O substantivo pode se flexionar nos gêneros masculino ou feminino.
Entretanto, o uso das palavras masculino e feminino provoca confusão entre a categoria gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos.
Para evitar este tipo de confusão, costuma-se definir o gênero como um fato ligado à concordância das palavras em seu relacionamento língüístico: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concordância que estabelece com o artigo o, e não porque se possa pensar num possível comportamento sexual das partículas de poeira.
Só faz sentido relacionar o gênero ao sexo quando se trata de palavras que designam pessoas e animais, como os pares professor/professora ou gato/gata.
Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há palavras que, mesmo pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres do sexo masculino ou feminino. É o caso de criança, palavra do gênero feminino que pode designar seres dos dois sexos.
Assim, no caso dos nomes dos seres vivos, o gênero corresponde, em geral, ao sexo do indivíduo, como em o homem e a mulher, o gato e a gata, o menino e a menina.
Já no caso dos seres inanimados, porém, o gênero é tão-só gramatical, sem qualquer ligação com a idéia de sexo, como em o dia, o pó, o mar, a semana, a terra.
Os substantivos que designam seres humanos ou animais podem apresentar uma forma para o masculino e outra para o feminino. Estes são, por isso, considerados substantivos biformes.
As formas mais comuns de formação do feminino são: flexionando-se o substantivo masculino, como em filho e filha; acrescentando-se ao masculino a desinência-a ou um sufixo feminino, como em autor e autora, e utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente (heteronímia), como em pai e mãe. É o que veremos com mais detalhes a partir de agora...
No caso dos substantivos biformes que apresentam um mesmo radical, a formação do feminino está ligada principalmente à terminação de forma masculina:
A maior parte dos substantivos terminados em -o átono forma o feminino pela substituição desse -o por -a, como em menino/menina, gato/gata, pombo/pomba.
Destaque para as exceções galo/galinha e maestro/maestrina.
A maior parte dos substantivos terminados em consoante forma o feminino pelo acréscimo da desinência -a, como em freguês/freguesa, remador/remadora, deus/deusa, camponês/camponesa, professor/professora e juiz/juíza.
Destaque para as exceções: ator/atriz, czar/czarina e imperador/imperatriz.
Para embaixador, existem duas formas, mas com significados diferentes: embaixatriz (esposa do embaixador) e embaixadora (mulher que ocupa o cargo).
A maior parte dos substantivos terminados em -ão forma o feminino pela substituição de -ão por -ã ou -oa, como em cidadão/cidadã, anfitrião/anfitriã, órfão/órfã, leão/leoa, leitão/leitoa.
Nos aumentativos, a substituição é por -ona: sabichão/sabichona, valentão/valentona.
Destaque para as exceções: sultão/sultana, cão/cadela, ladrão/ladra, perdigão/perdiz e barão/baronesa.
Alguns substantivos ligados a títulos de nobreza, ocupações ou dignidades formam femininos em -esa, -essa, -isa, como em abade/abadessa, cônsul/consulesa, poeta/poetisa, conde/condessa, duque/duquesa, profeta/profetisa, visconde/viscondessa, barão/baronesa e sacerdote/sacerdotisa.
Alguns substantivos terminados em -e formam o feminino com a substituição desse -e por -a, como emmestre/mestra, elefante/elefanta, infante/infanta, monge/monja e parente/parenta.
Alguns substantivos apresentam formações irregulares para o feminino: avô/avó, silfo/sílfide, reu/ré, herói/heroína, rei/rainha e marajá/marani.
Entre os substantivos biformes cujas formas masculinas e femininas apresentam radicais diferentes, merecem destaque os seguintes pares:
- relativos a seres humanos: cavaleiro/amazona, frei/sóror ou soror, padrasto/madrasta, cavalheiro/dama, genro/nora, padrinho/madrinha, compadre/comadre, homem/mulher, pai/mãe, frade/freira, marido/mulher.
- relativos a animais: boi ou touro/vaca, carneiro/ovelha, zangão ou zângão/abelha, bode/cabra, cavalo/égua.
Os substantivos comuns-de-dois ou comuns de dois gêneros são os que designam os indivíduos dos dois sexos mantendo a mesma forma. O gênero é indicado pelo artigo ou pelo adjetivo que a tais substantivos se referem:
o acrobata, a acrobata; o agente, a agente; o artista, a artista; o consorte, a consorte;
o herege, a herege; o intérprete, a intérprete; o lojista, a lojista; o mártir, a mártir;
o patriota, a patriota; o viajante, a viajante; o dentista, a dentista;
o jornalista, a jornalista; o suicida, a suicida; o estudante, a estudante;
o cliente, a cliente; o colega, a colega; o indígena, a indígena; o pianista, a pianista;
o gerente, a gerente; o camarada, a camarada; o imigrante, a imigrante;
o mártir, a mártir o fã, a fã; o médium, a médium; o reporter, a repórter.
Sobrecomuns são os substantivos que têm a mesma forma genérica para o masculino ou feminino, não variando nem mesmo o artigo ou o adjetivo que os acompanham.
Como exemplos temos: o algós, o apóstolo, o carrasco, o cônjuge, a criança, o indivíduo, o monstro, a pessoa, a testemunha, o tipo, o verdugo, a vítima, a pessoa e etc.
Os substantivos epicenos ou promíscuos são específicos para designar certos animais e, assim como os sobrecomuns, têm um só gênero, quer se refiram ao macho ou à fêmea.
Exemplos
O jacaré, a cobra, a girafa, a barata, a borboleta, o avestruz, a minhoca, a onça, o sabiá, o tatu, o tigre, a tainha, a palmeira, o crocodilo, o besouro e a baleia.
Apesar do gênero dos substantivos sobrecomuns e epicenos ser sempre o mesmo, o sexo do ser a que se referem pode variar. Assim, quando se quer especificar esse sexo, basta construir expressões como "criança do sexo masculino"; "um mamoeiro macho"; "um macho de jacaré"; "uma fêmea de jacaré".
As palavras macho e fêmea podem concordar ou não em gênero com o substantivo a que se referem. Assim, pode-se falar tanto "onça macho" como "onça macha", e "tigre fêmea" ou "tigre fêmeo".
Há muitos substantivos cujo emprego, mesmo na língua culta, apresenta oscilação de gênero.
Em muitos casos, pode-se recomendar a adoção de um dos dois gêneros (masculino ou feminino).
Em outros, consideram-se aceitáveis ambos os usos.
O aneurisma, o apêndice, o champanha, o clã, o dó, o eclipse, o eczema, o guaraná, o magma, o matiz, o plasma, o gengibre, o sanduíche, o soprano, o suéter, o diabetes, o clarinete, o mármore, o formicida, o pijama, o suéter, o herpes, o magazine, o maracujá, o lança-perfume, o pernoite, o púbis, o eclipse, o tapa.
A agravante, a aguardente, a alface, a bacanal, a couve, a couve-flor, a cal, a cataplasma, a comichão, a derme, a dinamite, a ênfase, a entorse, a gênese, a omoplata, a sentinela, a sucuri, a libido, a pane, a mascote, a entorse, a faringe, a cólera.
O aluvião/a aluvião, o tapa/a tapa, o suéter/a suéter, o caudal/a caudal, o personagem/a personagem, o sabiá/a sabiá, o usucapião/a usucapião, o cólera/a cólera, o praça/a praça, o preá/a preá, o trama/a trama.
Há substantivos cuja mudança de gênero acarreta mudança de significado:
O cabeça: chefe, líder / A cabeça: parte do corpo, pessoa muito inteligente.
O capital: conjunto de bens / A capital: cidade onde está a sede do Poder Executivo
O crisma: óleo usado num dos sacramentos religiosos / A crisma: cerimônia religiosa
O cura: sacerdote / A cura: ato ou efeito de curar
O língua: intérprete / A língua: músculo do aparelho digestivo; idioma
O moral: ânimo, brio / A moral: conjunto de valores e regras de comportamento
Em alguns casos, o que ocorre não é flexão de gênero, mas homonímia: trata-se de palavras iguais na forma, mas de origem, gênero e significado diferentes:
O cisma: separação, dissidência / A cisma: preocupação, suspeita
O grama: unidade de massa / A grama: relva, planta rasteira
O lente: professor / A lente: instrumento óptico
Fonte: www.jurisway.org.br
Os substantivos em português podem apresentar dois gêneros: masculino e feminino, no entanto, apresentam vários comportamentos com relação à essa categoria. Vejamos quais são as possibilidades na tabela a seguir.
| Classificação quanto à flexão de gênero | Número com função semântica? | Flexionado em gênero? | Tem número implícito? | Flexão dos determinantes ligados | Exemplos |
|---|---|---|---|---|---|
| Biformes | Sim | Sim | Não | Concordam com a flexão do substantivo que concorda com o contexto. | Menino/menina Gato/gata Ministro/ministra |
| Heterônimos | Sim | Não | Sim | Concordam com o gênero implícito. | Homem/mulher Touro/vaca Cachorro/cadela |
| Comuns de dois | Sim | Não | Não | Concordam com o contexto. | O estudante/a estudante O poeta/a poeta O motorista/a motorista |
| Sobrecomuns | Não | Não | Sim | Concordam com o gênero implícito. | A criança A testemunha O cônjuge |
| Epicenos | Não | Não | Sim | Concordam com o gênero implícito. | O jacaré macho/o jacaré fêmea A mosca macho/a mosca fêmea |
| Neutros | Não | Não | Sim | Concordam com o gênero implícito. | O garfo A faca A colher O prato |
O gênero implícito é uma solução da língua portuguesa que garante a concordância sintática das frases. Nos substantivos neutros, por exemplo, o gênero não tem função semântica, pois a utensílios como garfo, faca, colher e prato, não se pode atribuir característica semântica de sexo. Apesar dessa impossibilidade, a estrutura gramatical das frases em português exige concordância de gênero entre termos sintáticos, como no caso dos grupamentos artigo + adjetivos + substantivo. Para que isso ocorra, boa parte dos substantivos recebe convencionalmente um gênero implícito. Daí, resulta: o garfo, a faca, o prato e a colher, cada um associado a um gênero, sem que haja razão semântica nessa atribuição.
Embora seja possível captar alguns padrões aqui e ali, no geral, a atribuição do gênero implícito dos substantivos é predominantemente aleatória.
Vamos analisar um caso em que a formação do gênero implícito mostra um padrão. Trata-se da herança de gênero. Este caso tem a vantagem de nos permitir exemplificar com substantivos de formação recente.
Observe o gênero implícito associados ao nome de bancos: o Banco do Brasil, o Citibank, o Bradesco, o Itaú, o HSBC. Nesse caso, embora bancos sejam empresas, o gênero implícito dos exemplos é o mesmo do substantivo banco, que mantém com os exemplos uma relação semântica do tipo particular-genérico.
Fonte: www.radames.manosso.nom.br
Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:
Apresentam duas formas originadas do mesmo radical.
Exemplos
Menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna.
Apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero.
Exemplos
Arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra.
Apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:
Referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando as palavras macho e fêmea, para distinção do sexo do animal.
Exemplos
A onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.
O gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista, a dentista.
Invariáveis no artigo precedente.
Exemplos
A criança, a testemunha, o indivíduo (não existem formas como "crianço", "testemunho", "indivídua", nem "o criança", "o testemunha", "a indivíduo").
Fonte: pt.wikipedia.org
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão(variação). A palavra garoto, por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
-plural - garotos
-feminino - garota
-aumentativo - garotão
-diminutivo - garotinho
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino.
*É masculino o substantivo que admite o artigo "o".
*É feminino o substantivo que admite o artigo "a".
Quando o substantivo indica nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino:
-menino(masc.), menina(fem.)
-gato, gata
-peru, perua
-barão, baronesa
-cidadão, cidadã
-homem, mulher
-cavalheiro, dama
Há nomes de seres vivos que possuem uma só forma para indicar o sexo masculino e o sexo feminino. Classificam-se em:
São substantivos de um só gênero que indicam nome de certos animais. Para especificar o sexo, são utilizadas as palavras macho ou fêmea:
o crocodilo macho, o crocodilo fêmea
a mosca macho, a mosca fêmea
sobrecomuns - são substantivos de um só gênero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino:
a criança, o indivíduo, a criatura...
A identificação do sexo é feita pelo contexto.
São substantivos que possuem uma só forma para o masculino e o feminino, mas permitem a variação do gênero por meio de palavras modificadoras(artigos, adjetivos, pronomes):
o colega, a colega
um estudante, uma estudante
meu fã, minha fã
Fonte: www.geocities.com
Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:
Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical. Exemplos: menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna.
Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero. Exemplos: arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra.
Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:
Epicenos: referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando a palavras macho e fêmea, para distinção do sexo do animal. Exemplos: a onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.
Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista, a dentista.
Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. Exemplos: a criança, a testemunha, o indivíduo (não existem formas como "crianço", "testemunho", "indivídua", nem "o criança", "o testemunha", "a indivíduo").
Fonte: www.tudosobreconcursos.com
Diz-se que o substantivo é uma palavra variável, já que apresenta flexões gramaticais.
No português, há dois gêneros: masculino e feminino. Se eles se diferenciarem por meio de permuta de desinência, acréscimo de sufixo ou mudança de radical, os substantivos serão classificados como biformes. Exemplos: menino e menina; poeta e poetisa; homem e mulher.
Se, todavia, não houver mudança alguma no substantivo, ele será considerado uniforme, podendo ser:
a) comum-de-dois: o gênero pode ser determinado por artigo, pronome, numeral ou adjetivo. Exemplos: o dentista, a dentista; meu gerente, minha gerente;
b) sobrecomum: o gênero é único, e até as palavras que acompanham o substantivo são invariáveis. Exemplos: a vítima, uma criança;
c) epiceno: o gênero é determinado pelos adjetivos "macho" ou "fêmea". Exemplos: borboleta macho, jacaré fêmea.
Observação: consoante o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, nomes que designam profissões ou funções que eram tipicamente masculinas são sobrecomuns. Exemplos: Joana é um bom soldado; Maria é ótimo piloto; O sargento Lúcia chegou. Todavia, não se pode ignorar a inegável tendência de tratar tais nomes como comuns-de-dois: a soldado Joana, a sargento Lúcia, a piloto Maria.
Muitas vezes, o gênero prescrito pelas gramáticas normativas não é assimilado pelos utentes do idioma. Vejamos agora duas pequenas listas de palavras que, segundo a norma-padrão, devem ser tratadas como masculinas e femininas.
Masculinas: o dó, o champanha (ou champanhe), o anátema (excomunhão), o caudal, o cataclismo, o diadema, o eclipse, o guaraná, o herpes, o xerox, o milhar,
Femininas: a cal, a alface, a acne, a couve, a mascote, a nuança, a agravante, a echarpe, a entorse, a libido, a própolis, a usucapião, a soja, a pipa, a bacanal.
Observação: as palavras "diabetes" e "personagem" podem ser usadas como masculinas ou femininas.
São muitas as palavras que têm o sentido alterado com a flexão de gênero. Observem-se algumas:
O coma (sono mórbido)
A coma (cabeleira)
O cabeça (líder)
A cabeça (parte do corpo)
O criança (pessoa infantil)
A criança (pessoa de pouca idade)
O cólera (doença)
A cólera (ira ou doença)
O guia (cicerone)
A guia (documento ou meio-fio)
O caixa (livro-caixa)
A caixa (recipiente)
O moral (ânimo)
A moral (bons costumes)
Fonte: www.cursoderedacao.com
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