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Pronome



Podemos considerar os pronomes como uma classe de substitutos, pela característica que apresentam de, na maioria dos casos, poderem ser comutados por sintagmas substantivos. O sistema de pronomes do português é rico e complexo.

Flexões dos pronomes

Os pronomes são flexionados em pessoa, gênero, número, e caso, embora o sistema pronominal seja defectivo, como se observa no quadro de pronomes, onde existem lacunas que correspondem à ausência de algumas possibilidades de flexão. A flexão em gênero, por exemplo só existe para alguns pronomes de terceira pessoa. Muitas flexões apresentam a mesma forma que outras próximas no quadro.

A flexão de caso, em português, está presente apenas nos pronomes, que comportam três casos: reto, oblíquo OD e oblíquo SSp.

Reto

O caso reto é empregado quando o pronome desempenha função de Sujeito da Frase.

Oblíquo OD

O caso oblíquo OD é usado quando o pronome funciona como Objeto direto na Frase.

Oblíquo SSp

O caso oblíquo SSp, por sua vez, é usado em função de sintagma Substantivo preposicionado. Uma especialização do caso oblíquo SSp são os pronomes reflexivos. O oblíquo reflexivo é usado quando o pronome ocupa função de Objeto indireto e, além disso, o Sujeito e o Objeto indireto da Frase denotam o mesmo referente.

Terceira pessoa em função de segunda

Uma característica marcante do nosso sistema pronominal é a possibilidade de, em certos casos, se usar uma flexão de pessoa com valor de outra. O caso mais notável dessa peculiaridade ocorre quando nos dirigimos à quem se fala (segunda pessoa do discurso) usando pronomes de terceira pessoa. Nesse caso, o verbo também pode vir flexionado em terceira pessoa.

Observe os exemplos:

O pronome da Frase um está flexionado em segunda pessoa e o pronome da Frase dois, está em terceira pessoa. No entanto, as frases se equivalem já que por meio de ambas, nos dirigimos ao receptor, ou seja, à segunda pessoa do discurso.

O uso de flexões de terceira pessoa em lugar de segunda explica-se historicamente. Os pronomes de tratamento eram formas cerimoniais de se dirigir às autoridades. Pela etiqueta da época, não se considerava apropriado dirigir-se à autoridade diretamente, usando pronomes de segunda pessoa. Os pronomes de tratamento, na verdade, citavam a pessoa a quem se fala de uma forma indireta, referindo-se à seus atributos.

Por exemplo: Em vez de dizer:

dizia-se:

A forma de tratamento vossa mercê evoluiu para o pronome atual você. Essa maneira de se dirigir à quem se fala em terceira pessoa se consolidou na língua portuguesa e hoje não se limita aos pronomes de tratamento e às situações formais. Temos no português contemporâneo, regras que definem como usar flexões pronominais de terceira pessoa em função de segunda. Vamos conhecer essas regras a seguir.

Reto

Frases com o pronome tu podem ser comutadas com correspondentes que usem pronomes de tratamento.

Por exemplo

Observe que o verbo concorda com a pessoa do pronome.

Oblíquo SSp átono

Frases com o pronome te podem ser comutadas por correspondentes que usem lhe ou a + pronome de tratamento.

Exemplos

Oblíquo SSp tônico

Frases com o pronome ti são comutáveis por correspondentes que apresentem o pronome lhe ou pronomes de tratamento.

Exemplos

Observe que lhe substitui preposição + pronome tônico.

Com + pronome

Frases com a forma contigo podem ser permutadas com correspondentes que usem consigo ou com + pronome de tratamento.

Exemplos

Não existem formas de segunda pessoa para oblíquo OD átono, oblíquo SSp átono reflexivo, oblíquo SSp tônico reflexivo, e pronomes de tratamento logo, não há como fazer permuta com formas de terceira pessoa nesses casos.

No caso dos pronomes lhe e consigo, somente pelo contexto podemos discernir se estão sendo usados em função de segunda ou terceira pessoa.

Embora os pronomes de tratamento sejam de terceira pessoa, seu uso ocorre praticamente só em função de segunda.

Fonte: www.trabalhonota10.com

PRONOME

Pronome é a classe de palavras que substitui uma frase nominal. Inclui palavras como ela, eles e algo. Os pronomes são reconhecidos como uma parte do discurso distinta das demais desde épocas antigas. Essencialmente, um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa), com pouco ou nenhum sentido próprio, que funciona como um sintagma nominal completo.

O pronome é a palavra que acompanha ou substitui o substantivo, relacionando-o com uma das pessoas do discurso.

Quando um pronome substitui o substantivo ele é chamado de pronome substantivo.

Os pronomes classificam-se em vários tipos. Os pronomes pessoais apontam para algum participante da situação de fala: eu, você, nós, ela, eles. Os pronomes demonstrativos apontam no espaço ou no tempo, como este em "Este é um bom livro". Os pronomes interrogativos fazem perguntas, como quem em "Quem está aí?". Os pronomes indefinidos, como alguém ou alguma coisa, preenchem um espaço numa frase sem fornecer muito significado específico, como em "Você precisa de alguma coisa?". Os pronomes relativos introduzem orações relativas, como o que em "Os estudantes que tiraram a roupa durante a cerimônia de formatura estão encrencados". Finalmente, um pronome reflexivo como si mesmo e um pronome recíproco como um (a)o outro referem-se a outros sintagmas nominais presentes na sentença de maneiras específicas, como em "Ela amaldiçoou a si mesma" e "Eles estão elogiando muito um ao outro, ultimamente".

Como regra geral, um pronome não pode tomar um modificador, mas há umas poucas exceções: pobre de mim, coitado dele, alguém que entenda do assunto, alguma coisa interessante.

Pronomes possessivos

São aqueles que se referem às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.

Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor.

Exemplos:

Pronomes indefinidos

São aqueles que se referem a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo indeterminado.

Variáveis

Todo, toda, um, uma, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito, muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer.

Pronomes Definidos

João comeu a maçã a pronome definido
joão comeu uma maçã uma

pronome indefinido

Invariáveis

Estes pronomes não sofrem nenhuma alteração, ou seja, não mudam de gênero nem de número.

Pronomes pessoais

São aqueles que representam as pessoas do discurso.

Subdividem-se em:

Caso reto

(exercem a função de sujeito ou predicativo do sujeito): eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas

Caso oblíquo

(exercem a função de complemento verbal): me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, a, lhe, si, consigo, nos, conosco, vos, convosco, os, as, lhes.

Há dois tipos deles: átonos e tônicos.

Os tonicos tem função de objeto indireto e os átonos tem função de objeto direto.

Pronomes reflexivos

Como pode haver diversas 3ªs pessoas cumprindo diversos papéis (sujeito e objeto direto/indireto) numa oração, a língua portuguesa apresenta o pronome reflexivo 'se', que, quando empregado, denota que a mesmíssima pessoa que é o sujeito da oração é também o objeto. Assim, numa oração como "Guilherme já se preparou", o 'se' denota que a pessoa preparada por Guilherme foi ele próprio. Se, ao invés de 'se', tivéssemos empregado 'o' (pronome oblíquo exclusivo para objetos diretos) numa oração como "Guilherme já o preparou" entenderíamos que ele preparou a outra pessoa. No entanto, a mesma coisa não ocorre com as outras pessoas (1ª e 2ª), pois, como elas não se alteram, não precisamos empregar um pronome especial.

Veja exemplos:

Nota: No Brasil, costuma-se usar o pronome 'si' também com sentido reflexivo, contudo o mesmo não ocorre em Portugal. Portanto, uma oração como "Ela falou de si" seria genéricamente entendida no Brasil como "de si mesma" enquanto em Portugal como "de outrem". O mesmo vale para 'consigo': "Antônio conversou consigo mesmo".

TAMBÉM 1 Gram. Pronome oblíquo que indica que o sujeito da ação é também o objeto. São me (eu me penteei), se (você/ele/ela se penteou, vocês/eles/elas se pentearam) e vos (vós vos penteastes.)]

Pronomes de tratamento

Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento, que se referem à segunda pessoa do discurso, mas sua concordância é feita em terceira pessoa. . Palavra ou expressão que substitui pronome pessoal no discurso. É ger. us. para a 2a pessoa, mas com o verbo conjugado na 3a, como em você(s), Sua(s)/Vossa(s) Excelência(s), Suas(s)/Vossa(s) Senhorias, etc.]

Exemplos

Nota: Esse tipo de pronome e ultilizado para se referir as pessoas de cargos importantes da sociedade.

Como por exemplo:

Pronomes demonstrativos

São aqueles que indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso) ou no tempo.

Também podem ser utilizados para localizar algo num texto: este (e suas flexões) indica um objeto que está adiante (ainda não mencionado); esse (e flexões) indica um objeto já mencionado. Os pronomes "isto", "isso", "aquilo" são classificados geralmente como demonstrativos, mas funcionam na verdade como pronomes pessoais de terceira pessoa, representando o gênero neutro.

Outros pronomes demonstrativos

Observação

Pronomes em outros idiomas

Nas línguas indo-européias, os pronomes formam uma classe gramatical presente em todos os idiomas, embora com algumas variações.

Nas línguas urálicas, não existem pronomes pessoais nem possessivos. Apenas a flexão do verbo é suficiente para determinar a pessoa e a posse é designada pelo caso genitivo, que assume uma forma diferente para cada pessoa.

Em espanhol há um pronome de terceira pessoa para indicar o gênero neutro ("ello", "ellos").

Em latim não há pronome pessoal de terceira pessoa, sendo substituídos por pronomes demonstrativos.

Em inglês, todos os pronomes são declinados em caso (nominativo, acusativo e possessivo). Os pronomes demonstrativos não se flexionam em gênero.

Na maioria das línguas indo-européias, assim como em japonês, pode existir mais de um pronome de segunda pessoa, chamados "pronomes de tratamento", dependendo do grau de proximidade e respeito a que se dedica ao interlocutor.

Em espanhol existem os pronomes "tu" e "usted" (singular), "vosotros" e "ustedes" (plural).

Em inglês o pronome "you" é de uso genérico, mas raramente, em ocasiões solenes, usam-se os pronomes "thou" (singular) e "ye" (plural), com os respectivos oblíquos "thee" e "you" e possessivos "thy/thine" e "your/yours".

Em francês são usados os pronomes "tu" e "vous".

Em japonês os pronomes de primeira pessoa variam de acordo com o sexo do falante e de acordo com a circunstância em que é usado, além de os pronomes de tratamento serem diferentes inclusive para pessoas próximas (quando se dirige a um filho, ao marido, ao chefe, a um subordinado, a um amigo, etc.). O pronome "atashi" significa "eu" quando é uma mulher que fala, enquanto "boku" significa "eu" quando é dito por um homem. Os pronomes "watashi" e "watakushi" são usados por ambos, em circunstâncias formais.

Em alemão, o pronome pessoal "Sie" (maiúsculo) significa: "o senhor", "a senhora", "os senhores", "as senhoras", mas "sie" (minúsculo) significa: "ela", "elas", "eles"

Em sueco há quatro gêneros de pronomes pessoais para terceira pessoa no singular: masculino, feminino, comum e neutro. O gênero comum serve para designar animais e plantas, e o gênero neutro serve para designar objetos inanimados.

Fonte: pt.wikipedia.org

Pronome

Pronome - Palavra gramatical que substitui ou pode substituir um nome (substantivo) ou a ele se refere: eu, lhe, isto, meu, etc. Exemplos: "Eu sou a força!", "Dê-lhe o recado", "Isto é seu", "Esse crachá é o meu". O pronome pode classificar-se em:

Pronome apassivador

É a função que a partícula "se" exerce na formação da voz passiva sintética ou pronominal. Neste caso, o sujeito é inanimado - incapaz de praticar a ação verbal - ou apenas paciente da ação: "Plantaram-se várias árvores no canteiro central", "Alugam-se quartos" e "Quero que se me devolva o dinheiro". [Note neste último exemplo que aparece um objeto indireto (me).] A função apassivadora do "se" é constatada ao converter-se a voz passiva sintética na analítica: "Várias árvores foram plantadas no canteiro central", "Quartos são alugados" e "Quero que o dinheiro seja devolvido para mim".

Pronome demonstrativo

Refere-se à posição (no tempo ou no espaço) de alguma coisa situada em relação a uma das pessoas gramaticais (a que fala, com quem se fala e de quem se fala) ou à identidade de alguma coisa ou então indica a distância de algo que aparece no texto. Os demonstrativos são:

este esta isto esse essa isso aquele aquela aquilo

Este, esta e isto usam-se para indicar proximidade da primeira pessoa, a que fala: "Coloque a mesa neste (em + este) espaço", "Esta taça fica aqui", "Este ano promete muitas surpresas" (ano em que se está) e "Isto está atrapalhando a passagem".

Esse, essa e isso são usados para indicar proximidade da segunda pessoa, a com quem se fala ("Esse carro é importado?", "Onde você comprou essa blusa?), ou da primeira e da segunda simultaneamente ("Está vendo esse menino aí? É filho da Márcia" e "Cuidado com a cabeça, que essa porta é baixa."). Com relação ao tempo, expressam proximidade passada ou futura: "Junho foi bem produtivo; nesse mês, trabalhei muito" e "Agosto vem aí. Esse mês promete ser bastante seco".

Aquele, aquela e aquilo expressam distanciamento, no espaço ou no tempo, de alguma coisa em relação à primeira e à segunda pessoas simultaneamente: "Aquela menina é minha prima" e "Aquilo aconteceu há muito tempo".

No texto, usam-se os demonstrativos para indicar o ser ou coisa de que se falou: "Paulo, Afonso e Wagner seguiram carreiras diferentes. Aquele tornou-se bancário e este, advogado" (Aquele = Paulo e este = Wagner). Assim, aquele se refere ao termo mais distante e este, ao último citado. Demonstrativos como tal, mesmo, próprio servem para identificar alguma coisa: "Li XYZ. Não me agradou tal livro" e "Dá na mesma (coisa)". Usa-se mesmo/mesma para indicar que se trata de alguém ou algo de que já se falou ou já se sabe, distinguindo-o de outro alguém ou outra coisa: "Essa é a mesma salada de ontem". É inadequado dizer-se: "João foi promovido. O mesmo vai ser homenageado", pois neste caso não se está distinguindo João de ninguém mais.

Pronome indefinido

Tem justamente essa função, a de "indefinir", ou porque não se sabe a identidade de algo ou por não se querer identificar. Designa a terceira pessoa gramatical de forma vaga, indeterminada. São pronomes indefinidos: alguém, algo, ninguém, qualquer, tudo, cada qual, quem quer que, etc. Exemplos: "Alguém está interessado em você", "Tenho algo para te mostrar", "Ninguém chegou na hora", "Qualquer pessoa faz isso facilmente", "Tudo ajudou", "Cada qual com seu igual" e "Quem quer que chegue atrasado não vai entrar".

Pronome interrogativo

É usado para se fazer questionamento, interrogação: quem (qual pessoa?), que (qual coisa? qual motivo?), qual (pessoa ou coisa dentre outras), onde (em que lugar?), quando (em que tempo?), quanto (que quantidade? de seres ou coisas). Exemplos: "Quem está aí?"; "Que há com você?", "Por que ela não veio?"; "Qual (ou quem) de nós vai primeiro?"; "Qual das janelas está quebrada?"; "Onde está o microfone?"; "Quando Luciana viaja?"; "Quanto custa?"; "Quantos já embarcaram?".

Pronome pessoal

Substitui um nome e ao mesmo tempo indica sua pessoa gramatical (a que fala, com quem se fala ou de quem se fala). Pode ser reto (eu, nós), oblíquo (me, nos) e de tratamento (você, a gente, vossa excelência, o senhor, fulano). Exemplos: "Nós é que somos os heróis", "Siga-me", "Você poderia passar-me o jornal?".

Pronome oblíquo

É o que exerce, na frase, a função de complemento do verbo: me, o, lhe, se, nos, etc., como em "Beije-me mais uma vez", "Comprei-o num antiquário", "Não lhe responda", "Os dois se abraçaram fraternalmente", "Francisco nunca nos visitou". Como o pronome oblíquo exerce função complementar, orações como "Deixe para mim fazer" são incorretas de acordo com a norma culta, pois ele aí está desempenhando a função de sujeito. Neste caso, deve-se substituí-lo pelo pronome reto eu: "Deixe para eu fazer".

Pronome possessivo

Expressa noção de posse de uma das pessoas gramaticais (possuidor) em relação à coisa possuída: meu, teu, seu e os correspondentes plurais. Exemplos: "Meu filho chegou", "Teu cabelo está desalinhado" e "Seu ônibus já passou". Pelos exemplos, vê-se o grau de relatividade da "coisa possuída", pois nem sempre o possessivo exprime a noção de propriedade. Os pronomes oblíquos também podem desempenhar papel possessivo, como nestes exemplos: "Roubaram-lhe a carteira = roubaram a sua carteira" e "Conquistou-me a confiança = conquistou a minha confiança".

Pronome recíproco

É o que expressa reciprocidade da ação verbal. Isto significa que os agentes da ação praticam-na e ao mesmo tempo a recebem. Assim, em “Jonas e Alves abraçaram-se” e “Nós nos entendemos”, os verbos e os pronomes se e nos são recíprocos. Estes funcionam aqui como objetos diretos, mas, empregados com outros verbos, poderão classificar-se como objetos indiretos. Conforme a construção, tal pronome pode causar ambigüidade, razão por que, se queremos exprimir reciprocidade de ação, devemos utilizar as expressões um ao outro, uns aos outros, mutuamente e reciprocamente em benefício da clareza. Dessa forma, na oração “Oscar e Gouveia feriram-se”, não se sabe se ambos foram feridos por alguma causa externa, se cada um feriu-se individualmente ou se um feriu o outro. No primeiro caso, o “se” é pronome apassivador; no segundo, pronome reflexivo e no terceiro, pronome recíproco. Neste caso, para evitar a imprecisão, construímos: “Oscar e Gouveia feriram-se um ao outro” (ou “mutuamente” ou “reciprocamente”). É possível ainda empregarmos forma verbal na qual se integra o prefixo entre- para indicar claramente a reciprocidade, como em “Carlos e Daniela entreolharam-se”, isto é, ele olhou para ela e ela fez o mesmo em relação a ele.

Pronome reflexivo

Pronome pessoal oblíquo que, embora funcione como objeto direto ou indireto, refere-se ao sujeito da oração: me, te, se, si, nos, etc. O pronome reflexivo apresenta três formas próprias na terceira pessoa, do singular e plural: se, si e consigo. "Guilherme já se preparou", "Ela deu a si um presente" e "Antônio conversou consigo mesmo". Nas outras pessoas, os reflexivos assumem as mesmas formas dos demais oblíquos não-reflexivos: me, mim, te, ti, nos, vos: "Eu não me vanglorio disso", "Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi", "Assim tu te prejudicas", "Conhece a ti mesmo", "Lavamo-nos no rio", "Vós vos beneficiastes com a Boa Nova".

Pronome relativo

É a palavra que, numa oração, refere-se a um termo de outra, o antecedente (que vem antes): que, o qual, quem, cujo. Exemplos: "Este é o disquete que eu trouxe" (que ® disquete); "Tal o caráter herdado dos pais, o qual era preciso manter" (o qual ® caráter; se fosse empregado "que", o sentido ficaria ambíguo, pois não se saberia o que era preciso manter); "Foi ele a quem me dirigi" (quem ® ele); "Estou falando da parede cuja pintura está manchada" (cuja ® da qual a). O pronome relativo que distingue-se de outros “ques” por poder ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais. É preciso cuidado no emprego do que quando houver mais de um antecedente, para garantia da clareza. Veja este período: “Joaquim é o pai do Renato, que nasceu em Alagoas”. Quem nasceu em Alagoas? Igual cuidado merecem outros relativos. Assim, em “Visitamos Itaporã e Icatu, onde se localiza a Escola de Belas-Artes”, não se sabe em qual cidade se situa a escola.

Pronome de tratamento

Palavra ou expressão que vale por pronome pessoal. São eles: a gente, beltrano, fulano, sicrano, sua majestade, sua senhoria (e outros similares), você, Vossa Alteza, Vossa Excelência (e outros similares). Os pronomes de tratamento, apesar de serem da segunda pessoa gramatical (referem-se à pessoa com quem se fala), são considerados de terceira pessoa. Assim, levam o verbo e outros pronomes (oblíquos e possessivos) para a terceira pessoa, como em “Vossa Excelência esqueceu-se do compromisso”, “Sua agenda permite a Vossa Reverendíssima encontrar-se com o prefeito” e “Você foi lá?”.

Fonte: www.paulohernandes.pro.br

pronomes

Emprego dos pronomes pessoais

1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nos, vós, eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento.

2. Na função de complemento. Usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos.

3. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando antecipados de preposição, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se correto seu emprego como complemento.

4. As formas retas eu e tu só podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento.

*Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti.

Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição:

quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo.

Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito.

5. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos.

Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os pronomes e, si consigo foram empregados como reflexivos.

6. Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavras de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica.

7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As combinações possíveis são as seguintes:

me + o = mo me + os = mos me + a = ma me + as = mas te + o = to te + os = tos te + a =ta te + as = tas lhe + o = lho lhe + os = lhos lhe + a = lha lhe + as = lhas nos + o = no-lo nos + os = no-los nos + a = no-la nos + as = no-las vos + o = vo-lo vos + os = vo-los vos + a = vo-la vos + as = vo-las lhes + o = lho lhes + os = lhos lhes + a = lha lhes + as =lhas

Verifique que a forma combinada lho resulta da fusão lhe (que representa o livreiro) com o (que representa o livro).

8. As formas o, a, os, as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas lhe, lhes são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos. O menino convidou-a. O filho obedece-lhe. V.T.D. V.T.I. Consideram-se erradas construções em que o pronome o (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construções em que o pronome lhe (lhes) aparece como complemento de verbos transitivos diretos. Eu lhe vi ontem. (errado) Eu o vi ontem. (certo) Nunca o obedeci (errado) Nunca lhe obedeci. (certo)

9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. Isso ocorre com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver seguidos de infinitivo; o pronome oblíquo será sujeito desse infinitivo.

É fácil perceber a função de sujeito dos pronomes oblíquos, desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo.

10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos.

Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonasmo vicioso, e sim ênfase.

11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivos, exercendo função sintática de adjunto adnominal. Roubaram-me o livro.

12. As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia.

13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por sua, quando falamos dessa pessoa. Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:

Verifique que no primeiro caso empregou-se Vossa Excelência, porque o interlocutor falava diretamente com o governador, Já no segundo caso, empregou-se Sua Excelência, pois se falava do governador.

14. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade, Vossa Alteza, etc.), embora se refiram à pessoa com quem falamos (2a. pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa. Você trouxe seus documentos?

Emprego dos pronomes demonstrativos

1. Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados para indicar a posição espacial de um ser em relação às pessoas do discurso.

a) Os demonstrativos de 1a. pessoa (este, isto etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa que fala.

Pode ser usado em frases em que apareçam os pronomes eu, me, mim, comigo e com o advérbio de lugar aqui.

b) Os demonstrativos de 2a. pessoa (esse, isso, etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa com quem se fala. Podem aparecer com os pronomes tu, te, ti contigo, você, vocês e com o advérbio de lugar aí.

c) Os demonstrativos de 3a. pessoa (aquele, aquilo, etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa de quem se fala, ou distante dos interlocutores. Podem ser usados com os advérbios de lugar ali ou lá.

2. Os demonstrativos servem para indicar a posição temporal, revelando proximidade ou afastamento no tempo, em relação à pessoa que fala.

a) Os demonstrativos de 1a. pessoa (este, isto, etc.) revelam tempo presente, ou bastante próximo do momento em que se fala.

b) Os demonstrativos de 2a. pessoa (esse, isso, etc.) revelam tempo passado relativamente próximo ao momento em que se fala.

c) Os demonstrativos de 3a. pessoa (aquele, aquilo, etc.) revelam tempo remoto ou bastante vago.

3. Os pronomes demonstrativos podem indicar o que ainda vai ser falado e aquilo que já foi falado.

a) Devemos empregar este (e variações) e isto quando queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser falada.

b) Devemos empregar esse (e variações) e isso quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi falada.

4. Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados. Este se refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante.

5. O, a, os, as, são pronomes demonstrativos quando podem ser substituídos por aquele, aquela, aquilo, isso.

6. Tal é pronome demonstrativo quando equivale a este, esse, isso, etc.

7. Mesmo e próprio são demonstrativos de reforço e equivalem ao termo a que se referem, concordando com ele.

Observação

Em expressões como: por isso, além disso, isto é, o uso do demonstrativo nem sempre está em conformidade com a regra; nessas expressões, sua forma é fixa.

Emprego dos pronomes possessivos

1. Normalmente, o pronome possessivo antecede o substantivo a que se refere; nada impede, porém, que ele venha posposto ao substantivo, como nos exemplos que seguem:

Observações

Pode ocorrer mudança de sentido na frase, conforme a posição do pronome pessoal. Compare:

2. Em muitos casos, a utilização do possessivo de terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase ambígua, isto é, podemos ter úvidas quanto ao possuidor.

Para evitar essa ambigüidade deve-se reforçar o possessivo através da forma dele (e flexões).

Neste caso, não temos dúvida alguma, pois está claro que se trata da irmã de Pedro.

Veja outro exemplo

Verifique que o emprego do possessivo torna a frase ambígua, pois sua pode estar referindo ao diretor ou à professora.

Desfaz-se a ambigüidade desta forma

Observações

É considerado dispensável o uso do possessivo de terceira pessoa quando já está sendo utilizada a forma dele e flexões; entretanto, ele pode ser empregado como reforço em benefício da clareza.

3. Há casos em que o pronome possesivo não exprime propriamente idéia de posse. Ele pode ser utilizado para indicar aproximação, afeto ou respeito. Aquele senhor deve ter seus cinqüenta anos. (aproximação)

4. Não se deve usar o pronome possessivo antes de termos que indiquem partes do corpo quando estes estiverem funcionando como complemento de verbos.

Observações

A palavra seu que antecede nomes de pessoas não é pronome possessivo, mas corruptela de senhor. Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me a furadeira?

Emprego dos pronomes relativos.

Os pronomes relativos virão antecipados de preposição, se a regência assim determinar.

2. O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas.

Observações

Quando possui antecedente, o pronome relativo quem virá sempre precedido de preposição.

*É comum empregar-se o relativo quem sem antecedente claro. Neste caso, ele é classificado com relativo indefinido.

3. O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas.

4. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que Com as preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo no qual (e flexões).

Observações

Com as preposições sem e sob, usa-se de preferência o relativo o qual (e flexões).

5. O pronome relativo que pode ter por antecedente o pronome demonstrativo o (e flexões).

6. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve concordar com a coisa possuída e não admite a posposição de artigo.

7. O pronome relativo quanto (e flexões) normalmente tem por antecedente os pronomes indefinidos tudo, tanto, etc.; daí seu valor indefinido.

Observação

Quando pode ser empregado sem antecedente. Esse emprego é comum em certos documentos jurídicos.

Saibam quantos lerem este proclama…

8. O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual. Esta é a casa onde moro.

Observação

* Onde é empregado com verbos que não dão idéia de movimento * Aonde é empregado com verbos que dão idéia de movimento e equivale a para onde; é resultado da combinação da preposição a + onde.

Onde pode ser usado sem antecedente.

Fique onde está.

Colocação de pronomes oblíquos átonos.

Os pronomes oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos) costumam apresentar problemas de colocação, uma vez que podem ocupar três posições:

1. antes do verbo (próclise ou pronome proclítico):

2. no meio do verbo (mesóclise ou pronome mesoclítico):

3. depois do verbo (ênclise ou pronome enclítico):

Convém lembrar que os pronomes oblíquos átonos nunca podem vir no início da frase, embora na linguagem popular isso ocorra com freqüência. Assim, não são aceitas pelas norma culta construções como:

Devemos dizer:

Uso da próclise

É obrigatória quando houver palavra que atraia o pronome para antes do verbo. As palavras que atraem o pronome são as seguintes:

a) palavras ou expressões negativas:

b) advérbios:

Observação

Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de atrair o pronome.

c) pronomes indefinidos e pronomes demonstrativos neutros:

d) conjunções subordinativas:

e) pronomes relativos:

Observação

Se houver duas palavras atraindo um mesmo pronome, pode-se colocar o pronome oblíquo entre as duas palavras atrativas.

Ou, como é mais freqüente:

A palavra que atrai o pronome, mesmo que venha subentendida.

A próclise é obrigatória também nas orações:

a) interrogativas diretas:

b) exclamativas:

c) optativas (orações que exprimem um desejo):

Uso da mesóclise:

A mesóclise é obrigatória com o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito. Desde que não haja antes palavra atrativa.

No caso de haver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.

Observação

É sempre errado o uso do pronome oblíquo depois de verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito.

Uso da ênclise:

A ênclise é obrigatória:

a) com o verbo no início da frase:

Observação

Lembre-se de que é sempre errado o pronome oblíquo átono no início da frase.

b) com o verbo no imperativo afirmativo:

c) com o verbo no gerúndio:

Observação

Se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá próclise. Em se tratando de cinema, prefiro as comédias.

d) com o verbo no infinitivo impessoal:

Observação

Se o infinitivo impessoal vier precedido de palavra negativa, é indiferente o uso da ênclise ou da próclise.

Colocação dos pronomes nas locuções verbais

a) Locução verbal com verbo principal no particípio.

Nas locuções verbais cujo verbo principal é um particípio, o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, deverá ficar antes do verbo auxiliar.

Observação

Se o auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a mesóclise, desde que não haja atração.

Veja que é sempre errada a colocação do pronome depois de um particípio.

b) Locução verbal com o verbo principal no infinitivo ou no gerúndio

Se não houver palavra atrativa, coloca-se o pronome oblíquo depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Caso haja palavra atrativa, coloca-se pronome antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Fonte: members.tripod.com

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