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Verbo



Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação, indicando o momento que ela ocorre, é o verbo. Uma ação ocorrida num determinado tempo também pode constituir-se num fenômeno da natureza expresso por um verbo.

Verbo é a palavra que expressa ação, estado e fenômeno da natureza situados no tempo.

Conjugações do Verbo

Na língua portuguesa, três vogais antecedem o "r" na formação do infinitivo: a-e-i. Essas vogais caracterizam a conjugação do verbo. Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a primeira conjugação(terminados em ar), a segunda conjugação(terminados em er) e a terceira conjugação(terminados em ir).

Flexão do Verbo

O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e terminações.

Exemplo:

radical: escrev

terminações: o, es, e, emos, eis, em.

As terminações do verbo variam para indicar a pessoa, o número, o tempo, o modo.

Tempo e Modo do Verbo

O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos tempos:

presente - Ele anuncia o fim da chuva.

passado - Ele anunciou o fim da chuva.

futuro - Ele anunciará o fim da chuva.

Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode indicar:

fato certo - Ele partirá amanhã.

fato duvidoso - Se ele partisse amanhã...

ordem - Não partas amanhã.

As indicações de certeza, dúvida e ordem são determinadas pelos modos verbais. São portanto três modos verbais: Indicativo(fato certo), Subjuntivo(fato duvidoso), Imperativo(ordem).

Vozes do Verbo

Voz é a maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito. São três as vozes verbais:

Ativa - o sujeito é o agente da ação, ou seja, é ele quem pratica a ação. Ex.: Ele quebrou o copo.

Passiva - o sujeito é paciente, isto é, sofre a ação expressa pelo verbo. Ex.: O copo foi quebrado por ele.

Reflexiva - o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal, isto é, pratica e sofre a ação expressa pelo verbo. Ex.: O garoto cortou-se.

Fonte: www.geocities.com

VERBO

Conceito do Verbo

"Palavra variável, de conteúdo nocional, que indica um processo, quer se trate de ação, de estado, de mudança de estado, ou de um fenômeno". (Apontamentos de uma aula do Prof. Delson Gonçalves Ferreira, em 1959 - Curso Champagnat.)

O verbo caracteriza- se, em oposição aos nomes, pelo valor dinâmico de sua significação, expressando realidades situadas no tempo.

Essa idéia temporal traduzida pelo verbo pode assumir o caráter:

a) de TEMPO

É a situação da ocorrência do processo em relação ao momento em que se fala, como atual ou presente; anterior ou passada; posterior ou futura.

Nota - passada é igual a pretérita.

b) de ASPECTO

É o que diz respeito à duração do processo (visto como instantâneo: caio; ou durativo: estou lendo) ou à perspectiva pela qual o falante o considera (em um início incoativo: anoitece; em seu curso e inconcluso - imperfeito: chovia, em seu fim, já concluso - sem perfeito: choveu, presentes, a iniciar- se - inceptivo: vou falar; concluso, mas permanente em seus efeitos - permansivo: sei, repetido - freqüentativo ou interativo: saltitar).

Como se pode ver, o aspecto verbal, em português, é traduzido ou pelo próprio semantema do verbo ou por sufixos, ou por verbo auxiliar de locução verbal.

Caracterização quanto ao critério morfológico:

O verbo é a classe de palavras mais rica em flexões, que são:

a) DE MODO

É a propriedade de o verbo designar a atitude mental do falante em face do processo que enuncia. Os modos são:

b) DE TEMPO

O tempo verbal é a localização da ocorrência do processo em relação ao momento em que se fala.

São três os tempos:

Somente o pretérito e o futuro são divisíveis.

Existem tempos simples, compostos, primitivos e derivados. 

c) DE NÚMERO

1) O verbo apresenta desinências que, simultaneamente, indicam número singular e plural.

Ainda podemos dizer que indica a quantidade de seres envolvidos no processo verbal.

2) DE PESSOA:

A flexão de pessoa indica as pessoas do discurso, são elas:

a) 1ª pessoa é a que fala, também chamada de falante, emissor. Eu e nós. Eu estudei, nós trabalhamos.

b) 2ª pessoa é a que com quem se fala ou ouvinte ou receptor. Tu e vós. Tu estudaste, vós trabalhastes.

c) 3ª pessoa é a de quem ou que se fala ou o assunto e corresponde aos pronomes pessoais ele, ela, no singular, eles e elas, no plural. Ele trabalhou, eles trabalharam.

d) DE VOZ

"É a forma em que se apresenta o verbo para indicar a relação entre ele e o seu sujeito". (P. Mattoso Câmara Jr. D. F. G., S. V. Voz)

Existe flexão de voz?

Não.

Voz não é flexão, porque não se usam desinências para se ter a voz ativa, a passiva e a reflexiva.

Voz é apenas um aspecto verbal. É a forma que o verbo assume para exprimir sua relação com o sujeito.

Veja que a importância da morfologia é a que estuda o verbo com relação à voz.

O verbo pode ser:

a) ativo

b) passivo

c) reflexivo

a) VOZ ATIVA

Quando o sujeito pratica ação verbal. Ou, o verbo de uma oração está na voz ativa quando a ação é evidentemente praticada pelo sujeito.

Exemplos:

João comprou os cadernos.

Pedro brincou na praia.

Nós falamos de futebol.

Nas orações, os verbos comprou, brincou e falamos, indicam ações praticadas pelos respectivos sujeitos: João, Pedro e nós.

b) VOZ PASSIVA

Quando o sujeito recebe a ação verbal. O agente da passiva (regido de preposição por, de ou a) pratica a ação verbal.

A voz passiva pode ser apresentada sob duas formas:

1 - Com o verbo auxiliar - voz passiva analítica.

A casa foi destruída pelo fogo.

O caçador foi morto pelo leão.

A casa e o caçador funcionam como sujeito na voz passiva.

O sujeito não pratica a ação, mas sofre a ação.

Podemos dizer ainda que o sujeito não pratica e sim, recebe a ação verbal.

2 - A voz passiva com o pronome (se) apassivador - voz passiva pronominal ou voz passiva sintética.

Exemplo:

Comprou- se o livro (= O livro foi comprado).

Leu- se o livro (= O livro foi lido).

c) VOZ REFLEXIVA

Quando o sujeito pratica e recebe a ação verbal, simultaneamente.

Na voz reflexiva, a ação é, - (simultaneamente, ao mesmo tempo) - praticada e recebida pelo sujeito que, por isso, é chamada de AGENTE e ou PACIENTE.

Exemplos:

Ele se queixa.

João feriu- se.

Ele se machucou.

Eu me arrependi.

NOTA: Tem força PASSIVA os verbos ativos, quando, estando no infinitivo, funcionam como complemento de certos adjetivos.

Exemplos:

"Osso duro de roer" é o mesmo que:

"Osso duro de ser roído".de roer - é complemento nominal de duro.

"Estrada difícil de passar" eqüivale a:

"Estrada difícil de ser passada".de passar - é complemento nominal de difícil.

Fonte: www.brazilianportugues.com

VERBO

Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado.

Classificação

Os verbos admitem vários tipos de classificação, que englobam aspectos tanto semânticos quanto morfológicos.

Podem ser divididos da seguinte forma:

Quanto à semântica

Verbos transitivos

Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo um ou mais objetos na ação. Podem ser transitivos diretos se precedem diretamente o objeto, ou indiretos, se exigem uma preposição antes do objeto.

Exemplos

Verbos intransitivos

Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, mas que não afetam outros indivíduos.

Exemplos

Verbos de ligação

São os verbos que, em vez de ações, designam situações. Servem para ligar o sujeito ao predicativo.

Exemplos

Verbos impessoais

São verbos que designam ações involuntárias. Geralmente, mas nem sempre, designam fenômenos meteorológicos e, portanto, não têm sujeito nem objeto na oração.

Exemplos

Quanto à conjugação

Verbos da primeira conjugação

São os verbos cuja vogal temática é a:

Verbos da segunda conjugação

São os verbos cuja vogal temática é e:

O verbo anômalo pôr (único com o tema em o), com seus compostos, também é considerado da segunda conjugação devido à sua forma antiga (poer).

Verbos da terceira conjugação

São os verbos cuja vogal temática é i:

Quanto à morfologia

Verbos regulares

Flexionam sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem.

Exemplos

Verbos irregulares

Sofrem algumas modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem.

Exemplos

Verbos anômalos

São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação.

Exemplos

ir, ser, ter ("eu vou", "ele foi"; "eu sou", "tu és", "ele tinha", "eu tivesse", e não "eu io", "ele iu", "eu sejo", "tu sês", "ele tia", "eu tesse"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo).

Verbos defectivos

São verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas.

Exemplos

Verbos abundantes

São verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação.

Exemplos

Flexão

Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:

Número

Singular e plural.

Pessoa

Primeira (transmissor), segunda (receptor), terceira (mensagem).

Modo

Indicativo, conjuntivo ou subjuntivo, imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).

Tempo

Presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.

Verbos em outros idiomas

As línguas românicas, como o português, são algumas das que mais possuem flexões de verbos. Todas elas, bem como o latim, têm flexões em todos os tempos, modos e pessoas. O português, entretanto, tem a peculiaridade de ter um infinitivo pessoal e um infinitivo impessoal.

Nas línguas germânicas, quase sempre o infinitivo é representado por uma preposição: "to" em inglês ou "att" em sueco. Sem a preposição, o verbo representa o imperativo. O tempo futuro é sempre representado por um verbo auxiliar. Não há flexão de modo.

Em finlandês o verbo dispensa o pronome, tendo apenas a flexão.

Nas línguas escandinavas não há flexão de pessoa, a mesma forma verbal de um tempo vale para todas as pessoas.

Em japonês e coreano os verbos são palavras invariáveis. O tempo e o modo são representados por advérbios, e a pessoa é representada por pronomes.

Em húngaro e em alemão existem as flexões de tempo e de aspecto. Há apenas um tempo presente e passado simples e o aspecto é designado por prefixos. Vale notar que um mesmo prefixo pode ter significados diferentes dependendo do verbo. A flexão de aspecto designa a circunstância em que se passa a ação.

Em latim o verbo se flexiona em tempo (presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), pessoa e voz (ativa e passiva). Há quatro formas nominais: o infinitivo, o gerúndio, o particípio e o supino. As três primeiras têm tempo presente, passado e futuro. O supino é invariável.

Em mandarim a forma interrogativa dos verbos é formada por uma estrutura gramatical formada pelo verbo, a palavra "bù" (?) e o verbo repetido. Sem a repetição do verbo, essa palavra significa "não".

Fonte: pt.wikipedia.org

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