Palavra variável (pessoa, tempo, número e modo) que exprime uma ação, um estado, um fenômeno.
a) O policial prendeu o assassino. b) Maria foi atropelada pelo veículo. c) O assassino estava doente. d) No Nordeste quase não chove.
a) O policial praticou uma ação; b) Maria sofreu uma ação; c) O assassino encontrava-se num certo estado; d) Quase não ocorre um dado fenômeno da natureza no Nordeste.
Infinitivo em AR - verbos de primeira conjugação (cantar, amar, procurar, etc.) Infinitivo em ER - verbos de segunda conjugação (correr, bater, ceder, etc.) Infinitivo em IR - verbos de terceira conjugação (ir, possuir, agir, etc.)
O verbo possui uma base comum de significação que é chamada de RADICAL.
A esse radical se junta, em cada forma verbal, uma TERMINAÇÃO, da qual participa pelo menos um dos seguintes elementos:
Vogal temática ( -a- , -e-, -i- , respectivamente para verbos de 1ª, 2ª e 3ª conjugação)
Exemplos
canta (ausência de sufixo), cant-a-va, cant-a-ra
Desinência número-pessoal - identifica a pessoa e o número:
canta (ausência de desinência), cant-a-va-s (2ª pessoa singular), cant-á-ra- mos (1ª pessoa plural)
Todo o mecanismo da formação dos tempos simples repousa na combinação harmônica desses elementos flexivos com um determinado radical verbal. Muitas vezes, falta um deles, como, por exemplo:
VOGAL TEMÁTICA, no presente do subjuntivo e, em decorrência, nas formas do imperativo dele derivadas:
Exemplos
DESINÊNCIA TEMPORAL, no presente e no pretérito perfeito do indicativo, bem como nas formas do imperativo derivadas do presente do indicativo:
canto, cantas, canta, etc.; cantei, cantaste, cantou, etc.; canta (tu), cantai (vós);
a) na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo (canta);
b) na 1ª e na 3ª pessoa do singular do imperfeito (cantava), do mais-que-perfeito (cantara) e do futuro do pretérito (cantaria) do indicativo;
c) na 1ª e na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo (cante), do imperfeito do subjuntivo (cantasse) e do futuro do subjuntivo (cantar);
d) na 1ª e na 3ª pessoa do infinitivo pessoal (cantar).
O verbo apresenta variações de número, pessoa, modo, tempo e voz.
O verbo admite dois números: singular (quando se refere a uma só pessoa ou coisa) e plural (quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa).
1ª pessoa singular: eu falo 1ª pessoa plural: nós falamos
2ª pessoa singular: tu falas 2ª pessoa plural: vós falais
3ª pessoa singular: ele fala 3ª pessoa plural: eles falam
Os modos indicam as diferentes atitudes da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia e são três:
Apresenta o fato como sendo real, certo, positivo.
Exemplo: Voltei ao colégio.
Apresenta o fato como sendo uma possibilidade, uma dúvida, um desejo.
Exemplo: Se tivesse voltado ao colégio, teria encontrado o livro.
Apresenta o fato como objeto de uma ordem, conselho, exortação ou súplica.
Exemplo: Volta ao colégio.
São chamadas formas nominais, porque podem desempenhar as funções próprias dos nomes (substantivos, adjetivos ou advérbio) e caracterizam-se por não indicarem nem o tempo nem o modo.
São elas: o INFINITIVO, o GERÚNDIO e o PARTICÍPIO.
"Navegar é preciso Viver não é preciso" (Fernando Pessoa)
Os verbos navegar e viver ocupam a função de um sujeito gramatical e por isso equivalem a um substantivo.
Quando tem sujeito: É preciso vencermos esta etapa (sujeito: nós)
Quando não tem sujeito: Viver é aproveitar cada momento. (não há sujeito)
Exprime um fato em desenvolvimento e exerce funções próprias do advérbio e do adjetivo:
O menino estava chorando. (função de adjetivo)
Pensando, encontra-se uma solução. (função de advérbio)
Terminado o ano letivo, os alunos viajaram.
Terminados os estudos, os alunos viajaram.
O tempo verbal indica o momento em que acontece o fato expresso pelo verbo.
São três os tempos básicos: presente, passado (pretérito) e futuro, que designam, respectivamente, um fato ocorrido no momento em que se fala, antes do momento em que se fala e que poderá ocorrer após o momento em que se fala.
O presente é indivisível, mas o pretérito e o futuro subdividem-se no modo indicativo e no subjuntivo.
Presente : estudo
Pretérito Imperfeito: estudava Pretérito Perfeito simples: estudei Pretérito Perfeito composto: tenho estudado Pretérito Mais-que-perfeito simples: estudara Pretérito Mais-que-perfeito composto: tinha (ou havia) estudado
Futuro do presente simples: estudarei Futuro do presente composto: terei (ou haverei) estudado Futuro do pretérito simples: estudaria Futuro do pretérito composto: teria (ou haveria) estudado
Presente: estude
Pretérito Imperfeito: estudasse Pretérito Perfeito composto: tenha (ou haja) estudado Pretérito mais-que-perfeito: tivesse (ou houvesse) estudado
Futuro simples: estudar Futuro composto: tiver (ou houver) estudado
Presente: estuda (tu)
Quanto à formação dos tempos, estes dividem-se em primitivos e derivados.
a) presente do indicativo b) pretérito perfeito do indicativo c) infinitivo impessoal
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação)
| 1ª conjugação |
2ª conjugação |
3ª conjugação |
Des. temporal |
Des. temporal |
Desinência pessoal |
| 1ª conj. |
2ª/3ª conj. |
||||
| CANTAR | VENDER | PARTIR | |||
| cant E | vend A | part A | E | A | Ø |
| cant Es | vend AS | part As | E | A | s |
| cant E | vend A | part A | E | A | Ø |
| cant Emos | vend Amos | part Amos | E | A | mos |
| cant Eis | vend Ais | part Ais | E | A | is |
| cant Em | vend Am | part Am | E | A | m |
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o S final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo.
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente Indicativo |
Imperativo Afirmativo |
Presente Subjuntivo |
Imperativo Negativo |
| cant o | - | cant e | - |
| cant as (- s) > | cant a | cant es > | não cant es |
| cant a | cant e | < cant e > | não cant e |
| cant amos | cant emos | < cant emos > | não cant emos |
| cant ais (-s) > | cant ai | cant eis > | não cant eis |
| cant am | cant em | < cant em > | não cant em |
Para formar o pretérito mais-que-perfeito do indicativo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -RA mais a desinência de número e pessoa correspondente.
Outros gramáticos, como por exemplo Napoleão Mendes de Almeida, afirmam que este tempo origina-se da terceira pessoa do pretérito perfeito (cantaram/venderam/partiram), mediante a supressão do m final e acréscimo da desinência de número e pessoa.
1ª conjugação |
2ª conjugação |
3ª conjugação |
Des. temporal |
Desinência pessoal |
| 1ª /2ª e 3ª conj. | ||||
| CANTAR | VENDER | PARTIR | ||
| canta RA | vende RA | parti RA | RA | Ø |
| canta RAs | vende RAs | parti RAs | RA | s |
| canta RA | vende RA | parti RA | RA | Ø |
| cantá RAmos | vendê RAmos | partí RAmos | RA | mos |
| cantá REis | vendê REis | partí REis | RE | is |
| canta RAm | vende RAm | parti RAm | RA | m |
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número e pessoa correspondente.
Outros gramáticos afirmam que este tempo origina-se da terceira pessoa do pretérito perfeito (cantaram/venderam/partiram) mediante a supressão do -ram final e acréscimo da desinência modo-temporal -SSE e da desinência de número e pessoa.
| 1ª conjugação | 2ª conjugação | 3ª conjugação | Des. temporal | Desinência pessoal |
| 1ª /2ª e 3ª conj. | ||||
| CANTAR | VENDER | PARTIR | ||
| canta SSE | vende SSE | parti SSE | SSE | Ø |
| canta SSEs | vende SSEs | parti SSEs | SSE | s |
| canta SSE | vende SSE | parti SSE | SSE | Ø |
| cantá SSEmos | vendê SSEmos | partí SSEmos | SSE | mos |
| cantá SSEis | vendê SSEis | partí SSEis | SSE | is |
| canta SSEM | vende SSEm | parti SSEm | SSE | m |
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa correspondente.
Outros gramáticos afirmam que este tempo origina-se da terceira pessoa do pretérito perfeito (cantaram/venderam/partiram) mediante a supressão do -am final e acréscimo da desinência de número e pessoa.
1ª conjugação |
2ª conjugação |
3ª conjugação |
Des. temporal |
Desinência pessoal |
| 1ª /2ª e 3ª conj. | ||||
| CANTAR | VENDER | PARTIR | ||
| canta R | vende R | parti R | R | Ø |
| canta Res | vende Res | parti Res | R | es |
| canta R | vende R | parti R | R | Ø |
| canta Rmos | vende Rmos | parti Rmos | R | mos |
| canta Rdes | vende Rdes | parti Rdes | R | des |
| canta Rem | vende Rem | parti Rem | R | em |
Ao contrário de outros autores, Napoleão Mendes de Almeida faz a seguinte menção quanto à origem do futuro do subjuntivo:
" Sempre que tivermos dúvidas sobre a conjugação do futuro do subjuntivo, bastar-nos-á verificar a 3ª p.p. do pretérito perfeito. Se formos confrontar o futuro do subjuntivo com o infinitivo pessoal, notaremos haver igualdade de forma para muitos verbos, não dando o mesmo para uns tantos outros. Fazer, por exemplo, conjuga-se no infinitivo pessoal: fazer, fazeres, fazer, fazermos, fazerdes, fazerem; mas no futuro do subjuntivo veremos as formas: quando eu fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem, porquanto este tempo se origina da 3ª p.p. do pretérito perfeito do indicativo.