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Mini Cooper

George sempre nutriu uma real paixão por automóvel e velocidade, tanto que era figurinha fácil nos padocks da F-1, além de ter composto a canção Faster , em 1979, inspirada no circo da F-1 e dedicada ao piloto sueco Ronnie Peterson, que morrera em um acidente no ano anterior. A mistura de influências entre a velocidade e o lado místico da cultura indiana fez que com que George pintasse seu Mini com imagens psicodélicas, que também motivam a pintura da nova versão.

A estilista britânica Mary Quant, de 75 anos, que inventou a minissaia, também participou da festa e disse que o nome de sua invenção não se deve ao tamanho da peça, e sim porque ela amava muito o carro que tinha à época que, inclusive, a inspirou a nomear minissaia (em inglês: miniskirt). O estilista britânico Paul Smith voltou a apresentar o Mini que ele personalizou, além dos veículos usados nos filmes Austin Powers e Uma saída de mestre.

História

Desenhada por sir Alec Issigonis e lançado em abril de 1959, a primeira geração do Mini foi produzida, entre 1959 e 1968, na fábrica de Oxford. Na década de 1990, o controle da Mini passou para a Rover, depois comprada pela BMW. Em 1999, a Rover foi vendida e a produção, encerrada no fim de 2000. Em 2001, a BMW lançou uma versão repaginada, mas sem perder o estilo da primeira geração.

Após 50 anos do lançamento na Europa, o Mini chega oficialmente ao Brasil pelas mãos do BMW Group, atual detentor da lendária marca. São três os modelos disponíveis para o mercado brasileiro: o Mini Cooper, o esportivo Mini Cooper S e a perua Mini Cooper Clubman. O principal apelo da segunda geração do carrinho, relançado na Europa em 2000, é o design retrô, com muitos elementos fiéis ao original, aliado à boa oferta de itens de conforto e segurança, que elevam o Mini à categoria dos compactos premium.

O Mini Cooper é a versão mais simples disponível no Brasil, equipada com motor 1.6 a gasolina, que desenvolve potência máxima de 122 cv (a 6.000 rpm) e torque de 16,3 kgfm (a 4.250 rpm), e caixa de seis velocidades, tanto para troca manual quanto automática. O desempenho não decepciona. De acordo com o fabricante, o modelo acelera até 100km/h em 9,1 segundos.

Já nas versões esportivas S e S Clubman, o desempenho superior é alcançado graças ao turbo. Com esse dispositivo, o motor 1.6 alcança a potência de 177 cv (a 5.500 rpm) e torque de 24,5 Kgfm (a 1.600 rpm), com um ganho de mais 2 kgfm até 5.000 rpm. Como opcional, esta versão, que alcança os 100 km/h em 7 segundos, pode ter calibragem de suspensão e amortecimento, para uma direção mais dinâmica.

Habitáculo

No interior, destacam-se o grande velocímetro central, o rádio em estilo retrô e várias chaves de comando dos vidros, faróis de neblina e trava central. Como o conta-giros está fixado no volante, quando este se ajusta, não atrapalha sua leitura. A iluminação interna pode ser escolhida pelo motorista entre as tonalidades azul e laranja.

Como itens de segurança, todas as versões trazem de série freios ABS, controle de freio nas curvas, distribuição eletrônica de frenagem, indicador de defeito no pneu, airbags frontais e laterais para motorista e passageiro e do tipo cortina, cintos de segurança com pré-tensionadores, sistema Isofix e controle automático de estabilidade e tração.

O Mini original tinha 3,05m de comprimento, 1,41 m de largura, 1,35 m de altura, 2,03 m de entre-eixos e 570 kg. Agora, essas medidas são basicamente 3,7m de comprimento, 1,68 m de largura, 1,4 m de altura, 2,47 m de entre-eixos e peso de 1.105 kg. Mesmo assim, o carrinho compacto não consegue ser confortável para os ocupantes do banco traseiro, que sofrem para acomodar as pernas e principalmente no momento de descer do carro. Nos bancos dianteiros, a situação melhora, com os ajustes do volante (em altura e profundidade) e do banco.

Perua

Com 3,98m de comprimento (apenas 28 cm a mais que o pequeno hatch), a Clubman é uma miniperua. Seu porta malas tem capacidade para 260 litros, 100 a mais que a versão normal. Como essa versão é feita para levar cinco ocupantes (mesmo sem apresentar qualquer ganho em largura), o banco traseiro tem cinto de três pontos e apoios de cabeça centrais. Mas, para acessar o banco traseiro com mais facilidade, a fabrica criou a club door, espécie de porta suicida, localizada no lado direito do veículo, que estende a entrada para esses ocupantes.


Grande velocímetro central, comandos e instrumentos circulares ao estilo retrô no painel. Já o Clubman tem porta-malas de 260 litros e porta auxiliar, para facilitar o embarque de passageiros

Para a empresa, os concorrentes do Mini Cooper são o Audi A3, os Mercedes Classe A e B e Volvo C30, todos do segmento premium, além do VW New Beetle, Chrysler PT Cruiser, Alfa 147 e Smart, por se tratarem de modelos de nicho. Na verdade, a comparação com o segmento premium pode servir realmente para calcular a relação custo/benefício do modelo, que se enquadra realmente no segundo grupo, por se tratar de um ícone com forte apelo de design.

Por ter sido realizado num kartódromo, o test drive feito no Mini Cooper não serviu como base para avaliar o desempenho do modelo no uso urbano, mas deu para confirmar o espírito "kart" de se guiar o modelo. Os preços básicos das versões são: R$ 92.500, para o Mini Cooper com câmbio mecânico, e R$ 98.500, para a versão automática; R$ 119.500, para o S; e R$ 129.500, para a Clubman (os dois últimos disponíveis apenas com câmbio automático). Até o fim do ano a BMW espera vender 600 unidades do modelo no Brasil.

Fonte: noticias.vrum.com.br

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