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Mini Cooper

O carro definitivamente estava consagrado e a partir daí uma infinidade de variações começaram a surgir, começando de versões conversíveis até mesmo uma picape e um jeep. As linhas básicas também sofreram algumas poucas alterações e versões menos curvilíneas foram lançadas, mas sem sucesso. O mercado gostava da aparência do carro basicamente fiel ao seu lançamento e assim ele permaneceu por décadas, tornando-se o modelo básico de carro da família inglesa.

É difícil encontrar a ou as razões que fizeram - assim como o Fusca da Volkswagen - do Mini um caso de amor com um veículo, que analizando friamente não tinha atrativos estéticos, não proporcionava conforto ou status, mantinha a essência do mesmo projeto antigo da década de 50, tinha um desempenho apenas modesto. Mas da mesma forma que o "besouro" alemão, ele era financeiramente acessível, robusto e confiável, podia sofrer manutenção até mesmo caseira e sua mecânica aceitava ser "fuçada". Facilmente pode-se encontrar Minis turbo, com motores preparados e até com dois motores rodando nas ruas inglesas!


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Chega o ano de 1994 e a gigante BMW compra o grupo Rover, ao qual pertencia entre outros carros, o Mini. Da mesma forma que a Volkswagen fez renascer o Fusca, através do New Beetle, seu concorrente germânico revitalizou o Mini, só que mantendo mais itens de sua identidade original. O resultado visto no salão de Genebra de 2001, foi surpreendente. Com o mesmo jeitão do carro de 35 anos antes, o pequeno notável ganhava novos ares.

As linhas curvas foram mantidas, assim como o fim abrupto da traseira, com suas pequenas lanternas, tampa do porta-malas, faróis redondos que ganharam em tamanho, motor dianteiro e tração traseira, rodas localizadas bem às extremidades do carro e até mesmo os detalhes cromados, como a grade dianteira e pará-choques, ou a pintura em duas cores, tendo o branco ou o preto para o teto e detalhes do carro. É certo que trata-se de um carro inteiramente novo que apenas carrega semelhanças conceituais com o Mini de 1959.


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Só que de nada adianta mudar um projeto vitorioso apenas para atualizá-lo no tempo. As pequenas rodas de 10 polegadas foram substituídas por bem maiores de 15 na versão básica e 16 na versão esportiva, com opção ainda de uma ainda maior de 17 polegadas. Os freios a tambor traseiros, agora são a disco e na frente são ventilados, obviamente com assistência ABS e EBD. A suspensão dianteira permance independente, mas é McPherson e a traseira multilink. Apesar do pequeno entre-eixos, a estabilidade e a dirigibilidade são muito boas, graças às mudanças na suspensão e a localização do novo conjunto de rodas.


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No quesito motorização, também procurou-se manter identidade com as raízes. Nada dos motores seis cilindros dos BMW série 3 e sim um 4 cilindros em linha de acomodação transversal. Duas opções são possíveis para este motor, sendo a básica de 1.6 litros e 24 válvulas, injeção eletrônica multiponto, que produz 115 cavalos a 6000 rpm e 15.2 kgfm de torque a 4500 rpm, suficientes para levá-lo aos 100 km/h em 9.2 segundos e máxima de 201 marca conseguida com veículos com 20 ou mais cavalos extras, ou seja, nada mal para um veículo 1.6 aspirado. A versão mais apimentada - do Cooper S - é um 1.8 supercharger e daí o porque do "S", com potência de 163 cavalos, levando-o a mesma velocidade em 7.5 segundos e máxima de 220 km/h.


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O câmbio que equipa ambas versões é um manual de 5 velocidades, mas há a possibilidade de vir com um novo câmbio chamado de CVT (Continuously Variable Transmission) que diferentemente dos câmbios automáticos convecionais, utiliza um sistema de polias cônicas e uma cinta de aço que realiza a variação das relações. Com este sistema - ao contrário do demais sistemas - a velocidade ou rotação do motor permance constante e o que varia é a relação das polias, quando se deseja alterar a aceleração ou a velocidade.

O interior do Mini Cooper apesar de manter até mesmo a original disposição de instrumentos apresentados nos primeiros modelos, agora apresenta certo ar de sofisticação, esportividade e requinte com aplicação de detalhes em couro e alumínio escovado. No vão do volante de dois raios, o que se vê é apenas o conta-giros circular. O velocímetro integrado com os demais instrumentos fica ao centro do painel.


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As dimensões do novo veículo, naturalmente aumentaram um pouco a fim de se adequar aos novos padrões de conforto, de segurança e para acomodar os novos recursos tecnológicos que recebeu. Agora são 3627 mm de comprimento, 1689 mm de largura, 1466 mm de altura e 2466 mm de entre-eixos. O peso também subiu bastante - resultado tanto do crescimento, como dos novos dispositivos e acessórios - para 1125 kg.

Infelizmente os consumidores brasileiros a quem o estilo do "carrinho" agradar, não poderão, pelo menos por enquanto, dispor de uma versão século XXI do Cooper. Nos mercados europeu e americano, a versão básica custará acessíveis US$ 18.000,00. Por apenas mais US$ 3.000,00 o Cooper S e o top de linha com todos acessórios, baseado no "S", cerca de US$ 30.000,00.


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Sem dúvida este projeto revitalizado do Mini, mais do que uma nostálgica reedição do mitológico carro de Alec Issigonis ou ainda uma versão retrô - tão em moda atualmente - trata-se de uma moderna, justa e fiel homenagem a um carro que ainda simboliza a realidade de gerações inteiras. O Mini pode não dispor da cavalaria de um Dodge Viper ou as linhas ousadas e aerodinâmicas de um Lamborghini Diablo, ou o charme de um F355 F1, mas sem dúvida representa um mito em sua essência, no que diz respeito a paixão que despertou em legiões ao longo de mais de 40 anos de história.

Fonte: www.envenenado.com.br

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