Modernismo é uma designação comumente dada a diversos movimentos literários e artísticos surgidos na última década do século XIX, tais como o expressionismo, o cubismo, o fovismo, o futurismo, o dadaísmo, o surrealismo, etc. Esta corrente artística, com preferência por tudo quanto é moderno e com facilidade para aceitar inovações, adotando idéias e práticas modernas que o uso ainda não consagrou, surgiu como resposta às consequências da industrialização, revalorizando a arte e sua forma de realização.
O modernismo (ou Art Noveau), cujo termo foi tomado da Maison de l'Art Noveau (loja aberta pelo comerciante alemão Sigfried Bing em Paris, no ano de 1895), difundiu-se pelo resto da Europa com diferentes traduções: Modernismo, na Espanha; Jugendstil, na Alemanha; Secessão, na Aústria; e Modem Style, na Inglaterra e Escócia, com características próprias em cada um desses países.
Foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística do modernismo.
A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas, reafirmando o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano, mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos, de acentuada influência oriental.
Contrariamente à sua intenção inicial, o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia, que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas, e não teria sido possível sem a subvenção desses ricos mecenas. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo, e seus temas, como que surgidos de antigas lendas, não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do início do século.
Na arquitetura, o modernismo se caracterizou pela estrita coerência entre as formas sinuosas das fachadas e a ondulante decoração dos interiores. Adotou-se a chamada construção honesta, que permitia vislumbrar vigas e estruturas de ferro combinadas com cristal. Dentro dessa arquitetura modernista existiram duas tendências: as formas sinuosas e orgânicas, de um lado, e as geométricas e abstratas, percursoras da futura arquitetura racionalista, de outro.
Em Barcelona, o arquiteto catalão Antoni Gaudí (1852-1926) revolucionou a arquitetura com uma obra totalmente simbolista e natural, constituindo por si só um estilo. Gaudi não foi apenas um gênio transbordante de idéias novas. Seus conhecimentos de engenharia e seu sentido prático tornaram-no também um pioneiro de melhorias estruturais modernas na construção de edifícios. As fantasmagóricas sacadas da Casa Batlló estão entre os exemplos mais brilhantes do estilo de Gaudi, que funde elementos medievais, desenhos de plantas e animais e inúmeras curvas sinuosas.

Casa Batlló (1904-1906)

Fachada e sacadas

Ângulo do telhado

Poço de iluminação

Salão de acesso ao primeiro andar

Sala de jantar