
O homem que revolucionou a indústria editorial no país, fixou-se na
memória e no coração dos brasileiros graças ao conjunto de sua obra literária,
voltada para crianças, jovens e adultos
José Bento Monteiro Lobato foi personagem extremamente popular no Brasil, entre os anos de 1935 e 1948 - enquanto vivo - e a sua popularidade, principalmente como autor de livros infantis, estendeu-se até boa parte da década de 50.
Foi o autor que mais escreveu para crianças em todo o mundo, sendo a sua obra considerada a mais extensa de literatura infantil de que se tem notícia. No período de 1925 a 1950, foram vendidos um milhão e meio de exemplares de seus livros.
Nesse período de aproximadamente 20 anos pelo
menos duas gerações de brasileiros que hoje estão na faixa de 40 a 65 anos,
leram a obra infantil de ML, editada aos milhões de exemplares - levando-se
em consideração a época em que a mídia mais poderosa era o rádio, e não voltada
ao público infantil, não existia televisão e eram poucas as opções de lazer.
Abaixo temos a cronologia de Monteiro Lobato, de acordo com
o livro Monteiro Lobato - A Modernidade do Contra da escritora Marisa Lajolo.
Em 18 de abril de 1882, em Taubaté, estado de São
Paulo, nasce o filho de José Bento Marcondes Lobato e de Olímpia Augusta Monteiro
Lobato. Recebe o nome de José Renato Monteiro Lobato que, por decisão própria,
modifica, mais tarde, para José Bento Monteiro Lobato, desejando usar uma
bengala do pai gravada com as iniciais J.B.M.L.
Juca - assim era chamado - brincava com suas irmãs menores Ester e Judith.
Naquele tempo não havia tantos brinquedos:
eram toscos, feitos de sabugos de milho, chuchus, mamão verde, etc... Adorava
os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé. Sua mãe o alfabetizou,
teve depois um professor particular e aos 7 anos entrou num colégio.
Leu quase tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Em dezembro
de 1896, presta exames em São Paulo no curso preparatório para ingresso na
Faculdade de Direito.
Aos 15 anos perde seu pai, vítima de congestão pulmonar, e aos 16, sua mãe.
No colégio funda vários jornais, escrevendo sob pseudônimo. Aos 18 anos incompletos
entra para a Faculdade de Direito por imposição do avô, pois preferia a Escola
de Belas-Artes.
É anticonvencional por excelência, diz sempre o que pensa, agrade ou não.
Defende a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que
sejam as conseqüências.
Em 1904, diploma-se Bacharel em Direito; em maio de 1907 é nomeado promotor
em Areias, casando-se no ano seguinte com Maria Pureza de Natividade (Dona
Purezinha), com quem teve os filhos Edgar, Guilherme, Marta e Ruth.
Vive no interior, nas cidades pequenas, sempre escrevendo para jornais e revistas.
Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias, do Rio e Fon - Fon, para onde também
manda caricaturas e desenhos. Em 1911 morre seu avô, o Visconde de Tremembé,
e dele herda a fazenda de Buquira, passando de promotor a fazendeiro.
O solo esgotado e as dificuldades com a mão de obra, levam-no a vender a fazenda
em 1917 e a transferir-se para São Paulo. Mas na fazenda escreveu, três anos
antes, Uma velha praga e Urupês, os artigos de jornal em que surgiu Jeca Tatu,
personagem símbolo de sua obra.
Compra a Revista do Brasil e começa a editar seus livros para adultos. O inquérito
sobre o saci-pererê e Urupês iniciam a fila em 1918. Funda sua primeira editora
Monteiro Lobato e Cia., seguida pela Cia. Gráfico-Editora Monteiro Lobato
que liquidou em 1925, transformando-se depois em Companhia Editora Nacional.
Antes de Lobato, os livros do Brasil eram impressos em Portugal; com ele inicia-se,
portanto, o movimento editorial brasileiro.
Entre 1927 e 1931 vive nos Estados Unidos como adido comercial junto ao consulado
brasileiro em Nova Iorque.
De volta dos EUA, engaja-se em campanhas cívicas memoráveis pregando a redenção
do Brasil pela exploração do ferro e do petróleo, numa luta que o deixará
pobre, doente e desgostoso. Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil
que no Brasil não havia petróleo.
Foi perseguido, preso e criticado porque teimava em dizer que no Brasil havia
petróleo e que era necessário explorá-lo para dar ao seu povo um padrão de
vida à altura de suas necessidades.
Desde 1920 dedicou-se à literatura infantil. Com A menina do narizinho arrebitado
deu início à saga do Sítio do Pica-pau Amarelo e seus célebres personagens.
Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura
de Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos.
Dona Benta é a personagem adulta que aceita a imaginação criadora das crianças,
admitindo as novidades que vão modificando o mundo. Tia Nastácia é o adulto
que carrega dentro de si a cultura popular. Narizinho e Pedrinho são as crianças
de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando
suas experiências com o que os mais velhos dizem mas sempre acreditando no
futuro. Como seu criador, Monteiro Lobato...
E assim, o Pó de Pirlimpimpim continuará a transportar crianças do mundo inteiro
ao Sítio do Picapau Amarelo, onde não há horizontes limitados por muros de
concreto e idéias tacanhas.
Em 4 de julho de 1948 perde-se esse grande homem, vítima de derrame, na capital
de São Paulo. Mas o que ele tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem,
estão vivos no coração de cada criança. Viverá sempre, enquanto estiver presente
a palavra inconfundível de Emília.
Monteiro Lobato tem a sua obra de literatura infantil reunida
pela Editora Brasiliense em 17 volumes. A título informativo, observe-se que
o seu primeiro trabalho no gênero, publicado em 1920 em São Paulo, pelas Edições
da Revista do Brasil, com ilustrações de Voltolino, foi seguido por Fábulas
de Narizinho (1921) e Fábulas (1922), livro de leituras para uso das escolas
primárias.
Os 17 tomos são estes: Reinações de Narizinho; Viagem ao
Céu e O Saci; Caçadas de Pedrinho e Hans Staden; História do mundo para crianças;
Memórias da Emília e Peter Pan; Emília no País da Gramática e Aritmética da
Emília; Geografia de Dona Benta; Serões de Dona Benta e História das Invenções;
D. Quixote das Crianças; O Poço do Visconde; Histórias de Tia Nastácia; O
Pica-pau Amarelo e A Reforma da Natureza; O Minotauro; A Chave do tamanho;
Fábulas e Histórias Diversas; Os Doze Trabalhos de Hércules (dois volumes).
Quanto às suas traduções e adaptações (9 volumes, também da Editora
Brasiliense), são as seguintes: Contos de Fadas, Contos de Andersen,
Novos Contos de Andersen, Alice no País das Maravilhas, Alice no País do Espelho,
Contos de Grimm, Novos Contos de Grimm, Robinson Crusoé e Robin Hood.
Fonte: www.monteirolobato.tur.br
A 18 de abril de 1882 em Taubaté, estado de São Paulo, nasce o
filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusta Monteiro Lobato. Recebe
o nome de José Renato Monteiro Lobato, que por decisão própria modifica mais
tarde para José Bento Monteiro Lobato desejando usar uma
bengala do pai gravada com as iniciais J. B. M. L.
Juca era assim chamado brincava com suas irmãs menores Ester e Judite.
Naquele tempo não havia tantos brinquedos; eram toscos, feitos de sabugos
de milho, chuchus, mamão verde, etc...
Adorava os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé.
Sua mãe o alfabetizou, teve depois um professor particular e aos sete anos
entrou num colégio. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa.
Em dezembro de 1896, presta exames em São Paulo, das matérias estudadas em Taubaté.
Aos 15 anos perde seu pai, vítima de congestão pulmonar e aos 16 anos sua mãe. No colégio funda vários jornais, escrevendo sob pseudônimo.
Aos 18 anos entra para a Faculdade de Direito por imposição do avô, pois preferia a Escola de Belas-Artes.
É anticonvencional por excelência, diz sempre o que pensa, agrade ou não. Defende a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que sejam as conseqüências.
Em 1904 diploma-se Bacharel em Direito, em maio de 1907 é nomeado promotor em Areias, casando-se no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade (Purezinha), com quem teve os filhos Edgar, Guilherme, Marta e Rute.
Vive no interior, nas cidades pequenas sempre escrevendo para jornais e revistas, Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias do Rio e Fon-Fon para onde também manda caricaturas e desenhos. Em 1911, morre seu avô, o Visconde de Tremembé, e dele herda a fazenda de Buquira, passando de promotor a fazendeiro.
A geada, as dificuldades, levam-no a vender a fazenda em 1917 e
a transferir-se para São Paulo. Mas na fazenda escreveu Jeca Tatu, símbolo
nacional. Compra a Revista Brasil e começa a editar seus livros para adultos.
Urupês inicia a fila, em 1918.
Surge a primeira editora nacional Monteiro Lobato & Cia, que se liquidou
transformando-se depois em Companhia Editora Nacional sem sua participação.
Antes de Lobato os livros no Brasil eram impressos em Portugal; com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro. Em 1931, volta dos Estados Unidos da América do Norte, pregando a redenção do Brasil pela exploração do ferro e do petróleo.
Começa a luta que o deixará pobre, doente e desgostoso.
Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo.
Foi perseguido, preso e criticado porque teimava em dizer que no Brasil havia petróleo e que era preciso explorá-lo para dar ao seu povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Já em 1921, dedicou-se à literatura infantil. Retorna a ela, desgostoso dos adultos que o perseguem injustamente.
Em 1945, passou a ser editado pela Brasiliense onde publica suas
obras completas, reformulando inclusive diversos livros infantis.
Com Narizinho Arrebitado lança o Sítio do Pica-pau Amarelo e seus célebres
personagens. Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura do Visconde
de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos.
Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação criadora das crianças,
admitindo as novidades que vão modificando o mundo, Tia Nastácia é o adulto
sem cultura, que vê no que é desconhecido o mal, o pecado. Narizinho e Pedrinho
são as crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes,
confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre
acreditando no futuro. E assim, o Pó de Pirlimpimpim continuará a transportar
crianças do mundo inteiro ao Sítio do Pica-pau Amarelo, onde não há horizontes
limitados por muros de concreto e de idéias tacanhas.
Em 4 de julho de 1948, perde-se esse grande homem, vítima de colapso, na Capital
de São Paulo. Mas o que tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem,
está vivo no coração de cada criança.
Viverá sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível "Emília".
Fonte: www.omundomagicodelobato.com