Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Modelo Atômico De Thomson  Voltar

Modelo atômico de Thomson

Modelo Atômico de Thomson

Em 1859 descobriu-se os raios catódicos. Surgiam então, técnicas mais controladas no estudo de passagem de corrente, com a substituição de líquidos por gases a baixa pressão. Se em um tubo fechado (ampola de vidro), contendo dois eletrodos e tendo uma das paredes revestidas com o elemento químico fósforo, for feito vácuo, ao se aplicar uma diferença de potencial elétrico entre os eletrodos, aparecerá uma fluorescência. Esta fluorescência é causada pelos raios catódicos.

Mas John Thomson se debatia quanto à questão:

Raios catódicos são partículas carregadas ou são ondas no éter?

Os experimentos de Thomson foram realizados tendo como "pano de fundo" a controvérsia da natureza dos raios catódicos e todo o seu estudo foi realizado para esclarecer esta dúvida.

Em 1897, Thomson decidiu medir a razão carga/massa dos raios catódicos para identificar se os raios catódicos eram íons (se a razão carga/massa não fosse constante) ou se eram uma partícula carregada universal (se a razão carga/massa fosse constante para todos os gases).

Thomson, em sua famosa experiência de 1897, utilizando um tubo de raios catódicos (Fig.1) para aplicar simultaneamente campos elétricos e magnéticos aos raios, comprovou que os raios catódicos se comportavam como partículas negativamente carregadas. Equilibrando o efeito do campo elétrico e o do campo magnético, e com as leis básicas da eletricidade e do magnetismo, Thomson pôde calcular a razão entre a carga e a massa das partículas no feixe. Demonstrou que a razão numérica entre carga elétrica (e) e massa (m) - em unidades do Sistema Internacional (SI), Coulomb (C) para a carga e quilograma (Kg) para a massa - era da ordem de 1,7 x 1011 para todas as substâncias por ele investigadas. Assim, concluiu que os raios catódicos eram constituídos por partículas carregadas e que essas partículas (depois chamadas de elétrons) eram universais, ou seja, eram as mesmas, qualquer que fosse a substância investigada.

Modelo Atômico de Thomson

Fig.1 Experiência de Thomson para medir a razão entre a carga e a massa do elétron. Um feixe de elétrons (raios catódicos) passa através de um campo elétrico e de um campo magnético. A experiência está montada de modo que o campo elétrico provoca desvio em um sentido, enquanto o campo magnético desvia o feixe no sentido oposto. A razão entre a carga e a massa é determinada quando se equilibram os efeitos dos dois campos.


Thomson não pôde, porém, determinar, independentemente uma da outra, a massa e a carga.

Coube ao físico americano Robert Andrews Millikan (1868-1953) medir a carga de um elétron e assim possibilitar o cálculo de sua massa.

 O fato de serem produzidos raios consistindo de partículas negativamente carregadas num tubo de descargas de gás sugeria que raios de partículas positivamente carregadas também eram formados. Raios deste tipo foram descobertos por Goldstein (1886), que observou que, quando o cátodo de um tubo de descargas era perfurado por pequenos buracos, pontos de luz apareciam atrás dele. Ele concluiu que a luminosidade era causada por raios que se moviam em direção contrária às dos raios catódicos e passavam através dos furos no cátodo. Estes raios, que eram chamados de raios canal, eram desviados por campos elétricos e magnéticos, e a partir das direções das deflexões conclui-se que eles consistiam de partículas positivamente carregadas. Tal resultado deu origem à expressão geralmente mais usada de raios positivos.


A descoberta da radioatividade, a prova da existência independente do elétron dada por Thomson, juntamente com a descoberta dos raios positivos, forneceu um ponto de partida para as teorias sobre a estrutura atômica. A partir daí, Thomson começou a se indagar sobre a estrutura do átomo. Inicialmente, pensou que um átomo típico tivesse milhares de elétrons para dar conta da massa (considerando que a massa do elétron é aproximadamente 1,7 vezes menor que a massa do átomo de hidrogênio e tomando por hipótese que a massa da carga positiva fosse da mesma ordem de grandeza que a massa do elétron). Porém, os resultados experimentais não davam suporte a essa hipótese.


Na ausência de informações sobre a maneira pela qual as cargas positivas e negativas estão distribuídas num átomo, Thomson propôs um modelo simples. Em 1904, Thomson propôs seu modelo atômico, mais conhecido como “pudim de passas”. Thomson admitia que o átomo era uma esfera com carga positiva distribuída de forma uniforme, não tendo um caráter de partícula. Dessa forma, os elétrons, fazendo papel das passas, ficavam espalhados dentro dessa “massa positiva” e permeável, daí o nome do modelo, com o qual não era mais necessário o átomo ter muitos elétrons para dar conta da massa, sendo, então, o material positivo a parte mais massiva do átomo.

Fonte: www.iq.ufrgs.br

Modelo atômico de Thomson

O Experimento de Thomson
Um tubo de raios catódicos é um tubo de vidro ou quartzo fechado, contendo, no seu interior, um gás a baixa pressão, e com eletrodos em suas extremidades. Com uma diferença de potencial de vários milhares de volts entre o eletrodo positivo (ânodo) e o eletrodo negativo (cátodo) acontece uma descarga elétrica através do gás.
O experimento de Thomson, realizado com um tubo de raios catódicos (Fig.10), permite medir a razão carga/massa do elétron.

Modelo Atômico de Thomson

Do filamento C, mantido a alta temperatura pela corrente gerada pela diferença de potencial V1, são emitidos elétrons (emissão termoiônica). Esses elétrons são acelerados desde o filamento C até a placa colimadora A pela diferença de potencial V2. Passando pela placa colimadora, os elétrons entram numa região de campo elétrico E e magnético B, perpendiculares entre si e à trajetória inicial dos elétrons, e daí vão ao anteparo fluorescente S, onde produzem pontos luminosos visíveis. Para que os elétrons não sejam desviados dessa trajetória por colisões com as moléculas
de ar no interior da ampola, este é mantido em alto vácuo.
O campo elétrico E tende a desviar os elétrons, cuja carga é negativa, para cima, com uma força de módulo eE, e o campo magnético B tende a desviar os elétrons para baixo, com uma força de módulo evB, onde e é o módulo da carga dos elétrons e v, o módulo da sua velocidade. Para uma dada velocidade dos elétrons, os valores de E e B podem ser ajustados de modo que:

Modelo Atômico de Thomson

ou seja, com a força elétrica sobre os elétrons balanceando a força magnética. Com isso, os elétrons se deslocam em linha reta com velocidade horizontal de módulo v, desde a sua fonte C até o anteparo S, onde produzem um ponto luminoso. Assim, o módulo da velocidade horizontal dos elétrons pode ser calculado a partir dos valores conhecidos de E e B:

Modelo Atômico de Thomson

Thomson observou, originalmente, a posição do ponto luminoso no anteparo fluorescente com E e B nulos. Então, com um campo elétrico E uniforme, fixo e não nulo, observou a nova posição do ponto luminoso no anteparo e mediu a deflexão d3 resultante. Finalmente, ajustou a intensidade do campo magnético B para que o ponto luminoso voltasse a sua posição original, com o que pode determinar o módulo da velocidade horizontal.

Como a força peso dos elétrons pode ser desprezada, na região do campo elétrico E uniforme, fixo e não nulo, que origina a deflexão d3, sobre os elétrons atua apenas a força elétrica, que é vertical, está dirigida de baixo para cima e tem módulo eE constante (porque E é uniforme), ou seja, o movimento dos elétrons nessa região é um movimento bidimensional, composto de um MRU horizontal e um MRUV vertical. A tangente trigonométrica do angulo θ de deflexão pode ser calculada por:

Modelo Atômico de Thomson

em que vY representa o módulo da componente vertical da velocidade dos elétrons, componente essa que eles adquirem ao passar pela região de campo E.
Como o movimento horizontal dos elétrons é um MRU, o tempo que eles levam para percorrer a distância d1 é:

Modelo Atômico de Thomson

Como o movimento vertical dos elétrons é um MRUV, com aceleração de módulo constante a = eE / m, onde m representa a massa, durante o tempo t esses elétrons adquirem uma velocidade vertical de módulo:

Modelo Atômico de Thomson

Assim, com os valores ajustados de E e B, determina-se v. Medindo-se d1, d2 e d3 e usando os valores de E e v, determina-se a razão carga/massa do elétron.

Exercício
Discuta o seguinte texto.

Um tubo de raios catódicos com funcionamento semelhante àquele descrito na (Fig.10) aparece no aparelho de televisão, com o anteparo fluorescente S, onde são produzidos os pontos luminosos visíveis, constituindo a tela do aparelho. A única diferença digna de nota é que, ao contrário do que acontece no experimento de Thomson, em que o desvio do feixe é governado por um campo elétrico e um campo magnético perpendiculares entre si e à trajetória inicial dos elétrons, no caso do aparelho de televisão, o desvio do feixe é realizado por dois campos magnéticos em ângulo reto entre si e com a direção original do feixe. Estes campos magnéticos são gerados por quatro bobinas colocadas opostas duas a duas.

A onda eletromagnética emitida pela antena transmissora e absorvida pelo aparelho de TV governa, entre outras características:
(i) a intensidade de corrente elétrica no filamento C e, com isso, o número de elétrons emitidos por segundo e, portanto, a intensidade da imagem na tela e
(ii) a intensidade das correntes nas bobinas magnéticas e, com isso, os desvios horizontal e vertical do feixe necessários para que ele forme as imagens.

Fonte:www.ufsm.br

Modelo atômico de Thomson

Modelo Atômico de Thomson

Joseph John Thomson nasceu em Cheetham Hill, perto de Manchester, Inglaterra, a 18 de Dezembro de 1856. Filho de um livreiro, tinha apenas 14 anos quando ingressou no
Owens College de Manchester, atual Victoria University, onde frequentou cursos de física experimental. Em 1876, obteve uma bolsa de estudos para o Trinity College, no qual acabou os estudos em matemática em 1880. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de pesquisador no laboratório de Cavendish e, sob a supervisão de James Clerk Maxwell, empreendeu as primeiras pesquisas sobre eletromagnetismo. A qualidade de seu trabalho valeu-lhe a eleição para membro da Royal Society em 1884 e o acesso à cátedra de física no laboratório de Cavendish.
Em 1897, Thomson sintetizou os seus estudos na ideia segundo a qual a matéria, quaisquer que sejam suas propriedades, contém partículas de mesmo tipo cuja massa é muito menor que a dos átomos dos quais elas são parte. Essa linha de pensamento levou à descoberta de um corpo menor do que o átomo do hidrogênio, e disso resultou a identificação das partículas que denominou corpúsculos, depois conhecidas como electrões. Thomson demonstrou experimentalmente sua teoria ao comprovar a existência desses corpúsculos nos raios catódicos, depois da passagem da corrente elétrica através de um tubo que continha vácuo. Ampliou esse conceito em 1903 ao propor um modelo de luz constituído por partículas emitidas de modo descontínuo, antecipando a teoria dos fotões formulada por Einstein, na qual reúne os resultados de suas pesquisas. Joseph John Thomson morreu em Cambridge,
nglaterra, a 30 de Agosto de 1940.

Modelo Atômico de Thomson
O tubo de raios catódicos simples, usado por J. J. Thomson.


Thomson ganhou o Prêmio Nobel de física em 1906 pelas suas pesquisas sobre condução de eletricidade através dos gases. Dois anos depois foi sagrado cavaleiro da coroa
britânica. Passou a integrar o corpo docente do Trinity College em 1918. Como professor e diretor do laboratório de Cavendish, exerceu intensa atividade científica e de magistério. A
sua obra principal é “Conduction of Electricity Through Gases” (1903; Condução de eletricidade através dos gases), na qual reúne os resultados de suas pesquisas.
Para perturbar ainda mais o seu trabalho como investigador puro, teve que deixar a direção do laboratório Cavendish por ter sido eleito presidente da Royal Society e diretor do
Trinity College. Todas essas novas tarefas não eram do seu agrado. O que o interessava mesmo era a pesquisa científica experimental.
Não tinha outros interesses culturais, e ninguém se recorda de citações literárias nos seus escritos. Talvez porque não ultrapassasse o nível dos escritores policiais e dos romancistas vitorianos, apesar da livraria do pai e das magníficas bibliotecas de Manchester, que conheceu na infância. Em matéria de música era pior ainda: à música erudita preferia as operetas. Outro aspecto de sua personalidade não combinava com a estatura do cientista: a exagerada parcimônia e espírito de lucro. Sabia operar na Bolsa muito bem, transformava em
fonte de lucro até um "hobby", vendendo a alto preço uma excelente coleção de flores do campo que cultivara. Os colegas reclamavam porque não era nada generoso nas ajudas financeiras ao laboratório, sempre necessárias.
Era, porém, fisicamente muito forte e ativo, jamais caindo doente até os sessenta anos. Corno bom inglês amava as longas caminhadas e as partidas de "rugby". Em tudo
revelava um temperamento extrovertido e individualista ao mesmo tempo. Entusiasmado com todos os empreendimentos, afável com todas as pessoas, alegre nas reuniões, tudo isso formava uma pessoa indiscutivelmente simpática.
Foi certamente essa simpatia, aliada ao prestígio como cientista e professor, que cativou uma estudante de física chamada Rose Paget. A ligação entre os dois, no entanto,
não foi livre de angústias e frustrações. J.J. não podia casar-se como membro do College, e teve que esperar até 1890, quando a obsoleta proibição foi suspensa. A partir daí a vida do casal foi extremamente fecunda, tanto que resultou num outro cientista notável, o filho George, colaborador do pai e vencedor do prémio Novel da física, em 1937.
Três anos depois, no dia 30 de Agosto de 1940, terminava a longa existência daquele que fora um dos iniciadores da era nuclear, para a qual contribuíra de maneira decisiva quando, meio século antes, descobriu o eletrão.

Modelo Atômico de Thomson

Em 1895 vêm à luz os “Elements of the Mathematical Theory of Electricity and Magnetism”. Mais tarde está na Universidade de Princeton proferindo uma série de conferências em que aborda os fenômenos produzidos pelas descargas elétricas nos gases.

Modelo Atômico de Thomson

Era chegado o momento em que iria comunicar a sua maior obra como investigador experimental. Começara no laboratório Cavendish quando se dedicava aos gases rarefeitos.
Os estudos sobre as descargas através desses gases tinham conduzido à descoberta de uma radiação que emanava do tubo de descarga, propagava-se em linha reta, era detida por um
obstáculo fino e transmitia um impulso aos corpos contra os quais se lançava. Foram chamados de raios porque se propagavam em linha reta, e católicos porque pareciam
emanar do cátodo da descarga elétrica. Os pesquisadores ingleses achavam que a radiação era de natureza corpuscular. Isso porque Crookes tinha descoberto que a trajetória dos raios
se curvava quando em presença de um campo magnético. Além disso, Perrin tinha descoberto que transportavam carga elétrica negativa. Ao contrário, os alemães,
especialmente Hertz, sustentavam seu caráter eletromagnético. Thomson estava decidido a defender a teoria corpuscular partindo para a experimentação. Após sucessivas tentativas, conseguiu medir a razão carga / massa dessas partículas e descobriu que seu valor era aproximadamente mil vezes maior que o observado na eletrólise dos líquidos. Imediatamente procurou medir a carga de eletricidade conduzida por vários iões negativos, e chegou à conclusão de que era a mesma tanto na descarga gasosa quanto na eletrólise. Constatava-se, assim, que as partículas constituintes dos raios catódicos eram muito menores que qualquer átomo conhecido, por pequeno que fosse: eram os elétrons.

Modelo Atômico de Thomson

Essa descoberta contou com a colaboração de muitos outros cientistas como Wiecher, Perrin, Kaufmann, Townsend e Wilson. Mas foi Thomson o primeiro a intuir que os eletrões são corpúsculos dotados de carga elétrica e de massa e, principalmente, que fazem parte de toda matéria do Universo. Formulou uma teoria sobre a estrutura do átomo: Para ele, o átomo era uma esfera maciça com carga positiva. Os eletrões estariam presos à superfície da esfera e contrabalançariam a carga positiva. Esse modelo ficou conhecido como "pudim de
massas", e seria mais tarde substituído pelo modelo de Rutherford, discípulo de Thomson.
A primeira vez que anunciou o resultado das suas investigações foi numa conferência na, Royal Institution, a 30 de abril de 1897. Dois anos depois, num congresso realizado em
Dover, expôs suas ideias a numerosos colegas, encontrando porém muita hostilidade e pouco crédito. Isso acentuou uma certa tendência para o trabalho independente, embora sempre aconselhasse os alunos a trabalhar em equipe.
Foi, porém, com muito espírito de equipa que dirigiu o laboratório Cavendish, depois da saída de Lord Rayleigh. A eleição foi muito dificultada por outros pretendentes, devido à sua
pouca idade. Não tinha completado trinta anos - e os cientistas mais velhos julgavam ter maior merecimento para cargo tão cobiçado.
Apesar de tudo, foi eleito e o laboratório sofreu grandes transformações. A pesquisa deixou de ser um problema pessoal de cada um, tornando-se um trabalho coletivo. A colaboração de estudiosos de outras universidades, inclusive estrangeiras, foi incrementada. Rutherford, Townsend, Langevin, Wilson, Barkla, Aston, Bragg e Appleton ali realizaram pesquisas relevantes. Thomson não só acompanhava os estudos de cada um, como favorecia as discussões e trocas de ideias em grupo. Não descuidava, entretanto, de comunicar as descobertas, o que fazia sempre em prosa elegante nos vários livros publicados. Em 1903, aparece a “Conduction of Electricity through Gases”, onde relata investigações que lhe valeram a obtenção do prémio Nobel em 1906.
Não pararam aí suas contribuições para a história da física. Extremamente importante foi a descoberta de um novo método para a separação de diferentes espécies de átomos e moléculas. Consistia em usar iões positivos cuja deflexão num campo, magnético ou elétrico, varia com a massa atômica. Esse método levou à descoberta de muitos isótopos, quando empregue por pesquisadores como Aston, Dempster e outros. Teve também como resultado a possibilidade de calcular a difusão das radiações eletromagnéticas que atingem os eletrões dos átomos. É hoje chamada teoria do espalhamento de Thomson. Quando a Europa foi conturbada pela Primeira Guerra Mundial, Thomson foi obrigado, juntamente com outros cientistas, a dedicar-se às pesquisas militares. Para perturbar ainda mais o seu trabalho como investigador puro, teve que deixar a direção do laboratório Cavendish por ter sido eleito  presidente da Royal Society e diretor do Trinity College. O elétron (e)
Em 1897, Joseph John Thomson (1856-1940) conseguiu demonstrar que o átomo não é indivisível, utilizando uma aparelhagem denominada tubo de raios catódicos. Dentro do tubo de vidro havia, além de uma pequena quantidade de gás, dois eletrodos ligados a uma fonte elétrica externa. Quando o circuito era ligado, aparecia um feixe de raios provenientes do
cátodo (elétrodo negativo), que se dirigia para o ânodo (elétrodo positivo). Esses raios eram desviados na direção do pólo positivo de um campo elétrico. Com base nessa experiência, Thomson concluiu que:
A) os raios eram partículas (corpúsculos) menores que os átomos;
B) os raios apresentavam carga elétrica negativa. Essas partículas foram denominadas eletrões (e).
Thomson propôs então um novo modelo, denominado pudim de passas.
"O átomo é maciço e constituído por um fluído com carga elétrica positiva, no qual
estão dispersos os eletrões."
Como um todo, o átomo seria eletricamente neutro.
Cautelosa conquista do átomo
Para Joseph Thomson o átomo era construído mais ou menos como um pudim de passas: uma massa compacta de carga elétrica positiva, salpicada de "caroços" de carga
negativa, os eletrões. Ernest Rutherford mostrou, porém, que os átomos não são maciços: se fosse assim, os átomos de uma folha metálica bloqueariam partículas emitidas por elementos radioativos, como o rádio ou o urânio. Como a maior parte das partículas atravessa o metal,
Rutherford concluiu que a carga positiva e quase toda a massa estariam concentradas num núcleo central (como o Sol no sistema solar). O núcleo seria responsável pela reflexão das poucas partículas que, por acaso, corriam na sua direção. A sua volta, num espaço vazio comparativamente grande, girariam os pequenos eletrões, entre os quais as partículas
podiam passar. Esse modelo estava de acordo com a experiência, mas contrariava uma regra clássica: cargas que giram emitem radiação, ou seja, perdem energia e não têm como
contrabalançar a atração do núcleo. Caiam sobre ele numa fração de segundo, levando à conclusão de que os átomos não podem existir. Coube a Bohr consertar esse evidente
engano ao juntar o deficiente modelo de Rutherford com a descoberta dos chamados quanta de energia. Em primeiro lugar, ele reconheceu que o eletrão não pode ter qualquer quantidade de energia, que só está disponível na natureza em pacotes de tamanho definido — os quanta. Se uma órbita exige dois quanta e meio de energia, ela não será ocupada.
Assim se entende por que razão os eletrões ocupam certas órbitas e não outras, perfeitamente legitimas à primeira vista. Foi um enorme sucesso — diante da imensa
dificuldade de analisar os átomos, entidades sub-microscópicas e numerosíssimas. O modelo quântico de Bohr esclarecia em parte o problema da perda de energia ao postular que,
quando o eletrão está numa órbita permitida, ele não emite radiação. Apenas se receber um quantum do meio exterior, poderá saltar para uma órbita mais afastada; depois, ao retornar, ele devolve ao meio exterior o quantum que havia recebido na forma de luz visível e outros tipos de energia eletromagnética, como microondas ou raios X. A análise dessa radiação revelava evidentes saltos descontínuos, ou quantizados. Assim, inaugurou-se a utilíssima física atômica dos dias de hoje. Ela valeu a Bohr uma carinhosa admiração de grandes cientistas, como o russo George Gamow, que ilustrava os feitos de Bohr desenhando-o como o rato Mickey. Os seus estranhos conceitos ainda hoje perturbam os físicos, como revela uma piada do teórico Daniel Greenberger, em entrevista recente à publicação americana Scientific American: "Einstein dizia que, se a teoria quântica está certa, então o mundo é louco. Einstein estava certo. O mundo é louco".
 

Modelo Atômico de Thomson

Conclusão
Thomson concluiu que o eletrão deveria ser um componente de toda matéria, pois observou que a relação q/m para os raios catódicos tinha o mesmo valor, qualquer que fosse
o gás colocado na ampola de vidro. Em 1989, Thomson apresentou o seu modelo atômico: uma esfera de carga positiva na qual os eletrões, de carga negativa, estão distribuídos mais ou menos uniformemente. A carga positiva está distribuída, homogeneamente, por toda a esfera.

Fonte: educa.fc.up.pt

Modelo Atômico de Thomson

E sabia-se que elétrons eram liberados por emissão termoiônica (de um metal a alta temperatura), no efeito fotoelétrico e no decaimento b de certos elementos radioativos.

Evidentemente que os elétrons podiam ser considerados como constituintes básicos dos átomos.

No modelo de J. J. Thomson, proposto em 1904, o átomo era considerado como um tipo de fluido com uma distribuição esférica contínua de carga positiva onde se incrustavam um certo número de elétrons, com carga negativa, o suficiente para neutralizar a carga positiva (Figura Abaixo).

Modelo atômico de Thomson

 

O modelo tinha como hipótese a existência de configurações estáveis para os elétrons ao redor das quais estes oscilariam.

Contudo, segundo a teoria eletromagnética clássica, não pode existir qualquer configuração estável num sistema de partículas carregadas se a única interação entre elas é de caráter eletromagnético.

Além disso, como qualquer partícula com carga elétrica em movimento acelerado emite radiação eletromagnética, o modelo tinha como outra hipótese que os modos normais das oscilações dos elétrons deveriam ter as mesmas freqüências que aquelas que se observavam associadas às raias dos espectros atômicos.

Mas não foi encontrada qualquer configuração para os elétrons de qualquer átomo cujos modos normais tivessem qualquer uma das freqüências esperadas.

De qualquer modo, o modelo de Thomson foi abandonado principalmente devido aos resultados do experimento de Rutherford.

Fonte: www.ufsm.br

Modelo Atômico de Thomson

O modelo atômico de Thomson (também conhecido como modelo do pudim de passas ou ainda como modelo do bolo de ameixa) é uma teoria sobre a estrutura atômica proposta por Joseph John Thomson, descobridor do elétron e da relaçao entre a carga e a massa do elétron, antes do descobrimento do próton ou do neutron.

Neste modelo, o átomo é composto de elétrons embebidos numa sopa de carga positiva, como as passas num pudim. Acreditava-se que os elétrons distribuiam-se uniformemente no átomo.

Em outras oportunidades, postulava-se que no lugar de uma sopa de carga positiva seria uma núvem de carga positiva.

O modelo de Thomson foi superado após a experiência de Rutherford, quando foi descoberto o núcleo do átomo, originando um novo modelo atômico conhecido como modelo atômico de Rutherford.

Fonte: pt.wikipedia.org

Modelo atômico de Thomson

Em 1897, o físico inglês J.J. Thomson demonstrou que os raios catódicos poderiam ser interpretados como um feixe de partículas carregadas que foram chamadas de elétrons. A atribuição de carga negativa aos elétrons foi arbitrária.

Thomson concluiu que o elétron deveria ser um componente de toda matéria, pois observou que a relação e/m para os raios catódicos tinha o mesmo valor, qualquer que fosse o gás colocado na ampola de vidro.

Em 1899, Thomson apresentou o seu modelo atômico: uma esfera de carga positiva na qual os elétrons, de carga negativa, estão distribuídos mais ou menos uniformemente. A carga positiva está distribuída, homogeneamente, por toda a esfera.

Fonte: educar.sc.usp.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal