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Chapéu na Moda

Chapéu na Moda

A Volta do Chapéu

Servia como fator de distinção de classes na sociedade, com o tempo caiu em desuso, mas agora volta como uma das grandes apostas de grifes nacionais e internacionais.

A palavra provém do latim antigo "cappa", "capucho" que significa peça usada para cobrir a cabeça. Os primeiros modelos surgiram por volta do ano 2.000 a.C..

Tratava-se de um chapéu de copa baixa e abas largas que os gregos usavam em suas viagens como uma forma de proteção.

Era um tipo prático, ajustável, podendo ser retirado com facilidade. Ele foi usado na Europa por toda a Idade Média. Na Antiga Roma, por volta do ano 1.000 a.C., os escravos eram proibidos de usar chapéus e por isso, quando eram libertados passavam a adotar o barrete, um boné em forma de cone, com a ponta caída para um lado, em sinal de liberdade.

Este tipo foi revivido durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII, chamado de "bonnet rouge" e se tornou um símbolo do partido republicano durante a República.

Chapéu na Moda
Bonnet Rouge, símbolo na Revolução Francesa.

Mas foi depois da Renascença, nos séculos XIV-XVI, que os chapéus masculinos adquiriram diversos formatos, sendo ricamente enfeitados, e usados pelos homens poderosos.

Data desta época o aparecimento das boinas, na Itália, constituídas de uma peça circular de tecido franzido nas laterais, contendo uma faixa por onde passava um cordão ajustável. Também durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando as vestimentas foram influenciadas de modo a torná-las mais simples, surgiram os chapéus de copa alta de formato côncavo, que se desenvolveram até darem origem às cartolas.

E assim, até os anos 50, nenhum homem elegante saia de casa sem chapéu, mas com o boom dos movimentos estudantis, a partir dos anos 60, para se diferenciar dos seus pais, os jovens passaram a ignorá-lo. Somente nos últimos meses, com a aposta de grandes nomes da moda nacional e internacional, o acessório voltou a entrar em cena e o que era antigo virou cool.

Fonte: meninasdamoda.uol.com.br

Chapéu na Moda

Chapéu

O chapéu (vocábulo que deriva do francês antigo chapel, atual chapeau) é um item do vestuário, com inúmeros variantes, que tem a função principal de proteger ou enfeitar a cabeça, servindo ainda para indicar hierarquia, função, condição social ou até mesmo o local de origem.

Chapéu na Moda
Típico chapéu de feltro, ao qual foi feito uma "gebada"

Terminologia

Chapéu na Moda
Chapeleira antiga

Várias palavras estão relacionadas ao chapéu e seu uso, confecção e tipos. Chapeleiro é aquele que confecciona o chapéu, ao passo que a chapelaria é o local onde este é feito ou vendido. Já chapeleira é a caixa onde o mesmo é acondicionado. O hábito antigo de saudar alguém tirando-se o chapéu era denominado chapelada.

Nas casas, no comércio e em repartições públicas até meados do século XX o porta-chapéus era um móvel presente e indispensável - uma vez que as regras de etiqueta não permitiam o uso do adereço em lugares cobertos.

Copa é a parte superior do ornamento, cujo lado interno tem a boca, ao passo que aba é o rebordo proeminente, externo. Na parte interna tem-se o forro e a carneira; são ainda partes do chapéu a faixa e a pala, respectivamente a faixa externa e o "corpo" da aba. Muitos formatos, entretanto, não possuem esses componentes.

Para a confecção do chapéu usava-se o arcão, máquina destinada a dar o formato curvo (em arco, donde o nome) à lã com que se fazem chapéus de feltro (uma camada desse material é usada como reforço, chamada, por sua vez de capada). A copa é feita em fôrmas, em diversos tamanhos, obedecendo a numerações que são variáveis, até mesmo entre fábricas. As abas eram feitas num instrumento denominado formilhão, ao passo em que a boca da copa é determinada pela formilha.

A tira de couro, usada para reforço nos chapéus masculinos, é chamada de carneira, e é colocada na parte interna, próximo à aba.

O casco é como se chama, nos chapéus femininos, à armadura que recebem para dar-lhe o formato.

Cinteiro é o laço que orna o chapéu; já o cocar eram os adereços, como penachos, que os distinguiam. Chapéus antigos chegavam a ter fivelas).

Diz-se gebada à pancada que se dá, no chapéu, para que se amasse, apresentando curvaturas.

Evolução do chapéu em pele de castor canadenseA propriagem é o trabalho de acabamento, feito pelo chapeleiro, depois de tinto o chapéu. A pelota é a almofada usada por estes a fim de alisarem o chapéu, depois da engomação.

O egrete, confeccionado em penas finas e compridas, especialmente das garças, foi um enfeite bastante usado em chapéus femininos no século XX. O tope é o nome do laço de fita, que por vezes enfeitava tais modelos.

O uso do chapéu variava conforme a moda. Assim, por exemplo, usá-lo à zamparina era o modo de inclinar o adereço inclinado para frente e à direita, entre os séculos XVIII a XIX.

Bonés e gorros

Tem-se, para tais ornamentos, partes específicas, que podem ou não estar presentes, a depender do seu uso ou modelo.

Assim, a pala estará na parte inferior frontal da barretina ou boné militar, e outros. A orelheira é o apêndice que protege as orelhas, e o tapa-nuca o destinado à proteção do pescoço. A viseira é a pala prolongada dos bonés.

Histórico

O chapéu surgiu para a proteção da cabeça, ainda nos povos primitivos da pré-história, das intempéries climáticas (sol escaldante, frio, chuva), como prerrogativa masculina - sendo o homem o responsável pela defesa da tribo ou do clã, sendo depois estendido para a caracterização dos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.

Teriam, assim, nos mais primitivos formatos, uma espécie de gorro feito em couro, ou em tecido, nos antigos turbantes já presentes cerca de 4.500 anos a.C.

Cerca de 3000 a.C., na Mesopotâmia, surgem os chapéus que trazem um misto de elmo com capuz, que uns mil anos depois (2.000 a.C.) evolui para um formato mais aprimorado. Torna-se, neste mesmo período, um adereço de dignidade, nobiliárquica, militar e sacerdotal do Antigo Egipto[1]. O primeiro chapéu que encontra em suas formas mais semelhantes com o formato "clássico" (ou seja, contendo as partes principais do adorno), é o pétaso grego, cuja origem remonta ao século IV a.C., junto ao píleo. O primeiro encontrou sua forma romana, junto ao capucho, sendo este povo o primeiro a criar um capacete.

Chapéu na Moda
Evolução do chapéu em pele de castor canadense

Fonte: pt.wikipedia.org

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