIS DO MILHO

A composição química do grão de milho é muito complexa. Reduzindo a um esquema, contém á volta de uns 10% de substâncias azotadas, entre 60 a 70% de amido e açucares; 4 a 8% de matéria gorda. O resto, até aos 100% , é água, celulose, substâncias minerais, etc.

Entre as matérias azotadas, encontra-se a zeína, a edestina (uma globulina) a maisina, (nas formas a,b, g ), etc. Em números redondos, das 60 partes de fécula, o milho doce só contem 20, as outras 20 converteram-se em dextrina; e a porção restante em glucose e sacarose quase em partes iguais.

O grão de milho reduzido a farinha ou desengordurado e convertido em "maizena" é de fácil digestão e muito nutritivo. Deve-se evitar a alimentação exclusiva de milho, sobretudo as crianças porque provoca doenças, as chamadas "carências".

As barbas do milho tem virtudes diuréticas extremamente eficazes e de uma acção muito segura quando são bem aplicadas; jamais irritam. Sempre que seja necessário activar a secreção urinária podem prestar excelentes serviços; por exemplo: nos estados febris, inflamações da bexiga, doenças cardíacas, etc. Além do mais, a infusão destes filamentos estilares é inócua e pode consumir-se quanto se queira.

Se a dificuldade em urinar tiver como origem uma inflamação da próstata, de modo algum se deve administrar esta infusão, porque aumentaria o sofrimento do doente.

A infusão prepara-se com uma onça de estigmas (barbas) de milho, que se deitam num litro de água e se deixa ferver, quando esta tiver fervido deixa-se arrefecer e coam-se. O paciente toma a quantidade que quiser, quente ou fria, conforme lhe apeteça.

Existem milhares de maneiras diferentes de cozinhar o milho: cozido, assado, guisado, tostado, farinha, em tortilha, etc. Mas a forma mais peculiar que se adopta na transformação do milho é a bebida alcoólica conhecida como "Chicha", mediante a fermentação deste com açúcar ou mel.

UM DIA COM O MILHO

Há mais de 3.500 usos diferentes para os produtos que se extraem do milho. Todos os dias descobrem-se novos usos. Em muitas ocasiões os produtos finais conseguidos são mais ecológicos do que os derivados do petróleo.

UTILIZANDO O MILHO A TODAS AS HORAS:

Ao levantar

Muitos dos sabonetes, geles e cosméticos incluem derivados de milho na sua formulação.

Para ter um bom começo todas as manhãs, há que tomar um bom pequeno almoço. O menu desta manhã inclui uma taça de corn-flakes, uma torrada com margarina e marmelada, e uma chávena de café instantâneo. Pois bem, das várias coisas que comemos ou bebemos ao pequeno almoço, são provenientes do milho, como o amido do milho, açúcar do milho, farinha de milho, etc. O pão pode ter amido, açúcar e dextrosa (glicose), como ingredientes. A marmelada costuma ter açúcar de milho. O chá e o café instantâneo também costumam ter na sua composição um subproduto do milho : a maltodextrina. A margarina também pode ter milho. Os bolos feitos em casa, assim como outras sobremesas, são feitos com leveduras derivadas do milho.

Antes de sairmos de casa nós lavamos os dentes. A maior parte das pastas de dentes e elixires contêm uns 50% de sorbitol líquido. Com sorbitol consegue-se controlar a humidade e absorção da humidade do ar. Os elixires o incluem para proporcionar o agradável sabor doce.

As graxas dos sapatos incluem compostos derivados de milho. Apoiamo-nos contra uma parede, o gesso dos tabiques levam amido de milho para ganhar aderência. O óleo de milho é utilizado nas pinturas e vernizes. A cola dos papeis pintados é feita de amido e dextrina de milho. Uma parede de cimento pode ter água de milho na sua composição.

Á ida para a escola e trabalho

Metemo-nos no carro. Os carros também precisam de milho! As cabeças dos cilindros, os pneus e o liquido do limpa pára-brisas, contêm milho na sua composição. A bateria do carro também. Em muitos países do mundo o etanol é uma alternativa mais rentável do que combustíveis mais contaminantes como a gasolina. O Acetato Magnésio Cálcio é usado como substância para eliminar o gelo das estradas.

As crianças chegam á escola

Já se utilizam papéis feitos à base de milho, são elaborados com amido de milho, dextrina, dextrosa e açúcar de milho. Os lápis de cera e o giz, são fabricados com derivados de milho.

No trabalho

Utilizamos materiais que seguramente foram tratados com algum derivado do milho, como : papel, cartões, madeiras, adesivos, tintas, tecidos, etc.

Na comida

Milho no óleo, legumes em conserva, margarina, mostarda, maionese, ketchup, a frutose de muitas sobremesas, iogurtes (açúcar do milho para adoçar), congelados, gelados.

A carne e os ovos que consumimos, são provenientes de animais que foram alimentados com rações em que a sua composição em milho é em elevada percentagem, principalmente em glúten.

Uma visita a um conhecido que está internado no hospital

Cerca de 85 tipos diferentes de antibióticos utilizam milho na sua composição. A fina capa que cobre as aspirinas e outros analgésicos são feitas de amido de milho.

As garrafas com as soluções intravenosas que muitos pacientes necessitam, contêm dextrosa. A água em que se processa industrialmente o milho, também se utiliza para fabricar alguns antibióticos e fármacos.

Tomar um refresco a meio da tarde

Quase todas as bebidas gaseificadas utilizam edulcorantes obtidos do milho. As cervejas sem álcool substituíram o amido extraído da cevada pelo o do milho, para conseguirem formulas mais ligeiras.

As crianças comem guloseimas que levam milho: barras de caramelo ou chocolate, pastilha elástica, batatas fritas e um grande número de aperitivos feitos á base de milho.

De volta a casa

Os miúdos quando vestem fatos de treino com desenhos cheios de cor, estes necessitam de milho para que se mantenham as cores vivas e haja aderência à roupa.

Brincam em cima de tapetes que têm fibras tratadas com milho.

Ao jantar, utilizamos recipientes de plástico e de papel que têm na sua composição fibras de milho, que são muito mais ecológicos do que outros plásticos industriais. Quando comemos uma pizza, o molho de tomate tem amido e dextrosa de milho, e a massa tem farinha de milho. Os tacos e as tortilhas mexicanas também.

Os detergentes da máquina de lavar têm na sua composição um ácido cítrico derivado do milho, que veio substituir os fosfatos, permitindo uma eficácia na limpeza, diminuindo simultaneamente a dose de detergente a utilizar.

Antes de irmos para a cama, vemos umas fotografias. A película é feita com amido de milho.

Se o papá não tiver de se levantar cedo no dia seguinte, toma um copo de whisky bourbon, feito de milho.

Fonte: www.delariva.com

Milho

Milho

Um dos alimentos mais energéticos por conter alto teor de carboidratos, o milho traz em sua composição vitaminas A, E e do complexo B, proteínas, gorduras, sais minerais (cálcio, ferro, fósforo e potássio), açúcares, celulose e amido, além se ser rico em fibras e possuir mais calorias que o trigo. Isso significa que o produto pode suprir as necessidades nutricionais da população, além de ser um excelente complemento alimentar e auxiliar na eliminação de toxinas do organismo.

Sua composição química é complexa. Cerca de 10% do grão contém substâncias azotadas, 60 e 70% é composto por amido e açúcares e 4 a 8% por matéria gorda. O resto, até os 100% é formado por água, celulose e substâncias minerais. Existem, hoje, 150 espécies de milho, com diversas cores e formatos e mais de 3.500 usos diferentes para os produtos que se extraem do grão.

Além de ser tradicionalmente utilizado na preparação de bolos e broas, de curau, pamonha, canjica, polenta, cuscuz e pipoca, o milho também é empregado na composição de alimentos industrializados como salgadinhos, café solúvel, modificadores de leite e até na preparação da cerveja. O grão também é usado para fabricação de ração animal, além de matéria prima importante na indústria de transformação de diferentes setores.

Um pouco de História

Milho

Considerado sagrado em várias culturas, o milho se transformou na base da alimentação dos antigos habitantes do México e da América Central, ocupando lugar de destaque na mitologia e na história tradicional. Consumido pelos povos americanos desde cerca de 5 mil A C.,, o cereal foi reverenciado pelos Astecas e Incas e até ocupou lugar de destaque no Popol Vuh, livro sagrado da civilização Maia que relata o nascimento do ser humano a partir do milho.

Plantação de Milho

Os índios do Leste da América do Norte, as civilizações asteca, maia e inca e nossos índios guaranis, criaram várias lendas que atribuíam ao milho uma origem divina, transformando o grão em sinônimo de abundância e no principal ingrediente da alimentação dessas populações.

Milho

Com a descoberta da América e as grandes navegações do século XVI, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Hoje é cultivado e consumido em todos os continentes e sua produção só perde para a do trigo e do arroz. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, atrás dos Estados Unidos e da China, porém, o nível de consumo do grão no país está longe de ser comparado ao do México e de países na região do Caribe.

Fonte: correiogourmand.com.br

 

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