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Mioma

Os miomas são tumores benignos (não cancerosos) originados do tecido muscular liso do útero. Também podem ser chamados de leiomiomas ou fibromas. De acordo com sua localização na parede uterina, podem ser divididos em subserosos (na superfície externa do útero), intramurais (dentro da parede muscular uterina) e submucosos (na superfície interna do útero).Os miomas são muito freqüentes, sendo que pelo menos 25% das mulheres têm sinais de miomas que podem ser detectados por exame pélvico ou ultra-som; no entanto, nem todas as mulheres têm sintomas. 

CAUSAS

Embora a exata causa dos miomas seja desconhecida, seu crescimento parece estar relacionado aos hormônios estrogênio e progesterona. 

FATORES DE RISCO

Vários fatores influenciam o risco de desenvolvimento dos miomas, incluindo:

1. Etnia – são 3x mais freqüentes em mulheres negras

2. Número de gestações – mulheres com uma ou mais gestações com duração superior a 5 meses têm um risco diminuído de desenvolver miomas

3. Uso de anticoncepcionais – mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais têm um menor risco de desenvolver miomas; no entanto, mulheres que iniciam pílulas com idade entre 13 e 16 anos podem ter um risco aumentado.

SINTOMAS

A maioria dos miomas é pequeno e não causa nenhum sintoma. No entanto, muitas mulheres com miomas têm sangramento e/ou desconforto abdominal que pode interferir na qualidade de vida.Os sintomas mais comuns são sangramento uterino aumentado, pressão em região pélvica e problemas relacionados à gravidez e fertilidade. A severidade dos sintomas está relacionada com o número, o tamanho e a localização dos miomas.  

 DIAGNÓSTICO

Os miomas são freqüentemente diagnosticados durante o exame ginecológico de rotina. O ginecologista pode sentir o útero aumentado e irregular durante o exame físico. O ultra-som pélvico confirma o diagnóstico e exclui outros tipos de massas em região pélvica.Outros exames de imagem complementares são histerossalpingografia, histerossonografia e ressonância nuclear magnética. 

TRATAMENTO

Mulheres que não têm sintomas geralmente não necessitam de tratamento. Mulheres com sintomas significativos podem tentar tratamento médico ou cirúrgico.

Tratamento clínico

1. Pílulas anticoncepcionais – contêm uma combinação de hormônios estrogênio e progesterona, que podem ser úteis na diminuição do sangramento menstrual aumentado associado aos miomas. As pílulas não reduzem o tamanho do mioma, portanto não são um tratamento efetivo para mulheres com pressão pélvica, dor ou infertilidade. As pílulas não são aprovadas pela FDA (Federal Drug Administration) nos Estados Unidos para o tratamento dos miomas.

2. Dispositivo intra-uterino (DIU) com levonorgestrel – pode reduzir significativamente o sangramento menstrual e fornecer uma forma de anticoncepção efetiva a longo-prazo (até 5 anos). O DIU com levonorgestrel não é aprovado pela FDA (Federal Drug Administration) nos Estados Unidos para o tratamento dos miomas.

3. Implantes, injeções e pílulas de progestogênio – os progestogênios reduzem a espessura da camada interna do útero (endométrio), reduzindo o sangramento menstrual. Podem ser utilizados diariamente sob a forma de pílulas, trimestralmente na forma de injeções ou a cada 3 anos na forma de implantes inseridos abaixo da pele. O uso dos progestogênios não é aprovado pela FDA (Federal Drug Administration) nos Estados Unidos para o tratamento dos miomas.

4. Agonistas do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) – tratamento clínico mais comum para os miomas. A maioria das mulheres pára de menstruar e tem uma redução significativa no tamanho dos miomas. Os efeitos colaterais deste tratamento incluem ondas de calor e sudorese noturna, similar aos sintomas apresentados por mulheres na menopausa, e perda mineral óssea se utilizado por mais de 12 meses. Trata-se de um tratamento temporário (3 a 6 meses) enquanto a mulher está aguardando e se preparando para o tratamento cirúrgico.

5. Medicações antifibrinolíticas – não tratam os miomas, mas reduzem o sangramento em 30 a 55%.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico pode ser recomendado para a melhora a longo-prazo dos sintomas de sangramento e dor. Em outros casos, os procedimentos cirúrgicos são realizados na tentativa de tratar infertilidade.

Vários são os tratamentos cirúrgicos disponíveis:

1. Histerectomia – remoção cirúrgica do útero através do abdome ou da orgão genital feminino. Pode ser o tratamento de escolha para as mulheres com a prole definida, para as não interessadas em outros tratamentos cirúrgicos e para as portadoras de sintomas severos ou recorrentes após cirurgias menos invasivas. A remoção dos ovários e do cérvice (colo uterino) não é necessária para o alívio dos sintomas.

2. Miomectomia – remoção cirúrgica do mioma. Pode ser realizada por laparotomia (grande incisão na parede abdominal) ou por laparoscopia (várias incisões pequenas na parede abdominal). Se o mioma é submucoso, a miomectomia histeroscópica (por via orgão genital femininol, através do colo uterino) pode ser recomendada.Há um risco significativo de recorrência dos miomas. Cerca de 10 a 25% das mulheres submetidas a miomectomia necessitarão de uma segunda cirurgia.

3. Ablação endometrial – destruição do endométrio utilizando calor pela inserção de uma sonda através do orgão genital feminino e do colo uterino.

4. Embolização uterina – um pequeno cateter é inserido em um vaso calibroso na região inguinal e é progredido até um vaso próximo ao mioma. Pequenas partículas são liberadas no vaso, ocluindo a vascularização ao mioma. No pós-operatório, a dor é moderada a severa e cerca de um terço das mulheres faz febre.

Aproximadamente 20% das mulheres necessita de um segundo procedimento (histerectomia, miomectomia, nova embolização) para controlar os sintomas.

5.Miólise – destruição do mioma utilizando calor ou frio por meio de um aparelho inserido por via laparoscópica no abdome. 

ESCOLHA DO TRATAMENTO

Vários fatores influenciam a escolha do tipo de tratamento para cada mulher. Um dos mais críticos fatores é o desejo ou não de futures gestações. Embora a histerectomia ofereça excelente melhora dos sintomas, uma mulher que deseje engravidar no futuro deve considerar a realização de uma miomectomia. Uma mulher com a prole definida, mas que não deseja realizar histerectomia, pode considerar a embolização uterina, a miólise e a ablação endometrial.

Nas mulheres que optam pela histerectomia, temos preferido a realização por laparoscopia, uma via de acesso alternativa à cirurgia aberta que permite uma melhor visualização das estruturas pélvicas, menor dor no pós-operatório, melhor efeito estético, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades habituais e ao trabalho.

Fonte: drwilliamkondo.site.med.br

Mioma

Mioma Uterino

mioma, também chamado de leiomioma, é um tumor benigno originado do tecido muscular do útero. Neste texto vamos abordar as causas, os sintomas e o tratamento dos miomas uterinos.

O que é um mioma?

O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de se transformar em um.

O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos. O mioma é um crescimento anormal de uma área desta musculatura, formando geralmente uma tumoração com formato arrendondado. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa.

Existem 4 tipos de miomas, classificados de acordo com sua localização no útero.

Acompanhe as explicações com a ilustração abaixo:

1. Mioma submucoso: são tumores que crescem logo abaixo do miométrio, a camada que recobre a parede interior do útero. O mioma submucoso se estende para dentro da cavidade uterina, podendo, quando grande, ocupar grande parte da mesma.

Mioma
Classificação dos miomas de acordo com sua localização

2. Mioma subseroso: são tumores que crescem logo abaixo da serosa, a camada que recobre a parte externa no útero. Miomas subserosos dão ao útero uma aparência nodular

3. Mioma pediculado: são tumores subserosos que crescem e acabam se destacando do útero, ficando preso por um fino cordão, chamado de pedículo. O mioma pediculado pode crescer para dentro da cavidade uterina ou para fora do útero.

4. Mioma intramural: são tumores que crescem dentro da parede muscular do útero. Quando grandes, podem distorcer a parede externa como os miomas subserosos e/ou a parede interna como os miomas submucosos.

Causas e fatores de risco do mioma

O mioma é uma doença de mulheres em idade reprodutiva e apresenta relação com os hormônios estrogênio e progesterona. Os miomas não surgem antes da puberdade e são incomuns em adolescentes.

Não se sabe bem o que causa os miomas, sendo estes provavelmente o resultado de alterações genéticas, hormonais, vasculares e influências do meio externo.

Se as causas ainda não foram elucidadas, alguns fatores de risco para os miomas já são bem conhecidos:

História familiar: mulheres cujas mães ou irmãs tenham miomas, apresentam maior risco de também tê-los.

Raça negra: O mioma ocorre em todas as etnias, mas as mulheres afrodescendentes apresentam uma maior incidência. Além disso, neste grupo, os miomas costumam surgir mais cedo, ao redor dos 20 anos de idade.

Gravidez: mulheres que nunca engravidaram ou que tiverem sua primeira gravidez tarde apresentam maior risco de desenvolverem miomas.

Idade da menarca: quanto mais cedo for a idade da primeira menstruação, maiores os riscos de surgirem miomas.

Anticoncepcionais: a pilula costuma diminuir o risco de mioma e é, inclusive, uma das opções de tratamento, porém, quando as meninas começam a tomá-la muito precocemente, antes dos 16 anos, parece haver um aumento no risco.

Bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas, particularmente cerveja, aumenta o risco de miomas.

Hipertensão: mulheres hipertensas apresentam maior risco de terem miomas.

Sintomas do mioma

O mioma pode ser um tumor único ou vários tumores; pode ser minúsculo ou ter vários centímetros de diâmetro; pode causar sintomas ou ser completamente assintomático, passando despercebido por muito tempo.

A maioria dos miomas são pequenos e assintomáticos.

Quando o mioma causa sintomas, estes normalmente se enquadram em uma das três categorias:

Sangramento do orgão genital feminino

Dor pélvica

Problemas reprodutivos

O sangramento do orgão genital feminino é o sintoma mais comum do(s) mioma(s), tipicamente se apresentando como uma menstruação mais volumosa e/ou que dura vários dias.

Sangramentos do orgão genital feminino que ocorrem fora dos períodos menstruais não costumam ser causados por miomas. Os miomas submucosos são aqueles que mais frequentemente se apresentam com sangramentos.

Dor ou uma sensação de peso na pelve é um sintoma comum dos miomas subserosos. Dependendo da localização do mioma, podem haver outros sintomas, como dificuldade para urinar no caso de miomas que comprimam a bexiga, prisão de ventre nos miomas próximos do reto e dor durante a relação sexual nos miomas localizados nas regiões mais anteriores do útero.

O mioma não interfere na ovulação, mas dependendo do seu tamanho e localização, pode atrapalhar uma eventual gravidez. Miomas grandes, múltiplos e que causam deformidade da cavidade uterina, mais comumente os intramurais e submucosos, podem aumentar o risco de complicações na gestação, como abortos, sangramentos, rotura do útero e problemas no parto. O risco de complicações aumenta quando a placenta encontra-se implantada sob um mioma. Os miomas subserosos não costumam problemas na gestação.

O diagnóstico dos miomas normalmente é feito através do exame ginecológico e do ultra-som.

Tratamento do mioma 

Mulheres com miomas pequenos e assintomáticos não necessitam de tratamento. Na verdade, até 40% dos miomas regridem espontaneamente em um período de 3 anos.

Nas mulheres com sintomas, o tratamento inicial é geralmente feito com drogas, tentando reduzir os sangramentos e diminuir o tamanho dos miomas. Entre as opções estão os medicamentos análogos do GnRH, que induzem a uma temporária menopausa, inibindo a produção de estrogênios pelos ovários, os anticoncepcionais orais e o DIU com liberação de progesterona.

A cirurgia para o mioma torna-se uma opção quando:

Os sintomas não respondem ao tratamento com drogas.

Há intenção de engravidar e os miomas podem atrapalhar a gestação.

Há dúvidas se os tumores são realmente miomas ou alguma lesão maligna.

A miomectomia é a cirurgia na qual retira-se apenas o mioma, mantendo-se o resto do útero intacto. Dependendo do tipo de mioma, a miomectomia pode ser feita por laparoscopia, incisão abdominal ou histeroscopia. Em até 1/4 dos casos, o mioma volta a crescer após algum tempo.

A embolização da artéria uterina é outra opção, sendo realizada com a colocação de um cateter dentro da artéria uterina, responsável pela vascularização do mioma, seguida da injeção de agentes que levam à formação de trombos causando interrupção do fluxo de sangue. A isquemia do mioma leva-o a “murchar” e desaparecer em algumas semanas.

A histerectomia, que é a retirada completa do útero, é a opção de tratamento nas mulheres mais velhas ou naquelas que não mais desejam ter filhos. 

Pedro Pinheiro

Fonte: www.mdsaude.com

Mioma

Os Miomas de Útero

Os miomas são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero e comumente são chamados de tumores benignos.

Mioma NÃO É CÂNCER e não é perigoso!

Todavia, dependendo da sua localização, tamanho e quantidade podem ocasionar problemas, incluindo dor e sangramentos intensos. O tamanho dos miomas pode variar desde muito pequenos a grandes formações que simulam uma gravidez de 5 ou 6 meses.

Dependendo da sua localização na parede do útero, os miomas agrupam-se em três tipos:

1- os "subserosos" localizam-se na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma geralmente não afeta o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve.

2- os "intramurais" crescem no interior da parede uterina e se expandem fazendo com que o útero aumente seu tamanho acima do normal. São os miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso.

3- os "submucosos" localizam-se mais profundamente, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns, mas provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

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Importância dos miomas na saúde pública

O mioma uterino é o tumor benigno que mais comumente afeta as mulheres. Estima-se que entre 40 a 80% das mulheres na idade reprodutiva são portadoras de mioma e, destas, pelo menos um terço requer tratamento devido à presença de sintomas. Entre 1980 e 1993 foram realizadas cerca de oito milhões de histerectomias (retirada cirúrgica do útero) nos Estados Unidos e, na grande maioria das vezes, para tratamento de mioma.

Estima-se que anualmente 200.000 mulheres perdem o seu útero, mais de 40.000 realizam miomectomia (cirurgia conservadora) e outras 250.000 estão sob terapia hormonal em decorrência de miomatose uterina. Fora os aspectos epidemiológicos, vale salientar que o custo anual estimado para tratamento de mulheres portadoras de miomatose uterina nos Estados Unidos gira em torno de três bilhões de dólares, sem considerar os gastos relacionados à morbidade nem ao afastamento da mulher da sua atividade profissional.

Sintomas típicos causados pelos miomas

Provavelmente, menos da metade das mulheres que têm mioma no útero têm algum tipo de sintoma. Por isso, a maioria delas nem sabe que tem mioma ou, se sabe, seguramente descobriram por casualidade, no momento em que realizavam um exame ginecológico de rotina ou por qualquer outro motivo.

Algumas vezes os miomas são descobertos antes de provocarem um grande aumento do tamanho da barriga. Outras vezes podem provocar um aumento discreto do ventre que leva as mulheres a pensarem que estão com uma "barriga de cerveja" ou simplesmente que engordaram. Em algumas situações, o aumento do tamanho do abdome pode ser tão evidente que simula uma gestação de vários meses.

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Em geral, os sintomas provocados pelos miomas podem ser resumidos a:

Sangramento menstrual intenso

Os miomas provocam comumente períodos menstruais intensos e prolongados, além de sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos, e que, com alguma freqüência, podem levar à anemia.

Uma menstruação intensa pode ser também uma menstruação dolorosa. A dor geralmente acontece devido ao acúmulo de maior quantidade de sangue e coágulos dentro da cavidade uterina, o que provoca a sua distensão dolorosa e uma maior contração da musculatura para expulsar o conteúdo.

A intensidade da menstruação pode levar a mulher à anemia, isto é, a diminuição dos glóbulos vermelhos e da hemoglobina no sangue. Dependendo da magnitude da anemia, pode ser necessário corrigir esta alteração, seja com a prescrição de medicamentos à base de ferro ou até mediante uma transfusão sanguínea.

Alguns sinais que podem indicar um fluxo menstrual intenso podem ser o aumento do consumo em dois absorventes por dia, a troca de absorventes a cada 2 horas, o aumento da duração da menstruação (+ de 3 dias) com relação à anterior, o encurtamento da duração do ciclo (+ de 2 dias), a presença de sangramentos intermenstruais (entre os ciclos), a eliminação de coágulos, o aparecimento de anemia ou a experiência de passar por situações imprevistas e/ou constrangedoras.

Distensão abdominal com sensação de peso ou pressão na pelve

À medida que o útero cresce e vai aumentando de tamanho, a mulher vai notando o crescimento do seu ventre. Geralmente, observa esta mudança quando se olha no espelho ou repara que as suas roupas começam a apertar na cintura. O primeiro pensamento é geralmente que está "ficando barrigudinha". Com a continuidade deste processo, a distensão abdominal começa a ser bem mais notória e a mulher passa a simular uma gravidez. O útero aumentado de tamanho começa a pesar no piso do abdome, provocando esta sensação desagradável.

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Dor pélvica, abdominal, nas costas ou nas pernas. Dor durante as relações sexuais

À medida que o útero cresce e vai aumentando o seu tamanho, começa a ocupar espaço na pelve e no abdome. Neste processo, empurra estruturas anatômicas vizinhas que contêm terminações nervosas que, quando estimuladas, provocam uma sensação dolorosa. O útero deformado e com a sua rigidez aumentada pela presença de miomas pode condicionar que a mulher tenha relações sexuais desconfortáveis e/ou dolorosas.

Sensação de pressão na bexiga com vontade constante de urinar

Quando grandes miomas se desenvolvem na parede anterior e o útero cresce para este lado, comumente começa a pressionar a bexiga, fazendo com que esta diminua a sua capacidade de armazenar a urina. Com isto, a mulher sente uma necessidade freqüente de urinar e é obrigada a esvaziar a bexiga de forma mais rápida.

Constipação

Embora sem ser muito freqüente, algumas mulheres relatam a dificuldade para evacuar, o que pode acontecer por compressão do útero miomatoso sobre o reto, o que limita a passagem de fezes ou provoca uma sensação de plenitude intestinal.

A embolização para tratamento dos miomas

A idéia de utilizar a técnica de embolização para tratamento dos miomas surgiu na França nos anos ‘90. Um ginecologista francês, o Dr. Jacques Ravina, que, se preocupava com o sangramento que ocorria em suas pacientes durante a cirurgia de miomectomia, pensou que poderia evitar essa situação se as pacientes forem embolizadas previamente à cirurgia. Assim, solicitou a um grupo delas para fazerem embolização pensando em operá-las posteriormente. A surpresa foi geral quando essas pacientes prescindiram da cirurgia previamente agendada em virtude de imensa melhoria clínica que experimentaram somente com a embolização.

Assim, a revelação de Ravina foi que a embolização das artérias uterinas provoca uma imensa melhoria dos sintomas sem causar qualquer dano, anatômico ou funcional, ao útero. As observações clínicas iniciais do Dr. Ravina foram publicadas na prestigiosa revista médica The Lancet em 1995 e desde então a embolização vem sendo aplicada clinicamente em numerosas instituições ao redor do mundo como uma alternativa, com extraordinário sucesso, para o tratamento da miomatose sintomática.

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Pacientes que podem fazer embolização

Toda mulher que tem mioma no útero e apresenta sintomas desconfortáveis é potencialmente candidata a fazer uma embolização, independentemente da quantidade, tamanho e/ou localização dos nódulos de mioma. Raramente existem situações desfavoráveis que não possam ser tratadas com a embolização uterina.

Algumas mulheres requerem uma abordagem apropriada e por isto costumamos dividir as pacientes em quatro grupos:

1) pacientes que se encontram próximas da menopausa

2) pacientes que já foram submetidas à miomectomia e voltaram a apresentar sintomas

3) pacientes com desejo de manter a fertilidade

4) pacientes que já entraram na menopausa e usam tratamento de reposição hormonal.

É importante mencionar que, mesmo que a embolização não produza os resultados desejados, esta raramente inviabilizará ou provocará qualquer complicação que por ventura possa comprometer a realização do tratamento cirúrgico convencional caso este seja necessário. É por isso que a embolização uterina deve ser sempre considerada como a ferramenta terapêutica inicial para os miomas de útero.

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Como se processa a cirurgia de embolização

A embolização uterina é uma cirurgia minimamente invasiva e, portanto menos traumática que a cirurgia convencional. Requer somente uma pequena incisão na pele feita com anestesia local. Após injetar um anestésico, o cirurgião faz uma incisão de aproximadamente 2 milímetros na pele da virilha, por onde introduz um cateter na artéria que passa por debaixo da pele.

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Este cateter é direcionado por dentro das artérias que se visualizam com a utilização de um equipamento computadorizado de raios “X” que permite ao cirurgião enxergar através dos tecidos.

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Assim, o cateter é conduzido pelas artérias até alcançar as artérias uterinas que levam sangue para o útero e os miomas.

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Nesta posição são injetadas partículas plásticas por dentro do cateter até entupir estas artérias e comprovar que o mioma não recebe mais sangue.

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O bloqueio intencional das artérias pode ser documentado pela obtenção de angiografias, ou seja radiografias contrastadas das artérias, obtidas antes e depois da embolização das artérias uterinas.

Mioma

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Quando o procedimento termina, simplesmente se retira o cateter e comprime-se o furinho na virilha com a mão.

Não é necessário dar pontos e, portanto, o procedimento não deixa qualquer cicatriz. Uma vez realizado o curativo na virilha, a paciente permanece por aproximadamente duas horas na sala de recuperação e posteriormente volta para o apartamento. A embolização uterina geralmente demanda um único dia de hospitalização ou, inclusive, pode até ser realizada de forma ambulatorial. A recuperação é muito rápida e possibilita que as mulheres retornem para as suas atividades apenas três ou quatro dias após a cirurgia.

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Resultados da embolização

Tecnicamente, a embolização pode ser realizada com sucesso em quase todos os casos. Algumas vezes pode haver situações mais desafiadoras, como acontece nas mulheres que têm uma cirurgia pélvica prévia ou têm variações anatômicas vasculares ou uma patologia vascular associada. Mas a experiência e o treinamento de um profissional qualificado, aliado aos recursos tecnológicos que a medicina moderna oferece, permitem resolver com sucesso a maioria dos casos.

Os resultados clínicos da embolização já foram amplamente descritos em inúmeros artigos científicos publicados na literatura médica ao longo dos últimos dez anos e podem ser resumidos da seguinte maneira:

9 de cada 10 mulheres que tinham sangramento intenso voltam a ter menstruações normais

9 de cada 10 mulheres que tinham dor provocada por miomas relatam desaparecimento do sintoma

O tamanho do útero e dos miomas regride em até 50% três meses após a embolização e em até 90% um ano após

Os efeitos provocados pela embolização são permanentes, o que raramente torna necessário algum procedimento terapêutico adicional.

Mioma
Antes da embolização

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Depois da embolização

Problemas e riscos associados com a embolização

A embolização de miomas é considerada um procedimento muito seguro e há poucos riscos associados, como geralmente acontece com a maioria dos procedimentos minimamente invasivos. Muitas mulheres experimentam dor abdominal de tipo cólica nas horas que seguem a embolização. Algumas mulheres sentem também náuseas e febre. Todos estes sintomas podem ser bem controlados com medicação apropriada. Um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções que, em geral, são de fácil controle com antibióticos. Uma porcentagem similar de mulheres pode perder os seus ciclos menstruais, isto é, entrar na menopausa após a embolização. Embora já tenham sido relatados mais de 200.000 casos de embolização uterina na literatura médica, há poucos relatos de óbitos ocorridos em pacientes submetidas a embolização uterina.

Impacto da embolização na fertilidade feminina

Para muitas mulheres, trazer uma criança ao mundo é tal vez o momento mais esperado, e quando realizado, torna-se o mais feliz das suas vidas. Infelizmente, a presença de miomas pode interferir negativamente na fertilidade, evitando que se produza ou que se complete uma gravidez. Este assunto é bastante controvertido, depende basicamente de situações individuais e, portanto, não existe um consenso universal. Felizmente, somente a minoria das mulheres apresenta problemas relacionados com a sua fertilidade em virtude dos miomas. A embolização é seguramente uma excelente opção para as mulheres que desejam preservar a sua fertilidade. Foi observado e documentado cientificamente que mulheres que fizeram embolização para tratamento de mioma ou outras patologias ginecológicas não somente engravidaram após o procedimento, mas também tiveram partos normais. O Próprio Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras reconheceu que “a gravidez é possível após a embolização de miomas”.

Custo da embolização

A embolização não é um procedimento caro, principalmente porque não necessita de um período longo de internação, e também não utiliza muitos recursos hospitalares. As mulheres retornam aos seus lares após passarem um dia no hospital e, em geral, retomam rapidamente as suas atividades normais.

Recentemente foram apresentados alguns estudos realizados nos Estados Unidos nos quais se verifica que a embolização pode ser um procedimento mais barato quando comparado ao tratamento cirúrgico, histerectomia ou miomectomia, e isto se deve ao encurtamento da estadia hospitalar das pacientes tratadas com embolização.

Em resumo, quais são as vantagens da embolização com relação à cirurgia?

1. É um procedimento realizado com anestesia local.

2. Não deixa cicatriz ou seqüela externa.

3. Pode ser feito em regime ambulatorial ou, no máximo, necessita de um único dia de internação.

4. A recuperação é muito rápida, permitindo que as pacientes retornem às suas atividades habituais apenas de três a quatro dias após o procedimento.

5. É altamente eficaz para controlar os sintomas provocados pelos miomas.

6. Trata o útero de forma universal, isto é, trata todos os miomas ao mesmo tempo.

7. Os efeitos terapêuticos são permanentes, o que raramente torna necessário um procedimento adicional.

8. Preserva o útero e a possibilidade de fertilidade.

9. Permite a terapia de reposição hormonal, se necessária.

Fonte: www.embolution.com.br

Mioma

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Miomas são tumores benignos ( não cancerosos) dos músculos do útero.

Os miomas são extremamente comuns,sendo estimado que afetam uma em cada cinco mulheres em idade fértil.Eles podem apresentar variações quanto ao tamanho e crescem lentamente.Não é clara a causa dos miomas,mas sabe-se que seu desenvolvimento depende do hormônio estrógeno.Em geral,os miomas param de crescer e diminuem na menopausa,quando os níveis hormonais diminuem.

Sintomas

Os miomas podem não causar nenhum sintoma.Eles podem,por exemplo,ser descobertos por acaso durante um exame ginecológico de rotina.Algumas mulheres podem apresentar sangramento menstrual excessivo ou irregular,fatos que podem levar a anemia.Os miomas de maior tamanho podem pressionar órgãos a sua volta,como a bexiga ou o intestino,provocando sintomas como dificuldade de urinar ou,algumas vezes,necessidade de urinar frequentemente.Os miomas também podem causar certo desconforto,o que significa desde uma leve dor nas costas até fortes dores no baixo ventre.Pode haver a associação dos miomas com infertilidade ( dificuldade para engravidar).

Tratamento

Se os miomas forem pequenos e não provocarem nenhum sintoma,pode ser apenas necessário os exames de acompanhamento.Para mulheres que apresentam sintomas como dor ou sangramento menstrual excessivo,uma das opções é o tratamento hormonal com substancias como a progesterona.

Pois o organismo,quando recebe altas doses de progesterona,reage como na gravidez,interrompendo a menstruação.Mas os efeitos colaterais são semelhantes aos que ocorrem na fase pré menstrual,como retenção de água ( inchaço) e,eventualmente,alterações do humor.As cirurgias feitas para retirar os miomas são,em geral,a miomectomia,que a retirada dos miomas e a histerectomia,que é a retirada completa do útero.Para as mulheres mais jovens que queiram manter a capacidade de engravidar,a miomectomia pode ser o procedimento de escolha.Uma vez que o útero permanece intacto,existirá sempre a possibilidade de novos miomas.

A histerectomia é,com freqüência,recomendada para mulheres mais velhas que já tenham constituido família ou não desejam ter filhos.A histerectomia pode ser realizada por videolaparoscopia ou pelos métodos convencionais ( cirurgia aberta) por via abdominal ou vaginal.Uma nova classe de medicamentos conhecida como análogos do LHRH é utilizada como auxílio no preparo da cirurgia dos miomas.

Estes medicamentos provocam a quase completa interrupção da eliminação de estrógeno pelos ovários ( praticamente simulando uma menopausa medicamentosa).

O resultado disso é que os miomas que são dependentes dos estrógenos diminuem de tamanho,o que pode tornar a cirurgia mais simples e rápida.Além disso,com a interrupção do sangramento,pode haver uma melhora da anemia,melhorando as condições para a cirurgia.

Aumentando as possibilidades da cirurgia minimamente invasiva ,que é  a videolaparoscopia,onde existe uma menor perda sanguínea,menor dor pós operatória,recuperação pós operatória mais rápida.Como os miomas voltam a aumentar de tamanho com a parada do análogo LHRH,esses agentes não são indicados para uso a longo prazo,mas sim para uso antes da cirurgia.

A escolha do tratamento é uma decisão importante que somente pode ser tomada por seu médico juntamente com você.Seu ginecologista deve discutir com você todos os procedimentos a serem feitos.

O que é

O mioma é um problema tipicamente feminino e já conhecido de muitas mulheres. Esse tumor benigno, que se desenvolve no útero, atinge cerca de 50% das mulheres em idade entre 30 e 50 anos. Mas calma, apesar da grande incidência da doença, a sua presença nem sempre é preocupante.

Ainda não se sabe ao certo o que provoca o aparecimento de um ou múltiplos nódulos, que podem ser de tamanho e localização variáveis. O surgimento pode ocorrer após a menarca – primeira menstruação – e se prolongar até a menopausa. É mais comum em mulheres negras, pacientes que apresentam história da doença na família (mãe ou irmã) ou ganho de peso, isso porque com o sobrepeso pode ocorrer disfunção hormonal devido ao maior número de células de gordura. Outros fatores relacionados ao estilo de vida ainda estão em estudo.

Em algumas pacientes, os sintomas mais comuns são: sangramento excessivo durante a menstruação ou em períodos irregulares e dor na pelve e no abdome. Em outros casos, não há nenhum incômodo. O tumor benigno não vai se transformar em câncer. O problema do mioma é quando apresenta sintomas, pois há queda na qualidade de vida. A mulher passa a ter dor constante e a sangrar muito, o que pode levar à anemia e, em casos extremos, à necessidade de transfusão sanguínea. A doença ainda pode causar desconforto na relação sexual, funcionamento irregular do intestino, incontinência urinária e, em alguns casos, prejuízo da fertilidade.

Diagnóstico e tratamento

Existem quatro tipos de miomas, nomeados de acordo com sua localização:

Submucosos: que aparecem no interior do útero, podem acarretar sangramento abundante e anemia.

Intramural: aquele que se desenvolve no meio da parede uterina, provocando cólicas.

Subserosos: que surgem na parte externa do útero, cujo principal sintoma é percebido quando passam a comprimir outros órgãos, como o intestino.

Pediculados: que podem ser confundidos com tumores ovarianos; são ligados ao útero apenas por um tecido chamado pedículo.

O diagnóstico dos tumores é realizado em consulta ao ginecologista, considerando-se as possíveis queixas e o exame físico, que avalia se o útero tem o tamanho aumentado. Para confirmar a suspeita, o médico solicita uma ultrassonografia ou outros exames de imagem. Caso seja constatado o problema, deve-se levar em consideração o estilo de vida e os desejos de cada paciente. Temos que considerar quais são os sintomas, a idade, os planos de ter filhos, o desejo de preservar o útero e se a paciente aceita ou não passar por uma cirurgia.

Há inúmeros caminhos para o tratamento:

Histerectomia: cirurgia utilizada para retirar o útero. O benefício é definitivo; entretanto, não é indicada para mulheres que ainda querem gerar filhos ou desejam manter o útero.

Miomectomia: cirurgia de retirada do mioma, preservando o útero. A anatomia do órgão é restabelecida e os sintomas diminuem. Indicada para mulheres que desejam preservar a fertilidade ou para aquelas que têm infertilidade causada pelo mioma – o que não é frequente – com melhora das chances de engravidar.

Embolização: procedimento realizado por meio de um cateter introduzido na artéria femoral e direcionado às artérias uterinas, responsáveis por nutrir o mioma. Injeta-se uma substância para bloquear a alimentação do tumor. Há melhora das queixas e diminuição dos miomas, porém ainda não é considerado totalmente seguro para mulheres que desejam manter ou melhorar a capacidade de ter filhos.

Ultrassom focalizado e guiado por ressonância magnética: é a mais nova arma utilizada contra os miomas. A paciente deita-se na mesa de ressonância e, quando o médico aplica o ultrassom, as ondas são direcionadas para uma região específica do tumor, em que a temperatura aumenta até 90ºC, destruindo o tecido. Estudos estão sendo realizados para avaliar para quais casos esse método é eficaz.

Medicamentos: também podem ser a opção e seu uso é aconselhado para diminuir os sintomas, ou seja, não acabará com os tumores, apenas diminuirá o mal estar. Podem ser à base de hormônios, como os anticoncepcionais orais, anti-inflamatórios ou antifibrinolíticos, para diminuir o sangramento e as cólicas.

Sintomas à parte, todas as mulheres devem fazer o acompanhamento ginecológico para ficar de olho no surgimento dessa ou de outras doenças.

Fonte: www.pispico.med.br

Mioma

Os miomas são neoplasias da musculatura lisa de aspecto nodular, formados por fibras entrecruzadas e por tecido conjuntivo fibroso de permeio. São de aspecto geralmente homogêneo, fasciculados, firmes e brancacentos. Geralmente são múltiplos.

É a neoplasia uterina mais frequente, sendo que 1 em cada 4 mulheres em idade fértil apresenta leiomioma. Estima-se que 50% das mulheres vão apresentar mioma em alguma fase da vida. Pode aparecer após a puberdade e atinge seu pico de incidência na quarta década da vida.

Dados mostram ser mais comuns em mulheres da raça negra, nulíparas e em pacientes portadoras de síndromes hiperestrogênicas.

Etiopatogenia

Fator inicial (transformação neoplásica) não está bem definido.

Fatores: aumento do estrogênio, progesterona e hormônio do crescimento (GH). A predisposição genética é fundamental no aparecimento e na modulação do crescimento do leiomioma. O tecido leiomiomatoso possui diminuição da atividade da enzima 17 B-hidroxidesidrogenase, que transforma estradiol em estrona, permanecendo sob maior estímulo estrogênico do que a célula muscular lisa normal.

Dados que confirmam a influência do estrogênio: aparecimento no menacme, aumento com o fornecimento de estrogênio exógeno, crescimento na gestação e diminuição após a menopausa. O GH atua de forma sinérgica ao estrogênio. A progesterona antes considerada inibidora, hoje sabe-se que é estimuladora do crescimento, pois propicia maior atividade mitótica, como na fase lútea.

Classificação

Volume:

Pequenos: o fundo uterino não ultrapassa a sínfise púbica.

Médios: o fundo estaá entre a sínfise e a cicatriz umbilical.

Grandes: o fundo uterino ultrapassa a cicatriz umbilical.

Topografia:

Cervicais (3%): responsáveis por infecções e sinusorragias.

Ístmicos (7%): podem causar sintomas urinários e dor.

Corporais (91%): de assintomáticos (mais comum) até grandes hemorragias.

Camada:

Subserosos: camada externa do útero, podem se sésseis ou pediculados. Os pediculados podem sofrer torção com necrose e hemorragia. Podem ser confundidos com tumores de ovário. Quando se desenvolvem entre os folhetos do ligamento largo são denominados intraligamentares e podem comprimir o ureter correspondente e se de difícil abordagem cirúrgica.

Intramurais: são os mais frequentes, circunscritos pelo miométrio e podem abaular a superfície ou cavidade uterina.

Submucosos: originam-se do miométrio subjacente à cavidade e se projetam para a luz do órgão. Podem ser sésseis ou pediculaods, sendo que os pediculados podem se exteriorizar pelo orifício externo, um quadro chamado de mioma parido. Quase sempre causam sangramento e são visualizados na histeroscopia e na histerossonografia e podem ser confundidos com pólipos endometriais.

Alterações Secundárias

Degenerações que modificam o padrão histológico e o quadro clínico:

Degeneração hialina: é a mais frequente, o tumor sofre diminuição do aporte sanguíneo, torna-se amolecido e mais eosinofílico.

Degeneração cística: ocorre liquefação de áreas do tumor, geralmente no centro.

Degeneração mucóide: há formação de cistos de material gelatinoso, frequentemente confundido com tumor de ovários.

Degeneração vermelha ou carnosa: resulta do crescimento rápido do tumor, como durante a gestação, causando obstrução venosa, congestão e hemólise. Pode apresentar rotura tumoral com dor e hemorragia.

Degeneração gordurosa: transformação em tecido rico em gordura como uma esteatonecrose.

Calcificação: deposição de sais de cálcio em áreas hipóxicas do tumor, após necrose, degeneração ou involução pós menopáusica.

Degeneração sarcomatosa: incidência de aproximadamente 0,5%, sendo denominado leiomiossarcoma quando apresenta mais de 10 mitoses por campo de grande aumento (400x) ou cinco a 10 mitoses com anaplasia celular e pleomorfismo.

Manifestações Clínicas

Mais da metade das pacientes são assintomáticas e não existem sinais ou sintomas patognomônicos de miomatose. As alterações menstruais são as mais frequentes manifestações, ocorrendo em cerca de 30% dos casos e decorrem do aumento da superfície sangrante, distúrbio contrátil do miométrio e distorções vasculares. O grau dessas alterações depende do tamanho e localização dos miomas. A dor é inespecífica. O aumento do volume abdominal pode ocorrer em grandes tumores ou múltiplos miomas. Por compressão pode ocorrer distúrbios urinários, intestinais e vasculares. Ocorre infertilidade pois as alterações tornam o útero um ambiente hostil à nidação. A cavidade uterina pode estar distorcida, os óstios tubários ocluídos e o endométrio despreparado.

Mioma e Gravidez

A associação varia entre 0,13% a 7%, podendo determinar gravidez ectópica, heterotópica, placentação baixa, abortamento, trabalho de parto prematuro, apresentação fetal anômala, distócias, discinesias e sangramentos. Podem aumentar significativamente durante a gestação, principalmente na primeira metade, e apresentar degeneração carnosa.

Diagnóstico

É clínico e imagenológico, a ecografia é o principal exame complementar utilizado na investigação e pode informar o tamanho, localização e as características dos nódulos. O diagnóstico final, de certeza, só é dado pelo estudo histopatológico. A histerossalpingografia, radiografia simples da pelve, tomografia e ressonância, podem mostrar sinais sugestivos de miomatose, mas não são utilizados rotineiramente. A histeroscopia é importamente para o diagnóstico e tratamento dos miomas submucosos.

Tratamento

Medicamentoso: nos casos assintomáticos e em miomas pequenos não-submucosos a conduta deve ser expectante, com controle clínico e ecográfico

Periódico. Atentar para os miomas que aumentam de volume na pós menopausa, pois podem estar sofrendo alteração sarcomatosa. O tratamento medicamentoso objetiva a redução tumoral pré-operatória e a redução do sangramento, estando indicada em pacientes com preocupação com futuro reprodutivo. As drogas de eleição são so análogos de GnRH, em 3 meses de tratamento a redução pode ser de até 40% no volume. Porém os efeitos colaterais são significativos (distúrbios vasomotores, alterações lipídica, e perda de massa óssea) e não pode ser usado por mais de 6 meses por propiciar falência ovariana precoce. O danazol e a gestrinona são antigonadotrópicas, com bom controle do sangramento pela amenorréia que induzem e podem diminuir o volume dos miomas, mas levam a quadros de hiperandrogenismo. Os antiinflamatórios, como inibidores das prostaglandinas, podem auxiliar o controle da dor e diminuir o sangramento por efeito vasoconstritor.

Cirúrgico: indicado nos casos sintomáticos, tumores volumosos, na presença de sinais de degeneração e nos que podem estar causando infertilidade.

Miomectomia: retirada dos miomas com a preservação uterina para reprodução ou desejo de manter a atividade menstrual. Há recorrência em até um terço dos casos, com altos índices de processo aderencial. Nos submucosos a histeroscopia pode remover tumores de até 5cm de diâmetro.

Histerectomia: é o tratamento de escolha e definitivo em pacientes com a prole completa. Deve ser realizada após propedêutica do colo e do endométrio. Feita mediante laparotomia, videolaparoscopia ou por via vaginal. A histerectomia vaginal sem prolapso é a via preferencial nos úteros de até 500cc e em serviços com experiência e cirurgiões treinados na abordagem vaginal. Apresenta como vantagens a baixa incidência de dor pós-operatória, baixa permanência hospitalar, baixo custo e melhor resultado estético.

Embolização: realizada por meio da cateterização seletiva das artérias uterinas e injeção de agentes embolizantes como o polivinilálcool (PVA) com o objetivo de bloquear o aporte sanguíneo para o mioma. Apresenta como complicações a isquemia uterina severa, infecções e amenorréia. Deve ser indicada quando se deseja manter o útero ou quando há contra-indicação clínica para histerectomia.

Fonte: www.geocities.com

Mioma

Miomas uterinos

O mioma ou leiomioma uterino acomete até 40% das mulheres em idade reprodutiva e é o tumor benigno mais frequente do aparelho genital feminino.

O manejo de mulheres com miomas uterinos depende de vários fatores, incluindo a idade da paciente e os sintomas, sua história obstétrica, os planos de engravidar no futuro e tamanho e localização dos miomas.

Um mioma uterino numa mulher assintomática é geralmente um achado incidental. Embora alguns desses tumores regridam naturalmente, outros continuarão a crescer e novos miomas devem se desenvolver.

Sugere-se que mulheres com miomas não adiem a gravidez por um período de tempo muito prolongado, se possível. Isso porque a fertilidade naturalmente declina com a idade, especialmente depois dos 35 anos, e os miomas podem contribuir ainda mais para a dificuldade em engravidar.

Nas mulheres que estão planejando engravidar, sugere-se que não realizem miomectomia profilática (a retirada cirúrgica do tumor), com objetivo de prevenir complicações no período gestacional. Já a relação entre os miomas e a infertilidade é controversa.

O efeito dos miomas na fertilização in vitro depende da localização deles: os miomas submucosos diminuem a chance de sucesso, enquanto os miomas subserosos parecem não ter nenhum efeito. Dados observacionais em estudos sugerem que miomas intramurais também têm um impacto negativo nos resultados da fertilização in vitro.

Para o tratamento dos miomas pode-se lançar mão das seguintes opções terapêuticas: o tratamento medicamentoso, a miomectomia ou a embolização das artérias uterinas.

A maioria das terapias medicamentosas para miomas uterinos evitam a gravidez, causam efeitos adversos quando empregadas a longo termo e resultam em rápido retorno dos sintomas quando usados de forma descontínua. Por isso, esse tipo de tratamento costuma falhar quando utilizado em pacientes inférteis visando torná-las aptas à concepção.

Prefere-se miomectomia em vez de embolização das artérias uterinas, que consiste num procedimento cirúrgico minimamente invasivo que bloqueia o fluxo de sangue através dos vasos ao redor do mioma, privando-os do oxigênio necessário para crescer, levando-os a regressão, para tratamento da maioria das mulheres com miomas uterinos que tem o desejo de engravidar. No entanto, opta-se por essa segunda técnica quando as mulheres têm alto risco cirúrgico, como aquelas como múltiplas laparotomias prévias ou miomas uterinos difusos onde a miomectomia pode não ser tecnicamente exequível.

Geralmente evita-se a embolização em mulheres que desejam engravidar também devido à segurança do procedimento no que diz respeito aos resultados da gravidez subsequente não estar muito bem estabelecidos.

De qualquer maneira, é importante frisar que os casais devem fazer uma avaliação completa da infertilidade antes de atribuir ao mioma o papel de agente causal ou ser contribuinte para ela.

Fonte: www.fecondare.com.br

Mioma

Miomas uterinos são tumores benignos (não-cancerosos) da musculatura uterina. Os miomas são extremamente comuns, sendo estimado que afetam uma em cada cinco mulheres em idade fértil. A maioria das mulheres, com miomas encontra-se em seus últimos anos reprodutivos, isto é, entre 40 e 50 anos.

Os miomas podem apresentar variações quanto ao tamanho. No início são pequenos e crescem lentamente, com o transcorrer dos anos. Não é clara a causa dos miomas, mas sabe-se que seu desenvolvimento é mais rápido quando os níveis do hormônio femininos, estrógeno encontram-se elevados. Isso pode ocorrer durante a gravidez ou em mulheres que estejam fazendo uso de contraceptivos orais com conteúdo estrogênico elevado. Em geral, os miomas param de crescer e se retraem na menopausa, quando os níveis de estrógeno se reduzem.

Caso tenha sido diagnosticado que você tem um mioma, seu médico irá discutir as opções de tratamento disponíveis para o seu caso.


Quais são os sintomas?

Os miomas podem não acarretar nenhum sintoma. Eles podem, por exemplo, ser descobertos por acaso durante um exame pélvico de rotina. Algumas mulheres, todavia podem apresentar sangramento irregular durante o ciclo, fatos que podem levar à anemia. Os miomas de maiores dimensões podem pressionar os órgãos situados à sua volta, como a bexiga ou o intestino, acarretando sintomas como dificuldade de urinar ou, algumas vezes, necessidade de urinar freqüentemente. Os miomas também podem causar certo desconforto, o que significa desde uma leve dor lombar até uma dor alucinante - esta dor pode ocorrer se o mioma tornar-se retorcido ou ultrapassar em crescimento a circulação sanguínea. A gravidade dos sintomas está relacionada ao tamanho, número e localização dos miomas. Pode haver, algumas vezes, uma associação entre miomas e infertilidade. Caso você tenha mioma, provavelmente desejará discutir o tratamento com seu médico antes de engravidar.

Quais as opções de tratamento?

Alívio dos sintomas

Se seus miomas são relativamente pequenos e não causam nenhum tipo de desconforto, seu médico poderá concluir que não há necessidade de tratamento, recomendando somente exames físicos e de ultra-sonografia, de modo que possa monitorar seu crescimento. Caso você já esteja grávida, provavelmente seu médico não irá prescrever nada mais do que analgésicos e solicitará que seja feito um controle mais cuidadoso, por meio de monitoração, durante a gestação.

Para as mulheres que apresentam sintomas como dor ou sangramento menstrual excessivo decorrente dos miomas, os tratamentos possíveis abrangem terapêutica hormonal, como progesterona. O corpo, quando recebe doses elevadas de progesterona, "acredita" que está ocorrendo uma gravidez, interrompendo, dessa forma, a menstruação. Os efeitos colaterais são semelhantes aos sintomas que ocorrem antes da menstruação, como retenção de água (edema) e, eventualmente, oscilação de humor.

Cirurgia

As cirurgias feitas para remover miomas são, em geral, a miomectomia, que consiste somente na remoção do(s) mioma(s), e a histerectomia, que é a remoção completa do útero que contém o(s) mioma(s). Para as mulheres mais jovens que queiram manter a capacidade de engravidar, a miomectomia poderá ser o procedimento preferível. Razões psicológicas podem levar as mulheres a decidir não remover o útero. Todavia, a histerectomia pode ser um procedimento mais completo que a miomectomia, particularmente se for diagnosticado mais de um mioma. Uma vez que o útero ainda permanece intacto, existirá sempre a possibilidade de surgirem novos miomas.

A histerectomia é, com freqüência, recomendada para mulheres mais velhas que já tenham constituído família ou não desejam ter filhos. A histerectomia pode ser realizada tanto por via vaginal como através do abdome, dependendo das circunstâncias.

Terapêutica hormonal suplementar

Uma nova classe de medicamentos, conhecida como agonista do GnRH, encontra-se atualmente disponível como auxílio no preparo da cirurgia de pacientes com miomas. Os agonistas do GnRH provocam a quase completa interrupção de secreção de estrógeno pelos ovários. O resultado disso é que os miomas, que são dependentes dos estrógenos, diminuem de tamanho. O envelhecimento do mioma pode tornar a cirurgia mais simples e mais curta. Para as mulheres com agendas lotadas, pode oferecer maior flexibilidade em termos de escolha da data da realização do procedimento cirúrgico. Além do mais, com a interrupção da menstruação, as mulheres que apresentam sangramento muito intenso decorrente dos miomas tem tempo de se fortificar, de modo que estejam em melhores condições para realizar uma cirurgia. Por fim, como a cirurgia, por sua vez requer uma incisão menor após a terapêutica com GnRH, há a probabilidade de redução da perda sanguínea, tornando o pós-operatório mais curto e menos dolorido.

Como os miomas retornam a seu tamanho anterior assim que se pára a terapêutica com o agonista do GnRH, esses agentes não são indicados como terapêutica a longo prazo, mas sim como terapêutica preparatória para a cirurgia. Os efeitos colaterais dos agonistas do GnRH incluem sintomas associados à menopausa, como ondas de calor, sudorese noturna, ressecamento vaginal e perda óssea de cálcio, os quais são, na maior parte das vezes, reversíveis após o final do tratamento.

Como posso obter mais informações?

A escolha de uma terapêutica é uma decisão importante - que somente poderá ser tomada por você e seu médico conjuntamente. Seu ginecologista ficará contente de poder discutir quaisquer problemas e/ou opções com você. Seu médico é a pessoa mais indicada para lhe explicar de que forma essa doença a está afetando. Muitas mulheres com endometriose consideram de grande ajuda dividir suas experiências com outras que também têm a doença. Verifique com seu médico a existência de um grupo de apoio na sua região.

Fonte: www.clinicabenatti.com.br

Mioma

O que são miomas?

Miomas são tumores benignos (não-cancerosos) dos músculos do útero.

Os miomas são extremamente comuns, sendo estimado que afetam uma em cada cinco mulheres em idade fértil. Aproximadamente 20% das mulheres entre 20 e 30 anos, 30% entre 30 e 40 anos e 40% entre 40 e 50 anos apresentam miomas.

Os miomas podem apresentar variações quanto ao tamanho e crescem lentamente. Não é clara a causa dos miomas, mas sabe-se que seu desenvolvimento depende do hormônio feminino estrógeno. Em geral, os miomas param de crescer e diminuem na menopausa, quando os níveis de estrógeno se reduzem.

Quais são os sintomas?

Os miomas podem não causar nenhum sintoma. Eles podem, por exemplo, ser descobertos por acaso durante um exame ginecológico de rotina.

Algumas mulheres, todavia, podem apresentar sangramento excessivo durante a menstruação ou sangramento irregular, fatos que podem levar à anemia.

Os miomas de maior tamanho podem pressionar os órgãos à sua volta, como a bexiga ou intestino, provocando sintomas como dificuldade de urinar ou, algumas vezes, necessidade de urinar freqüentemente.

Os miomas também podem causar certo desconforto, o que significa desde uma leve dor nas costas até fortes dores em baixo ventre.

A gravidade dos sintomas está relacionada ao tamanho, número e localização dos miomas.

Pode haver, algumas vezes, uma associação entre miomas e infertilidade (impossibilidade de engravidar).

Caso você tenha miomas, deve discutir o tratamento com seu médico antes de engravidar.

Quais as opções de tratamento?

Alívio dos sintomas.

Se os miomas são pequenos e não causam desconforto, seu médico poderá concluir que não há necessidade de tratamento, recomendando somente exames de acompanhamento. Caso você esteja grávida, provavelmente seu médico vai prescrever analgésicos e solicitar que seja feito um controle mais cuidadoso durante a gestação.

Para as mulheres que apresentam sintomas como dor ou sangramento menstrual excessivo devido aos miomas, uma das opções é o tratamento hormonal com substâncias como a progesterona.

O organismo, quando recebe doses elevadas de progesterona, reage como na gravidez, interrompendo a menstruação.

Os efeitos colaterais são semelhantes aos sintomas que ocorrem antes da menstruação, como retenção de água (inchaço) e, eventualmente, alteração de humor.

Cirurgia

As cirurgias feitas para retirar os miomas são, em geral, a miomectomia, que é a retirada do(os) mioma(s) e a histerectomia, que é a retirada completa do útero.

Para mulheres mais jovens que queiram manter a capacidade de engravidar, a miomectomia pode ser o procedimento de escolha. Razões psicológicas podem levar as mulheres a decidir por não remover o útero.

Os miomas de localização subserosa (camada externa) podem ser extirpados tanto por laparotomia (abertura do abdômen por cirurgia convencional) quanto por videolaparoscopia (cirurgia com câmera,sem abertura do abdome).

Os miomas submucosos (camada interna), têm na videohisteroscopia a solução ideal: conservadora e pouco traumática.

Uma vez que o útero ainda permanece intacto, existirá sempre a possibilidade de surgirem novos miomas. A histerectomia é, com freqüência, recomendada para mulheres mais velhas que já tenham constituído família ou não desejam ter filhos.

A histerectomia pode ser realizada tanto por via vaginal como através do abdome, dependendo do seu médico achar mais apropriado.

Terapia Hormonal Suplementar

O uso de medicamentos tem resultado temporário ou ineficiente; cessado o efeito das drogas, os miomas voltam a crescer e os sintomas reaparecem em poucos meses.

Uma nova classe de medicamentos conhecida como análogos do LHRH é utilizada como auxílio no preparo da cirurgia com miomas.

Os análogos do LHRH provocam a quase completa interrupção da eliminação de estrógeno pelos ovários.

O resultado disso é que os miomas que são dependentes dos estrógenos diminuem de tamanho, o que pode tornar a cirurgia mais simples e rápida. Pode também oferecer maior flexibilidade na escolha da data de realização do procedimento cirúrgico.

Além do mais, com a interrupção da menstruação, as mulheres que apresentam sangramento muito intenso têm tempo para se fortalecer e melhorar da anemia, para que estejam em melhores condições para cirurgia. Como a cirurgia requer uma incisão menor após o uso do análogo do LHRH, há a probabilidade da redução da perda sanguínea, tornando o pós operatório mais tranqüilo.

Como os miomas voltam a aumentar de tamanho com a parada da análogo LHRH, eses agentes não são indicados para o uso a longo prazo, mas sim para uso antes da cirurgia. Os efeitos colaterais dos análogos do LHRH incluem sintomas da menopausa, como ondas de calor, sudorese, ressecamento vaginal e perda de cálcio dos ossos, que são na maior parte das vezes reversíveis.

Tratamentos alternativos

A-  Ultra-som de alta intensidade guiado por ressonancia magnética

1. O que é o ExAblate®2000?

Um tratamento não invasivo para miomas que combina o exame de RM com o ultra-som de alta intensidade para tratar tumores sem a necessidade de incisão (cortes) ou hospitalização. Atualmente é utilizado em mais de 50 centros médicos de referência por todo o mundo (Estados Unidos, Europa, Ásia) e mais de 3.500 pacientes já foram tratadas com sucesso. O

2. O que a paciente sente durante o tratamento?

As pacientes permanecem conscientes, podendo se comunicar com o médico durante todo o tratamento. Recebe uma sedação leve e muitas relatam apenas a sensação de calor no abdome durante o procedimento.

3. Quanto tempo dura o tratamento?

De 2 a 3 horas, dependendo do tamanho do mioma.

4. Quanto tempo depois do tratamento a paciente retorna às atividades normais?

Nos tratamentos já realizados, em média de 1 e 2 dias. Dependendo dos sintomas iniciais, a maioria das pacientes relata alívio dos sintomas provocados pelos miomas após 3 meses do tratamento.

5. O que esperar do tratamento?

Dependendo dos sintomas iniciais, a maioria das pacientes relata alívio dos sintomas provocados pelos miomas, nas primeiras semanas após o tratamento. A melhoria é gradual e usualmente se intensifica após os 3 meses do tratamento. A redução do volume do mioma acontece em um prazo mais longo.

6. O mioma pode retornar após o tratamento?

O mioma tratado com o ultra-som guiado por RM não cresce novamente, mas os não tratados ou novos miomas podem crescer ou surgir.

7. Quais os riscos desse procedimento?

Existem riscos que incluem: queimadura da pele, dor lombar ou nas pernas, cólicas abdominais, náuseas, febre, secreção vaginal e infecção urinária. A incidência dessas complicações é relativamente baixa. Existe também a possibilidade do tratamento não ser bem sucedido no alívio dos sintomas ou, apesar do resultado positivo inicial, outros miomas crescerem e necessitarem de tratamento. Isso é verdadeiro para todos os outros tipos de tratamento para miomas, exceto a histerectomia.

B- Embolização da artéria uterina

A embolização arterial vem sendo praticada desde 1980 como tratamento de certas hemorragias genitais resistentes. A partir de 1989, passou a ser também um tratamento não cirúrgico específico para os miomas uterinos.

Trata-se de procedimento minimamente invasivo. Seu objetivo é interromper a circulação sangüínea que nutre os miomas, de modo a resolver o problema de forma rápida e duradoura, e propiciar a preservação do útero e  fertilidade.

Esta perspectiva conservadora encontra importante eco e simpatia na população feminina, graças à possibilidade potencial de aliviar os sintomas sem a perda do órgão matriz, que tem tanto simbolismo para sua feminilidade.

 RESULTADOS

Nos Estados Unidos e na Europa já foram tratadas milhares de pacientes com este método (acima de 50.000). No Brasil há experiência de centenas de casos e os resultados são semelhantes aos obtidos nos outros centros do mundo.

Após o primeiro mês do tratamento, 90% das pacientes já apresentaram melhora dos sintomas; e 95%, após três meses.Os primeiros sintomas que melhoram dramaticamente são a hemorragia e a dor, já no primeiro período menstrual pós-embolização. Por isso, verifica-se, alto índice de satisfação e de recomendação para outras pacientes.

A diminuição do útero e dos nódulos de mioma se faz gradativamente, obtendo-se a maior resposta após os 6 primeiros meses, quando encontramos uma redução de 50 a 70%. Em alguns casos esta diminuição é maior, podendo chegar a 75%.

Os miomas não desaparecem por completo: eles sofrem um processo de atrofia e calcificação. Tornam-se assintomáticos, ou seja, não causam mais problemas, e param definitivamente de crescer. Sabe-se que os miomas podem continuar diminuindo de tamanho até 2 anos após a embolização. Não há registro de casos nos quais os miomas voltaram a crescer ou de aparecimento de novos nódulos. Outros pequenos miomas eventualmente existentes, que poderiam crescer no futuro, são também atingidos pela embolização e sofrem a mesma involução.

VANTAGENS

Em relação à retirada cirúrgica dos nódulos:

Menor duração do procedimento, menor sangramento intra-operatório, menor risco de complicações

Menor prazo de recuperação da paciente

Incisão muito pequena: a cicatriz é mínima

Preservação estrutural útero: a retirada cirúrgica de múltiplos miomas pode provocar fragilidade na parede muscular do útero, gerando um risco de deformação do órgão, prejudicial, inclusive, a uma futura gravidez.

Em relação à retirada do útero, tanto a embolização quanto a retirada cirúrgica dos nódulos oferecem vantagens: não apenas a preservação da fertilidade, mas também evita-se os vários efeitos negativos da histerectomia.

Fonte: www.cmmc.med.br

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