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Motor a Álcool



Motor a álcool - é o tipo de motor que utiliza o álcool combustível (etanol hidratado) como combustível. Foi inventado na década de 1970 pelo engenheiro brasileiro Urbano Ernesto Stumpf (1916 - 1998).

Motor a Álcool
Este Dodge 1800 foi o primeiro automóvel equipado com um motor a álcool

Motor a álcool pré-vaporizado

Motor a álcool pré-vaporizado (MAPV) é um tipo de motor a álcool onde o combustível etanol é vaporizado por um dispositivo aquecedor denominado estequiômetro que aproveita o calor gerado pelo escapamento ou pelo sistema de arrefecimento do veículo.

O combustível só é injetado nos cilindros do motor e queimado depois de ser totalmente vaporizado.

Vantagens

Redução nas emissões de poluentes.

Redução no consumo ( chega a fazer 16 quilômetros com um litro de álcool (6,25 L/100 km) ! ).

Aumento real de potência.

Sistemas

Existem dois sistemas de pré-vaporização do etanol combustível:

Motor a Álcool

Vaporização pelo aproveitamento do calor gerado pelo escapamento do veículo desenvolvido pelo professor, cientista e um dos pioneiros do pró-álcool Romeu Corsini.

Vaporização pelo uso do calor produzido pelo sistema de arrefecimento (Patente Requerida Nº 0200019-9) desenvolvido pelos engenheiros Arthur Carlos Zanetti e Marcos Serra Negra Camerini.

Existe a possibilidade de aproveitar a elevada temperatura do óleo lubrificante, dando maior pressão ao vapor de álcool, o que é vantajoso.

Fonte: estudosobre.com

Motor a Álcool

Motor a Álcool

A maior experiência no mundo de exploração comercial da biomassa como fonte energética foi realizada no Brasil. Trata-se do Programa Nacional do Álcool (ProÁlcool), que estimulou o uso do combustível do etanol produzido a partir da cana-de açúcar. A experiência brasileira mostrou que é possível implementar uma política energética alternativa em larga escala em curtíssimo período de tempo.

Apenas 10 anos depois da instituição do programa em 1975, as vendas de carros a álcool atingiam seu ápice. No auge do programa entre 1986 e 1989, mais de 90% dos automóveis que saíam das linhas de montagem das fábricas nacionais eram movidos à álcool.

O ITA foi pioneiro no desenvolvimento do motor a álcool nacional pelo Cel. Aviador Eng. e Prof. Urbano Ernesto Stumpf, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), 1953. Os primeiros passos para industrialização também foram tomados pelo Prof. Stumpf que começou seus testes com a frota de veículos da TELESP (Telecomunicações de São Paulo).

Na década de 70 o motor a alcool é lançado no país inteiro. A continuação das pesquisas em motores e combustíveis alternativos levou a Divisão de Motores do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD), do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), a desenvolver também o primeiro motor a gás natural para ônibus do país.

O Prof.Urbano Ernesto Stumpf, gaúcho de Não-me-Toque -RS, é considerado o papa do Álcool, chefiava o Laboratório de Pesquisas de Motores do CTA - Centro de Tecnologia Aeroespacial de São José dos Campos. (Revista Ciência e Cultura - Abril 1979). Começou sua carreira como sargento na Escola de Especialista da Aeronáutica, na área de mecânica de motores, depois de vários cursos, tornou-se Engenheiro Aeronáutico, pelo ITA - Instituto de Tecnologia Aeronáutica, de onde foi Professor durante 20 anos. O seu interesse pelo alcool data de 1951 quando se formou. Naquela época era exigido dos formandos um trabalho.

A sua empresa a PENTRA, foi encarregada em 1974 de desenvolver e adaptar os motores a alcool, que tanto sucesso alcançou naquela época. Seu pioneirismo nas pesquisas para uso do álcool como combustível ao primeiro motor movido a óleos vegetais, rendeu-lhe diversos prêmios. Seu pioneirismo nas pesquisas para uso do álcool como combustível ao primeiro motor movido a óleos vegetais, rendeu-lhe diversos prêmios.

O prof Stumpf recebeu uma homenagem póstuma com a publicação da Lei Nº10.968, de 9 de novembro de 2004, que denomina "Aeroporto de São José dos Campos - Professor Urbano Ernesto Stumpf" o aeroporto da cidade de São José dos Campos, no Estado de São Paulo.

Nos anos 80 muitas patentes referentes ao projeto do carro à alcool foram depositadas pela CTA, tendo como inventor Ernesto Stumpf. A patente PI 8106855, mostra um carburador específico para álcool. A invenção trata de um carburador com venturi de área variável, projetada para operar com álcool combustível.

Os carburadores tradicionais para motores à gasolina, quando adaptados para o uso do álcool apresentavam deficiências na pulverização do álcool e distribuição desigual na mistura álcool-ar, além de problemas de corrosão dos materiais empregados. Feitos à base de zinco e latão, nestes carburadores tradicionais o álcool se consitui um eletrólito perfeito porque contém água e é condutor elétrico. Tentativas de revestimentos anti-corrosivos ou o uso de plásticos não se mostravam eficazes.

Carburadores de Venturi variável onde este Venturi realiza ao mesmo tempo a modulação da potência, até então tinham pouca aplicação por problemas de vedação. A invenção proposta nesta patente consiste na substituição do corpo metálico dos carburadores convencionais por um corpo em material plástico, sem canais ou roscas.

Um pistão (12), que se desloca num cilindro (13), constitui-se num balanceador das forças axiais devidas ao diferencial de pressão, que atua sobre o fuso (9), diferencial este equilibrado através de uma haste tubular (10). Os orifícios pulverizadores encontram-se em canal anular na periferia da seção mais estrangulada do Venturi.

Outras patentes referem-se a turbo-alimentação de motor a centelha para uso de álcool (PI8307191) que consiste de adaptação dos motores turbo de forma que o turbocompressor é acionado somente pela energia do sopro que começa logo após a abertura da válvula de escape, ficando eliminada a contrapressão criada pelo pistão ao empurrar os gases queimados para fora do cilindro.

A PI 7905726 é um sistema que confere ao motor a característica multicombustível aliada ao máximo rendimento termodinâmico correspondente a cada combustível particular usado, caracterizado por permitir a saída de gases de admissão de um cilindro de motor a combustão interna, durante certo trecho do curso de compressão efetiva a partir do instante em que cessa a saída dos gases.

O PI 8305171 trata de um dispositivo para carburação combinada de combustíveis, preferencialmente a gasolina e o álcool, de modo a propiciar um rendimento global superior ao obtido individualmente ou com a mistura dos mesmos combustíveis.

O princípio desta invenção se baseia na observação bem conhecida, que somente em certas ocasiões, as condições operacionais do motor tomam valores que exigem toda a octagem disponível no combustível, de forma que na estrada, apenas a metade da octagem é suficiente na maior parte do tempo de uso desse automóvel.

Desenvolvido no Brasil, este tipo de motor apresentou inicialmente algumas falhas, as quais foram corrigidas com o decorrer do tempo. Atualmente, os motores a álcool possuem ótimo desempenho, equipando todas as marcas e modelos das várias versões destinadas ao público consumidor. A construção e montagem de um motor a álcool, não difere da construção e montagem de um motor à gasolina, apresentando, entretanto, o motor a álcool algumas particularidades próprias, descritas a seguir.

Os pistões são exclusivos para este tipo de motor. Eles têm superfície plana para aumentar a compressão.

O tanque e as canalizações por onde o álcool passa recebem um tratamento químico especial contra a corrosão, ou então são feitos de plástico.

O cabeçote é próprio. As câmaras de compressão têm menor tamanho, para permitir maior taxa de compressão.

O carburador recebe tratamento especial contra a corrosão, e calibragens próprias.

A bomba de combustível é especial( tem uma maior vazão ) podendo ser bem utilizada em motores à gasolina.

Possui um dispositivo para dar a partida quando o motor está frio, injetando gasolina. MOTIVO: O álcool é um combustível "frio". A gasolina é um combustível mais quente e os dois juntos têm uma capacidade de queima muito maior, proporcionando então, a partida no motor frio.

A taxa de compressão é maior.

As velas de ignição são próprias, tipo quente.

A bateria possui maior amperagem ( 46 ou 54 A ), devido a alta taxa de compressão, pois o motor é mais "pesado" para a partida. Parte destes itens já estão em unificação com a gasolina, pois atualmente a gasolina utiliza certa porcentagem de álcool etílico e o álcool, por sua vez, usa certa porcentagem de gasolina em sua composição.

O Programa Nacional do Álcool, data de 1975, estabelecido no governo Geisel, pelo Decreto no 76.593 de 14 de novembro daquele ano e foi instituído para apoiar e desenvolver a potencialidade e o "know-how" brasileiro na fabricação do álcool etílico da cana de açúcar. Na verdade o Brasil tem um programa pioneiro para produzir e consumir álcool para fins automotivo desde 1927, quando foi instalada a primeira bomba de álcool do Brasil, na Praça do Diário de Pernambuco, pela Usina Serra Grande de Alagoas, cujo combustível era um "blending" batizado com o nome de USGA, das iniciais daquela usina, de propriedade do Dr. Salvador Lira, um dos pioneiros do álcool no país.

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