Artigo é a palavra variável que antepomos aos substantivos para determiná-los. Indicando-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número.
| Quanto a classificação o Artigo pode ser: |
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| Definidos |
Os Definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. |
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| Indefinidos |
Os Indefinidos
determinam os substantivos de modo vago, impreciso e geral. |
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| Quanto ao Gênero e ao Número o Artigo pode ser: |
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| Observação: |
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| Isoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de significação. |
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Fonte: www.enaol.com
O artigo definido - the , o, a, os, as, é invariável em gênero e número:
Singular |
Plural |
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| Masculino Feminino Comum Neutro |
the boy , o menino the girl , a menina the pupil , o aluno the table , a mesa |
the boys the girls the pupils the tables |
The fonética e semanticamente, é uma forma reduzida do demonstrativo
- that e conserva ainda esse sentido em algumas expressões, como:
O artigo indefinido - an, a , um, uma, não varia em gênero e
é usado antes de substantivo no singular.
Emprega-se a forma - an antes de som vocálico
An apple , uma maçã; an hour ( h mudo), uma hora.
A forma - a é empregada antes de som consonantal:
A country , um país; a hero , um herói.
OBSERVAÇÕES
1ª Antes de - h aspirado em sílaba átona é comum o
emprego de - an , como
- an hotel , um hotel, an historical fact , um fato histórico.
2ª Usa-se - a e não - an antes de semiconsoantes.
Ex.:
a European country , um país europeu
a ewe , uma ovelha
a oneway street , uma rua de mão única
a university , uma universidade
a window , uma janela < a year, um ano.
The é usado:
a) Antes de substantivos já mencionados ou identificados, no momento,
por quem fala:
I see a boy, a girl, and a dog in that garden. The boy and the girls are sitting
on a bench, and the dog is running , vejo um menino, uma menina e um cão
naquele jardim. o menino e a menina estão sentados em um banco, e o
cão está correndo.
b) Antes de substantivo no singular indicando uma classe ou espécie:
- The dog is a faithful animal , o cão é um animal fiel.
- The lion is the king of beasts , o leão é o rei dos animais.
c) Antes de adjetivo substantivo:
- the beautiful , o belo
- the blind , os cegos
- the English , os ingleses
- the rich , os ricos
d)Antes de substantivo único na espécie:
- the Colosseum , o Coliseu
- the present , o presente
- the past , o passado
- the future , o futuro
- the north , o norte
- the sky , o céu
- the weather , o tempo
OBSERVAÇÃO:
Há exceções, como
the navy , a Marinha
Com alguns coletivos e nomes de instituições, como:
f) Quando o substantivo é acompanhado de um adjetivo, de uma frase ou de uma oração que o torna único:
g) Antes de nomes de medidas:
h) Antes de nomes de moléstias comuns:
OBSERVAÇÃO
Quando o nome é formado com um adjetivo, usa-se o artigo indefinido:
i) Por ênfase:
j) Antes de nomes de mares, rios, oceanos, golfos, estreitos, baías, montanhas (no plural), ilhas (no plural), e países (no plural), como:
l) Antes do nome da cidade Haia: the Hague .
OBSERVAÇÃO
Sem artigo
m) Como distributivo, significando each , cada:
n) Antes de nomes de edifícios, navios, trens e bandeiras:
o) Antes de um aposto:
p) Antes de um superlativo relativo:
q) Por antonomásia:
r) Antes de nomes de instrumentos musicais
s) Antes de certos títulos:
t) Antes de nomes de família:
u) Antes de um substantivo anteposto a um nome próprio que o identifique:
v) Antes dos nomes de hotéis, restaurantes, teatros e cinemas:
x) Antes de nomes de meios de transporte ou de comunicação:
z) Em grande número de expressões
OBSERVAÇÃO
Em the sooner, the better , quanto mais cedo melhor, the more he drinks, the more he wants to drink , quanto mais ele bebe mais quer beber, the é usado adverbialmente.
The é geralmente omitido:
a) Antes de nome próprio não qualificado por adjetivo:
b) Antes de substantivo comum no plural usado em sentido geral, significando uma classe:
c) Antes de substantivos abstratos usados em sentido geral
OBSERVAÇÃO
O artigo não é omitido quando o substantivo é abstrato
e está usado em sentido restrito:
the death of the Emperor , a morte do Imperador.
d) Antes do nome de matéria
e) Antes de certos substantivos, como
f) Antes de nomes de artes, ciências, esportes e jogos, como:
g) Antes dos nomes das estações do ano a omissão é comum:
h) Antes dos nomes de línguas:
OBSERVAÇÃO
O artigo é permitido com - translate from, translation from:
i) Antes dos nomes de festividades:
j) Antes de nomes de refeições:
Mas com referência a uma determinada refeição, o artigo é usado:
l) Antes dos nomes de países (no singular), regiões, cidades e ruas, como:
Excecões:
m) Antes das divisões do dia:
OBSERVAÇÃO:
Contudo, o artigo é usado antes de - in e during:
n) Antes de títulos de nomes próprios:
p) Antes das palavras - man e woman , quando usadas em sentido geral:
q)Antes de superlativos usados predicativamente:
r) Antes de superlativo adverbial:
s) A omissão é comum antes de next e last e depois de: all e both:
t) Antes de substantivo precedido por possessivo:
u) Em enumerações
v) Em inúmeras expressões, como:
Uso do Artigo Indefinido
O artigo indefinido - an ou a é usado:
a) Antes de substantivos que mencionamos pela primeira vez sem identificar:
Omissão do Artigo Indefinido
O artigo indefinido é geralmente omitido:
a) Antes de substantivos abstratos:
b) Antes de título usado por uma pessoa apenas:
c) Antes de substantivos referente a matéria:
d) Antes de substantivo usado adjetivamente e acompanhado de advérbios:
e) Antes das palavras:
What advice you gave me! Que conselho você me deu!
He has picked up useful information on this matter , ele colheu informações
úteis sobre este assunto.
f) Depois de:
the office of, the post of , o cargo de; the rank of , o posto de; the title of , o título de:
g) Depois do verbo - to turn , tornar-se:
h) Antes de nome de refeição:
i) Antes de nome de língua:
1) Quando dois ou mais adjetivos se referem a dois ou mais substantivos, o artigo é repetido para evitar ambigüidade:
Se os adjetivos se referem a um só substantivo, o artigo não é repetido:
2) Se dois ou mais substantivos são considerados em separado, o artigo é repetido:
Mas:
Fonte: www.mundovestibular.com.br
Este trabalho aborda o conceito dos artigos em português sob o ponto de vista da gramática tradicional, diacrônica e sincronicamente. Com base na distinção entre artigo definido e indefinido, enfatizando-se seu valor semântico e seu papel no discurso.
A tradição gramatical brasileira descreve "artigo" como a parte do discurso que indica o gênero, o número, a determinação ou indeterminação de um substantivo. E em função de sua capacidade de generalizar ou particularizar o sentido do nome com que se relaciona, o artigo é classificado em definido e indefinido.
Morfologicamente, o artigo flexiona-se em gênero e número; sob o aspecto sintático funciona como um determinante, já que sempre vem anteposto ao substantivo - toda palavra precedida de artigo passa a ser classificada como substantivo - e com ele forma um sintagma nominal. Exerce, pois, a função de adjunto adnominal e por isso possui um relevante papel semântico que é o de diminuir a extensão e aumentar a compreensão do termo a que se refere.
Sabe-se que, de um modo geral, na produção do discurso, às relações entre as unidades lingüísticas, devem ser considerados o contexto social e os interesses diversos entre os interlocutores em cada situação comunicativa. E nessa perspectiva, o uso do artigo implica vários pressupostos e o seu papel discursivo vai além do prescrito pelas gramáticas.
O artigo não serve somente para distinguir um indivíduo de uma espécie - artigos definidos - ou para indicar uma espécie de substantivos - artigos indefinidos; aqueles se juntam ao substantivo para indicar que se trata de um ser já conhecido do leitor ou ouvinte, seja por ter sido mencionado antes, seja pelas circunstâncias que cercam a enunciação; estes são empregados para mencionar um simples representante de uma dada espécie ao qual não se faz menção anterior, são, portanto, introdutores de uma nova informação no discurso.
Isso pode ser comprovado com os seguintes exemplos:
(a) Pedro levou seu filho ao zoológico. O menino teve medo do leão. (b) Pedro levou seu filho ao zoológico. Um menino teve medo do leão.
A diferença referencial entre (a) e (b) é causada pelo uso em (a) do artigo definido e em (b) do indefinido; "filho" e "menino", no primeiro caso, são a mesma pessoa; no segundo, são duas pessoas distintas.
Diacronicamente, o artigo definido origina-se de uma mudança da noção dêitica do pronome demonstrativo latino ille . Conseqüentemente, aquele possui comportamento semelhante a este , cuja característica mais relevante é indicar a posição de um termo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo ou no espaço em que se realiza a comunicação. Contudo, a sua função de apontar para não se manifesta tão clara e acentuada como nos demonstrativos que apontam localizando . Já, o artigo indefinido origina-se do numeral latino "unus", o qual já desempenhava a função de artigo indefinido no próprio latim clássico.
Após analisar os aspectos de ordem diacrônica, que comprovam a origem pronominal dos artigos, Monteiro (2002:233) apresenta uma série de argumentos favoráveis a uma interpretação sincrônica do artigo como pronome, uma vez que, semanticamente, o artigo se comporta como um pronome, ou seja, retoma um termo já expresso (valor anafórico) e também permite a atualização de seu referente no discurso (valor dêitico).
O prof. Azeredo (2000:40) compartilha dessa posição quando afirma que "os artigos definidos (o, a, os, as) perderam certas tipicidades sintáticas dos pronomes demonstrativos propriamente ditos, mas guardam o valor dêitico e o papel anafórico de sua origem histórica".
Os dêiticos realizam o fenômeno da dêixis (ato de mostrar), identificar o referente. A dêixis diz respeito principalmente às pessoas que participam da interação verbal, ou a lugares e tempos que são localizados a partir da situação de fala.
Segundo Mattoso Câmara (1999:123), o significado dos demonstrativos com os quais o artigo tem em comum a mesma função, que é a de informar o destinatário de que alguma entidade específica ou grupo de entidade está colocado em referência, é o seguinte:
Este: O ... aqui (perto de mim) Esse: O ... aí (perto de ti) Aquele: O ... ali (nem perto de mim nem de ti) O: O ... lá (neutro: em algum lugar do universo do discurso)
Depreende-se, então, que o é um dêitico não marcado em relação à categoria de proximidade, por oposição aos outros demonstrativos, dêiticos marcados. Porém, o artigo definido neutraliza a oposição de localização, fazendo com que o designado seja apresentado na sua universalidade e abstração. Tal comportamento pode ser observado a seguir:
(c) O carro está mal estacionado. (d) Este carro está mal estacionado.
A diferença básica, nesses exemplos, é que (c) só pode ser usado se o carro for conhecido do falante e do ouvinte e já tenha sido citado anteriormente na conversação, enquanto (d) só pode ser empregado se o carro estiver presente na situação de enunciação. Observa-se nitidamente, nesses casos, a distinção entre o artigo definido e o pronome demonstrativo, uma vez que não podem configurar juntos numa mesma seqüência.
A anáfora refere-se a um termo já constante do contexto, isto é, retoma outras passagens de um texto. Consiste em identificar objetos, pessoas, momentos, lugares e ações por alguma referência anteriormente mencionada no discurso. Já a catáfora ocorre quando o item de referência antecipa um signo ainda não expresso no texto.
A função do artigo indefinido é introduzir nominalmente um objeto que não estava no campo comum de atenção dos dialogandos, ou seja, marca a introdução de informações novas, que uma vez inseridas no contexto, passam a ser acompanhadas pelo artigo definido, quando retomadas. Portanto, a noção de anafórico e catafórico está ligada à função de identificação e à de apresentação do referente, exercidas pelo artigo definido e indefinido respectivamente.
Em geral, o artigo indefinido funciona como catafórico isto é, remete à informação seguinte (termo novo no contexto) e o artigo definido funciona como anafórico , ou seja, faz referência a outras passagens do mesmo texto.
Observe-se o exemplo:
(e) "Depois de algum tempo, aproximou-se de nós um desconhecido trajado de modo estranho. O desconhecido tirou do bolso do paletó um pequeno embrulho".
Considerando-se os conceitos ora arrolados, uma abordagem discursiva torna-se necessária, pois na medida em que se estende ao nível textual, cobre a falha dos enfoques tradicionais. E a seguir, passa-se à análise de alguns fragmentos, numa tentativa de comprovar que os artigos ocupam lugar significativo no discurso, e que a identificação de definido ou indefinido vai além da simples convenção de generalizar ou especificar. Os exemplos abaixo revelam alguns dos valores estilísticos que os artigos expressam.
(f) O crime organizado, formado pelos traficantes paulistas, aterrorizou a polícia. (g) O crime organizado, formado por traficantes paulistas, aterrorizou a polícia. (h) Ele é cirurgião plástico, mas não é um Pitanguy. (i) Azeredo não é um professor, é o professor.
Entre (f) e (g), verifica-se a conseqüência da contração do artigo definido com a preposição (pelos x por ). O "crime organizado", em (f), é composto por todos os traficantes de São Paulo; enquanto, em (g), é formado apenas por alguns traficantes paulistas.
No exemplo (h), tem-se o uso do indefinido para apresentar um determinado espécime de uma categoria (cirurgião) como exemplo a ser alcançado. A propaganda de uma marca conhecida de eletrodomésticos serve-se freqüentemente desse recurso. Em (i), observa-se a oposição entre o artigo indefinido e o definido para indicar que alguém é o expoente máximo dentro de uma categoria. Em casos como (h) e (i), questiona-se o emprego de um autêntico artigo ou de um recurso homônimo, ainda não classificado pelos estudiosos da língua, do mesmo modo que na distinção entre o e este já mencionada anteriormente.
A sutileza de muitas modificações de significado transmitida pelos artigos confere a essa classe gramatical uma importância bem maior do que a dedicada a eles pela gramática tradicional, ao enfocar apenas seu aspecto morfossintático.
Não se pode, portanto, estudar o artigo sem levar em conta o locutor, o destinatário e outras condições que contribuem para a determinação do conteúdo de um enunciado: o contexto lingüístico e extralingüístico, o conhecimento, a experiência prévia comum e as pressuposições.
Após estas breves considerações sobre os artigos, defende-se que a gramática deveria abordar não apenas aspectos de ordem morfossintáticos, mas pragmáticos e discursivos da classe categorial em questão.
REFERÊNCIAS
AZEREDO, José Carlos de. (2000). Iniciação à sintaxe do português. 7. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
CÂMARA, Jr., Joaquim Mattoso. (1999). Estrutura da língua portuguesa. 30. ed. Petrópolis: Vozes.
MONTEIRO, José Lemos. (2002). Morfologia portuguesa . 4. ed. rev. e ampl. Campinas: Pontes.
Maria Regina Bogéa Rezende Graduada em Letras pela Universidade Estácio de Sá.
Fonte: www.estacio.br
Artigos são palavras que precedem aos substantivos (ou seja vem antes dos substantivos) para determiná-lo ou indeterminá-lo. Os artigos definidos ( o, a, os, as),de modo geral, indicam seres determinados , conhecidos da pessoa que fala ou escreve.
Os artigos indefinidos ( um, uma , uns, umas ) indicam os seres de modo vago, impreciso.
1. O artigo definido, no singular, pode indicar toda a espécie:
2. É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos:
3. Os nomes próprios podem vir com artigo:
4. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo, outros não:
a Bahia, o Amazonas, Santa Catarina, Goiás, os Andes.
5. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma idéia:
Ele falava com uma segurança que impressionava a todos!
6. O indefinido pode, também, dar idéia de aproximação:
Eu devia ter uns quinze anos, quando isso aconteceu.
7. A palavra todo(a) pode variar do sentido, se vier ou não acompanhada de artigo:
8. Com o numeral ambos (ambas) usa-se o artigo:
Ambas as partes chegaram a um acordo. (ambas = as duas)
1. Com a palavra casa no sentido de residência própria:
Venho da casa do meu amigo.
Estivemos na casa do meu amigo.
Estivemos na cada de parentes.
2. Depois do pronome relativo cujo não se usa artigo:
3. Os provérbios em geral dispensam o artigo:
Observe que, na linguagem jornalística, é comum a omissão dos artigos nas manchetes e títulos de artigos e notícias.
Fonte: pt.wikipedia.org
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