Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Flexão Dos Substantivos Em Gênero - Página 2  Voltar

Flexão do Substantivo em Gênero



Gênero dos Substantivos

O substantivo pode se flexionar nos gêneros masculino ou feminino.

Entretanto, o uso das palavras masculino e feminino provoca confusão entre a categoria gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos.

Para evitar este tipo de confusão, costuma-se definir o gênero como um fato ligado à concordância das palavras em seu relacionamento língüístico: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concordância que estabelece com o artigo o, e não porque se possa pensar num possível comportamento sexual das partículas de poeira.

Só faz sentido relacionar o gênero ao sexo quando se trata de palavras que designam pessoas e animais, como os pares professor/professora ou gato/gata.

Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há palavras que, mesmo pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres do sexo masculino ou feminino. É o caso de criança, palavra do gênero feminino que pode designar seres dos dois sexos.

Assim, no caso dos nomes dos seres vivos, o gênero corresponde, em geral, ao sexo do indivíduo, como em o homem e a mulher, o gato e a gata, o menino e a menina.

Já no caso dos seres inanimados, porém, o gênero é tão-só gramatical, sem qualquer ligação com a idéia de sexo, como em o dia, o pó, o mar, a semana, a terra.

Substantivos biformes

Os substantivos que designam seres humanos ou animais podem apresentar uma forma para o masculino e outra para o feminino. Estes são, por isso, considerados substantivos biformes.

As formas mais comuns de formação do feminino são: flexionando-se o substantivo masculino, como em filho e filha; acrescentando-se ao masculino a desinência-a ou um sufixo feminino, como em autor e autora, e utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente (heteronímia), como em pai e mãe. É o que veremos com mais detalhes a partir de agora...

No caso dos substantivos biformes que apresentam um mesmo radical, a formação do feminino está ligada principalmente à terminação de forma masculina:

A maior parte dos substantivos terminados em -o átono forma o feminino pela substituição desse -o por -a, como em menino/menina, gato/gata, pombo/pomba.

Destaque para as exceções galo/galinha e maestro/maestrina.

A maior parte dos substantivos terminados em consoante forma o feminino pelo acréscimo da desinência -a, como em freguês/freguesa, remador/remadora, deus/deusa, camponês/camponesa, professor/professora e juiz/juíza.

Destaque para as exceções: ator/atriz, czar/czarina e imperador/imperatriz.

Para embaixador, existem duas formas, mas com significados diferentes: embaixatriz (esposa do embaixador) e embaixadora (mulher que ocupa o cargo).

A maior parte dos substantivos terminados em -ão forma o feminino pela substituição de -ão por -ã ou -oa, como em cidadão/cidadã, anfitrião/anfitriã, órfão/órfã, leão/leoa, leitão/leitoa.

Nos aumentativos, a substituição é por -ona: sabichão/sabichona, valentão/valentona.

Destaque para as exceções: sultão/sultana, cão/cadela, ladrão/ladra, perdigão/perdiz e barão/baronesa.

Alguns substantivos ligados a títulos de nobreza, ocupações ou dignidades formam femininos em -esa, -essa, -isa, como em abade/abadessa, cônsul/consulesa, poeta/poetisa, conde/condessa, duque/duquesa, profeta/profetisa, visconde/viscondessa, barão/baronesa e sacerdote/sacerdotisa.

Alguns substantivos terminados em -e formam o feminino com a substituição desse -e por -a, como emmestre/mestra, elefante/elefanta, infante/infanta, monge/monja e parente/parenta.

Alguns substantivos apresentam formações irregulares para o feminino: avô/avó, silfo/sílfide, reu/ré, herói/heroína, rei/rainha e marajá/marani.

Entre os substantivos biformes cujas formas masculinas e femininas apresentam radicais diferentes, merecem destaque os seguintes pares:

- relativos a seres humanos: cavaleiro/amazona, frei/sóror ou soror, padrasto/madrasta, cavalheiro/dama, genro/nora, padrinho/madrinha, compadre/comadre, homem/mulher, pai/mãe, frade/freira, marido/mulher.

- relativos a animais: boi ou touro/vaca, carneiro/ovelha, zangão ou zângão/abelha, bode/cabra, cavalo/égua.

Substantivos comuns-de-dois ou comuns de dois gêneros

Os substantivos comuns-de-dois ou comuns de dois gêneros são os que designam os indivíduos dos dois sexos mantendo a mesma forma. O gênero é indicado pelo artigo ou pelo adjetivo que a tais substantivos se referem:

o acrobata, a acrobata; o agente, a agente; o artista, a artista; o consorte, a consorte;

o herege, a herege; o intérprete, a intérprete; o lojista, a lojista; o mártir, a mártir;

o patriota, a patriota; o viajante, a viajante; o dentista, a dentista;

o jornalista, a jornalista; o suicida, a suicida; o estudante, a estudante;

o cliente, a cliente; o colega, a colega; o indígena, a indígena; o pianista, a pianista;

o gerente, a gerente; o camarada, a camarada; o imigrante, a imigrante;

o mártir, a mártir o fã, a fã; o médium, a médium; o reporter, a repórter.

Substantivos sobrecomuns

Sobrecomuns são os substantivos que têm a mesma forma genérica para o masculino ou feminino, não variando nem mesmo o artigo ou o adjetivo que os acompanham.

Como exemplos temos: o algós, o apóstolo, o carrasco, o cônjuge, a criança, o indivíduo, o monstro, a pessoa, a testemunha, o tipo, o verdugo, a vítima, a pessoa e etc.

Substantivos epicenos ou promíscuos

Os substantivos epicenos ou promíscuos são específicos para designar certos animais e, assim como os sobrecomuns, têm um só gênero, quer se refiram ao macho ou à fêmea.

Exemplos

O jacaré, a cobra, a girafa, a barata, a borboleta, o avestruz, a minhoca, a onça, o sabiá, o tatu, o tigre, a tainha, a palmeira, o crocodilo, o besouro e a baleia.

Esclarecimento sobre sobrecomuns e epicenos

Apesar do gênero dos substantivos sobrecomuns e epicenos ser sempre o mesmo, o sexo do ser a que se referem pode variar. Assim, quando se quer especificar esse sexo, basta construir expressões como "criança do sexo masculino"; "um mamoeiro macho"; "um macho de jacaré"; "uma fêmea de jacaré".

As palavras macho e fêmea podem concordar ou não em gênero com o substantivo a que se referem. Assim, pode-se falar tanto "onça macho" como "onça macha", e "tigre fêmea" ou "tigre fêmeo".

Substantivos de gênero vacilante

Há muitos substantivos cujo emprego, mesmo na língua culta, apresenta oscilação de gênero.

Em muitos casos, pode-se recomendar a adoção de um dos dois gêneros (masculino ou feminino).

Em outros, consideram-se aceitáveis ambos os usos.

Recomenda-se o gênero masculino para

O aneurisma, o apêndice, o champanha, o clã, o dó, o eclipse, o eczema, o guaraná, o magma, o matiz, o plasma, o gengibre, o sanduíche, o soprano, o suéter, o diabetes, o clarinete, o mármore, o formicida, o pijama, o suéter, o herpes, o magazine, o maracujá, o lança-perfume, o pernoite, o púbis, o eclipse, o tapa.

Recomenda-se o gênero feminino para

A agravante, a aguardente, a alface, a bacanal, a couve, a couve-flor, a cal, a cataplasma, a comichão, a derme, a dinamite, a ênfase, a entorse, a gênese, a omoplata, a sentinela, a sucuri, a libido, a pane, a mascote, a entorse, a faringe, a cólera.

Podem ser usados em ambos os gêneros

O aluvião/a aluvião, o tapa/a tapa, o suéter/a suéter, o caudal/a caudal, o personagem/a personagem, o sabiá/a sabiá, o usucapião/a usucapião, o cólera/a cólera, o praça/a praça, o preá/a preá, o trama/a trama.

Gênero e mudança de significado

Há substantivos cuja mudança de gênero acarreta mudança de significado:

O cabeça: chefe, líder / A cabeça: parte do corpo, pessoa muito inteligente.

O capital: conjunto de bens / A capital: cidade onde está a sede do Poder Executivo

O crisma: óleo usado num dos sacramentos religiosos / A crisma: cerimônia religiosa

O cura: sacerdote / A cura: ato ou efeito de curar

O língua: intérprete / A língua: músculo do aparelho digestivo; idioma

O moral: ânimo, brio / A moral: conjunto de valores e regras de comportamento

Atenção!

Em alguns casos, o que ocorre não é flexão de gênero, mas homonímia: trata-se de palavras iguais na forma, mas de origem, gênero e significado diferentes:

O cisma: separação, dissidência / A cisma: preocupação, suspeita

O grama: unidade de massa / A grama: relva, planta rasteira

O lente: professor / A lente: instrumento óptico

Fonte: www.jurisway.org.br

Flexão do substantivo em gênero

Os substantivos em português podem apresentar dois gêneros: masculino e feminino, no entanto, apresentam vários comportamentos com relação à essa categoria. Vejamos quais são as possibilidades na tabela a seguir.

Classificação quanto à flexão de gênero Número com função semântica? Flexionado em gênero? Tem número implícito? Flexão dos determinantes ligados Exemplos
Biformes Sim Sim Não Concordam com a flexão do substantivo que concorda com o contexto. Menino/menina Gato/gata Ministro/ministra
Heterônimos Sim Não Sim Concordam com o gênero implícito. Homem/mulher Touro/vaca Cachorro/cadela
Comuns de dois Sim Não Não Concordam com o contexto. O estudante/a estudante O poeta/a poeta O motorista/a motorista
Sobrecomuns Não Não Sim Concordam com o gênero implícito. A criança A testemunha O cônjuge
Epicenos Não Não Sim Concordam com o gênero implícito. O jacaré macho/o jacaré fêmea A mosca macho/a mosca fêmea
Neutros Não Não Sim Concordam com o gênero implícito. O garfo A faca A colher O prato

Gênero implícito

O gênero implícito é uma solução da língua portuguesa que garante a concordância sintática das frases. Nos substantivos neutros, por exemplo, o gênero não tem função semântica, pois a utensílios como garfo, faca, colher e prato, não se pode atribuir característica semântica de sexo. Apesar dessa impossibilidade, a estrutura gramatical das frases em português exige concordância de gênero entre termos sintáticos, como no caso dos grupamentos artigo + adjetivos + substantivo. Para que isso ocorra, boa parte dos substantivos recebe convencionalmente um gênero implícito. Daí, resulta: o garfo, a faca, o prato e a colher, cada um associado a um gênero, sem que haja razão semântica nessa atribuição.

Formação do gênero implícito

Embora seja possível captar alguns padrões aqui e ali, no geral, a atribuição do gênero implícito dos substantivos é predominantemente aleatória.

Vamos analisar um caso em que a formação do gênero implícito mostra um padrão. Trata-se da herança de gênero. Este caso tem a vantagem de nos permitir exemplificar com substantivos de formação recente.

Observe o gênero implícito associados ao nome de bancos: o Banco do Brasil, o Citibank, o Bradesco, o Itaú, o HSBC. Nesse caso, embora bancos sejam empresas, o gênero implícito dos exemplos é o mesmo do substantivo banco, que mantém com os exemplos uma relação semântica do tipo particular-genérico.

Fonte: www.radames.manosso.nom.br

Flexão dos substantivos Em gênero

Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:

Substantivos biformes

Apresentam duas formas originadas do mesmo radical.

Exemplos

Menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna.

Substantivos heterônimos

Apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero.

Exemplos

Arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra.

Substantivos uniformes

Apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:

Epicenos

Referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando as palavras macho e fêmea, para distinção do sexo do animal.

Exemplos

A onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.

Comuns de dois gêneros

O gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista, a dentista.

Sobrecomuns

Invariáveis no artigo precedente.

Exemplos

A criança, a testemunha, o indivíduo (não existem formas como "crianço", "testemunho", "indivídua", nem "o criança", "o testemunha", "a indivíduo").

Fonte: pt.wikipedia.org

Flexão dos substantivos em Gênero

O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão(variação). A palavra garoto, por exemplo, pode sofrer variações para indicar:

-plural - garotos

-feminino - garota

-aumentativo - garotão

-diminutivo - garotinho

Gênero do substantivo

Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino.

*É masculino o substantivo que admite o artigo "o".

*É feminino o substantivo que admite o artigo "a".

Substantivo BIFORME

Quando o substantivo indica nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino:

-menino(masc.), menina(fem.)

-gato, gata

-peru, perua

-barão, baronesa

-cidadão, cidadã

-homem, mulher

-cavalheiro, dama

Substantivos Uniformes

Há nomes de seres vivos que possuem uma só forma para indicar o sexo masculino e o sexo feminino. Classificam-se em:

Epicenos

São substantivos de um só gênero que indicam nome de certos animais. Para especificar o sexo, são utilizadas as palavras macho ou fêmea:

o crocodilo macho, o crocodilo fêmea

a mosca macho, a mosca fêmea

sobrecomuns - são substantivos de um só gênero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino:

a criança, o indivíduo, a criatura...

A identificação do sexo é feita pelo contexto.

Comum de dois gêneros

São substantivos que possuem uma só forma para o masculino e o feminino, mas permitem a variação do gênero por meio de palavras modificadoras(artigos, adjetivos, pronomes):

o colega, a colega

um estudante, uma estudante

meu fã, minha fã

Fonte: www.geocities.com

Flexão dos Substantivos em gênero

Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:

Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical. Exemplos: menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna.

Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero. Exemplos: arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra.

Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:

Epicenos: referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando a palavras macho e fêmea, para distinção do sexo do animal. Exemplos: a onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.

Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista, a dentista.

Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. Exemplos: a criança, a testemunha, o indivíduo (não existem formas como "crianço", "testemunho", "indivídua", nem "o criança", "o testemunha", "a indivíduo").

Fonte: www.tudosobreconcursos.com

Flexão dos substantivos eM gênero

Diz-se que o substantivo é uma palavra variável, já que apresenta flexões gramaticais.

Flexão de gênero

No português, há dois gêneros: masculino e feminino. Se eles se diferenciarem por meio de permuta de desinência, acréscimo de sufixo ou mudança de radical, os substantivos serão classificados como biformes. Exemplos: menino e menina; poeta e poetisa; homem e mulher.

Se, todavia, não houver mudança alguma no substantivo, ele será considerado uniforme, podendo ser:

a) comum-de-dois: o gênero pode ser determinado por artigo, pronome, numeral ou adjetivo. Exemplos: o dentista, a dentista; meu gerente, minha gerente;

b) sobrecomum: o gênero é único, e até as palavras que acompanham o substantivo são invariáveis. Exemplos: a vítima, uma criança;

c) epiceno: o gênero é determinado pelos adjetivos "macho" ou "fêmea". Exemplos: borboleta macho, jacaré fêmea.

Observação: consoante o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, nomes que designam profissões ou funções que eram tipicamente masculinas são sobrecomuns. Exemplos: Joana é um bom soldado; Maria é ótimo piloto; O sargento Lúcia chegou. Todavia, não se pode ignorar a inegável tendência de tratar tais nomes como comuns-de-dois: a soldado Joana, a sargento Lúcia, a piloto Maria.

Gênero vacilante

Muitas vezes, o gênero prescrito pelas gramáticas normativas não é assimilado pelos utentes do idioma. Vejamos agora duas pequenas listas de palavras que, segundo a norma-padrão, devem ser tratadas como masculinas e femininas.

Masculinas: o dó, o champanha (ou champanhe), o anátema (excomunhão), o caudal, o cataclismo, o diadema, o eclipse, o guaraná, o herpes, o xerox, o milhar,

Femininas: a cal, a alface, a acne, a couve, a mascote, a nuança, a agravante, a echarpe, a entorse, a libido, a própolis, a usucapião, a soja, a pipa, a bacanal.

Observação: as palavras "diabetes" e "personagem" podem ser usadas como masculinas ou femininas.

Mudança de gênero e de sentido

São muitas as palavras que têm o sentido alterado com a flexão de gênero. Observem-se algumas:

O coma (sono mórbido)

A coma (cabeleira)

O cabeça (líder)

A cabeça (parte do corpo)

O criança (pessoa infantil)

A criança (pessoa de pouca idade)

O cólera (doença)

A cólera (ira ou doença)

O guia (cicerone)

A guia (documento ou meio-fio)

O caixa (livro-caixa)

A caixa (recipiente)

O moral (ânimo)

A moral (bons costumes)

Fonte: www.cursoderedacao.com

12

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal