A época imperial na qual os czares dominavam a Rússia resplandece em nossa memória graças aos luxos das cortes. A Moldávia tem sido, ao longo da história, um dos países mais importantes da recém nascida Comunidade de Estados Independentes (CEI). Esta mistura entre Oriente e Ocidente seja talvez o maior atrativo da Moldávia.
Moldávia limita-se ao norte e ao leste com Ucrânia e ao oeste com Romênia. O território inclui a zona norte de Besarábia e a região sul de Bucovina. A orografia da Moldávia caracteriza-se por ser uma planície muito fértil, interrompida, somente por suaves colinas, especialmente no norte e o centro do país. O principal rio, o Dniéster flui pelo oriente, desembocando no Mar Negro, enquanto o Prut flue pelo oeste, marcando a fronteira natural com Romênia.
A capital do país é Kishinev. Outras cidades importantes são Tiraspol, Beltsy, Bendery e Rabnita. Moldávia ocupa uma superfície total de 43.000 quilômetros quadrados, com uma população aproximada de 4.360.000 habitantes
A criação da Comunidade de Estados Independentes (CEI) em 1991 significou a reorganização tanto geográfica quanto política da antiga União Soviética. A CEI extende-se atualmente ao longo de 22, 100, 900 quilômetros quadrados, dos quais 5, 269, 100 são europeus e o resto asiático.
A CEI européia está separada da asiática pelos Urais, cadeia montanhosa de mais de 2.000 quilômetros quadrados, extendendo-se desde o mar de Kara até a depressão carcásica. O nível de erosão desta cadeia montanhosa é muito avançado, pois sua antigüidade remonta-se em algumas zonas até o Paleolítico. Dividem-se em Polares, Setentrionais nos que encontra-se a montanha mais alta do sistema, a Narodnaja com 1, 895 mt., Centrais e Meridionais. Ao oeste dos Urais encontramos uma enorme planície, cuja origem procede das glaciações quaternárias e que conforma o território natural da Rússia e Ucrânia. Também podemos encontrar outras montanhas nos Cárpatos Orientais, na república ucraniana, cujo pico mais alto é o Goverla com 2.061 metros e, dividindo o Mar de Azov do Mar Cáspio, o Cáucaso.
A bacia fluvial é muito abundante e costuma ser navegável. Habitualmente os diferentes rios comunicam-se através de canais. Os mais importantes são o rio Dniéster, 1.350 quilômetros., o Dinéper, 2.200 quilômetros., o Volga, 3.530 quilômetros., e o Ural com 2.430 quilômetros. Também são abundantes os lagos como o Ladoga com 18.400 quilômetros quadrados, o Onega com 9.610, o Rybins com 4.100 e o Peipus com 3.550 quilômetros.
Dentro da zona européia da Comunidade de Estados Independentes podem-se encontrar diferentes tipos de vegetação e de fauna devido aos diferentes climas que encontram-se na região.
Ao norte, desde o golfo da Finlândia até os Urais, desprega-se a famosa taiga com extensos bosques de pinhos, abetos, lariço, freixos, álamos tremedores e bétulas. As temperaturas são quentes no verão, uns 16 graus centígrados e extremas no inverno com abundantes chuvas, alcançando-se os 15 graus centígrados, a baixo do zero. A fauna desta zona é rica e variada com o urso, o lince, o lobo, a marta, a raposa comum e a cibelina como máximos representantes, junto a um inacreditável ramo de espécies de aves.
Mais para o norte, na zona banhada pelo Glacial Ártico, a taiga deixa passagem à tundra com seus permanentes gelos, onde só podem crescer, quando o verão está no apogeu com uns 6 graus centígrados, musgos, líquens e árvores anãs como bétulas. No inverno as temperaturas extremas que atingem inclusive os 40 graus a baixo do zero, fazem muito difícil a sobrevivência a qual, aliás, conseguem alguns roedores, como o leming, a lebre polar, a raposa cibelina, o glutão, algumas aves e animais domésticos como a rena.
Ao sul da taiga encontramos as Terras Pretas. É a zona mais fértil do país e é considerada como o paiol da Rússia, pois embora os invernos continuem sendo duros, os verões são mais quentes, com frequentes precipitações. É zona de cereais e de espécies erváceas e halófilas. Esta zona contrasta com o sul, onde é necessário a irrigação artificial, para conseguir alguma safra, intensificando-se ainda mais, na beira do Mar Cáspio, onde os terrenos convertem-se em semi-desérticos.
Para desfrutar plenamente com a fauna e a flora da CEI pode-se visitar alguns dos 140 zapoved-niki, parques e reservas de interesse nacional, nascidos no tempo de União Soviética, perante a necessidade de preservar as espécies em extinção, que tinham sobrevivido ao ataque incontrolado dos caçadores.
Os restos arqueológicos encontrados na zona datam do Paleolítico. Desde a pré-história, a Comunidade de Estados independentes, tem sido um terreno habitual de passagem entre oriente e ocidente. tem-se encontrado restos de escitas, sármatas do século VII a.C., godos e hunos no III d.C. e membros de tribos eslavas as quais, no século VII, conseguem fazer-se com o território, que hoje ocupa o centro da Rússia e embora hão-se mantido até nossos dias, tiveram que lutar contra kázaros e vikings, que também obtiveram sua parte de terreno.
Perante a chegada dos vikings, os eslovenos se uniram criando, no século IX, seu próprio domínio desde onde extenderam-se a Kiev, ocupando as atuais Bielorrússia, Ucrânia e parte da Rússia. A Rus do Kiev foi adquirindo cada vez mais poder vencendo aos kázaros, chegando inclusive ameaçar o Império Bizantino. No ano 988, a Rus converte-se ao cristianismo propiciando o acercamento com os estados europeus e a criação de uma autêntica cultura russa herdeira da eslava, do alfabeto cirílico, que segue funcionando em nossos dias e das influências de Bizâncio que decai ostensivamente, à partir do 1054, quando quebram-se as relações entre Roma e o Império Bizantino. Esta ruptura conseguiu que o isolamento fosse maior, potenciando as relações interiores entre Igreja e Estado durante o governo de Yaroslav o Sábio. Após seu falecimento, produz-se uma fragmentação do poder e do território.
Outras cidades tomam o relevo sendo Vladimir a mais importante e, desde onde empreende-se a união do território russo. O príncipe governante em Vladimir, Yuri Dolgoruki, é o fundador de Moscovo no ano de 1156. As lutas entre os russos favoreceu a invasão dos tártaros que instalaram-se em Saraj. Moscovo foi um fiel aliado dos invasores pelo qual conseguiu aumentar o seu poder, além de influir a sua situação geográfica por encontrar-se no centro, onde passavam todas as rotas comerciais com Ásia. Este apoio findou no século XV, quando Moscovo derrota às forças tártaras, anexiona-se Novgorod, deixa de pagar o tributo ao Kam e reconquista os terrenos ocupados pelos lituanos. Uma vez consolidado o território, era necessário consolidar a economia, assim os camponenses tinham que pagar cada vez mais impostos e em troca obtinham leis concedendo-lhes menos direitos, em favor de seus senhores, chegando a converter-se em servos da gleba. Por outra parte, os governantes deixaram de lado à antiga aristocracia para outorgar a propriedade das terras aqueles homems, que não duvidaram em combater junto, acabando assim, com as heranças. Ivan III auto-proclamou-se czar no século XVI, convertendo seu reinado no último bastião ortodoxo do mundo. Seu sucessor Ivan IV, conhecido mundialmente, como O Terrível, consiguiu consolidar o poder autocrático dos czares de maneira indiscutível através de contínuas guerras e de um acoso desumano contra os boiardos, membros da antiga aristocracia. A sua morte, Moscovo encontrava-se sériamente enfraquecida em todos os aspectos.
A sucessão de Ivan o Terrível deu lugar a numerosos conflitos internos não resolvidos até 1613, com a nomeção de Mijail Romanov, cujos descendentes governaram Rússia até 1917. Durante este período os camponenses pioraram ainda mais sua condição, conquistou-se a Sibéria, anexaram-se parte de Ucrânia e Kiev, produziram-se múltiplos conflitos bélicos e religiosos e incrementou-se a abertura para o ocidente da mão de Pedro I o Grande, de uma maneira absolutamente cruel. No interior do país promulgaram-se leis condenando morte àquelas pessoas, que não vestissem roupas ocidentais ou não fizessem suas barbas, e desapropiaram a maior parte dos bens da Igreja ortodoxa. Transladou a capital do estado a uma cidade recentemente criada, São Petersburgo. Com a morte do czar em 1725 chegou o conhecido como reinado das czarinas, que se bem supôs uma volta às tradições, significou também a consolidação da Rússia como potência mundial.
O século XIX inicia-se com a nomeação de Alexandre I, como czar. Foi ele quem conseguiu vencer a invasão das tropas do Napoleão, em 1812, graças ao duro inverno russo. Seus sucessores continuaram com as guerras expansionistas, enquanto no interior, além de um intento por abolir a servidão da gleba de Alexandre II, que morreu assassinado, a situação deteriorava-se cada vez mais. A princípios do século XX segue-se as ondas revolucionárias, que obrigam a Nicolás II outorgar uma constituição, em 1906. Ao explodir a Primeira Guerra Mundial, Rússia alia-se com a Inglaterra e a França desde o primeiro momento, sofrendo a invasão da Polônia pelas tropas alemãs.
Em 1917 inicia-se a Revolução Russa que acabou com o poder dos czares e a transformação do país, na União de Repúblicas Socialistas Soviéticas. Com a morte de Lenim em 1924, a economia sofre um forte atraso, enquanto que o governo passa a mãos da troika, Kamenev, Zinoviev e Stalin. Este último consegue ficar com o poder expulsando os outros dois membros da Troika. Durante este período a economia russa revitaliza-se através de uma forte industrialização, posta em marcha no primeiro plano quinquenal e a estabilização das relações diplomáticas, a culminaram com sua entrada na Sociedade de Nações em 1934. De 1936 a 1938 Stalim realiza uma minuciosa depuração do regime, acabando com qualquer mostra de dissidência, realiza o II plano quinquenal e põe em marcha o III, interrompido pela invasão alemã na Segunda Guerra Mundial, que ao acabar divide o poder político mundial em dois bandos: Estados Unidos e Rússia, iniciando-se a Guerra Fria.
Com a morte de Stalim em 1953 a diplomacia russa adquire uma importância enorme, cujo objetivo é conseguir a coexistência pacífica das potências. Não foi fácil, entre outros incidentes o muro de Berlim, em 1961 e a crise de Cuba, em 1962, estiveram perto de provocar uma guerra que haveria tido efeitos catastróficos. Com a chegada de Brezhnev em 1964 inicia-se uma intensificação de relações, com os países restantes do Leste, seguindo a linha marxista mais pura. A situação mundial tensiona-se cada vez mais, China começa um processo de abertura para o capitalismo, o qual não gosta nada à URSS, a invasão de Afganistão provoca uma séria crise com os Estados Unidos, agravando-se ainda mais com a instalação em 1983 dos primeiros mísseis em solo europeu, para potenciar a política de força comandada pelo Presidente Reagan. Andropov e Chernenko continuam na mesma linha, mas com a chegada ao governo russo de Gorvachov em 1985, tudo começa a mudar.
Os presidentes russo e o norte americano, Gorvachov e Reagan, reunem-se pela primeira vez em Genebra em novembro de 1985. Os frutos percevem-se claramente no interior da União Soviética, produz-se uma clara abertura assim como, uma menor pressão para o resto dos países do Leste; no exterior as relações diplomáticas com ocidente melhoram notavelmente, culminando com a assinatura da eliminação dos euro-mísseis e a retirada das tropas russas do Afganistão. Porém, esta abertura não foi fácil para Gorvachov, múltiplas críticas do setor mais reacionário, movimentos independentistas em diferentes repúblicas e o Golpe de Estado, falido de 1991, que acabou com a proibição do Partido Comunista da União Soviética, afetaram notávelmente, sua credibilidade no interior do país, em favor de Boris Yeltsin, atual presidente russo. Gorvachov demitiu-se no dia 15 dezembro de 1991, criando-se no dia 21 desse mesmo mês a Comunidade de Estados Independentes. A CEI está composta por 11 repúblicas da antiga URSS: Armênia, Azerbayão, Bielorrússia, Kazajstão, Kirguizistão, Moldávia, Rússia, Tadzhikistão, Turkmenistão, Ucrânia e Uzbekistão. Nos acordos de constitução todas elas cederam a Rússia o controle do armamento nuclear estratégico e Bielorrúsia e Ucrânia assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear, comprometendo-se a eliminar as armas nucleares do seu território. A situação da CEI não está ainda claramente definida; com uma economia francamente deteriorada e problemas políticos sérios na Rússia, tudo está ainda no ar.
A arte e a cultura da Comunidade de Estados Independentes está fortemente marcada pelo regime comunista, que manteve unificados os critérios em todo o território (no final deste apartado encontrará uma lista sugestiva de museus, para apreciar a arte da região). Até o desaparecimento da URSS, pode-se diferenciar os seguintes períodos:
Neste período destacam os restos dos escitas e dos gregos que encontram-se, sobretudo, na Península de Crimea.
Partindo do século X a influência bizantina deixa-se sentir em todo o Rus de Kiev e Novgorod. Começa a literatura e a arquitetura propriamente russas. As construções substituem à madeira, como elemento fundamental pela alvenaria. As edificações religiosas seguem o exemplo da Santa Sofia de Constantinopla, de grande tamanho com preciosas cúpulas e fortes pilastras, para sustentar o peso e com uma preferência especial pela verticalidade imposta, acaso, pelo clima, pois as grandes nevadas precisavam eixos verticais para sustentar o peso. Com o passar dos anos tende-se a uma maior simplicidade nas formas. As influências ocidentais misturam-se com as orientais. Aparecem os afrescos, mosaicos e os magníficos íconos que pretendem descobrir o misticismo frente à realidade palpável.
A importância desta cidade durante os séculos do XV ao XVIII fica plasmada na arte da época. Torna-se à madeira, como principal suporte, pois sua utilização procedia tradicionalmente da Rússia Central. As construções realizam-se para deixar constância do poder dos governantes, seguindo as linhas mais tradicionais da arquitetura russa. Uma boa mostra são as igrejas votivas. Percebem-se as influências do Renascimento italiano e do barroco francês.
Com o translado da capital a esta cidade também, o epicentro artístico varia durante o século XVIII. As duas chaves da arquitetura deste período seriam simplicidade e funcionalidade em uma primeira parte, deixando passo após, a morte de Pedro I, à grandiosidade e a decoração abundante com claras influências barrocas e rococós.
Catalina II decide criar a Academia das Artes, na qual os jovens russos com talento podiam desenvolver plenamente sua educação. Os frutos não demoraram em chegar. Pintores do time de Rokotov, Levicki e Briullov, entre outros, sairam dela. Ao longo do XIX a pintura russa consegue sair dos moldes rígidos da Academia e, embora não era fácil, começam desenvolver-se outros temas, como as cenas camponesas de Venecianov. Os intelectuais e artistas unem-se para acabar com o monopólio artístico da Academia criando a Associação de Exposições Itinerantes, que leva a arte no país todo. A este grupo pertencem talentos como os de Perov, Kramskoi, Miasoedov, Savrasov, Dostoievski, e Tolstoi entre outros.
A arte soviética une os critérios artísticos em serviço da funcionalidade. O metrô, uma estação de trem ou uma indústria pode ser uma autêntica obra de arte. Na pintura foram reprimidos no primeiro momento os movimentos abstratos, como o praticado por Maevich, dando passo ao realismo puro de Nesterov, Mashcovou Guerasimov, em pintura ou Merkurov ou Komenkov, em escultura.
A literatura russa é conhecida mundialmente, por autores do time de Pushkin, Godol, Turguéniev ou Benediktov e Tiuchev, em poesia. Especial importância tem tido o realismo de Tolstoi e Dostoievski a finais do século XIX. Já em nosso século Chejov, Bunim e Gorki em romance, Briusov, Ivanov e Block, em poesia, Tremsiov, Zamjatim e Ivanov, em teatro e Evreinov, Stanislavski e Tairov, nas vanguardas. Durante o governo de Stalim houve um sério retrocesso, devido à censura existente que findou com sua morte e pouco a pouco foram aparecendo novas vozes dessidentes, com o sistema soviético, Ehrenburg, Nekrasov, Kazakov e Amalrik entre outros.
A música russa tem tido excelentes compositores em sua história. Balakirev, Cui, Musorgski, Borodim e Korsakov,, como seguidores dos padrões mais tradicionais. Influenciados pelo ocidente destacam Rubinstein, Chaikovski, Rajmaninov e Liapunov. Revolucionários e originais Stravinski, Prokofiev, Kabalievski e Jachaturiam entre outros. Não podemos esquecer a bailarinos tão maravilhosos como Nureyev saidos da escola do Teatro do Bolshoi ou filmes tão importantes para a história do cinema como "O Acoraçado Potenkim".
Os artistas russos que pretendiam sair da norma foram censurados continuamente. Muitos deles decidiram exilar-se a países ocidentais, sobretudo os Estados Unidos, onde podiam desenvolver sem dificuldades o imenso caudal criativo, que levavam no interior. Hoje em dia ressurgem timidamente novos movimentos, embora ainda sem muita força.
Moldávia conta com impressionantes planícies, com uma arquitetura da época dos czares, com mais de um milhão de Jardins e uma variada fauna continental.
Entre os lugares a visitar, há que destacar Kishinev, a capital do país, onde erguem-se preciosas Igrejas. Entre as visitas mais importantes, aconselhamos ir ao Museu, ao Parlamento, à grande Assembléia Constitucional, ao Museu Pushkin, ao Arco da Vitória e à Catedral da Natividade.
Tiraspol, é a segunda cidade em importância do país. Outras povoações de importância são Bendery, Beltsy, Soroki.
A gastronomia da Comunidade de Estados Independentes é realmente maravilhosa, com uma grande variedade de ingredientes e sabores e uma preparação muito cuidada. Atualmente, devido ao grave problema econômico que sofrem os restaurantes, tem problemas para abastecer-se das matérias primas para cozinhar, mas ainda assim, pode-se desfrutar de uma boa comida em um ambiente acolhedor.
A gastronomia da CEI tem sabido misturar o melhor das cozinhas oriental e ocidental. Não costuma oferecer pratos de digestão pesada, nem de sabor picante, mas a mistura de sabores agri-doces é realmente magistral.
Os habitantes da CEI costumam tomar copiosos desjejuns nos que junto ao tradicional mingau de sêmola, kasa e o delicioso iogourte, pode-se encontrar carne, peixe e ovos para beber café, chá e leite. Dependendo do trabalho, a comida principal pode fazer-se no meio dia ou pela noite porém, em qualquer caso, pode considerar-se um autêntico banquete. Para começar, os famosos tira gostos entre os que não faltará o caviar e os blimis, pequenas tortas de milho com arenques em um molho de nata agra. Após, servem as densas sopas, experimente a de beterraba e a de verduras, são deliciosas. Na continuação os pratos fortes. Das carnes pode-se desfrutar do bovino, novilho ou vitela, enquanto que a caça tem uma preparação excelente com molhos maravilhosos de sabores suaves, que compensam perfeitamente o sabor de perdizes ou faisões. Quanto a peixes, o salmão e o esturjão são os mais conhecidos, mas também encontram-se variedades de peixes de água doce de sabor maravilhoso. Como pratos típicos de peixe destacam o recheado, ao mingau ou na gelatina, mas se o pedir grelhado, não ficará defraudado. Como sobremesa pode-se comer queijos como o tvorog, uma espécie de requeijão ou o zelenyisyr, queijo verde muito ardoso, cremosos iogurtes, tortas, mousses ou sorvetes elaborados artesanalmente, que destacam pela sua variedade.
Para acompanhar esta abundante comida costuma-se beber vodka muita fria ou kvas, uma espécie de cerveja doce feita de malta de cevada, centeio e muito açúcar. Também pode-se beber a cerveja local. Como licores destacam o conhaque armênio, a nevoduja, águamel envelhecida com álcool e vodkas de ervas, limão ou anhejos. O café é de boa qualidade e pode tomar-se tipo irlandês, mas no lugar de whisk acrescentam vodka. O chá costuma levar uma colher de marmelada de framboesa, o que lhe dá um sabor muito especial.
Se decide ir jantar a um restaurante é necessário levar em conta o seguinte: deve fazer reserva, para poder desfrutar da mesa o tempo que desejar e ter muita paciência, pois pode esperar bastante tempo, até conseguir sentar-se para desfrutar dos estupendos manjares. Em troca, receberá um excelente serviço enquanto saboreia a comida que estará amenizada, na maioria dos restaurantes, por uma orquestra de qualidade. Lembre-se que costumam fechar às 12 da noite e não esqueça de deixar uma gorjeta de 5 a 10 por cento do total da fatura, se tem ficado plenamente satisfeito. Não é obrigatório mas é habitual.
Se pensa na Comunidade de Estados Independentes e o que comprar lá, certo que vem à cabeça três coisas: vodka, caviar e matrioskas. Efetivamente, em qualquer ponto poderá encontrar estes três produtos. As matrioskas fazem parte do artesanato tradicional do talhado de madeira tão típico do centro da planície européia da CEI. Pintados com alegres cores, entre as que vencem o vermelho e o amarelo, tirar umas de dentro de outras e colocá-las por tamanho é um bom entretenimento para os crianças, além de um formoso adorno para qualquer casa. Se compra caviar, já seja vermelho ou preto, assegure-se da qualidade e lembre que só poderá passar pela alfândega 400 gramas, apresentando as faturas. Quanto a vodka informe-se das marcas, pois no mercado encontra-se desde a melhor qualidade até autênticos "mataratas". Também se oferecem aromatizados com diferentes ervas, limão e inclusive guíndias.
O artesanato da CEI oferece uma mostra realmente impressionante, esplêndidos lacados sobre madeira bem em móveis como mesas e escritórios ou em pequenas caixas de desenhos realmente bonitos, esmaltes de grande qualidade, miniaturas maravilhosas, peças de imemorável vidro ou delicadas porcelanas de acabado perfeito.
Menção a parte valem as balalaikas, instrumentos musicais de forma triangular, os preciosos xadrez de madeira, os xales bordados de alegres cores, os produtos realizados em pasta de papel, entre os que pode-se encontrar broches e cigarreiras e, todos os artigos de pele e couro, abrigos de vison, gorros de raposa ártica, cinturões e sapatos de excelente qualidade. Também pode-se adquirir aromáticos perfumes de embriagadores aromas.
As repúblicas da CEI destacam pela sua maravilhosa joalheria. Pode-se adquirir delicadas figuras de malakita, colares em prata ou em ouro com brilhantes e pedras preciosas, braçaletes de âmbar, broches de selenita e todo tipo de marfim.
A olaria costuma estar adornada nas cores branca e azul, as mais conhecidas são as de Gzel. Também pode-se encontrar livros antigos, discos de música clássica dos melhores compositores russos, selos, gravados e, claro, preciosos íconos. Lmbre que não podem exportar-se obras de arte anteriores a 1975, sem uma permissão especial outorgada pelo Ministério da Cultura.
As compras podem ser feitas em lojas onde paga-se em rublos ou nas Berioska, lojas onde só admite-se moeda estrangeira, as quais estão especializadas em oferecer aos turistas qualquer produto artesanal. Os horários costumam ser os mesmos que no resto da Europa. Alguns comércios costumam abrir aos domingos. Não esqueça de guardar todas as faturas, pois as autoridades alfandegárias podem solicitá-las.
Os habitantes da Comunidade de Estados Independentes são pessoas acolhedoras, hospitleira e risonha. Embora os duros avatares históricos, que tem sofrido, este povo é de caráter nobre e sabe encaixar os maus tragos com um impressionante otimismo.
O clima, tão frio no inverno, tem reforçado o caráter familiar da sociedade. Quando as grandes nevadas fazem muito difícil o trânsito pelas ruas e estradas, os habitantes da Moldávia ficam em casa com as conversações, o rádio e TV, como entretenimentos. A leitura também ocupa um lugar importante em suas preferências, de fato, este povo está considerado, faz tempo, como um povo culto. Porém, as cidades não ficam completamente vazias, sempre há movimento de pessoas enbrulhadas em pesados abrigos e calçado forrado, que vão de um lado para outro e não duvidam um instante em manter uma conversação com um conhecido mesmo no frio. Os lugares de lazer encontram-se lotados de gente, com vontade de passar bem. Com a mudança política a noite tem vida própria. Nesta sociedade acorda-se muito cedo e vai-se para a cama muito tarde, assim é seguro que dormirá muito pouco se decidir seguir o rítmo.
É necessário levar em conta que um turista ou viajante sempre é considerado como uma boa fonte de informação sobre política exterior, costumes alheios e nível de vida. Curiosamente o estrangeiro não é quem mais observa nesta sociedade, a curiosidade é outro componente esencial do caráter deste povo.
Embora sua amabilidade e simpatia, talvez influenciados pelo clima e as transformações políticas, os habitantes da CEI são reservados, não lhe contarão fácilmente sua vida, mas desviarão as perguntas de um modo correto, com uma hábil mudança da conversa. Também tem fama de serem teimosos e é melhor não discutir com eles. As mulheres e os homens estão plenamente equiparados. O regime comunista não admitia diferenças e com a mudança política esta característica tem-se mantido. Os jovens têm um grande senso de humor e é fácil relacionar-se com eles. De fato, "ligar" é um dos alicientes da movida noturna destas cidades, isso sempre de uma maneira sadia e correta. As mulheres neste aspecto também têm-se igualado aos homems.
A difícil situação econômica que atravessa-se tem levado algumas pessoas ao desespero mais absoluto. O álcool tem sido a única resposta a seus problemas, pelo que não é estranho ver a algumas pessoas bêbadas na rua. Lembre que está muito mal visto fotografar-lhes. Também é muito frequente ver longas filas perante os comércios, embora os turistas não as padecem, porque evitam-se as lojas destinadas a eles. Os habitantes da CEI passam muitas horas nelas, mas em vez de desesperar-se, aproveitam para relacionar-se e conversar com outras pessoas. São realmente pacientes.
Também são muito respetuosos com os costumes alheio, mesmo porque desde tempos muito remotos tem convivido com homems e mulheres de diferentes culturas. É importante respeitar as suas: nas igrejas os homems devem tirar chapéus e gorros, as mulheres devem levar cobertos os ombros e nas ortodoxas, as senhoras não podem usar calças. Nos transportes públicos é habitual ceder o assento aos anciãos, crianças e mulheres. Por último lembre que ninguém senta nas escadas, umbrais, cercas e acima de tudo, no céspede.
Se gosta de caminhar, as amplas avenidas e as formosas praças são um marco incomparável para respirar o verdadeiro movimento desta cidades e observar o comportamento dos moradores. Também os espaços verdes oferecem um entorno muito agradável e cuidado onde dar um bonito passeio.
Além do xadrez pode-se desfrutar com esportes como o jogo de bola, basquete, atletismo, ou natação.
Os cafés tem merecida fama. costumam estar decorados com um gosto excelente e na maioria deles, pode-se comer alguma coisa leve, enquanto escuta-se a música mais variada. Os bares também são um centro de reunião habitual para os habitantes.
A primeira celebração importante dos habitantes da Comunidade de Estados Independentes cavalga entre a última noite do ano, que se acava e o primeiro do recém estreiado. Na Noite do Fim do Ano, o dia 31 de Dezembro, igual que na Espanha, reunem-se família e amigos em fartas ceias e alegres bailes. No dia seguinte todos os lares acordam com os risos e a ilusão das crianças. Por fim tem chegado a festividade da Ika, o Ano Novo, denominado assim, porque em todas as praças de todas as cidades, assim como, em todos os endereços particulares, há um lindo abeto (elka) cheio de enfeites e luzes de cores. É o dia dos presentes. O Ded Moroz (Avô Gelo) e Snegurocka (Copo de Neve), deixam os presentes para todos os membros das famílias com especial atenção ás crianças. Conta a lenda que Copo de Neve tinha sido enviada ao bosque, para que fora devorada pelos lobos pela sua malvada madrasta. Seus ruins desejos foram desmanchados pelo Avô Gelo, que salvou à jovem, que desde então mora feliz na sua companhia.
O dia 8 de Março celebra-se o Dia da Mulher Trabalhadora. Neste dia as flores aparecem em todas as ruas e praças em homenagem as mães, esposas, noivas, filhas e amigas, que esse dia são tratadas com todo carinho e colmadas de atenções pelos varões, em reconhecimento a seu trabalho e valor.
O dias 1 e 2 de Maio, os habitantes da CEI saem às ruas para comemorar a Festividade do Trabalho. Igual que em outros muitos países, incluida a Espanha, convocam-se manifestações populares, nas que os trabalhadores são os protagonistas. Esse mesmo mês, no dia 9, celebra-se o Dia da Vitória, com impressionantes desfiles do exército russo que constituem todo um espetáculo. Em outubro, no dia 7, celebra-se o Dia da Constitução. Estas festividades oficiais celebram-se em toda a Comunidade de Estados Independentes. Fecham todas as instituções públicas e também as empresas privadas, indústrias, comércios e bares. Porém, tem trabalho extra os meios de transporte, pois produz-se muito movimento de pessoas que não querem perder os eventos.
Também celebram-se festas próprias de cada república componente da CEI.
As festividades religiosas são muito importantes e existe um amplo ramo delas, pois variam dependendo de cada credo. Por exemplo, os ortodoxos reunem-se para celebrar o Ano Novo no dia 7 de Janeiro, enquanto que os muçulmanos o fazem em meados de agosto e os católicos relembram o nascimento do Cristo nos dias 24 e 25 de Dezembro. Porém, existem muitas mais festividades religiosas, armênios, georgianos e hebreus, entre outros, tem suas próprias celebrações. Cada grupo religioso segue seu calendário, pelo que não é estranho encontrar festividades, durante o ano todo. Todas elas são muito atrativas para pessoas de uma cultura diferente e lembre que é muito importante mostrar um enorme respeito por estas celebrações, as quais despertam em seus fiéis sentimentos muito profundos.
O dia 7 de Novembro celebra-se o Aniversário da Revolução Russa. Os nostálgicos de tempos passados saem à rua para lembrar o triunfo do regime comunista. Nos últimos anos também, manifestaram-se pessoas sem nenhuma ideologia definida, que pedem uma melhora da difícil situação econômica destes países.
Existem vôos desde as principais cidades européias, para as capitais dos países da Comunidade de Estados Independentes.
Se vai conhecer Moldávia através de um tour turístico, fixado por uma agência de viagens, não terá nenhum problema, mas se decide faze-lo de carro, lembre que deve passar antes por uma agência turística, para indagar quais as fronteiras de entrada e saída do país, vai utilizar e qual é o percurso previsto. Não terá problemas para alugar um carro, pois existem empresas de aluguel, tanto no aeroporto, como nos principais hotéis. Lembre que deve fazer a reserva do carro com antecipação.
No interior das cidades não terá nenhum problema para utilizar o transporte público. Os horários vão desde 5.30 horas da manhã até uma da madrugada. Embora os indicadores das estações, percursos e linhas estão escritos em alfabeto cirílico.
Se você prefere utilizar o ônibus, o tranvía ou os trolebuses tenha em conta, que não existe cobrador. Passagens adquirem-se em umas máquinas automáticas, que estão instaladas no interior dos veículos ou comprando um talonário ao motorista, que perfurará um a cada viagem.
Os táxis são de várias cores, pretos, verdes e amarelos, todos eles com uma linha branca e preta nas portas que imita um tabuleiro de xadrez, assim como, uma luz verde no lado direito, por cima do parabrisas. Funcionam 24 horas do dia e, embora a maioria levam taxímetro o certo é que utiliza-se pouco. O habitual é acordar o preço da corrida antes de empreende-la e, costuma-se pagar em dólares. A precária economia das repúblicas da CEI leva alguns taxistas a querer abusar dos turistas pelo que se deve ter cuidado.
Fonte: www.rumbo.com.br