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Hera



 

As crises de ciúme provocadas pela infidelidade de seu esposo, Zeus, marcaram o comportamento da deusa grega Hera em muitos episódios da mitologia.

Hera, na mitologia grega, era filha de Cronos e Réia, irmã e esposa de Zeus.

Venerada como rainha dos deuses em Esparta, Samos, Argos e Micenas, tinha entre as duas últimas cidades um templo famoso por abrigar uma bela estátua sua, esculpida em ouro e marfim por Policleto.

Embora, na lenda, Hera figure como deusa da vegetação, foi em geral considerada rainha do empíreo - o céu - e protetora da vida e da mulher.

Esta última característica tornava-a também protetora da fecundidade e do matrimônio, pelo que recebeu o nome de Ilítia, atribuído em outras ocasiões a uma filha sua. Foram também seus filhos Hebe, a juventude florida; Ares, deus da guerra; e Hefesto, deus ferreiro.

O ciúme despertado pelas constantes infidelidades de Zeus levou-a a perseguir encarniçadamente as amantes do marido e os filhos oriundos dessas uniões de Zeus.

Hera intervém com muita freqüência nos assuntos humanos: protegeu os aqueus na guerra de Tróia e velou, igualmente, pelos argonautas, para que seu barco passasse sem perigo pelos temíveis rochedos de Cila e Caribde.

Seus atributos são o cetro e o diadema, o véu (associado à mulher casada) e o pavão (símbolo da primavera).

Na Mitologia Romana, Hera foi identificada com a deusa Juno.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

Hera

Filha de Chronos e Rhéa, irmã e esposa de Zeus, Hera (Juno) é a grande divindade feminina do céu, do qual Zeus é o grande deus masculino. Seus atributos correspondem quase exatamente aos de Zeus, embora revestidos, por se tratar de uma deusa, de forma mais branda.

Os poetas no-la representam dotada de uma beleza austera e grave, de grandes olhos calmos e modestos, e , principalmente, de braços brancos, roliços e formosos, que constituiam o seu principal atributo físico.

As núpcias de Zeus e Hera foram celebradas na ilha de Creta, próximo ao rio Thereno. Para torná-las mais solenes, foram convidados todos os deuses e semi-deuses. Atenderam todos ao convite, com a exceção da ninfa Cheloné, que chegou atrasada devido às sandálias lhe machucarem os pés. Juno, indignada com este atraso e atribuindo-a a pouco caso com o casamento, transformou a ninfa em tartaruga.

Hera foi exemplarmente casta e fiel a seu esposo, sendo venerada como o símbolo da fidelidade conjugal. Esta virtude se realça na lenda de Ixion, rei dos Lápitas, o qual, convidado a participar do banquete celeste, ousou cortejar a rainha dos deuses.

Ela, porém, advertiu seu marido e este, para provar a má fé do hóspede, forjou com uma nuvem uma figura idêntica à de Hera e surpreendeu Ixion enlaçando amorosamente a nuvem e dizendo palavras ternas. Para castigar este gesto insensato, Zeus atirou Ixion aos infernos, onde ele foi amarrado por cordas feitas de serpentes a uma roda que gira incessantemente.

Este atributo moral tornou Hera a protetora das mulheres casadas, motivo pelo qual recebeu o nome de Hera Gamelios; e daí, por extensão, igualmente protetora dos partos e dos recém-nascidos.

Além disso, ela velava pelos deveres dos filhos para com os pais, principalmente para com a mãe.

Uma lenda, contada por Heródoto, nos mostra como ela sabia recompensar a piedade filial.

A sacerdotisa de um templo de Hera, na Argólida, tinha dois filhos, Cleobis e Bitão. Devia ela, como exigia o ritual, se dirigir de carro para o altar, mas à hora da cerimônia os bois ainda não haviam voltado do pasto. Vendo sua mãe aflita, Cleobis e Bitão se atrelaram ao carro e puxaram até o templo.

Orgulhosa do gesto de seus filhos, o qual provocara o aplauso geral de toda a população e a particular inveja das mulheres, pediu a sacerdotisa que Hera lhes concedesse como recompensa aquilo que os deuses podiam dar de melhor aos homens. No dia seguinte Cleobis e Bitão morreram. Esta lenda melancólica significa ser a vida uma provação e a morte um favor dos deuses.

Zeus e Hera não viviam, no entanto, em boa harmonia; são, ao contrário, célebres as querelas que frequentemente irrompiam entre eles. Por mais de uma vez foi Juno espancada e maltratada por seu esposo, devido ao seu gênio obstinado e ao seu humor azedo.

Estas querelas são alegorias para representar as perturbações atmosféricas. Assim, enquanto Zeus seria o ar puro e o firmamento sereno, Hera seria a atmosfera carregada, obscura e ameaçadora.

Eram estas rusgas as mais das vezes, provocadas pelas infidelidades de Zeus, que exercitavam o ciúme e o ódio de Hera.

De uma feita, enfurecida, jurou ela abandoná-lo e, deixando o Olimpo, retirou-se para a ilha de Eubéa. Após uma longa espera, começou Zeus a sentir saudades dela, mas, não querendo abaixar-se a lhe implorar perdão, urdiu um estratagema para fazê-la voltar. Assim, fez espalhar que ele iria desposar uma bela ninfa, com a qual ele iria percorrer de carro a ilha. Preparou, então, um fantoche de madeira, cobriu-o de ricas roupagens e jóias e colocou-o na assento de um magnífico carro.

Hera, que ouvira falar do novo casamento de Zeus, vai, inflamada de indignação, ao encontro de sua rival e, avistando-a, sobre ela se atira, furiosa, lacerando-lhe as roupas. Aparece então o lenho nú e, em meio a grandes risadas, celebraram os deuses a sua reconciliação.

Hera, que experimentava pelas mulheres inconscientes e culpadas uma profunda aversão, perseguiu ferozmente, não só as concubinas de Zeus, como também os filhos nascidos desses amores.

Ao contrário de Zeus, não se origina Hera da mitologia ariana, como o comprova a etimologia até hoje impenetrável do seu nome.

Há quem pretenda encontrar nas discórdias do casal olímpico um reflexo do lar de algum invasor ariano, que se tenha consorciado com uma mulher do povo vencido.

Se, posteriormente, foi Hera identificada com Zeus, como deusa do céu, primitivamente representava a Terra-Mãe.

Confirmam essa suposição a fato dela ser a deusa propícia aos nascimentos e, principalmente, o seu característico "casamento sagrado" com Zeus.

Hera inspirava uma veneração misturada de temor e seu culto era quase tão solene e difundido quanto o de Zeus, sendo principalmente adorada nas cidades de costumes austeros: Argos, que parece ter sido o centro primitivo, Micenas, Esparta. Inimiga dos costumes dissolutos da Ásia, protegeu constantemente os gregos durante a Guerra de Tróia.

Nota: esta guerra será contada em episódios mais adiante.

A vítima de ordinário imolada em sua honra era uma ovelha ainda muito jovem, mas, no primeiro dia de cada mes, imolava-se uma porca; nunca se sacrificavam vacas, porque tinha sido sob a forma desse animal que ela se escondera no Egito, por temor do monstruoso Typhão.

O tipo de Hera foi fixado por uma admirável estátua de ouro e mármore, que, no templo de Argos, tinha sido esculpida por Policleto de Licyone, contemporâneo de Fídias; infelizmente, não se conhece essa estátua, senão por uma descrição deixada pelo autor grego Pausânias.

Seus traços são de uma mulher robusta, já completamente formada mas ainda jovem, sentada sobre um trono, segurando com uma das mãos uma semente de romã, símbolo da fecundidade, e com a outra o cetro encimado por um cuco, pássaro símbolo da vegetação primaveril."

Fonte: www.lunaeamigos.com.br

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