
Wolfgang Amadeus Mozart
1756 - 1791
Nasceu em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756. Foi uma criança-prodígio de uma família musical burguesa, começando a compor minuetos para cravo com 5 anos.
Seu pai Leopold Mozart foi violinista e também compositor.
Algumas das primeiras obras que Mozart
escreveu ainda criança foram duetos e pequenas composições para dois pianos,
destinadas a ser interpretadas conjuntamente com sua irmã.
Em 1763 seu pai o levou, junto com a sua irmã Nannerl, então com 12 anos,
por uma turnê pela França e Inglaterra.
Em Londres, Mozart conheceu Johann
Christian Bach, último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande
influência em suas primeiras obras.
Entre 1770 e 1773 visitou a Itália três vezes. Lá compôs a ópera Mitridate
re di Ponto que obteve êxito apreciável. A eleição, em 1772, do conde
Hieronymus Colloredo como arcebispo de Salzburgo mudaria esta situação.
A sociedade da corte vienense implicava com a origem
burguesa e os modos de Mozart, e Colloredo não admitia que
um mero serviçal - os músicos, nessa época, não passavam de tal - passasse
tanto tempo em viagens ao exterior. A maior parte do restante dessa década
foi passada em Salzburgo, onde cumpriu seus deveres de Konzertmeister (mestre
de concerto), compondo missas, sonatas de igreja, serenatas e outras obras.
Mas o ambiente de Salzburgo, cada vez mais sem perspectivas, levava a uma
constante insatisfação de Mozart com a sua situação.
Em 1781, Colloredo ordena a Mozart que se junte a ele e sua
comitiva em Viena. Insatisfeito por ser colocado entre os criados, pede demissão.
A partir daí passa a viver da renda de concertos, da publicação de suas obras
e de aulas particulares, sendo pioneiro nessa tentativa autônoma de comercialização
de sua obra. Inicialmente tem sucesso, e o período entre 1781 e 1786 é um
dos mais prolíficos de sua carreira, com óperas (Idomeneo , 1781,
Rapto do Serralho, 1782), sonatas para piano, música de câmara
(especialmente os seis quartetos de cordas dedicados a Haydn) e principalmente
uma deslumbrante seqüência de concertos para piano. Em 1782 casa, contra a
vontade do pai, com Constanze Weber.
Em 1786, compõe a primeira ópera em que contou com a colaboração de
Lorenzo da Ponte: As bodas de Fígaro.
A ópera fracassa em Viena, mas faz um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebe a encomenda de uma nova ópera. Esta seria Don Giovanni, considerada por muitos a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena.
Mozart ainda escreveria Così
fan tutte, com libreto de Da Ponte, em 1789.
A partir de 1786 sua popularidade começou a diminuir junto do público vienense,
o que agravaria a sua condição financeira. Isso não o impediu de continuar
compondo obras-primas como quintetos de cordas (K. 515 em dó maior, K. 516
em sol menor em 1787), sinfonias (K. 543 em mi bemol maior, K. 550 em sol
menor, K. 551 em dó maior em 1788) e um divertimento para trio de cordas (K.
563 em 1788), mas nos seus últimos anos a sua produção declinou devido a problemas
financeiros, à precariedade da sua saúde e de sua esposa Constanze; tudo isso
aliado a uma crescente preocupação do compositor em relação à sinceridade
do amor que esta lhe dedicava e à crescente frustração com o não reconhecimento
público em Viena.
Em 1791 compõe suas duas últimas óperas: Clemenza di
Tito e A flauta mágica, seu último concerto para piano (K.
595 em si bemol maior) e o belo Concerto para clarineta em lá maior (K. 622).
Na primavera desse ano, recebe a encomenda de um Réquiem (K. 626). Contudo,
trabalhando em outros projetos e com a saúde cada vez mais enfraquecida, morre
em 5 de dezembro, deixando a obra inacabada (há uma lenda que diz que o réquiem
estaria sendo composto para tocar em sua própria missa de sétimo dia). A obra
foi completada por Franz Süssmayr, seu discípulo. Foi enterrado numa vala
comum de Viena.

OBRAS
Mozart, Haydn e Beethoven são os grandes pilares do classicismo.
Mas, enquanto Haydn, mais velho, pioneiro e iniciador, tinha um pé no barroco,
e Beethoven, mais novo, ampliador e revolucionário, tinha um pé no romantismo,
Mozart é o elemento central do período. Schumann costumava
dizer que "Mozart é a Grécia da música" e a frase
não poderia estar mais correta.
Se Mozart não tivesse existido, a
segunda metade do século XVIII poderia até ser considerada apenas uma fase
de transição. A obra mozartiana representa, então, a maturidade do estilo
clássico, e sua expressão mais pura e elevada.
Entretanto, Mozart foi ainda além. Ele estava longe de ser
uma personalidade frívola e despreocupada como uma criança, como se acreditou
até algum tempo atrás.
Mozart era uma pessoa extremamente angustiada e irrequieta em busca de seu "eu". "Em Salzburgo, não sei quem sou, eu sou tudo e também muitas vezes nada.
Eu não peço tanto, mas tão pouco assim também não: basta-me ser somente alguma coisa!", reclamou ao pai, quanto tinha 17 anos. Mais velho, encontrou sua resposta na maçonaria, mas toda a sua obra reflete essa busca interior.
Como escreveram Jean e Brigitte Massin, "é essa
busca que faz de Mozart o primeiro dos gênios musicais de
nossa modernidade mental".
Ao mesmo tempo, portanto, Mozart consegue ser, dos clássicos,
o mais clássico e também o mais romântico. Em sua obra, o formalismo, a frivolidade
e a superficialidade unem-se à expressividade, à subjetividade, ao sentimento.
É uma grande contradição que Mozart
trata sempre do modo mais harmonioso possível. O resultado é uma obra sublime
e apaixonante, que nunca deixa de envolver o ouvinte.
Os gêneros mozartianos por natureza são dois: o concerto,
principalmente para piano, e a ópera. Mas ele cultivou também todos as formas
musicais de sua época, em uma produção vastíssima (622 obras) para uma vida
tão curta, de apenas 35 anos.
SINFONIAS
Mozart escreveu 41 sinfonias. As primeiras são, em geral,
obras bastante curtas, em três movimentos. Dessa fase inicial, destaca-se
a Sinfonia no. 25, justamente uma das pioneiras a incluir um minueto entre
o movimento lento e o Finale. O início dessa sinfonia original é bastante
vigoroso e tenso, e tornou-se famoso.
Outra peça-chave na produção sinfônica mozartiana é a Sinfonia no. 35, Haffner.
Ela é a primeira sinfonia composta em Viena,
e a partir desta, só aparecerão obras-primas: a Sinfonia no. 36,
Linz, e as três últimas, a Sinfonia no. 39, K. 543, a célebre
e feérica Sinfonia no. 40, K. 550 e a Sinfonia no. 41, Júpiter,
considerada a maior de todas. Só pela última trilogia (que, aliás, foi composta
para um concerto depois cancelado por falta de público), Mozart
garantiria lugar como grande precursor de Beethoven.
SERENATAS
Música de entrenimento é um gênero recorrente na obra mozartiana. Isso se
deve, principalmente ao seu período na corte de Salzburgo, quando lhe era
constantemente solicitada a composição de serenatas e divertimentos, música
leve para animar festas, bailes e comemorações.
A mais conhecida peça do gênero é a Serenata em Sol Maior, K. 525, mais conhecida
como Eine Kleine Nachtmusik [Pequena Serenata Noturna], cujas
primeiras notas ficaram tão famosas que se tornaram algo como a assinatura
de Mozart para o ouvinte comum. Também são célebres a Serenata
K. 239, Serenata Noturna, e a Serenata K. 250, Haffner. Entre
os divertimentos, poderíamos destacar o K. 251, em ré maior.
MÚSICA DE CÂMARA
Haydn foi o grande responsável pela criação e consolidação da música de câmara
clássica - isto é, aquela que gira em torno do quarteto de cordas e da forma-sonata.
Mozart levou isso adiante, e sentiu-se sempre devedor do
mestre.
Tanto que suas maiores obras-primas no gênero
são dedicadas a ele: os seis quartetos, compostos em 1785. O último
deles, K. 465, em dó maior, conhecido como o Quarteto das Dissonâncias,
é o mais célebre deles, tanto pela "dissonância" inicial como pelo
sublime movimento lento.
Mozart também tentou outras formações instrumentais e praticamente
inventou uma: o quarteto com piano. Ele escreveu dois deles, e o
primeiro, K. 478, é o mais importante.
No campo dos quintetos, Mozart compôs dois
exemplares famosos: o Quinteto de Cordas K. 515 e o Quinteto para
Clarineta K. 581.
MÚSICA INSTRUMENTAL
Mozart era um grande virtuose do piano, e não poderia esquecer
seu instrumento predileto. Além da Sonata em lá menor, K. 331, a do famosíssimo
Rondó alla Turca, destacam-se as sonatas K. 310 (também em lá
menor) e K. 457, em dó menor. Para violino e piano, são importantes as sonatas
K. 454 e 526.
Entre as peças livres para piano, Mozart escreveu uma obra
belíssima e altamente pessoal, a Fantasia em dó menor, K. 396. Composta em
1784, época em que estava apaixonado por Theresa von Trattner; a peça é uma
confissão de seus sentimentos. Em muitos aspectos, é quase um prenúncio do
romantismo.
MÚSICA SACRA
Mozart, que trabalhou um período da vida em um Estado papal,
Salzburgo, tendo como patrão um Príncipe-Arcebispo, escreveu um bom número
de peças destinadas à liturgia católica.
O Réquiem, sua última obra, é a maior representante do gênero. Ele impressiona
pela nobreza, pela beleza dos temas e pela densidade. É companheira digna
da Paixão Segundo São Mateus, de Bach, e da Missa Solemnis
de Beethoven, pela grandiosidade e pelas profundas reflexões que provoca no
ouvinte.
Mozart escreveu também duas importantes missas: a Grande
Missa em dó menor (que ficou inacabada) e a Missa da Coroação.
Ave Verum, obra coral de pequena proporção, porém de grande beleza,
também se destaca entre a produção sacra mozartiana.
ÓPERAS
Mozart foi o maior compositor lírico de sua época e tinha
grande senso dramático.
As óperas mozartianas são divididas em dois
grupos: as menores, geralmente as primeiras de sua carreira, e as
grandes, as óperas imortais.
Entre as primeiras, além das compostas quando muito jovem, estão Mitridate
re di Ponto, Lucio Silla, O Rei Pastor, Idomeneo
e La Clemenza di Tito. São obras que não negam a genialidade de
Mozart, mas são relativamente tradicionais. Curiosamente,
estas óperas foram a que receberam melhor acolhida do público em suas estréias.
O grupo das óperas imortais é composto pelos tradicionalmente eleitos "cinco
pontos máximos" da dramaturgia mozartiana.
Em ordem cronológica: Rapto
do Serralho, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni,
Così fan Tutte e A Flauta Mágica. A última é considerada
a maior delas, e uma das mais importantes óperas de todos os tempos. Como
o Rapto do Serralho, é um singspiel, gênero alemão
que alterna música com diálogos falados.
CONCERTOS
O concerto, especialmente para piano, em Mozart, tem papel
e importância semelhante ao da sinfonia em Beethoven.
Mozart compôs concertos para piano
em toda sua vida (ao todo, são 27), e praticamente criou o gênero, definindo
seus moldes para os compositores seguintes.
Ele começou no gênero com apenas 9 anos, em um concerto baseado em três sonatas
de Johann Christian Bach. Mas o primeiro concerto para piano realmente digno
de nota é o de número 9, em mi bemol maior, K. 271, composto em 1777 para
a pianista Jeunehomme. A dedicatória valeu o apelido do concerto, e até hoje
ele é conhecido como Jeunehomme.
Já em Viena, Mozart compôs o Concerto no. 17, K. 453, que
seria seguido de uma série de 14 concertos escritos entre 1784 e 1786. Entre
eles, os de número 20, dramático, o famosíssimo 21 (cujo Andante foi usado
no filme Elvira Madigan), o alegre e angelical 23 e o denso e
quase sinfônico 24, em dó menor, talvez o maior de todos.
Para outros instrumentos, destacam-se os três primeiros concertos para violino
(em especial o terceiro, K. 216), o quarto concerto para trompa, K. 495, o
Concerto para Flauta e Harpa, K. 299, o Concerto para Flauta no. 1, K. 313,
o Concerto para Fagote, K. 191, e o belíssimo Concerto para Clarineta, K.
622.
Mozart também escreveu obras de um gênero herdeiro do concerto grosso
barroco: a sinfonia concertante, que equivale ao concerto para mais
de um solista. A mais conhecida é a Sinfonia Concertante para Violino e Viola,
K. 364, uma obra belíssima, profundamente pessoal e emocionante.
Fonte: www.interartemusica.com.br

Mozart aos 7 anos

Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756. Batizado como Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart.
Posteriormente seu pai mudou 'Wolfgangus' para 'Wolfgang'; '\Theophilus' para 'Amadeus' (amor a Deus); e cortou o 'Johannes Chrysostomus'. Foi um menino prodígio de uma família de músicos, que começou a compor com a idade de cinco anos. Seu pai chamava-se Leopold Mozart, também compositor. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu quando menino foram duas pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas por ele e seu irmão.

Piano de Mozart
Mozart viveu grande parte de sua vida em Viena, de onde freqüentemente viajava por toda a Europa. É considerado um dos maiores gênios da música clássica, e um dos compositores mais populares em concertos sinfônicos no mundo inteiro. Mostrou em muitos de seus trabalhos, que podia escrever peças tão maravilhosas para os instrumentos como para cantores líricos, violino ou piano. Sendo máximo expoente, junto com Haydn do período do classicismo, Mozart é considerado o compositor que iniciou a transição para o período romântico da música clássica.

Cravo de Mozart
Suas sinfonias posteriores influenciaram o estilo do período. Beethoven, um dos mais conhecidos compositores, foi influenciado por Mozart e escreveu inspirado sobre algumas das suas obras, em especial o Concerto para piano nº 20.
Mozart teve uma memória e uma capacidade de trabalho extraordinárias. Quando criava uma nova obra a tinha por inteiro na cabeça, e então, era só escrevê-la.
Numa ocasião compôs uma sinfonia inteira no mesmo dia. Tchaikovsky também admirava Mozart e lhe dedicou sua obra Mozartiana.

Mozart e a Família
Mozart é provavelmente o maior gênio musical da história. Apesar de ter sido tão brilhante, não teve uma vida fácil. Muitas vezes, não recebeu o pagamento prometido pelo seu trabalho. Gradativamente, sua saúde começou a enfraquecer. Viveu apenas um pouco mais da metade do que Beethoven, mas foi assombrosamente prolífico desde sua infância até sua morte em 1791.

Túmulo de Mozart
Algumas de suas obras mais populares são:
Eine kleine Nachtmusik (Serenata para quarteto de cordas e baixo - Allegro)
Rondo Alla Turca (Sonata para piano)
Sinfonia n.º 25
Sinfonia n.º 40 - Menuetto: Allegreto
Sinfonia n.º 41, 'Júpiter'
Concerto para piano n;º 21, 'Elvira Madigan'
Réquiem em Ré menor
Zauberflöte (Abertura)
Fonte: pwww.starnews2001.com.br