Região brasileira
Sudeste
Paralelos
14º 13' 58" e 22º 54' 00" de latitude sul e os meridianos
de 39º 51' 32" e 51º 02' 35" a oeste de Greenwich.
Área
586.529,293 Km²
7% do território nacional
Distância linear entre pontos extremos
Norte-sul
986Km
Leste-oeste
1.248Km
População
19.595.309 (censo 2010)
43% da população do Brasil
Densidade Demográfica
33,8 (hab/Km²)
Municípios
853
Distritos
1.626
Capital
Belo Horizonte
Sede Administrativa
Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº - Serra Verde
Cidade Administrativa - Belo Horizonte - 31630-901
31 3224-6469
Governador
Antônio Augusto Junho Anastásia - PSDB
Senadores
3
Deputados Federais
53
Deputados Estaduais
77
Limites geográficos
São Paulo - sul e sudoeste
Rio de Janeiro - sul e sudeste
Espírito Santo - leste
Bahia - norte e nordeste
Goiás - oeste e noroeste
Mato Grosso do Sul - oeste
Distrito Federal - noroeste
Regiões Metropolitanas
1.Região Metropolitana de Belo Horizonte - 34 municípios - Pop:
4.934.210
2.Região Metropolitana do Vale do Aço - 14 municípios
- Pop: 515.874
Mesorregiões
1. Campos das Vertentes
Principais cidades: Barbacena, São João Del Rei, Tiradentes
2. Central Mineira
Principais cidades: Bom Despacho, Curvelo, Três Marias
3. Metropolitana de Belo Horizonte
Principais cidades:Belo Horizonte, Betim,Brumadinho, Conceição
do Mato Dentro,Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Itabira, Mariana,
Ouro Preto, Pará de Minas, Sete Lagoas, Vespasiano
4. Noroeste de Minas
Principais cidades: Paracatu, Unaí, João Pinheiro
5. Norte de Minas
Principais cidades: Bocaiúva, Grão Mogol, Janaúba, Januária,
Montes Claros, Pirapora, Salinas
6. Oeste de Minas
Principais cidades: Campo Belo, Divinópolis, Formiga, Oliveira, Piumhi
7. Sul/Sudoeste
Alfenas, Andrelândia, Itajubá,Passos, Poços de Caldas,
Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço, São
Sebastião do Paraíso, Varginha
8. Triangulo/Alto Paranaíba
Principais cidades: Araguari, Araxá, Ituiutaba,Patos de Minas, Patrocínio,Uberaba,
Uberlândia
9. Vale do Jequitinhonha
Principais cidades: Almenara, Araçuaí, Diamantina, Jequitinhonha,
Minas Novas,Pedra Azul, Serro
10. Vale do Mucuri
Principais cidades: Nanuque, Teófilo Otoni
11. Vale do Rio Doce
Principais cidades: Aimorés, Caratinga, Coronel Fabriciano, Governador
Valadares, Guanhães, Ipatinga, Mantena, Peçanha
12. Zona da Mata
Principais cidades: Cataguases, Juiz de Fora, Manhuaçu, Muriaé,
Ponte Nova, Ubá, Viçosa
Microrregiões
66
Regiões Administrativas
1. Alto Paranaíba
2. Central
3. Centro-Oeste de Minas
4. Jequitinhonha/Mucuri
5. Noroeste de Minas
6. Norte de Minas
7. Rio Doce
8. Sul de Minas
9. Triângulo Mineiro
10. Zona da Mata
Regiões Culturais
1. Café Oeste Sul
2. Mineração
3. Nordeste
4. Sanfranciscana Mineira
5. Triângulo Mineiro
6. Zona da Mata
Ecossistemas
1. Caatinga
2. Cerrado
3. Mata Atlântica
Bacias Hidrográficas - principais
1. Rio Doce
2. Rio Grande
3. Rio Jequitinhonha
4. Rio Mucuri
5. Rio Paraíba do Sul
6. Rio Paranaíba
7. Rio Pardo
8. Rio São Francisco
9. Rio São Mateus
Serras - principais
Mantiqueira
Espinhaço
Principais picos
Pico da Bandeira - 2.892,0 metros (MG/ES)
Pedra da Minas - 2.798,4 metros (MG/SP)
Pico das Agulhas Negras - 2.791,5 (MG/RJ)
Pico do Cristal - 2.769 metros
Pico do Calçado - 2.766 metros
Pico do Itambé - 2.044 metros
Pico do Itacolomi - 1.722 metros
Pico do Itabirito - 1.568 metros
DDD
31 - Metropolitana de Belo Horizonte
32 - Campo das Vertentes / Zona da Mata
33 - Leste / Vale do Rio Doce
34 - Alto Paranaíba / Triângulo Mineiro
35 - Sul de Minas
37 - Centro-oeste
38 - Norte de Minas
Principais rodovias federais que cortam o Estado
BR 040 - Brasília - Rio de Janeiro (RJ)
BR 050 - Brasília - Santos (SP)
BR 116 - Fotaleza (CE) - Jaguarão (RS)
BR 135 - São Luis (MA) - Belo Horizonte (MG)
BR 262 - Vitória (ES) - Corumbá (MS)
BR 381 - São Mateus (ES) - São Paulo (SP)
Datas cívicas e religiosas
21 de abril
Dia da entrega da medalha da Inconfidência
16 de julho
Dia de Minas Gerais
15 agosto
Dia da padroeira do Estado - Nossa Senhora da Piedade
Fontes
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INDI - Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais
FJP - Fundação João Pinheiro
DER/MG - Departamento de Estradas de Rodagem
Governo de Minas - www.mg.gov.br

Entrada de Piranguinho
Algumas cidades mineiras possuem atividades econômicas tão marcantes, na escala de produção e qualidade, que ganharam o título de "capital", referente a sua vocação. Apresentamos abaixo, em ordem alfabética, as "capitais" mineiras.
Região cultural: Mineração
Região turística: Central
População: 2.452.617 (IBGE 2009)
Os quase doze mil bares espalhados por todas as regiões da cidade motivaram a criação de uma lei que declarou Belo Horizonte como "capital mundial dos botecos".
A tradição dos botecos á tão grande que um dos eventos de maior sucesso na capital mineira é o "Comida di Buteco", que premia os melhores tira-gostos anualmente. Durante os meses de abril e maio, os frequentadores de botecos fazem uma maratona para provar e votar no melhor petisco e na cerveja mais gelada.
Lei Municipal nº 9.714
Art. 1º - Fica o Município de Belo Horizonte declarado Capital
Mundial dos Botecos.
Parágrafo único - Para os fins desta lei, entendem-se como botecos os bares, restaurantes e assemelhados.
Art. 2º - Fica instituído o Dia Municipal dos Botecos, a ser comemorado, anualmente, no terceiro sábado do mês de maio.
Parágrafo único - A data instituída no caput deste artigo constará do Calendário Oficial de Festas e Eventos do Município de Belo Horizonte.
Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Belo Horizonte, 24 de junho de 2009.
Márcio Araujo de Lacerda
Prefeito de Belo Horizonte
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 15.507 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 410 km
Às margens da Rodovia MG-290, estão localizadas oito das nove lojas da cidade. Para o município, o pijama é um "produto turítistico" que atrai compradores do varejo e atacado.
Oitenta por cento da economia de Borda da Mata provém das confecções de pijamas e dos teares. A Associação Comercial e Industrial da cidade contabiliza 3.700 pessoas envolvidas nas atividades de confecção de pijamas e tecelagens.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 11.426 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 409 km
As plantações de morango se iniciaram no início da década de 60 do século 20. Os morangueiros se adaptaram tão bem ao clima que o município se tornou o maior produtor de morango de Minas Gerais. Hoje Estiva produz 13.000 toneladas/ano, ocupando 260 ha - 50.000 kg por hectare. São 2.578 agricultores familiares envolvidos na produção de morangos.
Desde 1999, acontece no mês de julho a ExpoFest Estiva, que apresenta aos participantes muitas delícias feitas com morango, além de shows e do baile da Rainha do Morango.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 21.424 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 490 km
O turismo de compras é o forte do município. Hoje, Jacutinga é conhecida em todo o País como polo de fabricação de malhas de tricô, sendo responsável por 25% da produção nacional do setor. São produzidos dois milhões de peças/mês, em um parque industrial de microempresas, que utilizam tecnologia de primeira geração.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 8.684 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 508 km
A cidade é hoje referência na produção e no comércio de lingerie, já que são mais de 70 lojas e confecções. Anualmente são realizados dois eventos, que fazem parte do calendário da moda íntima no País. Em maio acontece a Feira de Lingerie de Juruaia (Felinju), e em setembro é a vez da Fest Lingerie.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 8.684 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 470 km
A principal atividade econômica de Monte Sião é a confecção de malhas. A comercialização é feita através de cerca de 2.000 estabelecimentos, entre malharias e lojas comerciais.
A Feira Nacional do Tricô (Fenat) acontece entre os meses de abril e maio.
Região cultural: Mineração
Região turística: Central
População: 67.967 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 133 km
Os primeiros calçados produzidos em Nova Serrana eram artesanais. Apenas em 1948, foi implantada a primeira fábrica de botinas, registrada por Geny José Ferreira.
São produzidos no município e cidades do entorno mais de 77 milhões de pares/ano de calçados esportivos, criando aproximadamente 21 mil empregos diretos e 20 mil indiretos; esse segmento dos calçados esportivos representa 55% da produção nacional.
A Secretaria de Cultura de Nova Serrana está atualmente (ago. 2010) organizando o Museu do Calçado.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 8.227 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 436 km
Considerado identidade cultural de Piranguinho, o pé de moleque do
município é tão importante e famoso que se tornou símbolo
gastronômico do Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas.
A Prefeitura de Piranguinho instituiu o selo de qualidade municipal para atestar
a procedência do doce e evitar as falsificações.
O evento marcante na cidade é a Festa do Maior Pé de Moleque
do Mundo.
Região cultural: Nordeste Mineiro
Região turística: Norte de Minas
População: 38.789 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 640 km
Atualmente, a produção anual de cachaça no município é de cerca de cinco milhões de litros por ano, sendo comercializada sob mais de 50 marcas em todo o País e no exterior. A economia da região gira em torno do produto.
Entre as dezenas de marcas de cachaça produzidas no município, a mais tradicional é a Havana, marca símbolo da região e reconhecida pelo Patrimônio Cultural Imaterial de Salinas, por meio do Decreto Municipal nº. 3.728/2006.
Região cultural: Central
Região turística: Centro-Oeste
População: 25.899 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 185 km
Foguetes de todos os tipos e cores são produzidos em Santo Antônio Monte, produtos de sucesso que são responsáveis por mais de 80% da produção nacional. Gerador de mais de 15 mil empregos diretos e indiretos, Santo Antônio do Monte abastece todo o território nacional e exporta para o mercado internacional.
No maior evento da cidade, a Festa do Foguete mostra o que existe de melhor na pirotecnia, oportunidade em que as fábricas da cidade oferecem novidades e produtos de qualidade. A Rodada de Negociação proporciona bons negócios para produtores e compradores do Brasil e do exterior. O melhor da festa são os shows pirotécnicos, quando cada fábrica apresenta produtos da mais alta qualidade.
Para fortalecer a produção, foi criado o Centro Tecnológico Oscar José do Nascimento, que fornece apoio técnico e científico às indústrias.
Região cultural: Café Oeste Sul
Região turística: Sul de Minas
População: 36.150 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 406 km
Todas as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras são produzidas em Santa Rita do Sapucaí, hoje conhecida como "Vale da Eletrônica". Famosa pela qualidade de seus produtos, que são exportados para vários países, Santa Rita é um dos principais polos de desenvolvimento tecnológico do Brasil.
A renda per capta atual da cidade é uma das mais altas do interior do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). São 134 empresas de pequeno e médio portes, que juntas, em 2008, faturaram cerca de R$ 1 bilhão.
Região cultural: Central
Região turística: Rio Doce
População: 79.813 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 196 km
Em 1944, foi instalada em Timóteo a Companhia de Aços Especiais Itabira (Acesita). Ao longo dos anos, a empresa passou a produzir vários tipos de aço, batendo recordes na produção e iniciando o processo de exportação para mais de 30 países. Em 1988, cerca de 40% da sua produção é exportada. Nesse mesmo ano, iniciou-se o processo de privatização da Acesita, ação que terminou em 1992.
Na primeira década do século 21, a Acesita passou a ser comandada pela Arcelor Mittal. A Usina Siderúrgica da Arcelor Mittal Inox Brasil, localizada em Timóteo, na região conhecida como Vale do Aço, tem a capacidade instalada da ordem de 900 mil toneladas/ano de aço líquido e é a única produtora integrada de aços planos inoxidáveis e elétricos da América Latina.
Região cultural: Zona da Mata
Região turística: Zona da Mata
População: 99.708 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 392 km
A fabricação moveleira de Ubá é destaque no Brasil e vem ganhando espaço no mercado internacional. É o primeiro polo moveleiro de Minas e o terceiro do Brasil. São produzidos sala de jantar, estofados, camas, guarda-roupas, cômodas e criados.
Região cultural: Triângulo
Região turística: Triângulo
População: 296.261 (IBGE 2009)
Distância de Belo Horizonte: 489 km
Todos os anos, no mês de maio, Uberaba se torna a "Capital Mundial do Zebu". Mais de US$ 100 milhões em negócios são movimentados na Expozebu. Uberaba é hoje o maior centro de referência em embriões bovinos e maior centro mundial de melhoramento genético de raças zebuínas.
A importância e tradição do zebu para a economia da cidade resultou na criação do Museu do Zebu, que conta a trajetória dessa raça no Brasil. O acervo do museu é constituído por peças, fotos, livros e documentos. Há exposição permanente e mostras anuais temporárias.
A sede nacional da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ACBZ) está instalada em Uberaba.
Acaiaca
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
acaiacá - designação da árvore também conhecido
como cedro brasileiro
Aimorés
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
aymoré, guaimuré, guay-mur-ré - aquele que é povo
ou nação diferente
Aiuruoca
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ajuru - os papagaios
oca - casa, morada
Casa de papagaios
Araçaí
Região cultural: Mineração
Etimologia
araçá-g-y - o rio dos araçás
Aracitaba
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
ara-cya - mãe do dia, a aurora - taba - a aldeia
Araçuaí
Região cultural: Norte de Minas
Etmologia
araçá-g-y - rio dos araçás
Araguari
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etmologia
araguá-r-y - a água ou o rio da baixada dos papagaios
Araponga
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
Ara-ponga / guirá-ponga - o pássaro martelante, como a pancada
de um martelo, ferrador
Araporã
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
1. ará - o dia;
porã - bonito
O dia bonito, o tempo bonito
2. ará-piranga - o papagaio vermelho / A barra do dia
Arapuá
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
ira-poã- arapoá - o mel redondo, o ninho de abelhas arredondado
Araxá
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
ará-cha, ará-echá, ará-çá - vista
do mundo, lugar de onde se pode ver o mundo
Aricanduva
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
airican-dyba - sítio dos airis ou das palmas airis
Baependi
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. bae pendy - que nação é a sua?- essa coisa é
sua?
2. maependi , baependi - limpo, a clareira, clareira na mata
3. mbaependi - baependi
mbae - pender, dependurar
pé - caminhos
ndi - muitos
lugar com ladeiras fortes
Bambuí
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. bambu-y - o rio do bambu
2. ambu - barulho, ruído, grito
hy - rio
rio roncador
Bocaiuva
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
macá-yba - a árvore da macaba, um tipo de palmeira
Botumirim
Região cultural: Norte de Minas
Etimologia
ybytu - o vento, a aragem, a nuvem
Braúnas
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
ybirá-una - madeira preta
Buritis
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
mbiriti - árvore que salta líquido, a palmeira
Buritizeiro
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
o mesmo que mbiriti
Caeté
Região cultural: Mineração
Etimologia
caá-etê - a mata real, mata virgem, folha larga
Cajuri
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. caju-r-i - o rio do caju
2. caá-juru - a boca da mata
3. (a)caju, (a)cayu - a fruta, caju
ru, run - negro
O caju preto
Camanducaia
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
cama - andá - ocaia - fruto do alto da queimada
Cambuí
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. caá-mboy - planta ou folha que se desprende
2. camby-y - o rio de leite
Caparaó
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. yg-apara-og - a casa do rio torto
2. caá-apara - o pau torto
3. yg-apara - o rio torto
Caraí
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. carahi - espécie de macaco (nyctipithecus vociferans)
2. carahy - o rio dos acarás
Caranaíba
Região cultural: Mineração
Etimologia
Caraná-yba - a palmeira da carnaúba
Carandaí
Região cultural: Mineração
Etimologia
carandá-y - o rio das carnaúbas / bica, cano / carandaizinho
Caratinga
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
cará-tinga - cará branco
Careaçu
Região cultural: Café Sul Minas
Etimologia
Uma tentativa de traduzir o termo "volta grande" para o tupi
Cataguazes
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
Nome de um a nação indígena
Catuji
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
catú-g-y - o rio bom, aguada boa
Caxambu
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. caça, caaça - rompe ou vara mato
mbu,mpu - estrondo, eco no mato
2. Instrumento musical, tambor, bumbo - Origem africana que possivelmente foi assimilada pelos índios
Coroaci
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. co-ara-cy - a origem deste tempo, a mãe deste dia
2. co-ara-cy - nome dado ao sol
Douradoquara
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
Termo híbrido, português-tupi
dourado - peixe d'água doce
quara - o buraco, a toca
A toca dos dourados
Grupiara
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
Curu-piara - o que fica entre seixos
Guanhães
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
gua-nhã - aquele que corre
Guapé
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. guá-pé - o que serve de caminho, folhas que cobrem a superfície
da água e dão caminho às aves
2. gua-peba - o que chato ou plano
Guaraciaba
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
guaracy-aba - os cabelos ou raios de sol, o cabelo louro.
Guaraciama
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
guaracy - o sol
ama, amaná - a chuva
Chuva em dia de sol
Guaranésia
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
Termo híbrido - tupi-greco
guará - pássaro
nésia - ilha
O pássaro da ilha
Guarani
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
guarini - o guerreiro, o lutador
Guarará
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. Tambor usado pelos nativos
2. O manhoso, o investigador
3. Furta-cor ou cambiante
4.
nome de um peixe do mar
Guaxupé
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
gua-exú-pé - um tipo de abelha que faz o ninho dentro da terra
Guiricema
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
Guiri - o bagre
(A)cema - a saída
Saída do bagre
Gurinhatã
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
guir-enhè-atá - a ave que canta muito
Iapu
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. iapeyu, yapó-yu - pantanal, estagnado
2. japu - yapu - ave
Ibiá
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
yby-ã - a terra alta, a chapada, o planalto
Ibiaí
Região cultural: Mineira Sanfranciscana
Etimologia
1. yby-ã - planalto
y - rio
O rio do planlato
2. ybyã-i - o pequeno planalto
Ibiracatu
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
ibirá - pau
catu - bom, boa
Madeira boa, madeira de lei
Ibiraci
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. ybyrá - o pau, a árvore
ci - mãe
A mãe da árvore
2. ybyrá-ycica - a resina de pau, almácega
Ibirité
Região cultural: Mineração
Etimologia
1. yby-retê - terra firme
2,
ybyiyretê - serra
Ibituruna
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
Ibitu-runa - o morro negro, serra negra
Icaraí de Minas
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
y-caray - água santa, água benta
Igarapé
Região cultural: Mineração
Etimologia
ygara-pé - caminho da canoa, canal que só dá passagem
a canoa
Igaratinga
Região cultural: Mineração
Etimologia:
ygara-ytinga - o pano branco da canoa, a vela
Iguatama
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
yguá-terama - enseada, referente a curva do rio São Francisco
Ijaci
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
yaci - mãe dos frutos, a lua
Imbé de Minas
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
y-mbé - planta rasteira
Indaiabira
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
indaiá - palmeira
bira - alto, elevado
Palmeira alta
Ingaí
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. y-igá - o que é embido e úmido
2. ingá-yba - a árvore do ingá, a ingazeira
Inhapim
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. iãpir - cabeceira do rio, de onde vem o rio
2. yapi / y-apira - nascentes ou cabeceiras dos rios
Inhaúma
Região cultural: Mineração
Etimologia
nhae-u - barro, barro de panela
Inimutaba
Região cultural: Mineração
Etimologia
inymbo - fio de algodão
taba - aldeia
A cidade do fio de algodão, alusiva à industria de tecelagem
Ipanema
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
y- água - ruim, rio sem peixe, ruim para pesca
Ipatinga
Região cultural: Mineração
Etimologia
ypé-tinga - casca branca
Ipiaçu
Região cultural:Triângulo
Etimologia
1. iby-açu - terra grande
2. ipu-açu - fonte grande, olho d'água grande
3. y-piahú - o rio novo
Ipiuiúna
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. ipu-i-uma - o olho d'água escuro ou água preta
2. y-piuna - água preta
Iraí de Minas
Região cultural:Triângulo Mineiro
Etimologia
yra - o mel
y - água
Rio do mel
Itabira
Região cultural: Mineração
Etimologia
1. itá-bira - pedra levantada ou empinada
2. itabira - pedra fulgurante, pedra flamejante
3. itabira - moça de pedra
Itacambira
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. ita-acambira - o forcado de ferro, o compasso
2. ita-cam-bir - pedra de dorso empolado
3. ita-caã-bir - a pedra pontuda que sai do mato
Itacarambi
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
itá-carambui - pedra redondinha ou miúda, pedra pequena
Itaguara
Região cultural: Mineração
Etimologia
1. ita -gyaba - a comida de pedra, o barro com salitre que os animais comem
2. ita-yguara - o poço das pedras
Itaipé
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
ita-y-pé - no rio das pedras
Itajubá
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. itayub-á - extração de ouro, mineração
2. itá-juba - pedra amarela, alusivo a um rochedo existente nessa cor
3. itá-i-abae - rio das pedras que cai de cima, cachoeira do rio das
pedras
Itamarandiba
Região cultural: Nordeste Mineira
Etimologia
1. itá-marã-dyba - local das pedras desordenadas
2. itamirindiba - local dos seixos arredondados
3. ita-mirim-di-ba - pedra miúda
4.
ita - pedra
mara, mirá - pau, madeira
ndiba, ndyba - sítio, jazida
Abundância de pau ferro, madeira rija
Itamarati de Minas
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. ita-marã-ty - corrente por entre pedras soltas
2. itá-moroti - as pedras alvíssimas
3. itamará, ytamirá, ti, tim - pau ferro, branco, madeira duríssima
e alva, o pau marfim
Itambacuri
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
itambaqui-r-y - rio dos montes de cascas de mexilhões, sambaqui
Itambé do Mato Dentro
Região cultural: Mineração
Etimologia
ita-aimbé , aembé - pedra afiada
Itamogi
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ita - pedra
mboy-gy - rio das cobras, a pedra do rio das cobras
Itamonte
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
Vocábulo híbrido - tupi / português
ita-monte - monte da pedra
Itanhandu
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
itá - pedra
nhã-d-u - corre com estrépito, a corredeira, ema
A ema de pedra
Itanhomi
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
itá - pedra
nhu, nhum - campo
y - pequeno
O campinho de pedra
Itaobim
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
ita - pedra
obi - verde
A pedra verde, a esmeralda
Itapagipe
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
itapé-gy-pe - o rio da laje
Itapecerica
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. itapé-cerica - a laje escorregadia
2. itapé-cyryka - corredeira que forma um lençol úmido
por cima da pedra
Itapeva
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ta-peba - pedra rasteira, a laje
Itatiaiuçu
Região cultural: Mineração
Etimologia
itátiâi-uçú - o grande penhasco cheio de pontas,
a grande crista eriçada,a grande pedra que sua
Itaú de Minas
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
itá-u - a pedra preta
Itaúna
Região cultural: Mineração
Etimologia
itá-una - a pedra preta, o ferro
Itaverava
Região cultural: Mineração
Etimologia
itá-beraba - a pedra resplandecente, a pedra que reluz
Itinga
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
y-tinga - a água branca, o rio branco
Itueta
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
y-tu - queda-d'água, o salto, a cachoeira
etá - sinal de plural, muitas quedas d'água, corredeira
Ituiutaba
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
y-tuyuc-taba - aldeia de água fria
Itumirim
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ytu-mirim - pequeno salto ou pequena cachoeira
Iturama
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
yty-terma - região da cachoeira
Itutinga
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ytu-tinga - salto branco, cachoeira de águas claras
Jacuí
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. yacú-y - o rio dos jacus
2. y-acui - o rio enxuto, o rio temporário
Jacutinga
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
yacú-tinga - jacu branco, nome de uma rocha friável e argilosa
servindo de jazida ao ouro entre a rocha de itabirito
Jaguaraçu
Região cultural: Mineração
Etimologia
ya-guara, açu - onça grande
Jaíba
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
y-ayba - a água ruim, o rio mau
Jampruca
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
Existe uma dúvida se o termo é de origem indígena ou
africana
Segunda Nelson de Sena - o vocábulo tem origem tapuia
Janaúba
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
yandi-yba - árvore ou pau d'óleo, a planta do visgo ou do grude
Japaraíba
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
yapar-yba - o pau d'arco, madeira rija de que os índios faziam os seus
arcos
Jeceaba
Região cultural: Mineração
Etimologia
yecêaba - confluência de rios. Alusiva à confluência
dos rios Camapuã e Paraopeba
Jequeri
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. jequeri - arbusto espinhoso de folhas miúdas
2. yu-keri - o espinho propenso a dormir
3. jequir, yquyr, i, y - água, água de sal, água salgada,
fermento salgado.
Jequitaí
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
1. yiquitai-y - o rio das jequitaias ou formigas irritantes, que queimam
2. jequi, yequi - molho condimento
tai - acre, ácido, picante,
O molho acre, o condimento picante
Jequitibá
Região cultural: Mineração
Etimologia
yiki-t-y-bá
o fruto de jequi, o fruto com forma de côncava
Jequitinhonha
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
yiki-tinhonhe - tipo de cesto de pesca mergulhado ou assentado n'água
Joaima
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
Nome de um chefe indígena
Juatuba
Região cultural: Mineração
Etimologia
a-yú-á - fruta colhida do espinho
tuba - de
tyba - o sítio dos juás
Juruaia
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
yury-á - boca aberta ou ampla, embocadura larga
Lambari
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
aramberi - peixinho de água doce
Manhuaçu
Região cultural: Zona da mata
Etimologia
1. amaná-açu - chuva forte, tempestade
2. manhu, mañu - molhe de erva, feixe de feno
uaçu, guaçu - veado
o molho ou feixe de erva dos veados
Manhumirim
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. mandi-yuba - mandi amarelo
miri - pequeno
Mandi amarelo pequeno
2. aman'y - rio da chuva
miri - pequeno
Pequeno rio da chuva
Maripá de Minas
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
mbaerup - apoio para coisas, aparador
Matipó
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
mati, matii - pequenino
pó, (m)bó - mão, cipó, fibra
a mão pequenina, o cipozinho, a fibra delgada
Machacalis
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
Nome de uma nação indígena
Minduri
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. mandori, manda-r-i - o pequeno ninho, o pequeno feixe
2. abelha silvestre
Miraí
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
myrá - gente, pessoa
y,i - rio
rio da gente
Muriaé
Região cultural: Zona da mata
Etimologia
1. muri, m(b) ury - cana de açúcar
aê - ter sabor, gostoso
cana de açucar doce, cana de açúcar saborosa
2. muri, m(b)eru - mosca, mosquito
aê, ahêi - farto
cheio de mosquistos
3. muru-aé, meru-aé - moscas afligem ou atacam
Mutum
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
my-t-u, motum - pele negra
ave com penas negras comuns na região
Nanuque
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
nak-nanuks - povo indígena do vale do Mucuri
Naque
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
referência a um povo indígena
Paracatu
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
pará-catu - o rio bom, rio navegável
Paraguaçu
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. pará-guaçu - o mar grande, o oceano
2. paraguá-açu - a coroa, grande cocar
Paraopeba
Região cultural: Mineração
Etimologia
pará-u-peba, pará-y-peba - o rio da água rasa, rio chato
Patis
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. upá-ty, paty - que serve para prender o leito do rio
2. upá-ty, paty - palmeiras que se tiram cordas para atar as redes
Pequeri
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. pê - casca
quiri - um pouco, delgado, franzino
um pouca da casca, casca tenra
2. pqui, pyquy - marrequinhas
ri, ry - rio
rio das marrequinhas
3. pequir - peixinho, pequira
i,y - rio, rio pequira
Pequi
Região cultural: Mineração
Etimologia
pyqui, piqui - casca áspera, áspera
Piau
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
py-yáu - pele manchada, peixinho de água doce
Piracema
Região cultural: Mineração
Etimologia
pirá- acema - a saída do peixe, cardume, ocasião da desova
Pirajuba
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
pirá-yuba - peixe amarelo, o dourado
Piranga
Região cultural: Mineração
Etimologia
piranga - vermelho, corado, ruivo, pardo
Piranguçu
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
piranga - vermelho
açu - grande
Vermelhão, vermelho grande
Piranguinho
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
Diminutivo em português de piranga
Pirapetinga
Região cultural: Zona Sul
Etimologia
pirá - peixe, pé
peba - chato
tinga - branco
peixe branco e chato
espécie de peixe de água doce
Pirapora
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
pirá-porá - a morada do peixe, o que contém peixe, o
peixe que salta
Piraúba
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
pirá-yu - forma contrata de pirá-yuba - peixe amarelo, o dourado
Pitangui
Região cultural: Mineração
Etimologia
pitang-y - rio das pitangas
mitang-y - rio das crianças
Piumhi
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. pium-y - rio dos mosquitos
2. peú, mbeú - podre, lodo, lama - rio lodoso
Pocrane
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
nome próprio de um indígena
Poté
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
1. nome próprio de um indígena
2. potum, pitu, potim - camarão de água doce
3. pitum - fumo, tabaco
Sapucaí- Mirim
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
1. çapucaí-y - rio das sapucaias
Sertinga
Região cultural: Café Oeste Sul
Etimologia
ciriyba-tinga, ciry-tinga - o mangue branco
Taiobeiras
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
tayá-oba - folha de taiá
plantas que produzem taiobas
Taparuba
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
1. ta-pará - rio preso, água que permanece estagnada
2. yba, ubá - fruto ou a canoa fabricada com casca de árvore
fruto ou canoa do rio preso, da água estagnada
Tapira
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
tapiira - anta
Taquaraçu de Minas
Região cultural: Mineração
Etimologia
taquaruçu - cana grande, taquara grossa
Tarumirim
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
tory-mirim, taru-mirim - a espiga pequena, facho pequeno, fogueira pequena
Tumiritinga
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
itu-mirim-tinga - cachoeira de águas claras
Tupaciguara
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
tupã-ci-guara - a morada da mãe de Deus
Ubá
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
ybá - o fruto, canoa feitas com um tronco
Ubaí
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
1. uybá-y - o rio das flechas
2. ybá-y - rio das frutas
Ubaporanga
Região cultural: Zona da Mata
Etimologia
ubá-poanga - canoa bonita
Uberaba
Região cultural: Triângulo Mineiro
Etimologia
y-beraba - água brilhante, clara, transparente
Umburatiba
Região cultural: Nordeste Mineiro
Etimologia
Umburamas
ymbú-rama - imbu falso, semelhante ao imbu
umburatiba - sítio das umburamas
Unaí
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
1. uná-i - pequeno grão
2. una-í - pretinho, moreninho
Urucuia
Região cultural: Sanfranciscana Mineira
Etimologia
1. urú - prato, vasilha,
cuia - coité
receptáculo feito com o fruto do coitezeiro
2. urú - cesto,cofo
cuia - folha , a filha do uru
a palha com quem fazem cestos ou cofos
3. urú - continente
cuia - ao longo,distante, longe
ao longo do continente
Costa, Joaquim Ribeiro. Topomínia de Minas Gerais. Belo Horizonte, BDMG Cultural,1997
Brabosa, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, Editora Itatiaia, 1995

Câmara Municipal ( antiga cadeia )
O dia "Dia de Minas Gerais" foi instituido em 1979 pela lei nº 561.
Por que 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, foi escolhido para comemorar o dia de Minas Gerais?
A bandeira chefiada pelo Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça chegou à região onde hoje está a cidade de Mariana no dia 16 de julho 1696. Para se instalarem o grupo escolheu as margens de um ribeirão, que recebeu o nome de ribeirão do Carmo, justamente por ser aquele o dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo. O ribeirão se revelou pródigo em ouro e ali se iniciaram os trabalhos de mineração.
Mariana hoje é chamada de "berço da civilização mineira", foi a 1ª capital (1709), a 1º vila (1711), a 1ª sede de bispado (1745) e a 1ª cidade de Minas Gerais (1745). Devido ao pionerismo de Mariana, o dia 16 de julho, marco do seu povoamento, foi escolhido para ser o dia de Minas Gerais.
A cidade é guardiã de uma importante parte do patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais. Nada melhor do que andar por suas ruas para descobrir o discreto charme desta cidade setecentista através de seus casarões, cada um mais bonito que o outro. A casa do Barão do Pontal, por exemplo, encanta a todo visitante com suas belas sacadas em pedra sabão. A Catedral da Sé e a Igreja de São Francisco de Assis guardam primorosos trabalhos da arte colonial mineira.

Bandeira do Estado de Minas Gerais
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria -
do paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?
Cecília Meireles
A bandeira do Estado de Minas Gerais foi oficializada pela Lei nº. 2.793, de 8 de janeiro de 1963, e sancionada pelo governador José de Magalhães Pinto.
O Triângulo
O triângulo da bandeira de Minas Gerais estava na bandeira idealizada
pelos inconfidentes mineiros. Existem duas correntes de pensamento para explicar
a forma geométrica triangular. Com base em depoimentos de Joaquim José
da Silva Xavier - o Tiradentes - nos Autos da Devassa, o triângulo é
uma referência à Santíssima Trindade.
"Assentou-se mais na dita conversação, que José Alvares MacieI faria a pólvora, e estabeleceria algumas manufaturas pelo tempo adiante, que o vigário da Vila de S. José capacitaria gente para entrar na sedição, e motim, e o mesmo havia de fazer ele respondente por onde pudesse, que o Coronel Ignácio José de Alvarenga daria gente da companhia, e o Padre José da Silva de Oliveira Rolim do Serro Frio, no que convieram os sobreditos: e falando ele respondente, em que a nova República que se estabelecesse devia ter bandeira disse que como Portugal tinha nas suas armas as cinco chagas, deviam as da nova República ter um triângulo, significando as três pessoas da Santíssima Trindade; ao que o Coronel Ignácio José de Alvarenga disse que não, e que as armas para a bandeira da nova República deviam ser um índio desatando as correntes com uma letra latina, da qual ele respondente se não lembra, e que tudo ficasse sopito, e em suspenso até se lançar a derrama, se achassem que com ela ficava o povo disposto para seguir à sedição, e motim; estando ele respondente, e os sobreditos nesta conversação chegou o Desembargador Tomás Antônio Gonzaga, e com a sua vinda todos se calaram, e se foram embora."
Existem os que acreditam ser o triângulo uma conexão com a maçonaria e dentro dos ideais iluministas - Liberdade, Igualdade e Fraternidade -, que contagiou o mundo ocidental no século 18. Lembrando que não existe nenhuma comprovação histórica que os inconfidentes pertenciam à maçonaria.
Hoje o desenho do triângulo é definido pela Lei nº 2.793, de 8 de janeiro de 1963 . Diz o art. 2º: "A Bandeira do Estado de Minas Gerais tem os seguintes desenho e forma: um retângulo em branco com 20 (vinte) módulos de comprimento e 14 (quatorze) módulos de largura; ao centro, um triângulo eqüilátero em vermelho com 8 (oito) módulos de cada lado, tendo no lado superior esquerdo a palavra 'LIBERTAS', no lado superior direito as palavras 'QUAE SERA' e na base a palavra 'TAMEN', as quais palavras são em TIPO ROMANO, com letras de 2/3 de módulo em altura e separadas do triângulo por 1/3 do módulo, formando no conjunto a frase 'Libertas quae será tamen', que é a divisa da Inconfidência Mineira".
A cor
Alguns pesquisadores acreditam que a cor original do triângulo era verde.
Depois de adotada na República como bandeira de Minas Gerais, o triângulo
passou para a cor vermelha, por ser símbolo universal das revoluções.
A inscrição
Os inconfidentes e os poetas Cláudio Manoel da Costa, Tomás
Antônio Gonzaga e José Ignácio de Alvarenga Peixoto cultuavam
a antiguidade clássica e seus poetas, daí a escolha por Alvarenga
Peixoto do lema da bandeira - "Libertas quae sera tamen" - ter sido
escolhido da primeira égloga de Públio Virgílio Marão
(70-19 a.C) que faz ela parte do diálogo entre Meliboeus a Tityrus.
Traduzida como Liberdade ainda que tardia, na verdade a frase foi mutilada, e, para os latinistas, é errada a sua tradução. A frase correta no texto original de Virgílio é: "Libertas, quae sera tamen, respexit inertem". As opções de tradução são:
"A Liberdade, que embora tardia, contudo, olhou favoravelmente para mim, inerte."
"A Liberdade que, mesmo tardia, olhou, contudo, inerte para mim."
"A Liberdade que, embora tardia, contudo olhou favoravelmente para mim,
que nada fiz."
"A Liberdade que tardia, todavia, apiedou-se de mim, na minha inércia."
O que, provavelmente, ocorreu foi uma liberdade poética por parte dos inconfidentes; como bons latinistas, não teriam incorrido em um erro tão grosseiro.

Brasão de Minas Gerais
O brasão do Estado de Minas Gerais foi criado pela Lei nº. 1, de 14 de setembro de 1891, e aprovado pelo Decreto nº. 6.498, de 5 de fevereiro de 1924.
Descrição
Forma uma estrela de cinco pontas, contornada por filetes de cor vermelha;
em seu centro figuram duas picaretas de mineração, cruzadas
e sobre elas uma lanterna de mineiro. De cada lado da estrela, há dois
ramos grandes de café, na parte exterior, e dois ramos pequenos de
fumo, a partir dos vértices de baixo da estrela, de cor verde e com
flores vermelhas e arroxeadas.
Na parte inferior do escudo, corre uma faixa com o nome do Estado de Minas Gerais, e, em um laço, abaixo dela, a data de 15 de junho de 1891, que é a data da primeira Constituição do Estado.
Contornando a ponta superior da estrela, a divisa: Libertas quae será tamen.
Símbolos
Instrumentos do mineiro, ramos de tabaco e café simbolizam as principais
riquezas do Estado na época da Proclamação da República.
O Hino
Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais
Tuas terras que são altaneiras
O teu céu é do puro anil
És bonita oh terra mineira
Esperança do nosso Brasil
Tua lua é a mais prateada
Que ilumina o nosso torrão
És formosa oh terra encantada
Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais
Teus regatos a enfeitam de ouro
Os teus rios carreiam diamantes
Que faíscam estrelas de aurora
Entre matas e penhas gigantes
Tuas montanhas são peitos de ferro
Que se erguem da pátria ao cantil
És altar deste imenso Brasil
Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais
Hino de Minas Gerais
A Constituição Estadual de 1989 estabeleceu pelo art. 7: “São
símbolos do Estado a bandeira, o hino e o brasão, definidos
em lei.”
Mas Minas Gerais não possui um hino oficial. Para que uma música se torne o hino oficial é necessário que essa seja aprovada em concurso público ou por decreto do governador.
A Secretaria de Estado de Cultura organizou em 1985 um concurso público para a escolha de um hino. Por decisão do corpo de jurados, nenhuma das 72 composições inscritas foi escolhida.
Em 1992, a Assembléia Legislativa organizou um novo concurso com o tema “Inconfidência Mineira”. A comissão julgadora avaliou que “todas as músicas foram desclassificadas porque algumas fugiram do tema Inconfidência Mineira, outras por falta de respeito à métrica e outras por falta de qualidade”. Foram inscritas 570 músicas.
Duas músicas em homenagem ao Estado se tornaram populares. Uma chamada Hino a Minas, letra de João Lúcio Brandão, e música do Padre João Lehmann, muito cantada nas escolas nas décadas de 1920 e 1930 por fazer parte do hinário distribuído nas escolas.
Outra, a conhecida “Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais”. Esse refrão pertence à mais popular e conhecida música sobre Minas Gerais em todo o Brasil, e que muitos pensam ser o hino oficial do Estado.
A música da canção “Oh, Minas Gerais” é de uma valsa italiana chamada Viene Sul Mare, que se popularizou no Brasil através das companhias líricas que se apresentavam no final do século 19 e início do século 20.
Os compositores José Duduca de Morais – De Moraes e Manoel Araújo fizeram uma letra enaltecendo Minas Gerais para a já conhecida música italiana que foi gravada em 1942.
De Moraes
José Duduca de Morais
Cronologia
Nascimento: 1912
Falecimento: 25 de novembro 2002 – Juiz de Fora
Natural de Santa Maria do Itabira
Atividades
Compositor, cantor e violinista
Trajetória de vida
Sua vida artística começou na Rádio PRC-7. Depois foi
trabalhar na Rádio Tamoio, na cidade do Rio de Janeiro. Um de seus
programas de sucesso foi a “Hora Sertaneja”. Entre 1943 e 1950,
com o parceiro Xerém, formou uma das duplas sertanejas de maior sucesso
no Brasil. Entre os anos de 1950 a 1962, formou dupla com a cantora Doquinha
– Hermelinda Afonso dos Santos.
Foi autor de mais de 200 músicas, entre valsas, marchinhas, quadrilhas, modas e rasqueados.
Quando De Moraes faleceu, por falência respiratória, vivia de uma pensão de R$ 590,00 e morava em uma simples casa.
'O falecimento, em Juiz de Fora, do compositor itabirano De Moraes comove a gente mineira. Devemos a ele a criação de “Oh! Minas Gerais”, hino do Estado pela vontade popular. Desde que foi gravada pela primeira vez, há sessenta anos, a canção passou a ser entoada em louvor a Minas, a fim de expressar o júbilo da terra natal e os valores da nossa cultura. Tentativas de se escolher e oficializar outro hino contribuíram para fixar, definitivamente, no sentimento geral, os versos de De Moraes, agregados à valsa Viene Sul Mare.
De Moraes deixa obra expressiva que críticos abalizados inscrevem no melhor repertório da música popular brasileira, merecendo respeito e interesse. “À família e aos amigos do ilustre compositor, quero manifestar o pesar e a solidariedade do Povo e do Governo do Estado. Ele será sempre lembrado por ter dado aos mineiros o mais querido símbolo sonoro das Minas Gerais'. Itamar Franco
Principais composições
Linda Curitibana
Mulher Que Não Me Dá
Adeus Mãezinha (c/ Antenógenes Silva)
Adeus Mariquinha
Adeus Moreninha (c/ Antenógenes Silva)
Agradeço a Lembrança (c/ J. R. de Oliveira)
Ai São João (c/ Floriano Rios e César Cruz)
Amor de Vaqueiro (c/ Jeová Rodrigues Portela)
Amor Perfeito (c/ Zequinha Torres)
Arrasta o Pé (c/ Xerém)
Balão Cruz-de-Malta (c/ Vargas Jr.)
Brincando com os Dedos
Cabeça do Janjão (c/ Elpídio Viana)
Caboclo Violeiro (c/ J. Portela)
Carioquinha (c/ César Lúcio da Cruz)
Casamento de Juaninha (c/ Antônio P. Marçal)
Chega de Tanto Sofrer
Chegou Meu Fim
Dança do Calango (c/ J. R. Oliveira)
Dói, Dói, Coração (c/ Antenógenes Silva)
Esperando Meu Benzinho
Eu Sou Marinheiro
Eu Tenho Paixão por Você (c/ Antenógenes Silva e Geraldo
Costa)
Gavião do Mar (c/ Manezinho Araújo)
Levanta, Balbina
Meu Balão (c/ Zé Praxedes)
Meu Boi Maiado (c/ Pereira do Carmo)
Meu Nordeste
Meu São João (c/ José Casimiro)
Minha Viola (c/ Marques da Silva)
Não Posso Esquecer (c/ Antenógenes Silva)
Não Posso Viver Sem Ti
Nunca Mais Te Verei (c/ João Bastos Filho)
Partida Cruel (c/ Antenógenes Silva)
Partiu Meu Benzinho (c/ Izari)
Passa pro Lado de Cá (c/ Antenógenes Silva)
O Pau Rolou (c/ Xerém)
Perdoa Mãezinha
Remorso de Caboclo
Santo Antônio Dá um Jeito (c/ Oldemar Magalhães)
São João no Rio (c/ J. Mendonça)
Saudade de Minha Mãezinha
Saudades de Marianinha
Saudades de Minas Gerais (c/ Carlos Filho)
Sonora Saudade (c/ Marinho Silva)
Tirei a Aliança
Triste Caminho (c/ Geraldo Costa)
Triste Fiquei (c/ Antenógenes Silva)
Uma Mulher para Mim (c/ Antenógenes Silva)
Vai-se Embora Saudade
Vamos ao Circo (c/ Lúcio Sampaio)
Vida de Carreiro (c/ Zequinha Torres)
Vida de Roceiro
Viola Entristecida
Zulmira
Zum-Zum no Mar (Motivo popular/Arranjo De Moraes)
Homenagem
Cidadão honorário de Juiz de Fora –1998