Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e ao mesmo tempo o crescente aparecimento de doenças crônicas como obesidade, aterosclerose, hipertensão, osteoporose, diabetes e câncer, está havendo uma preocupação maior, por parte da população e dos órgãos públicos de saúde, com a alimentação.
Hábitos alimentares adequados como o consumo de alimentos pobres em gorduras saturadas e ricos em fibras presentes em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, juntamente com um estilo de vida saudável (exercícios físicos regulares, ausência de fumo e moderação no álcool) passam a ser peça chave na diminuição do risco de doenças e na promoção de qualidade de vida, desde a infância até o envelhecimento.
O papel da alimentação equilibrada na manutenção da saúde tem despertado interesse pela comunidade científica que tem produzido inúmeros estudos com o intuito de comprovar a atuação de certos alimentos na prevenção de doenças. Na década de 80, foram estudados no Japão, alimentos que além de satisfazerem às necessidades nutricionais básicas desempenhavam efeitos fisiológicos benéficos. Após um longo período de trabalho, em 1991, a categoria de alimentos foi regulamentada recebendo a denominação de "Foods for Specified Health Use" (FOSHU). A tradução da expressão para o português é Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano.
De acordo com a ANVISA, o alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais, além de atuar em funções nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser também seguro para o consumo sem supervisão médica.
O surgimento recente desses novos produtos que trazem um "algo mais", além dos nutrientes já conhecidos, teve influência de fatores como: os altos custos com o tratamento de doenças, o avanço nos conhecimentos mostrando a relação entre a alimentação e o binômio saúde/doença e os interesses econômicos da indústria de alimentos.
É importante salientar que antes do produto ser liberado para o consumo deve obter registro no Ministério da Saúde e, para isso, precisa demonstrar sua eficácia e sua segurança de uso. O fabricante deve apresentar provas científicas comprovando se a alegação das propriedades funcionais referidas no rótulo são verdadeiras e se o consumo do produto em questão não implica em risco e sim, em benefício à saúde da população. Lembrando ainda que as alegações podem fazer referências à manutenção geral da saúde, à redução de risco mas não à cura de doenças.
As propriedades relacionadas à saúde dos alimentos funcionais podem ser provenientes de constituintes normais desses alimentos como no caso das fibras e dos antioxidantes (vitamina E, C, betacaroteno) presentes em frutas, verduras, legumes e cereais integrais ou através da adição de ingredientes que modifiquem suas propriedades originais exemplificada por vários produtos industrializados, tais como: leite fermentado, biscoitos vitaminados, cereais matinais ricos em fibras, leites enriquecidos com minerais ou ácido graxo ômega 3.
Um ponto que vale a pena ser comentado, é o fato de alguns alimentos industrializados possuírem concentrações muito baixas dos componentes funcionais, sendo necessário o consumo de uma grande quantidade para a obtenção do efeito positivo mencionado no rótulo. No caso do leite enriquecido com ômega 3, por exemplo, seria mais fácil e vantajoso, o consumidor continuar ingerindo o leite convencional e optar pela fonte natural de ômega 3 que é o peixe. Primeiro, porque normalmente os produtos industrializados com ação funcional são mais caros, segundo pois o peixe tem outros nutrientes importantes a oferecer como proteínas de boa qualidade, vitaminas e minerais. Portanto, o produto contendo a substância funcional não substitui por completo, o alimento de onde foi retirado tal composto, uma vez que apresenta apenas uma característica deste.
Ainda em relação aos produtos industrializados com caráter funcional, é importante esclarecer que o simples consumo desse tipo de alimento, com a finalidade de obter um menor risco para o desenvolvimento de doenças, não atingirá o objetivo proposto se não for associado a um estilo de vida saudável levando em consideração principalmente, a alimentação e a atividade física.
Na tabela abaixo, estão descritos alguns exemplos de compostos presentes nos alimentos funcionais e seus respectivos benefícios à saúde:
| COMPOSTOS | AÇÕES NO ORGANISMO | FONTES ALIMENTARES |
|---|---|---|
| Betacaroteno | Antioxidante que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovasculares | Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve |
| Licopeno | Antioxidante relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata | Tomate |
| Fibras | Redução do risco ao câncer de intestino e dos níveis de colesterol sangüíneo | Frutas, legumes e verduras em geral e cereais integrais |
| Flavonóides | Antioxidantes que diminuem o risco de câncer e de doenças cardiovasculares | Suco natural de uva, vinho tinto |
| Isoflavonas | Redução dos níveis de colesterol sangüíneo e do risco de doenças cardiovasculares | Soja |
| Ácido graxo ômega 3 | Redução dos níveis de colesterol sangüíneo e do risco de doenças cardiovasculares | Peixes, óleo de peixes |
| Pró-bióticos | Ajudam no equilíbrio da flora intestinal e inibem o crescimento de microrganismos patogênicos | Iogurtes, leite fermentado |
Por fim, uma alimentação equilibrada e variada incluindo, diariamente, alimentos de todos os grupos na proporção correta já fornece alimentos com propriedades funcionais naturais, sendo desnecessária a aquisição de produtos funcionais industrializados normalmente com custo mais elevado para obter os nutrientes essenciais e os benefícios à saúde.
Fonte: www1.uol.com.br
São aqueles alimentos que contêm substâncias ou nutrientes que forneça beneficio à saúde, seja como prevenção ou tratamento de doenças.
De maneira geral, os alimentos funcionais são considerados promotores de saúde e podem estar associados com a diminuição dos riscos de algumas doenças crônicas.
Isso ocorre porque em sua composição são encontrados compostos bioativos, capazes de atuar como moduladores dos processos metabólicos, prevenindo o surgimento precoce de doenças degenerativas. Dessa forma, está cada vez mais claro, que existe uma relação entre os alimentos que consumimos e nossa saúde.
Essas substâncias são encontradas em hortaliças, grãos e leite fermentado. Essas substâncias também apresentam funções antioxidantes e/ou reguladoras presentes nos pigmentos ou outros compostos químicos de sua composição.
Os alimentos funcionais são classificados da seguinte maneira:
Alimentos geneticamente modificados em algum nutriente para desempenhar alguma função fisiológica específica, com benefícios sobre à saúde.
Matéria – prima de origem vegetal
Alimentos processados com ingredientes adicionados, sendo este último grupo muito questionado, com muitos autores preferindo classificar essa gama de produtos como fortificados ou enriquecidos e não como funcional.
No organismo humano possuem a capacidade de ativar o código genético na emissão de células de alta potencialidade de energia biológica, causada pela ação na eletrofisiologia humana, redistribuindo a energia biológica fabricada pelo corpo. Ajudam a incrementar a energia no núcleo das células, de maneira que possam funcionar com maior eficiência contribuindo na restauração de moléculas que estruturam o corpo.
O processo de ativação é o resultado de combinações exclusivas e balanceadas de micronutrientes extraídos das células vegetais vivas.
Serão apresentadas a seguir algumas substâncias consideradas funcionais:
| Substância | Funções | Fontes alimentares |
|---|---|---|
| ÁCIDOS GRAXOS MONO-INSATURADOS |
Efeito protetor sobre cânceres de mama
e de próstata |
azeite de oliva |
| ÔMEGA – 3: | Efeito protetor de doenças cardiovasculares Evita a formação de coágulos sanguíneos na parede arterial Pode diminuir a quantidade de triglicérides no sangue |
Peixes de água fria e frutos do mar. |
| ÔMEGA – 6: | Efeito protetor para as doenças cardiovasculares. | óleos vegetais, como azeite, óleo de
canola, milho e girassol, bem como nas nozes, soja e gergelim |
| FITOESTERÓIS | Age precipitando o colesterol dietético
presente no intestinopode colaborar a redução da absorção do colesterol. Têm propriedade de auxiliar no controle de alguns hormônios sexuais e, eventualmente aliviar os sintoma de TPM por atenuar a queda de estrógeno que ocorre nesta fase |
Óleos vegetais, cremes vegetais com adição desta substância, legumes, gergelim, e semente de girassol |
| FITOESTRÓGENOS isoflavona (genisteína e a daidzina) |
Menor incidência de doenças cardiovasculares Câncer de mama Câncer de próstata Osteoporose |
Soja Inhame |
| Antocianinas (flavonóides) | Possuem propriedades anti-carcinogênicas, anti-inflamatórias e anti - alérgicas | cerejas, jambolão, uvas, vinho, morangos, amoras vermelhas, uvas, vinho, berinjelas entre outros |
| Antoxantinas (flavinóides) | Possuem propriedades anti-carcinogênicas, anti-inflamatórias e anti - alérgicas | batata e repolho branco |
| CAROTENÓIDES | Essenciais para a visão, diferenciação das células, desenvolvimento embriológico e outros processos fisiológicos, e ainda possuem ação estimulante ao sistema imunológico, inibem a mutagênese e protegem contra a oxidação e contra doenças cardiovasculares | Cenoura, abóbora e mamão |
| LICOPENO | Reduz a concentração de radicais livres Previne o ataque cardíaco por impedir a oxidação de LDL |
Tomate, melancia |
| FIBRAS SOLÚVEIS | Absorvente sobre os ácidos e sais biliares que atenuam a velocidade de absorção de diversos nutrientes, entre eles a glicose e o colesterol | Algumas frutas, vegetais, leguminosas |
| FIBRAS INSOLÚVEIS | Como celulose e lignina, por não serem digeridos favorecem o bom funcionamento dos intestinos, aumentando o volume fecal, e atualmente sendo citados como fator importante na redução de incidência de câncer de intestino (cólon). | cascas de cereais |
Fonte: www.saudenarede.com.br
Os alimentos funcionais invadem o mercado. Além da função original de nutrição, eles prometem também ajudar na prevenção e tratamento de doenças, como se fossem remédios. Esses alimentos, enriquecidos de vitaminas, sais minerais, ácidos etc., são a nova tendência do mercado alimentício. Nos Estados Unidos, esse mercado movimenta cerca de 15 bilhões de dólares por ano.
Essa mania começou nos anos 60, quando surgiram os primeiros estudos que comprovavam que a gordura e o açúcar faziam mal à saúde. A partir daí, as pesquisas não pararam mais. Na década de 1980, produtos com baixo valor calórico e isentos de gordura começaram a ser comercializados com sucesso. Atualmente, exige-se ainda mais dos alimentos. Além de não fazer mal, os alimentos devem desempenhar funções terapêuticas e medicamentosas.
No Brasil, são vários os produtos que tentam agregar um valor nutricional maior aos alimentos. Já está sendo produzindo, em caráter experimental, um amido de milho que agrega aveia, cevada, arroz e milho, vitaminas e ferro. Algumas marcas de leite incluem em sua composição o ferro, que ajuda no tratamento da anemia, principalmente entre crianças e idosos, além de várias vitaminas com funções diversas e até um ácido chamado ômega-3, que ajuda no controle do colesterol prevenindo doenças cardiovasculares.
Também os ovos já estão vindo enriquecidos com o ômega-3 e com 40% a menos de colesterol, podendo ser ingeridos mesmo por quem possui níveis mais altos de colesterol.
Até as margarinas já entraram na luta contra o colesterol. Composta de sitostanol, uma margarina americana promete reduzir significativamente o colesterol em poucas semanas, desde que seja consumida uma colher e meia dessa margarina diariamente.
Os pães enriquecidos com fibras, além de ajudar no funcionamento do intestino, também influem na redução do colesterol e podem ser úteis até na dieta dos diabéticos, já que as fibras ajudam a retardar a absorção dos açúcares.
Mas, é preciso observar que apesar de representarem um grande avanço na área nutricional, os alimentos funcionais não realizam milagres. Para atingir a meta do consumo recomendado de fibras, que é de 30 gramas por dia, seria preciso ingerir aproximadamente 1 quilo de pão enriquecido com fibras. Seria necessário beber de um a dois litros de leite enriquecido com ômega-3 por dia para conseguir ingerir a quantidade equivalente ao consumo diário mínimo dessa substância. Noventa por cento dos lactobacilos vivos encontrados nos iogurtes que prometem a recomposição da flora intestinal morrem antes de chegar lá, pois não resistem ao ácido gástrico no estômago. É certo que esses alimentos ajudam, mas só isso.
Na verdade é bom que o consumidor não dispense e sequer substitua a alimentação tradicional, realmente saudável, pelos milagres anunciados. Nada se compara a uma dieta equilibrada somada com a prática regular de exercícios físicos.
É certo que, aliados a esses fatores, os alimentos enriquecidos podem ser úteis, mas não trarão resultado se forem o único ou o preponderante recurso alimentar usado pelo consumidor.
Seguindo uma tendência mundial, toma impulso no Brasil um novo conceito de nutrição segundo o qual os alimentos não servem apenas para matar a fome e fornecer energia ao organismo. mas precisam igualmente contribuir para melhorar a saúde das pessoas. São os chamados alimentos funcionais em cuja composição entraram substâncias capazes de reduzir os riscos de doenças e alterar funções do corpo humano. Vejamos algumas dessas substâncias
Ômegas são gorduras extraídas de peixes de água fila e vegetais que ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue e controlar a pressão arterial- principais fatores de risco para as doenças do coração.
As fibras retardam o processo de absorção dos alimentos no estômago ajudando a regular as funções intestinais e a reduzir o colesterol. Nos diabéticos, podem retardar a absorção de açúcar pelo organismo.
Recomendado contra a anemia, sobretudo entre crianças e idosos. A deficiência de ferro atinge cerca de 2 bilhões de pessoas: de cada 10 crianças brasileiras com menos de 5 anos, seis sofrem de carência do mineral.
A gordura vegetal é recomendada para baixar os níveis de colesterol e prevenir a arteriosclerose. Ë encontrada sobretudo nos óleos de girassol, canola e soja.
Fonte: www.consumidorbrasil.com.br
Vários fatores têm sido relacionados ao aparecimento de doenças
no organismo humano, dentre eles a herança familiar, o fumo, o sedentarismo
e o stress. Entretanto, a alimentação é talvez uns dos
mais importantes, havendo uma estreita relação entre o alimento
que nós comemos e a nossa saúde.
Como exemplo da importância do papel da dieta na nossa vida, podemos
citar o fato de 1/3 dos casos de câncer estarem relacionados aos maus
hábitos alimentares e que os mesmos são responsáveis
por 90% dos casos de obesidade. Mas não é só isso. Estima-se
hoje, também, que mais de 30% da população brasileira
apresenta altos níveis de colesterol (>200mg/dL), sendo que taxas
acima de 240mg/dL aumentam em duas vezes o risco de se sofrer um ataque cardíaco.
Além da relação com as doenças crônicas,
há fortes evidências também do papel da dieta em melhorar
a performance mental e física, retardar o processo de envelhecimento,
auxiliar na perda de peso, na resistência às doenças (melhora
do sistema imunológico), entre outros.
Atualmente existe um grande movimento em busca de alternativas de estilos
de vida que tragam benefícios à saúde e à qualidade
de vida. E, mais do que nunca, as pesquisas e os estudos estão mostrando
o quanto é importante o papel de certos alimentos na nossa vida. Orientar
as pessoas a comerem o alimento mais adequado, e em quantidades adequadas,
tem sido uma constante em vários trabalhos científicos.
Alimentos funcionais são alimentos, ou partes de um alimento, que
proporcionam comprovadamente benefícios à saúde, podendo
prevenir e controlar doenças, além de satisfazer os requerimentos
nutricionais tradicionais. De maneira geral, os alimentos funcionais são
vistos como promotores de saúde e podem estar associados à diminuição
dos riscos de algumas doenças crônicas.
São inúmeros os alimentos que podem ser considerados funcionais,
entre eles destacando-se:
ALHO e CEBOLA têm alicina, um estimulante do sistema imunológico,
redutora de colesterol e tri glicerídeos, além de combater os
radicais livres, que são cancerígenos e hipertensivos;
AVEIA contém a betaglucana, que atua na redução
do colesterol;
BRÓCOLIS, COUVE, COUVE-FLOR, COUVE DE BRUXELAS, REPOLHO E RABANETE
são ricos em glicosinolatos, agindo na prevenção e tratamento
do câncer de mama;
CHÁ VERDE (GREEN-TEA) é rico em polifenóis, que previnem o câncer e doenças do coração;
FRUTAS CÍTRICAS em geral, possuem limonóides, que atuam na prevenção e controle do câncer e na estimulação do sistema imunológico;
LINHAÇA contém lignana, que modula o sistema imunológico, reduz o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares;
SOJA possui a isoflavona, que atua na prevenção e controle dos sintomas da menopausa, osteoporose e câncer de mama e útero;
TOMATE, GOIABA e outros alimentos vermelhos contêm um pigmento chamado licopeno, que age na prevenção e controle do câncer de próstata, no combate aos radicais livres e na estimulação do sistema imunológico.
Fonte: www.edukbr.com.br
Alimentos funcionais, também chamados “nutracêuticos”, podem ser definidos como:
“Produtos alimentícios que produzem benefícios específicos à saúde além dos nutrientes tradicionais que eles contém”.
“Alimentos que contém níveis significativos de componentes ativos biologicamente que trazem benefícios à saúde além da nutrição básica.”
Seja qual for a definição adotada, todos os alimentos funcionais são vistos como promotores de saúde e podem estar relacionados à redução de riscos a certas doenças.
Entretanto, os cientistas esclarecem que os alimentos funcionais sozinhos não podem garantir boa saúde, eles podem melhorar a saúde quando parte de uma dieta contendo uma variedade de alimentos, incluindo frutas, vegetais, grãos e legumes. Os alimentos funcionais ou nutracêuticos são estudados através de uma ciência chamada nutracêutica que descobriu os compostos bioativos nos alimentos, ou seja, os elementos que são capazes de atuar diretamente na prevenção e no tratamento de doenças.
Em sua grande maioria, os compostos bioativos estão distribuiídos entre as frutas, legumes, verduras, cereais, peixes de água fria, leite fermentado, dentre outros. Eles são aproveitados no próprio consumo dos alimentos in natura ou então isolados e inseridos em outro produto passando então a ser enriquecido com nutrientes. Deste processo surgem as cápsulas de fibras e aminoácidos, os leites enriquecidos com ácidos graxos (ômegas 3 e 6) e vitaminas, por exemplo.
Base da alimentação do futuro, o que torna funcional um alimento é a presença ou não de um novo grupo de compostos identificados nas frutas e nos vegetais: os fitoquímicos (fito é um prefixo grego que significa planta). Eles não são considerados nutrientes já que nossas vidas não dependem deles, da mesma forma que das vitaminas. Ainda não se sabe a maneira exata como os compostos de plantas agem em nosso corpo, pois os mecanismos de ação são tão diversos quanto os compostos: alguns atuam como antioxidantes, outros como inibidores de enzimas.
Contudo, o que importa sabermos é que os fitoquímicos desempenham um papel fundamental para o organismo: ajudam a promover a saúde e a prevenir doenças, oferecendo apoio ao sistema de defesa interno. Os principais fitoquímicos são:

Vegetais como o alho, a cebola, o alho-poró e a cebolinha contém sufidos, que podem estimular enzimas que inibem o crescimento bacteriano. Estudos na Grécia, China e Hawai, têm sugerido que um grande consumo de alho diminui a pressão sanguínea e aumenta a defesa imunológica. Entretanto, os benefícios do alho, em humanos continuam sendo estudados.
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Compostos encontrados nos grãos de soja e ervilha. Similares ao hormônio feminino estrogênio, podem diminuir o risco de tumores malignos relacionados a hormônios, como o câncer de mama, de ovário e de próstata, além de proteger contra osteoporose. Além disso, as isoflavonas contidas na soja são convertidas no intestino, a fitoestrógenos que podem resduzir o tipo de colesterol que causa infartos, o LDL. Pesquisas recentes mostram que dietas ricas em soja ajudam a reduzir os níveis de colesterol prejudicial (LDL) no sangue, de 12% a 15%.

Compostos presentes em vegetais como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho, além de agrião, nabo e rabanete. Além de oxidantes, acredita-se que esses compostos inibem a danificação do DNA, que dispara algumas formas de câncer.

Além de conferir a cor verde aos vegetais, estimula a produção de glóbulos vermelhos do sangue e ajuda a proteger contra o câncer. Algas, plantas marinhas e vegetais verdes são as principais fontes de clorofila e ainda oferecem vitaminas A, C, B12, B6, K e ácido fólico.
Fonte: www.planetaorganico.com.br