Veículos são oferecidos com motores 1.0, 1.4, 1.8, entre outros.
Quanto maior o motor, mais caro fica o valor do automóvel.

Motor do Fiat Palio
Cada dia que passa os fabricantes de automóveis nos oferecem mais e mais opções para que a escolha de um carro seja adequada às nossas necessidades.
São inúmeras possibilidades para se configurar um carro. Temos um número sem fim de acessórios, versões de acabamento e também a opção de motorização. Sobre esse tema, escolhemos os principais tipos de motores para esclarecer os detalhes de cada um.
Afinal, um modelo de carro pode ser oferecido com motor 1.0, 1.4, 1.6 e até 1.8 litro. Quanto mais litros, mais caro fica o valor do automóvel. Na hora de escolher, é preciso levar em consideração o uso que se vai fazer do veículo.
Primeiramente vamos exemplificar a concepção dos motores, que podem ser dividas em quatro:

Novo Gol é oferecido com motor 1.0, 1.6 e Power 1.6
São conhecidos como motores em linha. Podem ter de dois a oito cilindros, mas os modelos mais empregados em automóveis são de quatro, cinco ou seis cilindros. Sua característica principal são os cilindros alinhados em único plano longitudinal. Devido a posição dos pistões (em pé), são chamados de verticais. A maioria dos carros utiliza essa configuração com quatro cilindros.
A característica principal desse motor é formar um V visto de frente em que os cilindros estão inclinados e colocados ao longo de dois planos concorrentes, formando um ângulo variável entre si. Pode ser V6, V8, V10, ou V12, sendo seis, oito, dez ou 12 cilindros. Os carros mais potentes utilizam essa concepção. O mais famoso deles é o V8, que equipou os Dodge e os Ford Maverick na década de 70. Dos carros atuais, o mais comum é o V6, que equipe desde modelos esportivos, picapes, utilitários esportivos até vans.
Essa versão segue o mesmo principio do motor em V, porém, com um plano a mais. Um exemplo de motor com essa concepção no mercado é o W 12, do Volkswagen Phaeton. Também temos o Bugatti Veyron com um W16.
O motor do tipo Boxer é conhecido
também como motor deitado. Os cilindros ficam na horizontal.
O modelo mais conhecido é o do Fusca, mas também equipa carros
esportivos como Porsche e Subaru.
Depois, dentro da estrutura do motor, temos a posição do comando de válvulas - peça responsável tanto por abrir e fechar as válvulas da entrada da mistura ar/combustível, como as válvulas de saída para os gases:
Um motor do tipo SOHC (Single OverHead Cam) conta com apenas um comando de válvulas. O mais comum é a versão de quatro cilindros em linha com oito válvulas no cabeçote do motor onde também está localizado o comando -, sendo quatro para a entrada da mistura ar/combustível e quatro para a saída dos gases, ou seja, uma de entrada e uma saída em cada cilindro. Também existe a versão com 16 válvulas, que passa a ser quatro válvulas por cilindro no caso de um motor de quatro cilindros.
O motor com essa denominação DOHC (Double OverHead Cam) segue o mesmo princípio do SOHC, porém com dois comandos de válvulas no cabeçote. Normalmente é um motor com mais válvulas por cilindro, sendo o modelo mais comum o quatro cilindros em linha com 16 válvulas.
Esse motor, o OHV (OverHead Valve) funciona com o comando de válvulas dentro do motor e com as válvulas no cabeçote. O gerenciamento de abertura e fechamento se dá por meio de algumas varetas que ligam os sobressaltos do comando as válvulas.

Motor 3,6 litros V6 do utilitário esportivo Chevrolet Captiva
Por último temos o tamanho do motor, medido através do seu volume cúbico, que é a capacidade total do motor somando-se o volume de todos os cilindros:
São motores extremamente pequenos e equipam apenas carros urbanos. Podem ter três ou quatro cilindros em linha. São mais comuns nos minicarros comercializados na Europa.
De concepção em linha com quatro cilindros, esse é o motor que equipa os carros populares, geralmente as versões de entrada na linha de cada marca. São os modelos mais econômicos, porém com desempenho menor.
Também com a mesma concepção: quatro cilindros em linha. Trata-se um motor que alia a economia de carro popular ao desempenho de um motor mais potente. É uma boa opção para agregar ar-condicionado e direção hidráulica sem comprometer demais o rendimento, como ocorre nos modelos de 1 litro.
Versão de quatro cilindros em linha. Foi por muitos anos o modelo mais comercializado, porém devido as exigências de mercado, como consumo e emissões de poluentes, fez com que as fábricas investissem mais nos modelos de 1,4 litro. Alguns veículos médios, como Ford Focus, por exemplo, deixou o 1,8 litros de lado e passou a utilizar o 1,6 litro visando a economia de combustível.
Atualmente é o tipo de motor que equipa os carros médios. Por muito tempo foi a versão esportiva dos carros pequenos, como por exemplo o Volkswagen Gol e Volkswagen Passat. Ideal para quem precisa fazer viagens de média e longa distância.
A partir de 2 litros os motores podem sofrer as variações em concepção, passando a ser em v. Até 2,5 litros ainda são em linha, com quatro cilindros, a partir dessa capacidade cúbica passam a ser em v, com ao menos seis cilindros. É ideal para quem prefere mais potência e esportividade. Mas o consumo fica mais comprometido.
Fonte: g1.globo.com
É provável que você já tenha ouvido falar em potência do motor. Praticamente todos os anúncios de carros a mencionam. Quem fala de automóvel sempre toca nesse ponto e até a maioria dos cortadores de grama têm adesivos enormes informando a potência do motor.
Mas, o que é potência e o que ela significa em termos de desempenho? Neste artigo iremos saber o que é potência exatamente e como você pode aplicá-la no seu dia-a-dia.
No sistema métrico, a potência é expressa em cavalos-vapor (cv). Um cavalo-vapor equivale a 0,98629 hp - sigla de horsepower, unidade de potência do sistema inglês. O termo horsepower foi criado pelo engenheiro escocês James Watt. Ele viveu de 1736 a 1819 e se tornou mais conhecido pelas melhorias que introduziu nas máquinas a vapor. Podemos nos lembrar dele sempre que mencionarmos as lâmpadas de 60 watts.

O fato é que Watt trabalhava com seus cavalos içando carvão de uma mina e queria transmitir a idéia da potência disponível de um desses animais. Terminou descobrindo que os cavalos da mina eram capazes de executar, em média, 22.000 pés-libra (3.044 quilogramas.metro, ou kg.m) de trabalho em um minuto.
Ele deu então um acréscimo de 50% nesse número e determinou que um cavalo-vapor é equivalente a 33.000 pés-libra de trabalho (4.566 kg.m) em um minuto. Esta é a unidade arbitrária de medida que permaneceu válida durante séculos e que hoje consta do seu carro, cortador de grama, motosserra e em alguns casos, até mesmo de seu aspirador de pó.

O que potência significa, segundo Watt, é: um cavalo pode executar 4.566 kg.m de trabalho a cada minuto. Imagine então um cavalo içando o carvão de uma mina, como mostrado acima. Um cavalo que exerça um cavalo-vapor pode içar 152,2 kg de carvão a 30 m em 1 minuto, ou 456,6 kg a 10 m nesse mesmo minuto. Pode-se combinar à vontade o peso levantado e a altura para levantá-lo. Desde que o produto resulte em 4.566 kg.m em 1 minuto, temos um hp.
Pode lhe ocorrer de não querer carregar o balde com 4.566 kg de carvão e mandar o cavalo andar 1 metro em 1 minuto, porque o cavalo não aguentaria peso tão grande. Ou ainda pensar que o cavalo não poderia andar 10.000 m em 1 minuto carregando pouco mais de 0,5 kg, uma vez que isso seria equivalente a percorrer 600 km em uma hora e os cavalos não são capazes disso.
Entretanto, basta consultar Como funciona o sistema de roldana, para perceber que as polias combinadas são capazes de conciliar facilmente peso percebido por distância por meio de um arranjo de polias. Poderíamos criar assim um sistema de polias combinadas que proporcionasse um peso confortável para o cavalo a uma velocidade confortável, não importa qual o peso real do balde.
Os hp também podem ser convertidos em outras unidades. Por exemplo:
Um hp é equivalente a 746 watts. De modo que se um cavalo pudesse andar em uma esteira sem fim desenvolvendo 1 hp, seria possível acionar um gerador produzindo continuamente 746 watts. .
Nesse artigo, você aprenderá tudo sobre potência e o que ela significa em relação às máquinas.
Se desejarmos saber quantos cv (ou hp) tem um motor, colocamos o motor num dinamômetro. Um dinamômetro impõe uma carga ao motor e mede a quantidade de potência que o motor pode produzir contra essa carga. Essa carga nada mais é do que um freio, que pode ser hidráulico ou elétrico.
Os passos a seguir dão uma idéia de como funciona um dinamômetro. Imagine o que aconteceria se ligássemos o motor do carro, colocássemos o câmbio em ponto-morto e acelerássemos tudo.
O motor alcançaria uma rotação tão rápida que poderia vir a se despedaçar. Como isto deve ser evitado, além de não servir para nada, podemos, no dinamômetro, aplicar uma carga ao motor com o acelerador todo aberto e medir que carga ele pode vencer em diferentes rotações. Podemos ligar o motor, acelerá-lo ao máximo e, com o dinamômetro, manter a carga no motor, digamos, a 7.000 rpm.
Nesse ponto podemos registrar a carga máxima com a qual o motor pode funcionar nessa rotação. A partir daí podemos aplicar mais carga, diminuir a rotação do motor para 6.500rpm e tomar nota da carga. A seguir poderíamos aplicar a carga adicional necessária para que a rotação fosse reduzida para 6.000 rpm e assim sucessivamente. Seria também possível fazer o mesmo começando com 500 ou 1.000rpm e funcionar no sentido inverso, aumentando a rotação.
O que os dinamômetros realmente medem é o torque (em newtons.metro, Nm) e para converter torque em cavalo-vapor basta multiplicarmos em Nm por rpm e dividirmos por 7.025,9.