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Miologia

 

O que é

Miologia é o estudo do sistema muscular, incluindo o estudo da estrutura, função e doenças do músculo.

O sistema muscular é composto de músculo esquelético, que contrata para mover ou posição partes do corpo (por exemplo, os ossos que se articulam), lisa e músculo cardíaco que impulsiona, expulsa, ou controla o fluxo de fluidos e substância contida.

A Miologia olha para a estrutura Miologiafísica dos músculos, estudando os diferentes tipos de fibras musculares, a forma de músculos saudáveis, os nervos que inervam diversos músculos, as funções de músculos específicos, e as conexões entre os diferentes grupos musculares.

Também de interesse são as doenças degenerativas envolvendo os músculos, a recuperação da lesão muscular, os resultados dos procedimentos de miotomia (dissecação ou corte de músculos) em que os músculos são cortados, e o impacto de alterações do sistema nervoso em função do músculo.

A miotomia também pode estudar grupos musculares específicos, como na motricidade oral, que é usado para entender os músculos da face e da garganta, com o objetivo de ajudar as pessoas distúrbios da fala correta.

Músculos

E existe uma enorme variedades de músculos, dos mais variados tamanhos e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e de inserção.

Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal.

Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual dividese em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. Onde as divisões destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.

O sistema muscular é capaz de efetuar imensa variedade de movimento, onde toda essas contrações musculares são controladas e coordenadas pelo cérebro.

Os músculos são os órgãos ativos do movimento. Eles são dotados da capacidade de se contrair e de se relaxar, e, em conseqüência, transmitem os seus movimentos aos ossos sobre os quais se inserem, os quais formam o sistema passivo do aparelho locomotor. O movimento de todo o corpo humano ou de algumas das suas partes - cabeça, pescoço, tronco, extremidades deve-se aos músculos. De músculos estão, ainda, dotados os Órgãos que podem produzir certos movimentos (coração, estômago, intestino, bexiga etc.).

Miologia

Miologia

A musculatura toda do corpo humano pode, portanto, dividir-se em duas categorias:

1) Os músculos esqueléticos, que se ligam ao esqueleto; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. Constituem aquilo que vulgarmente se chama a “carne” e são comandados pela vontade.
2)
Os músculos viscerais, que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos. Estes músculos têm estrutura “lisa” e funcionam independentemente da nossa vontade.

Uma categoria à parte é constituída pelos músculos cutâneos, os quais se inserem na pele, pelo menos por uma das suas, extremidades. No homem, esses músculos são pouco desenvolvidos e são encontrados, na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos mímicos), mas são muito desenvolvidos nos animais.

As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade de mover-se. O movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é patrimônio exclusivo do músculo.

No século XVII, observou-se através de um microscópio o movimento de células espermáticas.

Existe uma grande variedade de células capazes de mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento é função secundária das células.

Unidade Motora ou Unidade Funcional

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Cada músculo tem um nervo motor (grupo de fibras nervosas) que entra nele. Cada fibra nervosa se divide em ramas terminais, chegando cada rama a uma fibra muscular.

Em conseqüência, a unidade motora esta formada por um só neurônio e o grupo de células musculares que este inerva. O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de unidades motoras que se ativem.

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Diferentes formas dos músculos

Contração Muscular

A maquinaria contrátil da fibra muscular está formada por cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular. Entre elas há a miosina e a actina, que constituem os filamentos grossos e finos, respectivamente. Quando um impulso chega através de uma fibra nervosa, o músculo se contrai.

Quando uma fibra muscular se contrai, se encurta e alarga. Seu comprimento diminui a 2/3 ou à metade.

Deduz-se que a amplitude do movimento depende do comprimento das fibras musculares. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição provoca um efeito de esgotamento superior ao normal.

Depois da contração, o músculo se recupera, consome oxigênio e elimina bióxido de carbono e calor em proporção superior à registrada durante o repouso, determinando o período de recuperação.

O fato de que consome oxigênio e libera bióxido de carbono sugere que a contração é um processo de oxidação, mas, aparentemente, não é essencial, já que o músculo pode se contrair na ausência de oxigênio, como em períodos de ação violenta; mas, nesses casos, se cansa mais rápido e podem aparecer cãibras.

Existem três tipos principais de músculos: músculo esquelético (também chamado de músculo voluntário, pois é ou pode ser conscientemente controlado); músculo liso (também conhecido por músculo involuntário, pois não se encontra sob o controle consciente); e o tecido muscular especializado do coração. Os seres humanos possuem mais de 600 músculos esqueléticos, os quais diferem em forma e tamanho, conforme a tarefa que cada um desempenha. Os músculos esqueléticos estão ligados direta ou indiretamente (via tendões) aos ossos, e trabalham em pares antagônicos (enquanto um músculo do par se contrai, o outro, que causa o deslocamento oposto da articulação, relaxa), de forma a produzir os mais diversos movimentos, como andar, costurar, as diferentes expressões faciais, etc. Os músculos lisos revestem as paredes de órgãos internos e executam ações como forçar a passagem do bolo alimentar pelos intestinos, contrair o útero no parto e controlar o fluxo sanguíneo para os diversos tecidos.

Músculos Esqueléticos

Têm a cor vermelha devido a um pigmento muito semelhante àquele dos glóbulos vermelhos, a hemoglobina muscular ou mioglobina. A forma deles é extremamente variável; há músculos em fita (músculos retos do abdome) em leque (grande peitoral), em cúpula (diafragma), denteados (grande denteado).

Todos os músculos se podem reunir, não obstante, em dois grandes grupos: os músculos longos, os quais, mesmo quando pequenos, desenvolveram-se em comprimento, e os músculos largos, nos quais prevalece a largura sobre as outras dimensões. Os músculos longos se acham principalmente nos membros, enquanto os largos prevalecem nas paredes do abdome e do tórax.

Os músculos longos têm a forma de fuso, com uma parte central mais grossa chamada ventre, e duas extremidades mais delgadas; as extremidades se continuam por um cordão branco nacarado: o tendão. Os tendões não são constituídos por tecido muscular, mas por tecido conjuntivo bastante resistente. São os tendões que se inserem nos ossos.

Miologia
A tração de um músculo geralmenteé exercida através de uma articulação, o que diminui o ângulo entre os ossos articulados.

Por exemplo, quando o músculo braquial se contrai, flexiona o antebraço na articulação do cotovelo.

Há músculos que têm mais de um tendão, embora tendo um só ventre (dizse então que o músculo é monocaudado, bicaudado, etc.). Outros, ao contrário, têm vários ventres, que, de um lado, têm origem em tendões separados e parecem músculos independentes, mas, do oposto, confluem em um só; estes músculos tomam um nome que indica o número dos seus ventres (bíceps do braço e da coxa, tríceps do braço e da perna, quadríceps da coxa). Há enfim, músculos que têm dois ventres, um depois de outro, como se fossem dois músculos consecutivos (músculo digástrico).Observando-se a musculatura dos membros, é fácil perceber que os músculos se agrupam entre si para realizar uma determinada função; distinguem-se assim grupos e ações antagônicas. Por exemplo, o bíceps dobra o antebraço sobre o braço, enquanto o tríceps, situado da parte oposta, o distende. No antebraço distinguem-se os músculos da face anterior, que dobram os dedos, e os músculos da face posterior que, ao contrário, os distendem.

Certos músculos, enfim, têm uma curiosa conformação circular: tais são os esfíncteres, dos quais a contração assegura o fechamento de certos orifícios (esfíncter anal, esfíncter da uretra e da bexiga), e os músculos orbiculares. A estes últimos pertencem o orbicular da boca (que arredonda os lábios e os faz salientes para fora, como no ato de assobiar e na pronúncia da vogal U) e o orbicular das pálpebras (que permite fechar os olhos).

Os músculos largos não se podem inserir mediante tendões, que são cordões redondos; inserem-se por meio de lâminas ditas aponeuroses, que têm estrutura análoga aos tendões.

Por vezes, os músculos estão recobertos por faixas, delgadas lâminas conjuntivas que se podem inserir sobre os ossos do mesmo modo que o músculo, e mandar septos para o interior; para dividir as massas musculares ao longo de tais septos caminham vasos e nervos.

Os próprios tendões podem ser recobertos por formações características: as bainhas fibrosas e as bainhas mucosas.

As bainhas fibrosas representam uma proteção do tendão, e, por vezes, inserindo-se nos ossos, formam uma polia sobre a qual o tendão desliza para mudar de direção. As bainhas mucosas contêm um líquido que favorece o escorregamento do tendão. Estas formações se acham, na verdade, nos pontos em que os tendões têm necessidade de ser lubrificados e de ser o seu movimento facilitado, isto é, em geral, aí onde o tendão está em contato com o osso.

Alguns outros músculos do corpo

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As fibras musuclares contraem-se e dilatam-se para alterar o diâmetro da pupila

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Camadas de músculos entrelaçadas permitem uma grande mobilidade

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Camadas musculares opostas transportam o alimento semidigerido

Tipos de Músculo

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Músculo Cardíaco

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Músculo Esquelético

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Músculo Liso

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Contração do músculo esquelético

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Estado contraído

Músculos Viscerais

São músculos presentes no interior das vísceras, e geralmente não se vêem a olho nu (salvo o músculo cardíaco que é volumoso e mesmo constitui a parte fundamental do coração). Para observá-los é necessário praticar a dissecação e adotar então o microscópio.

Há dois tipos de músculo liso:

Multiunitário: cada fibra se comporta como uma unidade independente, comportamento semelhante ao músculo esquelético.

Ex: músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. Não se contraem espontaneamente. A estimulação nervosa autônoma é que desencadeia sua contração.

Unitário simples: as células se comportam de modo semelhante ao músculo cardíaco, como se fossem uma estrutura única. O impulso se transmite de célula a célula. Pode-se dizer que o músculo, em sua totalidade, funciona como uma unidade.

Ex: músculo intestinal, do útero, ureter etc.

No intestino grosso, no entanto, pode-se ver a camada muscular externa sob a forma de delgadas fitas longitudinais.

Além disso (bexiga, piloro) formam os esfíncteres.

O do estômago é conhecido pelo nome de esfíncter pilórico.

Há mesmo dois tipos de músculos esfincterianos: os esfíncteres estriados, que estão sob a ação da vontade (esfíncter estriado da uretra, esfíncter estriado do ânus) e os esfíncteres lisos, que não estão sob a ação da vontade (esfíncter da bexiga, esfíncter pilórico).

Ações dos Músculos Esqueléticos

A unidade estrutural de um músculo é uma célula ou fibra muscular. A unidade funcional, constituída de um neurônio motor e as fibras musculares que ele controla, é chamada unidade motora. O número de fibras musculares em uma unidade motora varia de uma a várias centenas, mas usualmente elas são cerca de 100. Cada fibra muscular se comporta como uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se define como multiunitário.

O número de fibras varia de acordo com o tamanho e a função do músculo. Grandes unidades motoras, onde um neurônio supre várias centenas de fibras musculares, são encontradas em grandes músculos do tronco e da coxa, enquanto nos pequenos músculos do globo ocular e da mão, onde movimentos de precisão são necessários, as unidades motoras contêm apenas umas poucas fibras musculares.

Quando um impulso nervoso atinge o neurônio motor na medula espinal, outro impulso nervoso é iniciado, o que faz todas as fibras musculares supridas por aquela unidade motora se contraírem simultaneamente. Os movimentos resultam de um crescente número de unidades motoras sendo postas em ação, enquanto os músculos antagonistas são relaxados.

Durante a manutenção de uma dada posição ou postura, os músculos envolvidos estão em um estado de contração reflexa. O tônus é o estado de excitabilidade do sistema nervoso que controla ou influencia os músculos esqueléticos. A manutenção do tônus depende dos impulsos que chegam ao encéfalo e à medula espinal, a partir das terminações sensitivas nos músculos, tendões e articulações.

Durante os movimentos do corpo, os músculos principais são ativos.

Estes músculos, chamados agonistas ou motores primários (g. agon, luta), contraem-se ativamente para produzir o movimento desejado. Um músculo que se opõe à ação de um agonista é chamado antagonista. À medida que um agonista se contrai, o antagonista progressivamente relaxa; esta coordenação produz um movimento suave. Os antagonistas também são ativados no final de um movimento brusco para proteger as articulações de lesões (por exemplo, as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo durante um chute no futebol).

Quando um agonista cruza mais de uma articulação, certos músculos evitam o movimento da articulação interposta. Estes tipos de músculos são chamados sinergistas (g. syn, junto, + ergon, trabalho). Assim, os sinergistas complementam a ação dos agonistas.

Outros músculos, chamados fixadores, firmam as partes proximais de um membro (como o antebraço) enquanto os movimentos estão ocorrendo nas partes distais (como a mão). O mesmo músculo pode agir como um agonista, antagonista, sinergista ou fixador sob diferentes condições.

Músculo cardíaco

O músculo cardíaco (músculo do coração) ou miocárdio forma a maior parte das paredes do coração. Embora ele seja composto de fibras (células) estriadas, as contrações do músculo cardíaco não estão sob controle voluntário.

O ritmo cardíaco é regulado por um marcapasso composto de fibras musculares cardíacas especiais, que são inervadas pelo sistema nervoso autônomo.

Músculo liso

O músculo liso forma a camada muscular nas paredes dos vasos sanguíneos e do tubo digestivo. Como o músculo cardíaco, o músculo liso é inervado pelo sistema nervoso autônomo.

Por isso ele é músculo involuntário, podendo sofrer contração por longos períodos. Isto é importante na regulação do tamanho da luz de estruturas tubulares (por exemplo, o intestino e vasos sanguíneos). Nas paredes do tubo digestivo, tubas uterinas e ureteres, as células musculares lisas podem provocar ondas peristálticas ou contrações rítmicas. Este processo, conhecido como peristalse, empurra os conteúdos ao longo das estruturas tubulares (como ocorre com os alimentos no intestino).

O tônus é abolido pela anestesia.

Conseqüentemente, articulações luxadas ou ossos fraturados são mais facilmente reduzidos (colocados em suas posições normais) quando é administrado ao paciente um agente anestésico, um composto que reversivelmente deprime a função neuronal. Em algumas doenças do sistema nervoso, o tônus é aumentado (espasticidade) ou diminuído (flacidez).

Os músculos dependem de um rico suprimento sanguíneo, pelo oxigênio e os nutrientes, e dos nervos para conduzir os impulsos e induzir a contração. Se um músculo é privado de sua inervação diz-se que ele está desnervado e eventualmente vai sofrer atrofia (definhar) porque as fibras musculares diminuirão de tamanho. Um músculo também pode aumentar ou hipertrofiar-se pelo uso constante (por exemplo, no levantamento de peso).

Nestes casos, as fibras musculares crescem, mas o seu número permanece o mesmo.

Os músculos esqueléticos têm limitados poderes de regeneração.

Quando há uma extensa lesão muscular, o tecido muscular é eventualmente substituído por tecido cicatricial fibroso.

As ações musculares podem ser testadas de várias maneiras. O teste muscular é geralmente realizado quando há suspeita de lesões neurais.

Existem dois métodos comuns para determinar o estado da função motora:

1) o paciente realiza certos movimentos contra resistência produzida pelo examinador e
2)
o examinador realiza certos movimentos contra resistência produzida pelo paciente. Por exemplo, quando se testa a flexão do antebraço, pede-se ao paciente para fleti-lo, enquanto o examinador resiste ao esforço.

O outro método é solicitar ao paciente para manter o antebraço fletido enquanto o examinador tenta estendê-lo. A última técnica permite ao examinador avaliar a força do movimento.

A eletromiografla é outro método usado para testar a ação dos músculos (Basmajian e DeLuca, 1985). Eletrodos são inseridos no músculo e pede-se ao paciente para realizar determinados movimentos. As diferenças de potencial elétrico de ação dos músculos são amplificadas e gravadas. Um músculo normal, em repouso, não mostra qualquer atividade. Usando esta técnica, é possível analisar a atividade de um músculo individual durante diferentes movimentos.

A estimulação elétrica de músculos também pode ser usada como parte do programa de tratamento para recuperar a ação de músculos. O músculo cardíaco responde ao aumento da demanda por aumento no tamanho de suas fibras; isto é chamado de hipertrofia compensatória.

Nenhuma nova fibra muscular cardíaca é formada porque estas células são incapazes de se dividir (por exemplo, sofrer mitose). Quando o miocárdio (músculo do coração) é lesado (por exemplo, durante um ataque cardíaco) forma-se tecido fibroso cicatricial.

Quando o tecido miocárdico fica necrótico (isto é, morre), a lesão é chàmada de infarto do miocárdio (IM).

Da mesma forma que os músculos esquelético e cardíaco, as células do músculo liso sofrem hipertrofia compensatória em resposta a aumento da demanda.

Durante a gravidez, as células musculares lisas na parede do útero não apenas aumentam em tamanho (hipertrofia ), como também aumentam em número (hiperplasia). Em conseqiiência, o músculo liso tem uma notável capacidade de regeneração.

Miologia

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A arquitetura dos músculos
A - Fibras paralelas de ponta a ponta.
B - Fibras quase paralelas (em forma de leque).
C - Fibras penadas convergindo em um tendão central.
Os principais componentes de um músculo estriado esquelético são o seu ventre carnoso (vermelho) e o tendão fibroso (branco).

Estrutura dos Músculos

Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas.

O músculo fica assim dividido em feixes (primários, secundários, terciários).

O revestimento dos feixes menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadas que envolvem cada uma das fibras musculares.

A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática, longa, de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro). A fibra muscular tem o aspecto de um filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos (quando geralmente a célula tem um só núcleo) de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as outras.

O citoplasma da fibra (isto é, toda a restante parte da fibra, com exclusão do núcleo) aparece estriado transversalmente de faixas alternadamente claras e escuras.

Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.

A estriação não existe, ao contrário, nos músculos viscerais, que se chamam, portanto, músculos lisos. Ao longo dos septos que dividem os feixes de fibras, ramificam-se arteríolas e vênulas, enquanto ao longo da membrana que envolve cada uma das fibras se expandem os capilares que formam uma rede de malhas retangulares.

Ao longo dos mesmos septos caminham ramificações nervosas motoras e sensitivas que penetram depois nas fibras; os filamentos motores trazem à fibra o estímulo para que esta se contraia; os filamentos sensitivos, ao contrário, recolhem informações sobre o estado do músculo, sobre o seu grau de contração, e as transmitem ao cérebro.

Os músculos esqueléticos, em suma, são órgãos muito vascularizados e muito inervados.

Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes, mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm, na verdade, um tamanho que varia de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e são privadas de estrias.

Estes músculos se chamam, portanto, fibras lisas e não são comandados pela vontade. As fibras lisas recebem, também, vasos e nervos motores provenientes do sistema simpático.

Na enumeração dos principais músculos do corpo limitar-nos-emos aos músculos esqueléticos, isto é, aqueles que permitem os movimentos da cabeça, do tronco e dos membros. Deixamos de lado os nossos músculos viscerais que pertencem intrinsecamente aos órgãos e nao têm, quase nunca, um nome seu próprio.

O número de músculos esqueléticos não se pode estabelecer com exatidão porque em algumas regiões os corpos musculares não se podem delimitar de modo preciso. O número médio gira em torno de 327 músculos pares (isto é, duplos, porque existem de um lado e de outro do nosso corpo); apenas 2 são, pelo contrário, ímpares, isto é, únicos.

Principais Músculos do Corpo Humano

Músculos da Cabeça

Os músculos da cabeça podemse classificar em esqueléticos e cutâneos.

Músculos Cutâneos

No pescoço há um único músculo cutâneo, mas na cabeça, e mais particularmente no rosto, os músculos cutâneos são numerosos e servem para compor os vários aspectos da fisionomia (músculos mímicos). Na cabeça existe um largo músculo cutâneo, o músculo epicrânico, que recobre toda a abóbada do crânio, abaixo da pele.

Nele distinguem-se três partes: uma anterior, o músculo frontal; uma média, que não tem estrutura muscular mas tendinosa, a aponeurose epicrânica; uma posterior, o músculo occipital.

O músculo frontal é também chamado o músculo da atenção porque, contraindo- se, enruga a testa. O músculo occipital também termina na aponevrose, mas parte, posteriormente, do osso occipital. No homem, o músculo occipital é pouco desenvolvido, e nas contrações puxa para trás o couro cabeludo.

Dos lados da orelha existem três músculos cutâneos chamados músculos auriculares (anterior, posterior e superior) pouco desenvolvidos porque, como se sabe, a orelha não é dotada de movimento. Esses poucos e limitados movimentos que a orelha pode realizar são devidos aos músculos auriculares.

Na testa existe um outro músculo cutâneo, o músculo superciliar, chamado também músculo da agressão, porque, contraindo-se, determina a formação de rugas transversais da pele da testa (entre os dois supercílios e em cima do nariz), contribuindo para dar ao rosto uma expressão ameaçadora.

Os outros músculos cutâneos se dispõem, na face, em torno da abertura da boca, do nariz e das órbitas. São muito desenvolvidos do lado funcional e a sua contração, isolada ou associada, dá ao rosto a expressão dos sentimentos. A volta da órbita há o músculo orbicular dos olhos, dito também orbicular das pálpebras. Está disposto em anel à volta do olho e, com as suas contrações, determina o fechamento das pálpebras e intervém na distribuição das lágrimas.

Na maçã do rosto existe o músculo zigomático, dito também músculo do riso, porque, agindo sobre os lábios, determina o alongamento da abertura bucal e a sua curvatura com concavidade voltada para cima (puxa para cima os ângulos da boca) na típica figura do riso.

O lábio superior é levantado principalmente pelo músculo quadrado do lábio superior, que dá ao rosto uma expressão de desgosto: na verdade, ele deixa imóveis os ângulos da boca enquanto dilata as narinas como na ação de cheirar. Nos ângulos da boca se insere o músculo incisivo do lábio inferior que os puxa para dentro e para diante, como no muxoxo, no ato de chupar e de beijar.

Na mandíbula se inserem dois músculos cutâneos: o quadrado do lábio inferior e o triangular. O primeiro puxa para baixo e para fora o lábio inferior, dando à boca uma expressão de desgosto. O segundo atua mais diretamente sobre os ângulos da boca, puxando-os para baixo e lateralmente.

Também este imprime ao rosto uma impressão de desgosto ou de riso forçado.

A boca está contornada por um músculo em anel, o orbicular da boca, dito também orbicular dos lábios, que fecha os lábios.

Na bochecha encontra-se o músculo bucinador que se estende da região entre a arcada zigomática e o nariz, até o maxilar inferior. Agindo juntos, os dois bucinadores puxam para trás os ângulos da boca, alongando a abertura bucal e aproximando os lábios.

Os bucinadores se contraem quando “sopramos”, como no assobiar, no apagar uma vela, no tocar um instrumento de sopro, isto é, todas as vezes que se expele o ar que enche a boca e estufa as bochechas.

Todos os músculos da cabeça que temos até agora mencionado pertencem ao grupo dos músculos cutâneos, não só por suas características anatômicas, mas também pela inervação, que é comum a todos e diversa daquela dos músculos esqueléticos.

Os músculos cutâneos da cabeça ou músculos mímicos são, na verdade, inervados pelo nervo facial, enquanto os esqueléticos são inervados pelo nervo trigêmeo.

Músculos Esqueléticos

São chamados músculos mastigadores porque determinam os movimentos do maxilar inferior.

O maxilar inferior realiza três tipos de movimento: levanta-se, abaixa e se volta lateralmente.

Os que fazem o maxiliar executar movimentos são quatro: o músculo temporal, o músculo masseter, e os dois músculos pterigóideos (interno e externo).

O músculo temporal e o masseter são externos, apenas sob a pele. O temporal parte da têmpora e o masseter da arcada zigomática. Ambos elevam o maxilar inferior.

Os músculos pterigóideos são profundos. Se os dois músculos externos se contraem, ao mesmo tempo, o maxilar inferior é projetado para a frente, enquanto será levado para um lado pela contração de um só músculo. O pterigóideo interno eleva o maxilar inferior.

Como se vê, os músculos “mastigadores” têm somente a função de elevar o maxilar inferior e de avançá-lo para a frente ou para os lados.

Músculos do pescoço

No pescoço existe um único músculo cutâneo, o cuticular, que tem a forma de uma lâmina quadrilátera muito larga que cobre toda a região lateral do pescoço. A sua ação é de puxar para baixo e para o lado os ângulos da boca (tem, portanto, importância também na mímica); quando se contrai fortemente levanta a pele do pescoço em rugas transversais e puxa para cima a pele do peito.

Todos os outros músculos do pescoço são esqueléticos e se classificam em anteriores (chamados supraióideos e subióideos, conforme se acham acima ou abaixo do osso hióide), posteriores e laterais.

Um músculo destaca-se dos demais e é o mais importante: o esternoclidomastoideo.

É assim chamado pelas suas inserções: na verdade, se liga, por uma parte, ao esterno e à clavícula, e, por outra, à apófise mastóide do osso temporal. Percorre, portanto, todo o pescoço lateralmente.

É o músculo que faz voltar a cabeça de lado: neste caso, o músculo do lado oposto faz saliência de modo bem visível, principalmente nos indivíduos magros. Quando os dois esternoclidomastoideos se contraem ao mesmo tempo, se a cabeça está distendida, fazem-na ficar mais distendida ainda; se, ao contrário, a cabeça está flexionada, fazem-na flexionar mais.

Desde que o ponto de inserção na cabeça (mastóide) se torne fixo, os músculos esternoclidomastoideos fazem levantar o tórax.

Músculos Supraióideos

Aproximam o osso hióide do maxilar inferior e da base do crânio.

São quatro: o miloióideo, o estiloióideo, o gênioióideo e o digástrico. Têm a função de abaixar o maxilar inferior ou então de levantar o osso hióide, como acontece na deglutição.

Os músculos da coluna dorsal são destinados principalmente a endireitar o tronco quando está flexionado. Eles asseguram também o equilíbrio e a estática do corpo, quando o indivíduo carrega um peso.

Músculos Subióideos Estendem-se do osso hióide à caixa torácica e servem para abaixar a laringe.

São quatro: o esternoióideo, o omoióideo, o esternoiróideo e o tiroióideo.

Músculos Posteriores e Laterais

Os músculos hióideos estão situados na parte anterior do pescoço.

Posteriormente há os músculos prévertebrais, que estão adiante da coluna vertebral; e, lateralmente, os músculos escalenos, que se inserem sobre vértebras e sobre costelas, determinando a expansão da caixa torácica: são músculos que permitem a inspiração, isto é, a entrada de ar nos pulmões, e são, assim, chamados músculos inspiradores.

Músculos do Dorso

Os músculos da região dorsal podem ser classificados em dois grupos, um superficial outro profundo.

Os músculos superficiais são músculos muito largos que, com a sua própria superfície, recobrem os músculos subjacentes. Inserem-se de uma parte nas vértebras e de outra parte nos membros.

Nos músculos da camada profunda, contrariamente, achamos músculos encarregados do movimento das costelas e da coluna vertebral, que são chamados, respectivamente, espinocostais e espino-dorsais.

Músculos Superficiais

Em cima, achamos o músculo trapézio, que tem a forma de um triângulo muito grande, e se insere, de um lado, nas vértebras cervicais e no osso occipital, e, de outro, na omoplata.

Quando os trapézios se contraem juntamente, dos dois lados, levam a cabeça para trás, isto é, a estendem. Para mover a espádua para cima, para dentro e para trás, devemos contrair um único músculo trapézio, de um só lado.

Um outro músculo superficial é o grande músculo dorsal. E também esse triangular e está situado inferiormente ao trapézio. Toma, na verdade, inserção nas vértebras torácicas e lombares por meio de uma vasta aponeurose.

Do lado oposto se insere no úmero. Contraindo-se, leva o braço para dentro e para trás.

Os músculos denteados posteriores (superior e inferior) vão das vértebras às costelas. O músculo superior abaixa as últimas costelas; o inferior levanta as primeiras costelas.

Músculos Espino-Costais Também se inserem na espinha dorsal e nas costelas, participando dos movimentos respiratórios.

Músculos Espino-Dorsais

São músculos muito complexos que, no seu conjunto, servem para estender a coluna vertebral e mantê-la direita na posição ereta.

Músculos do Tórax

Os músculos do tórax podem ser classificados em duas categorias: os músculos tóraco-apendiculares, que ligam o tórax ao membro superior, e os músculos intrínsecos do tórax) que vão da coluna vertebral às costelas. O diafragma é um músculo à parte.

Músculos Tóraco-Apendiculares

São os músculos do peito, entre os quais se distinguem o grande peitoral que recobre todos os outros, estendendose do esterno e da clavícula ao úmero.

Tem a função de levar o braço para dentro. Em condições particulares, por exemplo, quando o tronco está suspenso pelos braços, contribui para levantar o tronco. É o peitoral que se contrai quando um ginasta se levanta “pela força do braço”.

Oculto pelo grande peitoral está o pequeno peitoral que levanta as costelas; é um músculo inspirador como o músculo denteado anterior que se insere, também ele, nas costelas.

Músculos Intrínsecos do Tórax

São os músculos intercostais que ligam uma costela a outra. Vão da margem inferior de uma costela à margem superior da costela subjacente. A sua ação é discutida. Contribuem para fechar a caixa torácica e protegê-la, mas não é claro se intervêm nos movimentos respiratórios.

Temos depois os músculos subcostais, os elevadores das costelas e o transverso do tórax: servem para a respiração.

Diafragma

É um músculo ímpar que se encontra acima da cavidade abdominal e que ele separa da cavidade torácica. É sobre as costelas, as vértebras lombares e o esterno que ele se insere. Dessas regiões os feixes musculares se irradiam para cima e para a parte mediana, confluindo para um centro tendinoso. O diafragma é inervado pelo nervo frênico.

Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o músculo tende a achatar-se, a capacidade do tórax aumenta e os pulmões se enchem passivamente de ar.

Ao mesmo tempo, o diafragma, achatando-se, comprime a cavidade abdominal.

Quando essa contração é enérgica e atuam juntamente os músculos do abdome, temos uma ação de pressão sobre os órgãos abdominais, útil para esvaziar o intestino, e, na mulher, para o parto.

Músculos do Abdome

Distinguem-se os músculos ventrais e os músculos dorsais.

Músculos Ventrais São representados pelo reto do abdome, pelos oblíquos (esterno e interno) e pelo transverso, os quais, no seu conjunto, formam a parede abdominal.

O reto é um músculo em fita que desce do esterno ao púbis e que tem a função de dobrar o tórax para a frente; tomando ponto fixo no abdome, ao contrário, levanta a bacia.

Os músculos oblíquos, que são largas lâminas musculares e que se inserem nas costelas e no osso ilíaco, abaixam as costelas (e comprimem, portanto, o tórax: músculos expiratórios), ou então levantam a bacia.

O músculo transverso comprime a cavidade abdominal (é importante na defecação, no vômito, no parto) e age, também, como músculo expirador.

Músculos Dorsais

São representados pelo músculo quadrado dos lombos, de forma quadrilátera, que fecha o abdome posteriormente e tem a função de inclinar a coluna vertebral lateralmente, e pelos músculos caudais, que estão situados sobre o osso sacro e sobre o cóccix e que têm uma função protetora.

Membro Superior

Músculos da Espádua

O músculo mais característico da espádua é o deltóide, de forma triangular, que comunica à espádua, no começo do braço, a sua forma arredondada. Inserese, de um lado, na clavícula, e, do outro, no colo cirúrgico do úmero. Afasta o braço do tronco lateralmente. A sua ação não se estende, porém, além de 90 graus. A escápula dá inserção ainda a outros cinco músculos que vão ter, todos, ao úmero (músculo supra-espinhal, subespinhal, grande e pequeno redondo) e têm por função afastar o braço lateralmente e para trás ou de levantar a espádua.

Músculos do Braço Distinguem-se os músculos anteriores e os posteriores, que têm função contrária.

O maior e mais superficial dos músculos anteriores é o bíceps, porque tem duas cabeças que se inserem na escápula. As duas cabeças se reúnem em um grande ventre que termina por um forte tendão na extremidade proximal do rádio. A sua função é dobrar o antebraço sobre o braço; quando se contrai forma uma proeminência característica. Durante a flexão do antebraço, o seu tendão faz saliência na prega do cotovelo.

Menores e mais profundos, o músculo córaco-braquial, que vai, também ele, da escápula ao úmero e leva o braço para diante, para cima e para dentro, e o músculo braquial, que vai do úmero à ulna, e dobra, também, o antebraço.

Dos músculos posteriores o maior é o tríceps, que nasce por três cabeças: na escápula, na metade superior do úmero e na metade inferior do úmero.

As três cabeças se reúnem em um grande ventre que constitui, praticamente, toda a porção posterior do braço, e vai inserirse, por um tendão, no olécrano do ulna.

Sua ação é oposta à do bíceps: isto é, estende o antebraço.

Músculos do Antebraço

Podem-se distinguir três grupos colocados em três lojas distintas: um grupo anterior, um grupo lateral e um grupo posterior.

Os músculos anteriores são essencialmente flexores da mão (flexor radial e flexor cubital) e dos dedos (flexor superficial dos dedos e flexor profundo dos dedos, longo flexor do polegar). Os músculos laterais são o músculo bráquioradial (que dobra o antebraço) e os extensores radiais do carpo (longo e curto), que estendem a mão.

Os músculos posteriores estendem a mão (extensor cubital do carpo) e os dedos (extensor comum dos dedos, extensor próprio do mínimo, curto e longo extensor do polegar, extensor do indicador). Um leva o polegar para fora (longo abdutor do polegar), um outro faz rodar o braço sobre o próprio eixo (supinador), fazendo realizar à mão o movimento característico pelo qual a palma, que voltada para baixo, rode, voltando-se para cima.

Músculos da mão

São desenvolvidos particularmente do lado palmar e, entre os outros, têm maior evidência aqueles do polegar e do mínimo. Estes dois grupos de músculos formam duas saliências que se chamam eminência tenar (do lado do polegar) e eminência hipotenar (do lado do mínimo).

Distinguimos assim os músculos da eminência tenar, aqueles da eminência hipotenar e os músculos da palma.

Aos músculos da eminência tenar cabem os movimentos do polegar: o curto abdutor leva o polegar para fora, enquanto o oponente permite opor-se o polegar ao mínimo; o curto abdutor concorre com o já citado longo abdutor (que pertence aos músculos do antebraço). O adutor do polegar leva, contrariamente, o polegar para dentro; enfim O curto flexor concorre com o longo flexor (do antebraço) para dobrar o polegar.

Os músculos da eminência hipotenar têm a função de dobrar o mínimo (curto flexor do mínimo), de leválo para fora (abdutor) e de opô-lo ao polegar (oponente do mínimo).

Os músculos da palma, enfim, são constituídos pelos lumbricais e pelos interósseos. Os músculos lumbricais são pequenos músculos que dobram a primeira falange dos últimos quatro dedos (isto é, excluindo o polegar) sobre a palma, enquanto, contrariamente, estendem a segunda e a terceira falange.

Os músculos interósseos ocupam os espaços entre umosso e outro do metacarpo e têm a função de aproximar e de afastar os dedos do eixo da mão (isto é, servem para abrir os dedos em leque e para reuni-los).

Membro Inferior

Músculos do Quadril

Têm origem nos ossos da bacia e da coluna vertebral e vão inserir-se no fêmur.

Dividem-se em músculos da fossa ilíaca e músculos da região glútea. Entre os primeiros deve ser citado o músculo psoas-ilíaco, que nasce, por duas inserções distintas, da fossa ilíaca e da coluna lombar; termina no fêmur, e, conforme tenha fixa uma ou outra das inserções, dobra a coxa sobre a bacia ou então inclina para diante o tronco; concorre também para rodar para fora a coxa.

Os músculos da região glútea são representados pelos músculos glúteos (grande, médio e pequeno glúteo), dispostos em três camadas sobrepostas: têm a função de estender a coxa (entram em ação quando alguém passa da posição sentada para a posição em pé) e de levála para fora.

Sempre na região glútea há outros músculos menores, como o piriforme, o obturador interno e o quadrado do fêmur, que têm a função de rodar a coxa.

Músculos da Coxa

Dividem-se em anteriores, mediais e posteriores. Entre os anteriores os mais importantes são o costureiro (sartório) e o quadríceps. O costureiro parte da espinha ilíaca ântero-superior, percorre toda a coxa obliquamente e tem multa importância na marcha. O quadríceps femoral é um grande músculo constituído de quatro ventres, que, embaixo, confluem para um tendão único, o qual se insere na tíbia.

Na espessura do tendão, pouco antes deste se inserir na tíbia, está incluída a patela (rótula). A função do quadríceps é a de estender a perna; entra em ação quando, depois de ter dobrado o joelho, é posta a perna em linha com a coxa.

Os músculos mediais, isto é, os situados na parte interna da coxa, têm a finalidade de reconduzir a coxa para a linha mediana, depois que a própria coxa foi levada para fora: isto é, são adutores.

Estão dispostos, em quatro planos e compreendem quatro músculos adutores propriamente ditos além do delgado, do pectíneo e do obturador.

Os músculos posteriores da coxa têm a função de dobrar a perna sobre a coxa e de estender a coxa sobre a bacia, em outros termos, fazem dobrar o joelho e levam a perna atrás da coxa. São constituídos pelo músculo bíceps femoral e pelos músculos semitendinoso e semimembranoso.

Músculos da Perna

Também estão distribuídos por três grupos: anteriores, laterais e posteriores.

Os anteriores partem da tíbia e terminam no pé. Têm a função de estender o pé, no seu todo, ou os dedos (isto é, fazem dobrar o pé ou os dedos para cima). O músculo tibial anterior move o pé; aos dedos chegam, contrariamente, o longo extensor dos dedos e do maior.

Os músculos laterais são representados pelos dois ‘peroneanos’, longo e curto, que dão ao pé o movimento de abdução, isto, levam-no para fora.

Os músculos posteriores têm função contrária à dos anteriores, isto é, dobram o pé e os dedos (dobram para baixo). O maior dos músculos posteriores é o triceps sural, constituído por três ventres.

Dois deles formam os gastrocnemianos ou gêmeos, os quais constituem a barriga da perna (observando-se atentamente, notar-se-á como a barriga da perna é constituída por duas globulosidades distintas); o terceiro é o músculo solear, situado mais profundamente.

O músculo tríceps sural tem um único grande tendão que se insere no calcâneo: é o tendão de Aquiles. A função do tríceps é a de estender o pé (como acontece quando alguém se põe na ponta dos pés). Os outros músculos posteriores são os flexores dos dedos todos inclusive do maior; o tibial posterior não só estende mas leva para fora e roda para dentro o pé; o poplíteo, que dobra a perna, e rodaa para dentro.

Músculos do Pé

No dorso do pé há um único músculo, o curto extensor dos dedos, que dobra os dedos para cima,

Na planta, há numerosos músculos: um grupo lateral faz mover o pequeno dedo (leva-o para baixo e para fora); um grupo medial atua sobre o dedo maior e o faz mover para fora e para baixo; enfim, o terceiro grupo de músculos medianos, que ocupam a região central da: planta do pé, serve para o movimento comum de todos os dedos.

Fonte: www.urisan.tche.br

Miologia

Definição

Miologia é a ciência ou ramo de anatomia que estuda os músculos.

MÚSCULOS DA FACE E SUAS AÇÕES MUSCULARES

Definição

É parte da anatomia que estuda os músculos e seus anexos.

O que são músculos?

São estruturas anatômicas que apresentam a capacidade de se contrair, sob estímulos.

VENTRE é a parte carnosa, constituída por fibras musculares que se contraem.
TENDÃO
é a parte não contrátil e esta localizado nas extremidades dos músculos. É composto de tecido conjuntivo resistente e esbranquiçado.

Miologia

Tipos de músculos:

a) Músculos da vida de relação(músculos voluntários ou estriados): Contraem-se por influência da vontade.
b)
Músculos da vida vegetativa (músculos involuntários ou lisos): Não depende da nossa vontade para contrair-se, estão localizados nos aparelhos digestivo, respiratórios e genito-urinário.

Músculos Estriados:

Quanto a situação:

a) Superficiais ou Cutâneos: estão logo abaixo do tegumento, e apresentam no mínimo uma de suas inserções na camada profunda da derme, estão localizados na cabeça (crânio e face), no pescoço e na mão (região hipotenar).
b) Profundos ou Subaponeuróticos:
são músculos que não apresentam inserções na camada profunda da derme e na maioria das vezes se insere em ossos.

Quanto à Forma:

a) Longos: quando o comprimento prodomina sobre a largura e espessura. Ex: Bíceps.
b) Largos:
quando duas medidas se eqüivalem (comprimento e largura predominam sobre a espessura). Ex: Rombóide.
d) Curtos:
as três medidas se eqüivalem . Ex: Quadrado Femural.
e) Leque:
fibras em forma de um leque. Ex: Peitoral Maior.
f) Mistos:
quando não entram na classificação de longos, largos e curtos.

Os músculos ainda podem ser unipenados (Extensor Longo dos Dedos do Pé) e bipenados (Reto Femural).

Quanto à Direção:

a) Retilíneos: músculo que não muda sua direção, converge somente numa direção. Pode ser paralelo, oblíquo ou transverso. Ex: Reto Femural e sartório.
b) Reflexo: músculo que muda sua direção durante seu trajeto. Ex: digástrico e omoióideo.

Quanto à Origem e à Inserção:

a) Origem: quando se originam de mais de um tendão. Ex: Bíceps, Tríceps e Quadríceps.
b) Inserção: quando se inserem em mais de um tendão. Ex: Bicaudados - dois tendões (Fibular Anterior) e Policaudados - três ou mais tendões (Flexor Longo dos Dedos do Pé)

Número de Músculos:

De acordo com Sappey, são 501 músculos:

Tronco: 190
Cabeça: 63
Membro Superior: 98
Membro Inferior: 104
Aparelho da vida Nutritiva: 46

Peso dos Músculos:

Em média 3/7 do peso (sexo masculino), mas pode se tornar até 50% do peso em fisioculturistas ou ainda, segundo os avaliadores, para atletas de elite que façam algum tipo de treinamento intenso por mais de 4 horas diárias. Está porcentagem diminui com a idade.

Nomenclatura:

Há dois métodos de estudo dos músculos:

a) Fisiológico: corresponde a ação do músculo: elevador da mandíbula e extensor dos dedos.
b) Topográfico: corresponde a região onde estão localizados: músculos da cabeça e do braço.

Grupos Musculares:

São em número de nove:

Cabeça
Pescoço
Membros Superiores
Tórax
Abdômen
Região Posterior do Tronco
Membros Inferiores
Órgãos dos Sentidos
Períneo

Anexos dos Músculos:

a) Aponeurose: é uma membrana que envolve grupos musculares.
b) Fáscia: envolve o músculo.
c) Bainha Fibrosa: são arcos fibrosos que formam canais osteo-fibrosos.
d) Bainhas Sinoviais: são membranas delgadas que lubrificam o deslizamento da tendão.
e) Bolsas Serosas: bolsas que separam os músculos.

Local de Inserção dos Músculos:

a) Ossos
b) Cútis
c) Órgãos
d) Mucosa
e) Cartilagem
f) Fáscia
g) Articulações

Tipos de Movimentos:

a) Flexão: diminuição do grau de uma articulação.
b) Extensão: aumento do grau de uma articulação.
c) Adução: aproxima do eixo sagital mediano.
d) Abdução: afasta do eixo sagital mediano.

Movimento de rotação em relação a um determinado eixo:

e) Rotação Medial: face anterior gira para dentro.
f) Rotação Lateral: face anterior gira para fora.

Membros Superiores (antebraço):

Supinação = Rotação lateral do antebraço.
Pronação = Rotação medial do antebraço.

Membros Inferiores (pé):

Eversão = Abdução (ponta do pé para fora) + Pronação (planta do pé faz rotação lateral) .
Inversão = Adução (ponta do pé para dentro) + Supinação (planta do pé faz rotação medial).

Classificação Funcional dos Músculos:

a) Agonista: quando um músculo é o agente principal na execução de um movimento.
b) Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a rapidez ou potência da ação deste.

Face

O Epicrânio é uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces laterais do crânio, desde o osso occipital até a sobrancelha.

É formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal e estes são reunidos por uma extensa aponeurose intermediária: a gálea aponeurótica.

Ventre Occipital

Origem: 2/3 laterais da linha nucal superior do osso occipital e processo mastóide
Inserção: Gálea aponeurótica
Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
Ação: Trabalhando com o ventre frontal traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte

Ventre Frontal

Origem: Não possui inserções ósseas. Suas fibras são contínuas com as do prócero, corrugador e orbicular do olho
Inserção: Gálea aponeurótica
Inervação: Ramos temporais
Ação: Trabalhando com o ventre occipital traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte. Agindo isoladamente, eleva as sobrancelhas de um ou de ambos os lados

O Temporoparietal é uma vasta lâmina muito delgada.

Origem: Fáscia temporal
Inserção: Borda lateral da gálea aponeurótica
Inervação: Ramos temporais
Ação: Estica o couro cabeludo e traciona para trás a pele das têmporas. Combina-se com o occipitofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos (expressão de medo e horror)

A Gálea Aponeurótica reveste a parte superior do crânio entre os ventres frontal e occipital do occipitofrontal.

Boca

1 - Levantador do Lábio Superior:

Origem: Margem inferior da órbita acima do forame infra-orbital, maxila e zigomático
Inserção: Substância muscular do lábio superior e asa do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Levanta o lábio superior e leva-o um pouco para frente

2 - Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz:

Origem: Processo frontal da maxila
Inserção: Se divide em dois fascículos. Um se insere na cartilagem alar maior e na pele do nariz e o outro se prolonga no lábio superior
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior

3 - Levantador do Ângulo da Boca:

Origem: Fossa canina (maxila)
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial

4 - Zigomático Menor:

Origem: Superfície malar do osso zigomático
Inserção: Lábio superior (entre o levantador do lábio superior e o zigomático maior
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial

5 - Zigomático Maior:

Origem: Superfície malar do osso zigomático
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada)

6 - Risório:

Origem: Fáscia do masseter
Inserção: Pele no ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado)

7 - Depressor do Lábio Inferior:

Origem: Linha oblíqua da mandíbula
Inserção: Tegumento do lábio inferior
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para baixo e lateralmente (expressão de ironia)

8 - Depressor do Ângulo da Boca:

Origem: Linha oblíqua da mandíbula
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza)

9 - Mentoniano:

Origem: Fossa incisiva da mandíbula
Inserção: Tegumento do queixo
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo

10 - Transverso do Mento:

Não é encontrado em todos os corpos.

Origem: Linha mediana logo abaixo do queixo
Inserção: Fibras do depressor do ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Auxilia na depressão o ângulo da boca

11 - Orbicular da Boca:

Origem: Parte marginal e parte labial
Inserção: Rima da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Fechamento direto dos lábios

12 - Bucinador:

Importante músculo acessório na mastigação, mantendo o alimento sob a pressão direta dos dentes.

Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da mandíbula
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. Importante para assobiar e soprar.

Nariz

1 - Prócero:

Origem: Fáscia que reveste a parte mais inferior do osso nasal e a parte superior da cartilagem nasal lateral
Inserção: Pele da parte mais inferior da fronte entre as duas sobrancelhas
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona para baixo o ângulo medial da sobrancelha e origina as rugas transversais sobre a raiz do nariz

2 - Nasal (Transverso do Nariz):

Origem:
Porção Transversal - Fosseta mirtiforme e eminência canina da maxila
Porção Alar - Asa do nariz

Inserção:

Porção Transversal - Dorso do nariz
Porção Alar - Imediações do ápice do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Dilatação do nariz

3 - Depressor de Septo:

Origem: Fossa incisiva da maxila
Inserção: Septo e na parte dorsal da asa do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas.

Pálpebras

1 - Orbicular do Olho:

Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três porções: palpebral, orbital e lacrimal.

Origem: Parte nasal do osso frontal (porção orbital), processo frontal da maxila, crista lacrimal posterior (porção lacrimal) e da superfície anterior e bordas do ligamento palpebral medial (porção palpebral)
Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter
Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
Ação: Fechamento ativo das pálpebras

2 - Corrugador do Supercílio:

Origem: Extremidade medial do arco superciliar
Inserção: Superfície profunda da pele
Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
Ação: Traciona a sobrancelha para baixo e medialmente, produzindo rugas verticais na fronte. Músculos da expressão de sofrimento.

Orelha

1 - Auricular Anterior:

Origem: Porção anterior da fáscia na zona temporal
Inserção: Saliência na frente da hélix
Inervação: Ramos temporais
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para cima

2 - Auricular Superior:

Origem: Fáscia da zona temporal
Inserção: Tendão plano na parte superior da superfície craniana do pavilhão da orelha
Inervação: Ramos temporais
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima

3 - Auricular Posterior:

Origem: Processo mastóide
Inserção: Parte mais inferior da superfície craniana da concha
Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás.

FIGURAS

Músculos da Face - Vista Lateral

Miologia

Articulação Têmporo Mandibular (ATM)

Responsável pelos movimentos da mandíbula (fonação, mastigação).

Articulação: Fossa mandibular do osso temporal e cabeça do côndilo da mandíbula.

Principais Movimentos:

Oclusão - Contato dos dentes da arcada superior com a arcada inferior.
Protrusão - Deslocamento anterior da mandíbula.
Retrusão - Deslocamento posterior da mandíbula em direção ao osso temporal.

Músculos da ATM

1- Temporal:

Passa medialmente ao arco zigomático.

Origem: Face externa do temporal (escama), face interna do arco zigomático
Inserção: Processo coronoide e face anterior do ramo da mandíbula
Inervação: Nervo temporal (ramo mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
Ação:

Contração Unilateral - Lateralização contralateral
Contração Bilateral - Oclusão e retrusão

2- Masseter:

É o músculo mais potente da mastigação.

Origem: Borda externa do arco do zigomático
Inserção: Face externa do ângulo da mandíbula
Inervação: Nervo masseteriano (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
Ação: Oclusão e protrusão

3- Pterigóideo Medial (Interno):

Origem: Face medial da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
Inserção: Face interna do ângulo da mandíbula
Inervação: Nervo do pterigoideo interno (ramo do nervo facial - 7º par craniano)
Ação: Oclusão e protrusão

4- Pterigóideo Lateral (Externo):

Origem:

Cabeça Inferior - Face lateral da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
Cabeça Superior - Asa maior do esfenóide
Inserção: Cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco articular
Inervação: Nervo do pterigoideo externo (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)

Ação:

Contração Unilateral - Lateralização da mandíbula contralateral
Contração Bilateral - Abertura e protrusão da mandíbula.

FIGURAS

Músculos da ATM - Masseter e Temporal

Miologia

Músculos da ATM - Pterigóideos Lateral e Medial

Miologia

Pescoço

Os músculos do pescoço tem como função principal mover a cabeça e o osso hióide.

Os que se encontram por detrás da coluna vertebral são chamados músculos da nuca e os demais são ditos músculos do pescoço propriamente dito e dividem-se em quatro regiões:

Região Anterior do Pescoço

1 - Platisma ou Cutâneo do Pescoço:

Inserção Superior: Camada profunda da derme da região mentoniana, borda inferior do corpo da mandíbula, comissura labial e linha oblíqua externa da mandíbula.
Inserção Inferior:
Camada profunda da derme da região subclavicular e acromial.
Inervação:
Nervo Facial (7º par craniano).

Ação:

Fixo Superior - Eleva a pele do tronco superior e forma rugas transversais do pescoço
Fixo Inferior -
Baixa a pele da região mandibular.

Região do Osso Hióide

Músculos Supra-Hióideos

2- Digástrico:

Esse músculo possui dois ventres que estão ligados por um tendão intermediário que é preso ao osso hióide.
Inserção Superior do Ventre Anterior:
Fossa digástrica da mandíbula
Inserção Inferior do Ventre Anterior:
Tendão intermediário
Inserção Superior do Ventre Posterior:
Processo mastóide do osso temporal
Inserção Inferior do Ventre Posterior:
Tendão Intermediário

Inervação:

Nervo Facial (7º par craniano) - Ventre Posterior
Nervo Mandibular (Ramo do nervo trigêmeo - 5 par craniano) -
Ventre Anterior
Ação
: Eleva o osso hióide puxando-o para trás e baixa a mandíbula

3 - Estiloióideo:

Paralelo ao ventre posterior do músculo digástrico
Inserção Superior:
Processo estilóide (temporal)
Inserção Inferior:
Osso hióide
Inervação:
Nervo Facial (7º par craniano)
Ação:
Eleva o osso hióide puxando-o para trás

4 - Miloióideo:

Forma o assoalho da boca.
Inserção Superior:
Linha miloióidea (mandíbula) e rafe tendinosa
Inserção Inferior:
Osso hióide
Inervação:
Nervo Mandibular (5º par craniano - Ramo do nervo trigêmeo)
Ação:
Eleva o osso hióide, eleva a língua forçando-a para trás

5 - Genioióideo:

Inserção Superior: Espinha mentoniana (mandíbula)
Inserção Inferior:
Osso hióide
Inervação:
Nervo do Hipoglosso (12º par craniano)
Ação:
Traciona o osso hióide para frente e para cima
Músculos Infra-Hióideos

6 - Esternocleidoióideo (Esternohióideo):

Inserção Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior:
Face posterior do manúbrio do esterno e 1/4 medial da clavícula
Inervação:
Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação:
Baixa o osso hióide

7 - Esternotireóideo

Inserção Superior: Lamina da cartilagem tireóide da laringe
Inserção Inferior:
Face posterior do manúbrio do esterno e 1ª cartilagem costal
Inervação:
Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação:
Baixa o osso hióide e a cartilagem tireóide

8 - Tireoióideo:

Inserção Superior: Osso hióide
Inserção Inferior:
Lâmina da cartilagem tireóide
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide

9 - Omoióideo:

Possui dois ventres e um tendão intermediário:

Inserção Superior do Ventre Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior do Ventre Superior: Tendão intermediário
Inserção Medial do Ventre Inferior:
Tendão intermediário
Inserção Lateral do Ventre Inferior: Borda superior da escápula

Os músculos supra e infra-hióideos juntos mantém o osso hióide, propiciando base firme para os movimentos da língua
Inervação:
Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide e puxa-o levemente para trás.

Região Lateral do Pescoço

1 - Esternocleidomastóideo:

Inserção Superior: Processo mastóide e linha nucal superior
Inserção Inferior: Face anterior do manúbrio do esterno, junto a borda superior e anterior do 1/3 medial da clavícula
Inervação: Nervo Acessório (11º par craniano) e 2º e 3º nervos cervicais (plexo cervical)

Ação:

Fixo Superior - Ação inspiratória
Fixo Inferior
Contração Unilateral: Inclinação lateral e rotação com a face virada para o lado oposto
Contração Bilateral: Flexão da cabeça

2 - Escaleno Anterior:

Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (tubérculo escaleno anterior)
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 6º nervos cervicais

3 - Escaleno Médio:

Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C1 a C7
Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (podendo ser na 2ª costela)
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

4 - Escaleno Posterior:

Inserção Superior: Tubérculos posteriores dos processos transversos da C4 a C6
Inserção Inferior: Borda superior da 2ª costela
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

Ação dos Escalenos:

Fixo no Tórax

Contração Unilateral: Inclinação lateral da coluna
Contração Bilateral: Rigidez no pescoço
Fixo na Coluna - Eleva as costelas (ação inspiratória).

Região Pré-Vertebral do Pescoço

1 - Reto Anterior Maior da Cabeça (Longo da Cabeça):

Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
Inserção Inferior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
Inervação: Plexo Cervical

Ação:

Contração Unilateral: Rotação da cabeça com a face virada para o lado oposto
Contração Bilateral: Flexão da cabeça e da coluna cervical

2 - Reto Anterior Menor da Cabeça (Reto Anterior da Cabeça):

Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
Inserção Inferior: Massas laterais e processo transverso de atlas
Inervação: 1º nervo cervical

Ação: Aproxima a cabeça do atlas

3 - Longo do Pescoço:

Porção Oblíquo Superior (Descendente)
Inserção Superior: Tubérculo anterior do atlas
Inserção Inferior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C3 e C5
Porção Oblíquo Inferior (Ascendente)
Inserção Superior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C5 e C6
Inserção Inferior: Corpos vertebrais da T1 e T3
Porção Vertical (Longitudinal)
Inserção Superior: Corpos vertebrais de C2 a C4
Inserção Inferior: Corpos vertebrais de C5 até T3

Inervação: Ramos anteriores dos 4 primeiros nervos cervicais

Ação:

Contração Unilateral: Flexiona a coluna cervical
Contração Bilateral: Inclinação lateral

4 - Reto Lateral da Cabeça:

Inserção Superior: Processo jugular (occipital)
Inserção Inferior: Processo transverso do atlas
Inervação: 1º ramo cervical

Ação:

Contração Unilateral: Inclinação Lateral
Contração Bilateral: Rigidez da Coluna.

Região Posterior do Pescoço

1 - Esplênio da Cabeça:

Origem: Ligamento nucal (ligamento cervical) e processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e das três primeiras torácicas
Inserção: Linha nucal superior e processo mastóide do osso temporal
Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)
Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

2 - Esplênio do Pescoço:

Origem: Processos espinhosos da 3ª a 5ª vértebras toracicas

Inserção: Processos transversos das 3 primeiras vértebras cervicais

Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)

Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

3 - Semi-Espinhal da Cabeça (Extensor da Cabeça):

Origem: Processos transversos da 1ª vértebra cervical até a 7ª torácica
Inserção: Superfície óssea entre as linhas nucais superior e inferior
Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
Ação: Extensão da Cabeça e rotação para o lado oposto (contração unilateral)

4 - Semi-Espinhal do Pescoço (Extensor do Pescoço):

Origem: Processos transversos da 2ª a 7ª vértebras torácicas
Inserção: Processos espinhosos da 2ª a 5ª vértebras cervicais
Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
Ação: Extensão do pescoço
Suboccipitais -
Formam o trígono suboccipital.

5 - Reto Posterior Maior da Cabeça:

Origem: Processo espinhoso do áxis
Inserção: Linha nucal inferior
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação: Extensão da cabeça

6 - Reto Posterior Menor da Cabeça:

Origem: Tuberosidade posterior do atlas
Inserção:
Linha nucal inferior
Inervação:
Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação:
Extensão da cabeça

7 - Oblíquo Superior da Cabeça:

Origem: Massa lateral e processo transverso do atlas
Inserção: Linha nucal inferior
Inervação:
Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais

Ação:

Contração Unilateral - Rotação da cabeça
Contração Bilateral - Extensão da cabeça

8 - Oblíquo Inferior da Cabeça:

Origem: Processo espinhoso do áxis
Inserção: Massa lateral e processo transverso do atlas
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais

Ação:

Contração Unilateral - Rotação da cabeça
Contração Bilateral - Extensão da cabeça.

FIGURAS

Músculos do Pescoço - Vista Anterior

Miologia

Músculos do Pescoço - Vista Lateral

Miologia

Músculos do Pescoço - Supra e Infra-Hióideos

Miologia

Miologia

Miologia

Músculos do Pescoço - Escalenos e Pré-Vertebrais

Miologia

Fonte: www.geocities.com

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