
Na mitologia grega a imponente personificação do céu, e o deus Céu dos romanos, que encarnava o impulso fecundante primário da natureza. Sua origem é pré-grega e oriental e a história apresenta semelhança com o mito hitita de Kumarbi.
Segundo a Teogonia de Hesíodo, foi gerado por Gaia, a deusa Terra nascida do Caos original e mãe também das Montanhas e do Mar.
Posteriormente juntos, ele e a própria Gaia geraram os Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros.
Por odiar os filhos, encerrava-os no corpo de Gaia, até que Cronos, um dos Titãs, o castrou com uma cimitarra quando este se uniu a Gaia.
Das gotas de sangue que caíram sobre ela nasceram as Erínias, os Gigantes e as ninfas Melíades.
Os testículos decepados flutuaram no mar e formaram uma espuma branca, de que nasceu Afrodite, a deusa do amor.
Com seu ato, Cronos separou o céu da Terra e permitiu que o mundo adquirisse uma forma ordenada.
Na Grécia clássica praticamente não havia culto a esse deus. Cronos seria destronado pelo poderoso filho e supremo deus Zeus, que fundou o panteão helênico clássico.
É o nome dado ao sétimo planeta a partir do Sol e é o terceiro maior no sistema solar, descoberto (1781) pelo germânico William Herschel (1738-1822).
Tem um diâmetro equatorial de 51.800 quilômetros (32.190 milhas) e órbita o Sol a cada 84,01anos terrestres.
A distância média ao Sol é 2,87 bilhões de quilômetros (1,78 bilhões de milhas). A duração de um dia neste planeta é 17 horas e 14 minutos.
Tem pelo menos 15 luas, sendo as duas maiores, Titânia e Oberon, também descobertas por Herschel(1787).
Fonte: www.sobiografias.hpg.ig.com.br

A castração de Urano: afresco por Giorgio Vasari e Cristofano Gherardi,
c. 1560 (Sala di Cosimo I, Palazzo Vecchio)
Urano (em grego antigo Ouranos, céu, firmamento, latinizado como Uranus) era um deus grego que personificava o céu. Foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) e casou-se com sua mãe.
Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu até a época clássica, e o deus não aparece entre os temas comuns da cerâmica grega antiga. Não obstante, a Terra, o Céu e Estige podiam unir-se em uma solene invocação na épica homérica.
A maioria dos gregos considerava Urano como um deus primordial (protogenos) e não lhe atribuía filiação. Cícero afirma, em De Natura Deorum ("Da Natureza dos Deuses"), que ele descendia dos antigos deuses Éter e Hemera, o Ar e o Dia.
Segundo os hinos órficos, Urano era filho da noite, Nix.
Seu equivalente na mitologia romana é Caelus ou Coelus - do qual provém caelum (coelum), a palavra latina para "céu".
Segundo o mito da criação do Olimpo, relatado por Hesíodo na Teogonia, Urano veio todas as noites cobrir a Terra (Gaia), mas ele odiava as crianças que ela gerava. Hesíodo refere, como descendentes de Urano, os Titãs, seis filhos e seis filhas, os gigantes de cem braços (Hecatônquiros) e os gigantes com um só olho, os Ciclopes.
Urano aprisionou os filhos mais novos de Gaia no Tártaro, nas entranhas da Terra, causando grande dor a Gaia.
Ela forjou uma foice e pediu aos filhos para castrarem Urano. Apenas Cronus, o mais jovem dos Titãs, concordou. Ele emboscou seu pai, castrou-o e lançou os testículos cortados ao mar.
Do sangue derramado de Urano sobre a Terra nasceram os Gigantes, as três Erínias, as Melíades, e segundo alguns, os Telquines.
A partir dos testículos lançados ao mar nasceu Afrodite. Alguns dizem que a foice ensanguentada foi enterrada na terra e daí nasceu a fabulosa tribo dos Feácios.
Depois de Urano ter sido deposto, Cronus re-aprisionou os Hecatônquiros e os Ciclopes no Tártaro.
Urano e Gaia profetizaram que Cronus, por sua vez, estava destinado a ser derrubado por seu próprio filho, e assim o Titã tentou evitar essa fatalidade devorando os seus filhos. Zeus, graças a artimanhas de sua mãe Reia, conseguiu evitar este destino.
Estes antigos mitos de origens distantes não constam em cultos na Hellenos (Kerenyi, p. 20).
O papel de Urano é o de um deus derrotado de um tempo anterior ao tempo real.
Depois da sua castração, o céu não veio mais para cobrir a Terra à noite, cigindo-se ao seu lugar, e "a geração original chegou ao fim" (Kerenyi).
Urano foi raramente considerado como antropomórfico, à parte a genitália do mito da castração. Ele era simplesmente o céu, o qual foi concebido pelos antigos como uma grande cúpula ou teto de bronze, sustentada (ou mantida a girar num eixo) pelo Titã Atlas. Em expressões arcaicas, nos poemas homéricos, ouranos às vezes é uma alternativa a Olimpo, como a casa dos deuses.
Uma ocorrência óbvia seria o momento, no final da Ilíada I, quando Tétis sobe do mar para pleitear com Zeus: "e logo pela manhã, ela elevou-se para saudar Ouranos-e-Olimpo e ela encontrou o filho de Cronos "
"'Olimpo' é utilizado quase sempre como casa, mas ouranos muitas vezes refere-se ao céu natural acima de nós, sem qualquer sugestão de deuses vivendo lá," William Sale comentou; Sale concluiu que a primeira sede dos deuses era o atual Monte Olimpo, tendo a tradição épica no tempo de Homero mudado a sua residência para o céu, ouranos.
Pelo sexto século, quando a "Afrodite celestial" estava a ser distinguida da "Afrodite comum do povo", ouranos significava apenas a própria esfera celeste.
Fonte: pt.wikipedia.org