Zambézia, com a reserva do mesmo nome, abundam variedades de mamíferos selvagens. Desta província não se pode descurar as suas belas praias, com destaque para a de Zaiala, tranquila, beneficiando do assobio das casuarinas que a ladeiam.
Superfície: 103.127 km2
Norte: Nampula e Niassa
Sul: Sofala
Oeste: Malawi e Tete
Este: Oceano Índico
Densidade Populacional 29 habs/ km2
Etnias Representativas Chuabo e Macua.
As suas nascentes de águas termais, conhecidas por "fontes quentes" (onde os visitantes podem cozer ovos) correm a superfície das cidades de Morrumbala, Lugela e Gilé.
A Zambézia é famosa pela sua cozinha tradicional, bastante condimentada.
A galinha à zambeziana, confeccionada com óleo palma, é conhecida em todo o país, mas são poucas as pessoas que a conseguem preparar mantendo o sabor e o paladar típico da região. É um produto turístico típico.
Fonte: www.visitmozambique.net
Localizada no Centro/ Norte do País tem como limites a Norte as Províncias de Nampula e Niassa, a Sul Sofala, a Oeste o Malawi e a Província de Tete, e a Leste o Oceano Índico.
Dispondo-se em anfiteatro voltado para o Índico, a vegetação vai mudando à medida que a altitude aumenta. Assim, enquanto nas zonas planas, junto à costa, se encontram extensos palmares, nas zonas mais elevadas do Gurué predominam as rasteiras e verdejantes plantações de chá. Entre elas, as culturas de algodão, os pomares de fruteiras e espécies exóticas, marcam a paisagem com as suas diferentes colorações.
Na plana orla costeira, junto ao rio dos Bons Sinais, assim designado por Vasco da Gama que encontrou aí a certeza de estar na rota certa para a Índia, ergue-se a bonita cidade de Quelimane, capital da Província e importante porto de cabotagem.
Um pouco mais a Sul, na embocadura do rio Zambeze, encontra-se Chinde, antigo polo da produção de açúcar e que já alguém apelidou de a vila mais antiga da Zambézia.
A Zambézia, sulcada por numerosos rios de vales verdejantes, é um habitat privilegiado para uma fauna diversificada que inclui grandes mamíferos e aves que se podem observar na reserva de Gilé, no distrito do mesmo nome, na reserva natural de Derre, no Distrito de Morrumbala, onde se pode encontrar a palapala cinzenta, e na reserva de caça Madal Safaris no Distrito de Chinde com uma enorme variedade de aves.
As etnias predominantes na Província são, Chuabo, os Lomwè e os Macuas.
Fonte: www.turismomocambique.co.mz
Como autênticos braços de enigma e mãos do sagrado, as palmeiras parecem abençoar, do litoral, toda a terra zambeziana. E, risonho quando bonançoso, o mar azul-esmeralda prolonga-se no verde desses coqueirais intermináveis bordejando o colorido trapézio das machambas culimadas.
Da foz do Ligonha ao delta do Zambeze, esta portentosa e pouco elevada zona costeira da Província da Zambézia entremeia-se entre a riqueza da fauna marítimo - plena de peixe e crustáceos - e a terra fértil para o, arroz, milho, mandioca e cana-de-acúcar. Os cajueiros amarelo - avermelham também esta costa com sinais de fartura.
Na Zambézia, tal como em Nampula e Cabo Delgado sobe-se do litoral para interior numa caminhada pulmonar dos respirados húmidos ares marítimos, ao sopro mais seco dos ventos montanhosos. E aqui, bem centrado no verdejante distrito do Guruè, ergue-se altaneira, a pitoresca serra do Namúli nos seus 2419 metros, acima do mar, constituindo o segundo ponto mais alto do país.
E neste percurso do litoral para o interior, a riqueza do seu solo e subsolo não diminuem, bem pelo contrário, aumentam!
Dos imensos algodoais a exigir enorme parque industrial-têxtil em Mocuba, aos jardins-suspensos das plantações de chá do Guruè, passando pelos ananaseiros - aliás, abacaxis gigantes famosos em todo o país - e pomares de tangerineiras, às machambas experimentais e bem sucedidas de café e soja, a Zambézia, riscada de rios, abre o seu solo ao magnetismo dos minérios pegmatíticos desde a - tantalite, columbite e microlite, a lipidolite e berilo industrial e ao fascínio das pedras preciosas e semipreciosas e que vão das ágatas, turmalinas e águas-marinhas às granadas vermelho-romãs e esmeraldas verde-mar.
Com uma fauna bravia de inumeráveis espécies e uma flora que varia do tropical ao temperado, efectivamente, no Zambézia os bons sinais se multiplicam em trabalho já iniciado e potencialidades por desbravar.
Tendo como cidade principal a sua capital, Quelimane, na embocadura do rio dos Bons Sinais, assim designado por Vasco da Gama quando aqui aportou em 1498 em demanda do caminho marítimo para a Índia, a Zambézia foi um ponto antigo de trocas comerciais e intercâmbios culturais entre as suas populações Chuwabo e Makhwa-Lomwe e, depois, com árabes e persas, seguindo-se os portugueses e indianos.
Foi também pelo rio Zambeze e pela Zambézia que os portugueses já nos Sécs. XVI e XVII mais profundamente penetraram no território, que séculos mais tarde se configuraria no nosso país, no sua procura de mercadorias para comerciar e minas para explorar, pragmatizando para tanto alianças político-militares economicamente vantajosas com os potentados do interior.
Por isso, também não é surpresa saber-se que foi na Zambézia e no vale do Zambeze que os portugueses fizeram a sua primeiro tentativa real de fixação no interior do território moçambicano através da política dos Prazos, muito embora se saiba que os Prazos e Prazeiros surgiram ainda antes da coroa portuguesa os tentar impor e controlar, isto já em pleno séc. XVIII.
Daí ser a Zambézia um território de miscigenação cultural e onde poderia ter surgido uma sócio-cultura creoula. As célebres Donas zambezianas com o seu aparato político e sócio-cultural, a conhecida culinária saborosamente misturada nos seus ingredientes e condimentos banto-indo-lusos, a própria penetração da língua portuguesa aqui mais visível do que no interior de outras províncias do país, aliada à maneira de ser alegre e extrovertida da sua população, fazem da Zambézia uma província muito particular.
No coração desta numerosa população zambeziana vibram sempre os bons sinais da culima, até mesmo quando a chuva escasseia e um Sol de Dezembro tenta murchar a natureza.
Aqui, apesar da História ou pela sua história, os Homens se abraçam fazendo a natureza chover grossas gotas de esperança.
Com um cais que permite a acostagem de navios de um razoável calado, a cidade tem estoutro cais mais pequeno para o vaivém constante de pessoas e embarcações, num cenário quotidiano de dinamismo e cor.
Quem visita esta cidade sente de imediato o calor humano que a circunda, onde prevalecem traços de uma hospitalidade que chega a comover, enraizando rapidamente amizades e desencadeando sentidas saudades para quem parte.
Quelimane é, de facto, uma cidade bonita de braços abertos à vida!
Emoldurada de um verde tropical, Quelimane encerra no seu traçado urbano e arquitectónico o novo e o antigo, o moderno e o histórico, num traçado rectilíneo e quadricular que vai da margem dos Bons Sinais até ao palmar que a circunda e que começa logo ali onde morrem as avenidas largas de cidade e começam os bairros suburbanos de casas de madeira-e-zinco e colmo.
É a capital da Zambézia, núcleo urbano de grande importância social, económica e cultural, e que vai crescendo, agora menos em altura do que em comprimento, na certeza de uma expansão e modernização a que não se pode furtar.
Bons são os sinais que vêm do rio, cuja foz se abre para o Índico e para o Comércio do mundo, Dos "Bons Sinais" foi o nome que os Portugueses deram a este rio na sua demanda do caminho marítimo para a cobiçada Índia. Contam as velhas histórias que, quando os homens da armada de Vasco da Gama desembarcaram nas margens deste curso de água, ao descobrirem um grupo de camponeses cultivando a terra sob a direcção de alguém que trajava à maneira árabe, vendo aqui um bom sinal, logo perguntaram: “Como se chama esta terra?”. O homem vestido à árabe, não compreendendo a pergunta, e querendo continuar o trabalho, voltou-se para os camponeses ordenou-lhes: "Kulimane! Kulimane! (Cultivem! Cultivem!)". E, assim, deste equívoco nasceu também o nome da cidade de Quelimane.

Deste lado é Inhassunge. Separa-nos de Quelimane este rio que vamos atravessar - pensam - esperando estes homens e mulheres da Zambézia, que trazem das suas machambas o arroz e o milho, o feijão e o abacaxi para comerciar. De Quelimane, que se ergue comercialmente apetitosa à frente destes camponeses, certamente trarão o que lhes faz falta no campo, seja sabão ou petróleo, seja açúcar ou vestuário.
Inhassunge, defronte da capital da Zambézia, mais do que uma espécie de ilha-de-rios, é uma terra de esperança, de manjar diferente para a boca dos citadinos. Quelimane é, efectivamente, uma cidade onde mais visivelmente se faz sentir a proximidade do campo, o cheiro da copra e do arroz mesmo ali à mão-de-estar-e-semear.
O contraste muitas vezes nos constrange ou anima, nos entristece ou faz rir. Neste caso singular, mais do que acabámos de afirmar, é o belo que ressalta deste contraste. A secular canoa do rio, cruzando quase em contra-luz os águas dos “Bons Sinais”, parece até querer pontuar que mais duradouro é o frágil do que o tecnologicamente moderno, mais operacional é o pequeno, do que o grande e pesadão “comboio do mar”.
De qualquer modo, do tradicional ao moderno, sulcam as águas deste rio-porto os cascos necessários ao progresso social e económico da Zambézia.
Carregado de sacos com copra, este camião tem como destino o porto de Quelimane. É conhecida a riqueza agrícola da Zambézia que tem, efectivamente, na copra uma das matérias-primas que mais produz e exporta.
Há muitos anos, e antes de essa honra ter sido conquistada por alguns países do extremo oriente, a região litoral da Zambézia era considerada aquela que possuía o maior palmar do mundo, a maior plantação organizada para produção de copra com vista ao consumo interno e exportação.
A imagem deste camião carregado de copra é um sinal de que a Zambézia quer reconquistar seu prestígio agrícola no país e no mundo.
Moçambique, ao Norte do rio Zambeze e agora também já com bastante evidência no Sul, é um país multireligioso, mas, fundamentalmente, com duas religiões preponderantes: a islâmica e a cristã. Quando os portugueses chegaram a esta zona da Zambézia, já os árabes aqui tinham aportado nas suas viagens de negócios, acabando também por islamizar a população que contactava. Esta bela mesquita da capital da Zambézia, é um templo relativamente moderno em contraste com a antiguidade islâmica de muitos residentes, daí as suas linhas arquitectónicas diferirem um pouco de outras conhecidos mesquitas do país. Bem situada no centro da cidade de Quelimane, ela enriquece também o património urbanístico da cidade.
E o Património arquitectónico não está enriquecido apenas com templos islâmicos, mas também com edifícios religiosos cristãos, alguns antigos de mais de um século, a testemunhar a presença do catolicismo nestas terras quelimanenses e zambezianas desde os tempos remotos da colonização portuguesa da região.
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