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Moçambique

Geografia de Moçambique

A República de Moçambique situa-se no hemisfério meridional entre os paralelos 10º27’S e 26º52’S na costa sudeste do continente africano, defronte da Ilha de Madagáscar de qual se separa do canal de Moçambique. Ela pertence também aos meridianos de 30º12’E e 40º51’E e enquadra-se no fuso horário 2, possuindo assim duas horas de avanço relativamente ao tempo médio universal.

A situação geográfica de Moçambique é das mais interessantes do continente Africano, pois ela integra três das grandes regiões naturais, nomeadamente: a África Oriental ,África Central e África Austral. Com uma superfície de 799380km², de água firme e de 13000km² a superfície de águas interiores e tendo uma fronteira terrestre de 4330km² do Rovuma a ponta ouro.

Topografia

Moçambique conta com maís de 80 rios, alguns deles com uma importância económica a destacar. Fevereiro e Março são os meses que os seus leitos se engrossa de águas ,deitando-as pelos vales dos mesmos e dando a maior fertilidade dos solos para a agricultura.

Rio Rovuma , forma fronteira natural com Tanzania, nas suas bacias exitem poços de petróleo não explorados.

Rio Zambéze-Com uma capacidade de atingir 6000 m³/s, é um dos maís grande e importante do país. Ele nasce em Angola, forma as cataratas de Victória ,atravessa o território Moçambicano com 850km de comprimento e deságua no Oceano Indico no Chinde. Encontra-se uma barragem sobre este rio a centenas do nordeste da Cidade de Tete.O vale do Zambeze apresenta um potencial para agricultura e criação de gado.

Rio Buzi-provém do Zimbabwe, possui vales rico para a prática de agricultura e criação de gado,atravessa a província de Manica e deságua depois da Beira.

Rio Save-Separa as províncias de Inhambane e Sofala e deságua no mar na Nova Mambone.

Rio Limpopo-estende as raizes desde a superfície Sul Africana, passa por Moçambique atravessando a província de Gaza, e deságua no Oceano Índico em Xai-Xai.O solo dos vales do Limpopo é rico, graças ao sistema de irrigação a prática agrícola é aperiódica assim constitui uma região economicamente importante do país.

Rio Incomate-ele nasce na África do Sul atravessa o Reino da Swasilândia,e deságua no Oceano Índico na Baia de Maputo.O seu leito é igualmente importante para a agricultura e criação de gado.

Montanhas

O monte maís alto está na província de Manica, o monte Binga ,rumo a Oeste com 2436m de altitude.A norte da província de Tete o monte Dulmie com 2095m de altitude .Na província da Zambézia o monte Namuli com 2419m de altitude e a Serra Jeci na província de Niassa com 1836m de altitude que constitui o planálto maís fria de Lichinga.

A Costa

A costa de Moçambique apresenta muita diversidade desde o Norte até o Sul,e para esta publicação.

Destaca-se a vegetação, o banco submarínho de corais, rochas e lamas.Ao longo de 2525 km, isto é,na costa de Moçambique podem-se encontrar numerosas Ilhas.

Ao longo da costa de Cabo Delgado podem-se encontrar os Arquipélagos das Quirimbas que é constituido de uma quinzena de Ilhas e cuja a Ilha do Ibo a maís conhecida.

A Província de Nampula possui igualmente Arquipélagos.As Ilhas defronte da Ilha de Moçambique e as Ilhas de Angoche.

A Província da Zambézia, ela possui as Ilhas Segundas entre Moma e Pebane e as Ilhas Primeras.

Sofala não dispõe maís do uma Ilha, a Chiloane.

A Província de Inhambane é a maís previlegiada por possuir a joia, o Arquipélago do Bazaruto, composto de Ilhas com diversidades e espécies raras e protegidas como os Dugongos e as Tartarugas marinhas.

A Província de Maputo,que dispõe a Ilha de Inhaca,Xefina, e as Ilhas dos Elefantes a entrada da Baia.

A 12 milhas da costa de Moçambique, está fixa a fronteira marinha.

Clima de Moçambique

Moçambique

Em termos de clima predominante é tropical húmido com temperaturas médias anuais de 24º-25ºc distribuida segundo as zonas de influência oceánica e interior do continente são distintas duas estações do ano, como Inverno que é a época seca e fria que varia entre os meses de Abril à Outubro e Verão ou estação quente com chuvas é desde Outubro à Março.Entre as estações não é distinta a sua mudança do frio para quente podendo ser súbitamente ou calmamente.Apartir de Outubro as chuvas começam a intensificar e continuam até entre Março/Abril.Entretanto,no Sul as chuvas muitas vezes demoradas devido a influência dos centro das altas pressões do índico e a convergência intertropical na zona do Transval.

FAUNA E FLORA DE MOÇAMBIQUE

Fauna

Pássaros- em 1960, havia cerca de 5500 espécies, das quais 216 são endémicas.

Mamíferos- As espécies existentes de grande porte são: elefantes, leões, impalas, zebras, búfalos, hipopótamos, crocodilos, antílopes, leopardos, hienas, lobos.

Animais aquáticos- O país possui uma grande diversidade marinha, que constitui de certo modo uma riqueza. Para além dos peixes, dos crustáceos, crocodilos marinhos, lagostas e outras espécies, existem também nos mares do território espécies como: tartarugas marinhas e dugongos, que são espécies em via de extinsão e que devem ser protegidas. Essas espécies pode ver nas praias da ponta do Ouro província de Maputo, Bilene em Gaza, e ns Arquipélagos de Bazaruto em Inhambane, portanto as tartarugas marinha e os dugongues só nos Arquipélagos de Bazaruto. As outras espécies estão distribuidas ao longo da costa moçambicana.

Flora

A flora de Moçambique está estimada em cerca de 5500 espécies(Lebrun 1960),216 dentre elas seriam endémicas(Brenan 1978). Cerca de 89% do país apresenta uma vegetação lenhosa, composta por árvores e arbustos, 45% da cobertura da vegetação é de savana pouco densa com pouco valor comercial , mas com grande valor ecológico(FAO 79/80),isto é, constitui floresta nativa. E a floresta artificial, com um total de 46200ha ,das quais 24000 plantadas após a independência .Cerca de 40% equivale plantações de Eucalytus,50%, Pinheiros e os restantes 10% de Casualinas estabelecidas na zona costeira.

As florestas densas e húmidas estão sobretudo na província de Manica nos montes Chimanimani e Gorongoza onde se pode encontrar as espécies Aphloia theiformis,Maesa Laceolata, Curtisia Dendata, Tabernae montana, Stapifiana,Celtis africana, Winddringtonia cuppressioides e Pondocarpus latifolius.

E outras pequenas espécies que se encontram distribuidas em florestas húmidas como: na vertente Sul e Oeste dos montes Tamasse, Namuli, Milange e no planalto de Mueda. E outras espécies como:Cordila africana, Chrysophyllum gorungosanum, Bombax rhondongnaphalon, Dyospyros mespiliformis, Manilkara discolor,Cussonia spicata,Milicia excelsa, Kigelia africana, Morus mesozygia,Newtonia buchananii,Berchemia zeyheri e Syderoxylon inerme.

Árvores fruteiras: abacateiras, citrinos, bananeiras, papaieras, mangueiras, goiabeiras, coqueiros etc.

Árvores ornamentais: Acácias e Eucalyptus.

Outras plantas que podem ser ornamentais como crotons, anthurium, ficus, philodendron, hibiscus, papyrus e outras.

Existem espécies de extrema importância para o país, para a exportação e exótica como ,landolfias, chanfutas, imbondeiros,o pau-preto ,o jambire etc.

Espécies comerciais:

Espécies preciosas(Tule, Pau-preto, Pau-rosa, Sândalo, etc.).
Espécies de 1ª(Chanfuta, Jambire, Mecrusse, Umbila).
Espécies de 2ª(Messasse Enc, Muitíria, Metil).
Espécies de 3ª(Messasse Mangal, Metongoro)
Espécies de 4ª(Acácia spp, Fernandoa)

Distribuição Geográfica do país

Em termos de distribuição geográfica de moçambique, é dividido em três zonas distintamente em norte,centro e sul; zonas costeira e do interior que as populações se diferenciam pela etnia geo-local.

Zona norte

Também conhecida por moçambique setentrional é compreendida por três províncias:Niassa,Cabo Delgado e Nampula.

A norte fica Tanzania, da qual se separa atrvés do rio Rovuma,a Sul está a província de Zambézia,a Este é banhado pelo oceano Índico e Oeste é limitado pelo Lago Niassa e pelo Malawi.

Astronomicamente fica entre os paralelos 10º 27’ S e 16º 51’ S e entre os meridianos 34º 40’ E e 40º51’E.

Zona Centro

Esta zona é constituída por quatro províncias:Tete, Manica,Sofala e Zambézia.É limitada a norte pela Zâmbia, Malawi província de Niassa e de Nampula.A Sul,pelas províncias de Gaza e Inhambane.

A Este, é banahdo pelo Oceano Índico e a Oeste pela República de Zâmbia e República do Zimbábwé.

Situação astronómica entre os paralelos 14º 00’ S e 21º 33’ S e pelos meridianos 30º 12’E e 39º07’E.

Zona Sul

Também denominada de Moçambique meridional, situa-se a sul do rio save e compeende as províncias de Gaza, Inhambane e Maputo.

É limitada a norte pelas províncias de Manica e Sofala.A Sul pela república de África do Sul,a Este é banhado pelo Oceano Índico e a Oeste , pela República do Zimbábwè, República de África do Sul e Reino da Swazilândia.

Situação astronómica, entre os paralelos 21º05’ S e 26º52’ S e pelos meridianos 31º20’E e 35º20’E.

Principais Fronteiras Terrestres do País (do Norte para o Sul)

Quionga e Negomano

Mandimba

Zóbuè

Cassicatiza

Manica

Ressano Garcia

Namaacha

Ponta do Ouro

Fonte: members.tripod.com

Moçambique

Moçambique

Moçambique seduz pela diversidade cultural, a beleza da paisagem e a simpatia tranquila das suas gentes. Maputo, Pemba e Bazaruto, os destinos que lhe propomos, são apenas uma pequena amostra do colorido deste país. Verdadeiros arco-íris de sensações.

Tesouro do índico. Assim era aclamado Moçambique nas décadas de 50 e 60 devido à beleza das suas praias – de areias brancas banhadas por águas cálidas a perder de vista –, diversidade de paisagens naturais, cidades de admirável arquitectura colonial, gastronomia gulosa, gentes de espírito aberto e múltiplas simpatias. O destino favorito de férias dos sul--africanos e de uma elite europeia em busca de um estilo de vida descontraído, de exotismo e do ardente clima africano.

Meio século passado, e apesar da guerra civil que assolou o país pouco após a independência política, em 1975, e se prolongou até 1992, a riqueza da paisagem mantém-se, assim como o sorriso das gentes, fácil e rasgado.

E se, apesar do sólido clima de paz, nos pólos urbanos, caóticos, são visíveis as consequências nefastas (sobretudo sociais, mas também nos edifícios arruinados) dos conflitos armados, a orla marítima parece ter escapado incólume à fúria humana.

Indiferente, o Índico insiste em banhar as suaves areias com a delicadeza dos oceanos mornos, coqueiros e mangais permanecem ao longo de quilómetros junto à costa, pequenos barcos casca de noz fazem-se ao mar num gesto repetido desde há séculos, enquanto bandos de flamingos dão cor e movimento a paisagens que parecem arrastar-se num ritmo descompassado de tão lento, perante a avidez natural do viajante.

Moçambique

Moçambique aos poucos refaz-se. Parece ter ultrapassado o período de ressaca, em que, desejoso de esquecer o passado, não conseguia imaginar o futuro. Do país suspenso no limbo descrito por Mia Couto em Terra Sonâmbula já se espantaram alguns fantasmas e emergiu a vontade e a capacidade de abrir as fronteiras e criar condições propícias ao investimento estrangeiro, em particular no sector do turismo.

E não é para menos. O seu vasto território reúne, neste domínio, condições invejáveis, tais como: 2500 quilómetros de costa banhada por águas cálidas em prodigiosos tons de verde e azul, dezenas de ilhas rodeadas por magníficos corais, praias semivirgens de areias finas, um clima que varia entre o tropical a Norte e o subtropical a Sul, e uma imensa área no interior coberta por matas de acácias e messassa, florestas subtropicais e pradarias de gramínea, espaços privilegiados para a observação de aves e animais selvagens no seu habitat natural.

Zonas protegidas como o Parque Nacional da Gorongosa, as Reservas de Zinave e Bahine, o Parque Nacional do Niassa, junto à fronteira com a Tanzânia, e a Reserva de Elefantes, em Maputo, ou o Arquipélago de Bazaruto (o único a dispor de infra-estruturas turísticas) exigem, por enquanto, aos exploradores uma boa dose de espírito aventureiro e de desenrasque, mas garantem, por outro lado, oportunidades únicas para desfrutar de todo um ecossistema em estado ainda selvagem.

Não se pense, porém, que é apenas a abundância de santuários naturais que surpreende: este país reúne um verdadeiro caldo de culturas, próprio dos territórios belos, ricos e... cobiçados.

Os primeiros humanóides fixaram-se em território moçambicano há cerca de dois milhões de anos, mas pensa-se que as primeiras grandes movimentações terão começado com os povos banto no século I d.C.

Em meados do milénio chegaram indonésios, árabes, indianos e persas, julga-se que atraídos pelas potencialidades do território, rico em marfim, ouro e pérolas e pela sua localização estratégica como entreposto comercial. Até que, finalmente, surgiram os portugueses no século XV, que, interessados em dominar a costa moçambicana, onde abasteciam os navios de ouro e marfim que trocavam por especiarias nas Índias, estabeleceram alianças com os reinos locais e foram, gradualmente, expulsando os árabes.

Nos séculos seguintes estenderam o seu domínio ao interior do país, até se instalarem definitivamente por todo o território, no século XIX, após a Conferência de Berlim.

Estas civilizações deixaram as suas marcas ao nível da linguagem (principalmente o Português, a língua oficial) e da religião (o catolicismo e o islamismo são professados por cerca de metade da população), na arquitectura dos centros urbanos, no vestuário e até nas técnicas agrícolas e piscatórias. Vestígios entretanto mesclados com a cultura das tribos africanas, que mantêm, além de costumes seculares – como os rituais de iniciação –, os seus dialectos próprios (13 são reconhecidos oficialmente, mas com as variantes incluídas ascendem a quase uma centena) e a religião tradicional, animista.

Infelizmente, a guerra civil conduziu à destruição de muitas comunidades locais, com o deslocamento de milhares de refugiados, e a orientação marxista do país procurou, após a independência, diluir as culturas locais em prol de uma unidade nacional. Destes dois fenómenos resultou uma estrutura cultural e social um tanto difusa – mas não destroçada –, baseada sobretudo nas divisões geográficas e nas variações linguísticas. Pelo que Moçambique, actualmente com cerca de 17 milhões de habitantes dispersos por 11 províncias, reúne tanto nos centros urbanos como nos ambientes rurais uma curiosa e concertada mistura de influências árabes, africanas e europeias, que lhe conferem uma atmosfera única em toda a África Austral.

Nuances que, por sua vez, variam consoante a província, a aldeia e a etnia que as absorveu e que, garantimos, não deixam seja quem for indiferente.

Fonte: www.rotas.xl.pt

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