Em português há duas flexões de número: singular e plural e a maioria dos substantivos é flexionada em número. No entanto, uma parte deles têm comportamento específico quanto ao número. Vejamos na tabela a seguir quais são as possibilidades.
| Classificação quanto à flexão de número | Número com função semântica? | Flexionado em número? | Tem número implícito? | Flexão dos determinantes ligados | Exemplos |
|---|---|---|---|---|---|
| Flexionados | Sim | Sim | Não | Concordam com a flexão do substantivo que concorda com o contexto. | carro/carros jogo/jogos amor/amores |
| Invariáveis de singular implícito | Não | Não | Sim | Concordam com o singular implícito. | Ferro Cobre Caridade Fé Cana Mel |
| Invariáveis de plural implícito | Não | Não | Sim | Concordam com o plural implícito. | Óculos Férias Pêsames Anais |
| Invariáveis sem número implícito | Não | Não | Não | Concordam com o contexto. | O lápis/os lápis O pires/os pires |
Para os substantivos flexionados há diversos padrões de flexão de número, envolvendo morfemas flexivos no final da palavra. Estes padrões se devem a razões fonológicas e evolutivas do idioma que, em alguns casos, deixaram sua marca na ortografia.
| Morfemas de número | Contexto fonológico e ortográfico | Exemplos | |
|---|---|---|---|
| Singular | Plural | ||
| Morfema zero* | /s/ | Final em vogal oral ou /y/ | Casa/casas Pé/pés Rubi/rubis Jato/jatos Urubu/urubus Pai/pais |
| Final em /w/ não grafado com l. | Mau/maus Véu/véus | ||
| Final em vogal nasal não grafada com m. | Artesã/artesãs Pólen/polens Líquen/liquens | ||
| Final em vogal nasal grafada com m. | Álbum/álbuns Nuvem/nuvens | ||
| Algumas palavras com final em /ãw/. | Cidadão/cidadãos | ||
| /w/ | /ys/ | Final em /aw/, /ew/, /ow/ ou /uw/ e grafia com l. | Pombal/pombais Tonel/tonéis Álcool/álcoois |
| /s/ | Oxítonas com final em /iw/ e grafia com l. ** | Fuzil/fuzis | |
| /iw/ | /eys/ | Paroxítonas com final em /iw/ e grafia com l. | Fóssil/fósseis |
| /ãw/ | /õys/ | Algumas palavras com final em /ãw/. | Vagão/vagões |
| /ãys/ | Algumas palavras com final em /ãw/. | Alemão/alemães | |
| /s/ | /zes/ | Final em /s/ e grafia com z. | Cruz/cruzes |
| /zes/ | Oxítonas com final em /s/ e grafia com s. | Gás/gases | |
| /r/ | /res/ | Final em /r/ | Dólar/Dólares |
| * Essa categoria inclui todos os substantivos flexionados em número, menos os que se enquadram nos cinco outros casos citados na tabela. | |||
| ** Existem exceções como: mal/males, cônsul/cônsules. | |||
Alguns substantivos que admitem singular e plural semânticos não são flexionados em número. O número é percebido pelo contexto, graças a indicações presentes em outros elementos do discurso. Estão nessa categoria:
Paroxítonas ou proparoxítonas que terminam em /s/ e são grafadas com s. Ex.: o pires/os pires, o bíceps/os bíceps, o ônibus/os ônibus.
Terminados em /cs/. Ex.: o tórax/os tórax, o ônix/os ônix, a fênix/as fênix.
Alguns substantivos, embora possam ser hipoteticamente flexionados em número se considerarmos apenas as regras fonológicas, não são empregados no plural por razões semânticas. Em geral, são substantivos associados à noções marcadas como incontáveis. Por exemplo:
Substâncias químicas: ferro, cloro, chumbo.
Materiais em granel: arroz, feijão, sal.
Também entram nessa categoria noções que não comportam plural: Hoje, amanhã.
Hoje é um dia especial.
O amanhã a Deus pertence.
Do mesmo modo, alguns substantivos que hipoteticamente admitem singular e plural, são usados apenas no plural por razões semânticas e convencionais. Exemplos: óculos, férias, pêsames.
Fonte: www.radames.manosso.nom.br
Os substantivos apresentam singular e plural.
Os substantivos simples, para formar o plural, substituem a terminação em vogal ou ditongo oral por s; a terminação em ão, por ões, ães, e ãos; as terminações em s, r, e z, por es; terminações em x são invariáveis; terminações em al, el, ol, ul, trocam o l por is, com as seguintes exceções: "mal" (males), "cônsul" (cônsules), "mol" (mols), "gol" (gols); terminação em il, é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono).
Os substantivos compostos flexionam-se da seguinte forma quando ligados por hífen:
se os elementos são ligados por preposição, só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça); se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopéia, só o segundo elemento varia (tico-ticos, pingue-pongues); nos demais casos, somente os elementos originariamente substantivos, adjetivos e numerais variam (couves-flores, guardas-noturnos, amores-perfeitos, bem-amados, ex-alunos).
Fonte: pt.wikipedia.org
Quando o substantivo se flexiona para assumir as formas de singular ou plural, dizemos que ele está se flexionando em número.
O substantivo estará no singular quando referir-se a um único ser ou a um único conjunto de seres, e no plural quando referir-se a mais de um ser ou conjunto de seres.
A característica do plural, em português, é o s final.
Apesar da forma mais comum de formação do plural ser a simples adição da consoante s no final da palavra, alguns substantivos flexionam-se no plural de maneiras diferentes.
As maneiras de se formar o plural variam conforme terminação da palavra no singular.
Nas próximas páginas veremos várias terminações e como o plural é formado.
Se o substantivo for terminado em vogal, ditongo oral ou ditongo nasal -ãe, basta acrescentar a desinência -s, como em:
cajá / cajás, irmã / irmãs, paletó / paletós, urubu / urubus,
pai / pais, céu / céus, boi / bois, asa / asas, casa / casas,
peru / perus, ipê / ipês, herói / heróis, dente / dentes,
cipó / cipós, sofá / sofás, maçã / maçãs, lei / leis,
baú / baús, mãe / mães.
A maioria dos substantivos terminados em -ão forma o plural substituindo essa terminação por -ões. Os aumentativos também segue essa regra. Veja alguns exemplos:
balão / balões, botão / botões, coração / corações, eleição / eleições,
leão / leões, opinião / opiniões, figurão / figurões, sabichão / sabichões,
vozeirão / vozeirões, ancião / anciões, acórdão / acórdãos, bênção / bênçãos.
Os paroxítonos terminados em -ão e alguns poucos oxítonos e monossílabos formam o plural pelo simples acréscimo de -s:
sótão / sótãos, cristão / cristãos, cidadão / cidadãos,
grão / grãos, órgão / órgãos, chão / chãos, órfão / órfãos,
irmão / irmãos, mão / mãos, vão / vãos.
Alguns substantivos terminados em -ão formam o plural substituindo essa terminação por -ães:
alemão / alemães, cão / cães, capelão / capelães,
capitão / capitães, charlatão / charlatães, escrivão / escrivães,
pão / pães, sacristão / sacristães, tabelião / tabeliães.
Em alguns casos, há mais do que uma forma aceitável para esses plurais. Mesmo nesses casos, a tendência da língua portuguesa atual do Brasil é utilizar a forma de plural em -ões. Veja alguns exemplos:
ancião - anciões, anciães, anciãos
guardião - guardiões, guardiães
ermitão - ermitões, ermitães, ermitãos
verão - verões, verãos
anão - anãos, anões
vilão - vilões, vilãos
castelão - castelãos, castelões
charlatão - charlatões, charlatães
cirurgião - cirurgiões, cirurgiães
corrimão - corrimões, corrimãos
aldeão - aldeões, aldeãos, aldeães
alazão - alazões, alazães
faisão - faisões, faisães
fuão - fuãos, fuões
hortelão - hortelãos, hortelões
peão - peões e peães
sacristão - sacristãos, sacristães
sultão - sultãos, sultões, sultães
vulcão - vulcãos, vulcões
Os substantivos terminados em -al, -el, -ol e ul formam o plural pela transformação do
l dessas terminações em -is:
canal / canais, jograu / jograis, varal / varais,
papel / papéis, coronel / coronéis, real / reais,
lençol / lençóis, farol / faróis, pombal / pombais,
mel / méis, túnel / túneis, anzol / anzóis,
sol / sóis, álcool / álcoois.
Exceções: mal / males, cônsul / cônsules, gol / gols (forma consagrada pelo uso, apesar de estranha aos mecanismos da língua portuguesa)
Substantivos terminados em -m trocam o -m por -ns:
álbum / álbuns, armazém / armazéns, atum / atuns,
dom / dons, item / itens, fórum / fóruns, nuvem / nuvens,
pajem / pajens, garçom / garçons, som / sons, bem / bens,
médium / médiuns, fim / fins, homem / homens,
jardim / jardins, refém / reféns, totem / totens.
Substantivos terminados em -r e -z formam o plural com acréscimo de -es:
colher / colheres, ureter / ureteres, dólar / dólares,
faquir / faquires, abajur / abajures, clamor / clamores,
cruz / cruzes, raiz / raizes, noz / nozes, acúcar / acúcares,
altar / altares, mar / mares, rapaz / rapazes, hambúrguer / hambúrgueres.
Obs: As palavras caráter, júnior, sênior e sóror formam o plural com o deslocamento do acento tônico: caracteres, juniores, seniores e sorores.
Os substantivos terminados em -s formam o plural com acréscimo de -es, quando monossílabos e oxítonos:
gás / gases, mês / meses, rês / reses, país / paises,
deus / deuses, ás / ases, adeus / adeuses,
português / portugueses, freguês / fregueses, lilás / lilases,
avelós / aveloses, revés / reveses.
Os substantivos terminados em -s, quando paroxítonos ou proparoxítonos, são invariáveis, o que faz com que a indicação de número passe a depender de um artigo ou outro determinante:
o pires / os pires, o atlas / os atlas, o oásis / os oásis,
o ourives / os ourives, o alferes / os alferes, o bíceps / os bíceps,
o miosótis / os miosótis, a íris / as íris, o lótus / os lótus,
o ônus / os ônus, o vírus / os vírus, o ônibus / os ônibus,
o herpes / os herpes, um lápis / dois lápis.
No caso do substantivo tênis, verifica-se na linguagem informal uma tendência a usá-lo sempre com artigo no singular: o tênis, em vez de os tênis.
Os substantivos oxítonos terminados em -il trocam o -l pelo -s; os paroxítonos trocam essa terminação por -eis:
barril / barris, fóssil / fósseis, ardil / ardis,
projétil / projéteis, funil / funis,
réptil / répteis, fuzil / fuzis.
Os substantivos terminados em -n formam plural pelo acréscimo de -s ou -es:
abdômen- abdomens ou abdômenes,
hífen - hifens ou hífenes,
gérmen - germens ou gérmenes,
líquen - liquens ou líquenes,
cânon - cânones,
espécimen - espécimens ou especímenes.
Os substantivos terminados em -x são invariáveis; a indicação de número depende da concordância com algum determinante:
a fênix / as fênix, o tórax / os tórax, o ônix / os ônix,
um clímax / alguns clímax, o pneumotórax / os pneumotórax,
uma xerox / duas xerox, um telex / dois telex.
Existem alguns substantivos terminados em -x que apresentam formas variantes terminadas em -ce; nesses casos, deve-se utilizar a forma plural da variante:
o cálix ou cálice / os cálices,
o códex ou códice / os códices,
o córtex ou córtice / os córtices,
o índex ou índice / os índices.
Nos diminutivos formados pelo acréscimo do sufixo -zinho (mais raramente -zito), a formação do plural deve ser feita tanto na terminação do substantivo primitivo (com posterior supressão do -s) como na do sufixo:
balãozinho / balõezinhos, papelzinho / papeizinhos,
colarzinho / colarezinhos, pãozinho / pãezinhos,
anzolzinho / anzoizinhos, florzinha / florezinhas.
No caso de diminutivos formados a partir de substantivos terminados em -r, há acentuada tendência na língua atual do Brasil para limitar-se o plural à terminação de forma derivada:
colarzinho/colarzinhos,
florzinha/florzinhas,
mulherzinha/mulherzinhas.
Entretanto, essa forma de plural é repudiada pela norma culta.
Formação do Plural dos Substantivos Compostos
Como norma geral, flexionamos, nos substantivos compostos, os elementos que são substantivos e os que são adjetivos; os demais ficam invariáveis.
abelha-mestra/abelhas-mestras, couve-flor/couves-flores,
cirurgião-dentista/cirurgiões-dentistas, aluno-mestre/alunos-mestres,
banho-maria/banhos-marias, mestre-escola/mestres-escolas,
tenente-coronel/tenentes-coronéis, traquéia-artéria/traquéias-artérias
amor-perfeito/amores-perfeitos, capitão-mor/capitães-mores,
cajá-mirim/cajás-mirins, cachorro-quente/cachorros-quentes,
guarda-civil/guardas-civis, guarda-noturno/guardas-noturnos,
obra-prima/obras-primas, sabiá-piranga/sabiás-pirangas,
água-forte/águas-fortes, água-furtada/águas-furtadas,
altar-mor/altares-mores
alto-relevo/altos-relevos, baixo-relevo/baixos-relevos,
boa-vida/boas-vidas, curta-metragem/curtas-metragens,
pública-forma/públicas-formas, má-língua/más-línguas,
gentil-homem/gentis-homens...
terça-feira/terças-feiras, quinta-feira/quintas-feiras...
Grão e grã, adjetivos, ficam invariáveis: os grão-mestres, as grã-cruzes, os grã-finos, os grão-duques...
Varia apenas o segundo elemento, quando houver:
a) elementos unidos sem hífen: os pontapés, os girassóis, os vaivéns, as autopeças...
b) verbo + substantivo: os guarda-roupas, os guarda-louças, os beija-flores...
c) elemento invariável + palavra variável: as sempre-vivas, as ave-marias, os vice-reis, os alto-falantes, os auto-serviços, as auto-sugestões, as auto-escolas, os abaixo-assinados, caça-níqueis, arranha-céus, vira-latas...
d) palavras repetidas: os quero-queros, os tico-ticos, os reco-recos, os ruge-ruges, os pingue-pongues, os tique-taques, os pisca-piscas, os quebra-quebras...
Quando se trata de verbo repetido, também se julga a flexão de ambos os elementos: piscas-piscas, ruges-ruges, luzes-luzes, etc.
a) quando ocorre substantivo + de + substantivo: os pés-de-moleque, os pães-de-ló, as quedas-d"água, os paus-d"arco, as mãos-de-obra, os sinais-da-cruz, os autos-de-fé, as câmaras-de-ar, as orelhas-de-pau, palmas-de-santa-rita...
b) quando o segundo elemento limita ou determina o primeiro: os pombos-correio, as canetas-tinteiro, os navios-escola, os peixes-boi, as frutas-pão, os paus-brasil, os cafés-concerto, os guardas-marinha, os papeis-moeda, os salários-família, os peixes-espada, as mangas-rosa, as bananas-maça, os cajás-manga...
Entretanto, nesse último caso em que o segundo elemento limita ou determina o primeiro, a tendência moderna é a de pluralizar os dois elementos, formando os pombos-correios, as canetas-tinteiros, os navios-escolas, os peixes-bois, as frutas-pães, os cafés-concertos, os guardas-marinhas, os papeis-moedas, os salários-famílias, os peixes-espadas, as mangas-rosas, as bananas-maças, os cajás-mangas...
a) verbo + advérbio: os bota-fora, os pisa-mansinho, os ganha-perde, os leva-e-traz, os morde-e-assopra... b) verbo + substantivo plural: os troca-tintas, os saca-rolhas, os guarda-vidas...
o louva-a-deus / os louva-a-deus, o diz-que-diz / os diz-que-diz,
o bem-te-vi / os bens-te-vis, o bem-me-quer / os bens-me-queres,
o joão-ninguém / os joões-ninguém, o fora-da-lei / os fora-da-lei,
o ponto-e-vírgula / os pontos-e-vírgulas...
Quando o primeiro elemento é a palavra guarda, há um meio prático de saber se guarda é verbo ou substantivo: se o segundo elemento for substantivo, guarda será verbo; se o segundo elemento for adjetivo, guarda será substantivo.
guarda-roupa/guarda-roupas
guarda-comida/guarda-comidas
guarda-chuva/guarda-chuvas
guarda-louça/guarda-louças
guarda-pó/guarda-pós
guarda-noturno/guardas-noturnos
guarda-civil/guardas-civis
guarda-mor/guardas-mores
guarda-florestal/guardas-florestais
Os nomes próprios, quando designam vários indivíduos com o mesmo nome ou empregados figuradamente, admitem o plural como os nomes comuns. Veja alguns exemplos:
"A poesia vulgar, mormente na pátria dos Junqueiras, dos Álvares de Azevedo, os Cassimiros de Abreu e dos Gonçalves Dias, é um pecado publicá-las." (Camilo Castelo Branco)
"Estas angústias que às vezes me laceram as víceras, devo-as à peçonha dos Mascarenhas." (Camilo Castelo Branco)
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos como na língua original, acrescentando-se-lhes um s (exceto quando terminam em s ou z). Exemplos: os shorts, os dancings, os shows, os deficits, os superavits, os habitats, os ex-libris, os jazz.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as regras de nossa língua. Exemplos: os clubes, os chopes, os jipes, os times, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os cicerones, o réquiem, os réquiens, o álibi, os álibis, etc.
Substantivos que só se empregam no plural:
alvíssaras, exéquias, matinas, anais (história),
cãs, endoenças, fastos (anais),
férias (tempo de descanso), víveres, manes.
bem (virtude, felicidade) -------------- bens (propriedades)
cobre (metal) -------------- cobres (dinheiro)
copa (ramagem) -------------- copas (naipe de cartas)
corte (residência real) ------------- cortes (parlamento)
costa (litoral) -------------- costas (dorso)
féria (dia semanal, salário) ------------ férias (tempo de descanso)
haver (crédito) ------------- haveres (bens)
honorário (honorífico) ------------- honorários (remuneração)
humanidade (gênero humano) ------- humanidades (letras clássicas)
letra (cada um dos caracteres do abecedário) ---- letras (literatura)
liberdade (livre escolha) ------------- liberdades (regalias; intimidades forçadas)
meninice (infância) ------------- meninices (infantilidades)
ouro (metal) ------------- ouros (naipes de cartas)
vencimento (fim da vigência de um contrato) ----- vencimentos (salário)
caroço / caroços; corcovo / corcovos; coro / coros;
corpo / corpos; corvo / corvos; despojo / despojos;
destroço / destroços; esforço / esforços; fogo / fogos;
forno / fornos; imposto / impostos; jogo / jogos;
miolo / miolos; olho / olhos; osso / ossos;
poço / poços; porco / porcos; posto / postos;
povo / povos; reforço / reforços; rogo / rogos;
socorro / socorros; tijolo / tijolos; ovo / ovos;
acordo / acordos; adorno / adornos; almoço / almoços;
arroto / arrotos; boda / bodas; bolo / bolos;
choro / choros; colosso / colossos; conforto / confortos;
contorno / contornos; dorso / dorsos; encosto / encostos;
endosso / endossos; engodo / engodos; esboço / esboços;
esgoto / esgotos; esposo / esposos; estojo / estojos;
ferrolho / ferrolhos; globo / globos; gosto / gostos;
gozo / gozos; repolho / repolhos; rolo / rolos;
soro / soros; toldo / toldos / ; torno / tornos;
transtorno / transtornos;
Fonte: www.jurisway.org.br
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão(variação). A palavra garoto, por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
-plural - garotos
-feminino - garota
-aumentativo - garotão
-diminutivo - garotinho
O substantivo pode estar no singular ou no plural.
Formação do plural
*Regra geral: acrescenta-se o "s".
*Substantivos terminados em r, z: acrescenta-se es.
*Substantivos terminados em al, el, ol, ul: troca-se o l por is.
*Substantivos terminados em il: os oxítonos: troca-se o il po is; paroxítonos: troca-se il por eis.
*Substantivos terminados em m: traca-se o m por ns.
*Substantivos terminados em s: monossílabos e oxítonos: acrescenta-se es; não oxítonos ficam invariáveis.
*Substantivos terminados em x: ficam invariáveis.
*Substantivos terminados em ão. Há três formas de plural: ãos, ães, ões.
*Substantivos não separados por hífen, acrescenta-se s no final.
*Substantivos separados por hífen: variam os dois elementos ou um elemento conforme o caso.
-Os dois elementos vão para o plural com: substantivo + substantivo, substantivo + adjetivo, adjetivo + substantivo, numeral + substantivo.
-Apenas o primeiro vai para o plural: se o segundo elemento limitar a idéia do primeiro(Ex.:pombo-correio; banana-maça) e se os elementos forem ligados por preposição.
-Apenas o segundo elemento vai para o plural: se o primeiro elemento for verbo ou palavra invariável(advérbio, preposição).
Fonte: www.geocities.com
Os substantivos apresentam singular e plural.
Os substantivos simples, para formar o plural, substituem a terminação em vogal ou ditongo oral por s; a terminação em ão, por ões, ães, e ãos; as terminações em s, r, e z, por es; terminações em x são invariáveis; terminações em al, el, ol, ul, trocam o l por is, com as seguintes exceções: "mal" (males), "cônsul" (cônsules), "mol" (mols), "gol" (gols); terminação em il, é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono).
Os substantivos compostos flexionam-se da seguinte forma quando ligados por hífen:
se os elementos são ligados por preposição, só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça);
se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopéia, só o segundo elemento varia (tico-ticos, pingue-pongues);
nos demais casos, somente os elementos originariamente substantivos, adjetivos e numerais variam (couves-flores, guardas-noturnos, amores-perfeitos, bem-amados, ex-alunos).
Fonte: www.tudosobreconcursos.com
Diz-se que o substantivo é uma palavra variável, já que apresenta flexões gramaticais.
Quanto ao número, o substantivo pode ser singular ou plural. A melhor maneira de apreender as normas que regem a formação do plural é ler com regularidade, já que, por meio da leitura, internalizamos as regras a seguir:
Casa - casas, troféu - troféus, pele - peles. Regra: acrescenta-se "s".
Palavras terminadas em "ão" têm três formas possíveis: "ões", "ães" e "ões". Exemplos: balão - balões, dramalhão - dramalhões, cartão - cartões; capelão - capelães, tabelião - tabeliães, capelão - capelães, charlatão - charlatães; cidadão - cidadãos, cristão - cristãos, acórdão - acórdãos.
Observações: 1) todos os aumentativos fazem plural em "ões"; 2) algumas palavras terminadas em "ão" admitem mais de um plural. Exemplos: ermitão (ermitões, ermitães, ermitãos), ancião (anciões, anciães, anciãos), aldeão (aldeões, aldeães, aldeãos), verão (verões, verãos), anão (anões, anãos); 3) todas as paroxítonas terminadas em "ão" fazem plural em "ãos" (órfãos, acórdãos, etc.).
Mártir - mártires, gravidez - gravidezes, hambúrguer - hambúrgueres, nariz - narizes. Regra: acrescenta-se "es".
Observação: no plural de algumas palavras terminadas em "r", ocorre o deslocamento da sílaba tônica: caráter - caracteres, júnior - juniores, sênior - seniores.
Hífen - hifens (ou hífenes), espécimen - espécimens (ou especímenes), pólen - polens, item - itens, homem - homens. Regra: plural terminado em "ns" e, em alguns casos, em "nes".
Anel - anéis, paul - pauis, jogral - jograis, anzol - anzóis. Regra: troca-se o "l" por "is".
Observação: observem-se estas palavras, que fogem à regra: gol - gols, cônsul - cônsules, mel - meles (ou méis), real (moeda antiga) - réis.
Funil - funis, réptil - répteis, canil - canis, projétil - projéteis. Regra: troca-se "l" por "s", se a palavra for oxítona; "il" por "eis", se ela não for oxítona.
Mês - meses, ananás - ananases, atlas - atlas, ônibus - ônibus. Regra: acrescenta-se "es" se a palavra for oxítona ou monossílaba; permanece invariável a palavra paroxítona ou proparoxítona.
Observação: "xis" e "cais" são invariáveis.
Xerox - xerox, fax - fax, tórax - tórax. Regra: são invariáveis.
Obedecem às mesmas regras de plural a que se subordinam os substantivos comuns. Exemplos: Maurícios, Túlios, Jonas, Césares, Maias, Catarinos. No caso de sobrenomes compostos com conectivo, há duas regras: 1) se o conectivo for uma conjunção ("e", por exemplo), o último elemento variará (os Cruz e Sousas, os Moreira e Silvas); 2) se o conectivo for uma preposição ("de", por exemplo), o primeiro elemento variará (os Pereiras da Silva, os Macedos de Albuquerque).
Observação: é inegável a tendência moderna de se deixarem invariáveis nomes próprios e sobrenomes, o que nos deve fazer encarar com mais flexibilidade tal prescrição.
As gramáticas tradicionais apregoam que o plural dos estrangeirismos não aportuguesados deve ser o mesmo que o das línguas de origem. Exemplos: blitz (alemão) - blitze, walkman (inglês) - walkmen, pizza (italiano) - pizze, campus (latim) - campi. Não se pode ignorar, todavia, que os usuários da língua raramente observam tal norma.
Passatempo - passatempos, vaivém - vaivéns, malmequer - malmequeres. Regras: as mesmas que regem os substantivos simples.
Cachorro-quente - cachorros-quentes, segunda-feira - segundas-feiras, padre-nosso - padres-nossos, gentil-homem - gentis-homens, abaixo-assinado - abaixo-assinados, beija-flor - beija-flores, ave-maria - ave-marias, joão-ninguém - joões-ninguém, conta-gotas - conta-gotas. Regra: observa-se cada elemento isoladamente e pluralizam-se os pluralizáveis. Não variam: advérbios (como "abaixo"), verbos (como "beija"), interjeições (como "ave"), palavras já no plural (como "gotas") e outros vocábulos invariáveis ("mim", "ninguém", etc.).
1) O verbo variará em três casos: se fizer parte de uma onomatopéia (bem-te-vis); se vier repetido (piscas-piscas); ou se estiver no infinitivo (bem-me-queres).
2) Se o substantivo é composto de dois substantivos, a regra tradicional reza que o segundo não varia se determinar o tipo, finalidade ou semelhança do primeiro. Exemplos: peixes-espada, saias-balão, canetas-tinteiro. Não obstante, a norma culta também tem acolhido, mesmo nesses casos, a flexão das duas formas: peixes-espadas, saias-balões, canetas-tinteiros.
3) Em compostos onomatopéicos ou formados por palavras repetidas (desde que não sejam verbos, caso em que os dois se flexionam), só o último elemento varia: reco-recos, pingue-pongues, tique-taques.
4) A palavras "guarda" pode ser substantivo ou verbo, sendo variável no primeiro caso e invariável no segundo: guarda-noturno - guardas-noturnos, guarda-roupa, guarda-roupas.
5) Alguns substantivos têm mais de um plural registrado: fruta-pão (frutas-pão ou frutas-pães); guarda-marinha (guardas-marinhas ou guardas-marinha); salvo-conduto (salvo-condutos ou salvos-condutos); padre-nosso (padres-nossos ou padre-nossos); terra-nova (terras-novas ou terra-novas); xeque-mate (xeques-mates ou xeques-mate); chá-mate (chás-mates ou chás-mate).
Pé-de-moleque - pés-de-moleque, bem-te-vi - bem-te-vis. Regra: se o segundo elemento for preposição, o primeiro variará; não sendo, o terceiro variará.
1) palavras como "diz-que-diz", "louva-a-deus" e "comigo-ninguém-pode" são invariáveis por motivo de eufonia;
2) alguns substantivos iniciados por preposição têm, na verdade, o primeiro elemento subentendido: os sem-terra (trabalhadores sem terra), os sem-vergonha (homens sem vergonha). Assim, são invariáveis.
Fonte: www.cursoderedacao.com