Culinária Alemã (Página 5)
Culinária Alemã


Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: A árvore decorada faz parte do ambiente natalino

Muitas famílias alemãs comem na ceia de Natal ganso recheado. Típicos da época natalina são também vários tipos de bolachas e biscoitos.

Com a vida agitada na sociedade moderna, não serão todas as alemãs que fazem as deliciosas plätzchen, bolachinhas dos mais variados formatos e enfeitadas com todo capricho. Mas dona de casa que se preze sempre passa algumas horas na cozinha em dezembro, assando suas próprias bolachas e biscoitos. Principalmente se tem filhos, que não perdem a oportunidade de ajudar a cortá-los com as forminhas e, depois, decorá-los.

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Crianças curtem cortar e decorar as bolachinhasAs bolachinhas, aliás, servem para consumo próprio, para oferecer às visitas ou então, embaladas com bom gosto e imaginação, para se dar de presente. Uma receita básica para a massa você pode consultar no link abaixo.

Em vez de peru, ganso assado

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Ganso assado não é somente um prato festivo para a noite de Natal na Alemanha. Todos os anos, ele faz parte do cardápio da nação desde 11 de novembro, dia de São Martinho. Conta-se que o santo que não queria ser bispo se escondeu entre os gansos, quando foram buscá-lo, mas as aves delataram o seu esconderijo com seu alarido.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Castanhas e maçãs fazem parte do recheioIngredientes: 1 ganso de aproximadamente 4 quilos com seus miúdos, sal e pimenta, 440 gramas de castanhas cozidas e descascadas, 3 maçãs vermelhas grandes, 1 pão francês, 1 colher de chá de manjericão seco (no Brasil pode-se usar folhas de manjericão fresco), 1 colher de chá de artemísia (se não achar, use estragão), meio litro de caldo de galinha, 2 colheres de manteiga, 1 colher de açúcar, 250 ml de vinho tinto, 3 colheres de creme (ou leite) e maizena para engrossar o molho.

Preparo: Lavar e secar o ganso, inclusive por dentro, retirar toda gordura solta no seu interior. Esfregar sal e pimenta por dentro e por fora. Preparar primeiramente o recheio. Descascar as cebolas, cortá-las em pedacinhos e refogá-las no óleo. Acrescentar os miúdos cortados, uma maçã descascada e picada em pedacinhos, as castanhas e o pão francês esmigalhado (pode ser substituído por 6 colheres de farinha de rosca). Temperar com sal, pimenta, manjericão e estragão. Os miúdos não precisam estar totalmente cozidos. Rechear o ganso e fechá-lo com agulha e linha ou pequenos espetinhos de metal.

Assadura: Ele deve ser assado em 175 graus, demorando entre 3 horas e meia e 4 horas. O recipiente ideal tem a forma de uma panela. Derramar o caldo aos poucos, para não secá-lo. Se o caldo acabar logo, continuar regando com salmoura. Algumas receitas recomendam temperaturas mais fortes durante meia hora (240 graus), e que se diminua o fogo depois para 140 graus. Isso garante um ganso mais macio. Para dourá-lo pode-se elevar o fogo no final. Nos últimos dez minutos, acrescentar as maçãs partidas ao meio (mas com casca) e com um pouco de açúcar. Para fazer o molho, tirar o excesso de gordura do caldo.

Molho: Retirado o ganso, o molho pode ser preparado na própria forma, acrescentando-se água e o vinho. Dissolver a maizena no leite para engrossar, temperar com sal e pimenta. O ganso é servido com repolho rouxo e kartoffelklösse, uma espécie de bola de massa de batata, cozida em água. Batatas cozidas são outra alternativa.

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As receitas de cuca, toss e eierschmier estão aqui

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Cuca colonial

meio quilo de farinha de trigo,
um tablete de fermento para pão
150 gramas de açúcar
65 gramas de manteiga mole
65 gramas de banha
três ovos
uma pitada de sal
casca ralada de um limão
uma pitada de noz moscada ralada
Modo de preparo:

Fazer um buraco no meio da farinha, dissolver ali dentro o fermento com uma colher de açúcar e um pouco de água morna. Deixar levedar por 20 minutos.

Misturar muito bem os ovos com o açúcar e o resto dos ingredientes. Sovar na batedeira por pelo menos oito minutos e deixar crescer até dobrar de volume.

Colocar em uma forma grande ou duas pequenas e deixar crescer mais uma vez.

Antes de levar ao forno, pincelar com uma gema e uma colher de leite e colocar por cima o seguinte Streusel:

1 xícara de farinha de trigo
4 colheres de açúcar
1 colher de canela em pó
2 colheres de manteiga
Com os dedos, fazer uma farofa com todos os ingredientes.

Mehltoss (bolacha de farinha)

seis ovos,
30 colheres de açúcar
uma xícara de leite bem quente,
uma xícara de nata,
duas colheres de manteiga,
40 gramas de sal amoníaco (uma peculiaridade das bolachas do interior do RS)
farinha o quanto baste
Dissolver o sal amoníaco no leite quente e misturar todos os ingredientes, sovar e estender a massa, para recortá-la. Assar as bolachinhas, para depois decorá-las a gosto.

Eierschmier

cinco ovos
uma pitada de sal,
100 gramas de farinha de trigo
¼ de litro de leite,
1 colher de sopa de manteiga ou banha

Bater os ovos, juntar a farinha e o leite, misturando até formar uma massa de panqueca. Juntar o sal e deixar a massa descansar um pouco. Enquanto isso, aquecer a gordura numa frigideira e colocar a massa toda de uma só vez, mexendo até ficar consistente. Pode-se passá-la no pão enquanto quente ou fria.

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A sociedade do café com bolo

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Bolos e tortas alegram os olhos de quem vai a uma confeitaria alemã

Dizem que os alemães são bons em tecnologia, mas quem conhece a Alemanha sabe que bom mesmo são as conversas regadas a café com bolo nas tardes de domingo.

Sérios, pensativos, organizados, racionais, mas onde está a sensibilidade dos alemães? O fato de serem tão bons na técnica poderia sugerir que não sobraria espaço para tal, o que não é absolutamente verdade. Entretanto, se toda ela tivesse sido usada nos doces e bolos que aqui se fazem, eu lhes asseguro que já seria suficiente.

Ao vir à Alemanha e observar pessoas de todos os sexos e idades carregando um embrulho nas mãos nas tardes de domingo, não pense que estão escondendo algo, pois nada há de proibido no que levam, com exceção de algumas deliciosas calorias.

Alemães errantes ao caminho de casa com um embrulho nas mãos é sinal de conversa.

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Uma boa mesa preparada para uma boa conversa

Quem não come não conversa

Paradoxalmente, se é em torno da cerveja que se joga conversa fora no Brasil, é em torno de uma mesa de café com bolo que o mesmo acontece na Alemanha, e esta tradição tem um nome: kaffeeklatsch ou conversa de café.

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Cozinha alemã perde pontos com a crise

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Crise de consumo afetou restaurantes

O guia gastronômico Gault Millau publicou a sua lista anual dos melhores cozinheiros da Alemanha. Oito mestres-cucas alemães fazem parte da exclusiva elite mundial, composta de 35 "chefs de cuisine" que receberam pelo menos 19 do máximo de 20 pontos atribuídos pelos rigorosos críticos.

O cozinheiro Hans Stefan Steinheuer, de Bad Neuenahr, está agora entre os melhores do mundo, segundo o guia gastronômico Gault Millau. Na sua edição de 2004, o guia apresentará Steinheuer, de 44 anos de idade, como um dos mais novos integrantes da lista dos 35 melhores do mundo.

Na Alemanha, oito chefs de cuisine constam desta lista. Isto, contudo, não significa uma tendência positiva de maneira geral: pela primeira vez em 20 anos, a maioria dos templos gourmets alemães perdeu pontos na classificação. Segundo Manfred Kohnke, redator-chefe da edição alemã do guia, "os melhores cozinheiros da Alemanha mantêm o seu nível, mas os demais estão decaindo".

Crise de consumo

Na avaliação dos restaurantes alemães para a sua edição de 2004, o guia Gault Millau deu notas melhores que no ano anterior a 126 cozinheiros. Mas outros 147 caíram na sua classificação. Isto é visto, de certa forma, como uma conseqüência da crise de consumo na Alemanha. Também os gourmets reduziram seus gastos em restaurantes, o que teria refletido negativamente na qualidade dos menus.

De acordo com Manfred Kohnke, há indícios claros de que os hábitos de consumo estão sendo retomados pouco a pouco. Entretanto, só poderão lucrar com isto os restaurantes que mantiverem um programa constante do mais alto nível, advertiu o redator-chefe do Gault Millau.

O melhor do ano

O "cozinheiro do ano", segundo o Gault Millau, é Sven Elverfeld do restaurante Acqua, no Hotel Ritz-Carlton em Wolfsburg. Suas criações exóticas – Fígado de Ganso em Manto de Cacau e Amêndoa ou, por exemplo, Salada de Lavagante com Feijão Preto – são "uma explosão artística, e nunca artificial, de sabor", segundo a justificativa da escolha.

O restaurante Zur alten Post, em Bad Neuenahr – uma pitoresca cidadezinha próxima a Bonn, também foi motivo de elogios, graças ao seu proprietário e chef de cuisine Hans Stefan Steinheuer, classificado como um "virtuose das variações".

Para Manfred Kohnke, porém, o melhor cozinheiro alemão continua sendo Harald Wohlfahrt, do restaurante Schwarzwaldstube, em Baiersbronn: "Ele é insuperável na Alemanha."

Vinicultor do ano

O Gault Millau também coroou o "vinicultor do ano" na Alemanha. A honraria coube Werner Näkel, da cidade de Dernau no vale do Rio Ahr (Estado da Renânia-Palatinado).

Segundo a justificativa da escolha, ninguém influenciou tanto a produção de vinhos tintos de alta qualidade na Alemanha como Werner Näkel. O vinicultor homenageado também produz vinhos em Portugal e na África do Sul.

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Löwensenf

Sabor de Düsseldorf ganha o mercado mundial

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O sabor característico da mostarda ganhou o mundo

Alguns dizem que a mostarda está para o cachorro quente, assim como o feijão está para o arroz. Com o tempo, passou de simples acompanhamento, para ingrediente principal de diversos pratos. Mudança que se deve muito à empresa alemã.

A mostarda pode ser picante, adocicada, forte ou agridoce, dependendo dos seus grãos. A versão preta é mais forte e aromática do que a branca (que na verdade é de coloração ocre). Informações como estas são conhecidas somente entre os verdadeiros apreciadores. Para a maioria das pessoas, mostarda é mostarda. Conceito que a Löwensenf conseguiu, aos poucos, mudar.

História de aroma e sabor

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: As sementes de origem asiática conquistaram espaço na mesa do alemãoMais de 100 anos já se passaram desde que o primeiro vidro de mostarda foi colocado à venda. A cidade natal da Löwensenf é Metz, em Lorraine, na França. Em 1903, o casal Otto e Frieda Frenzel decidiu fundar a primeira fábrica de vinagre e mostarda da região.

A mudança da sede da empresa para o Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, onde está a sede nos dias atuais, ocorreu como conseqüência do fim da Primeira Guerra Mundial. Com o país derrotado, os alemães que viviam na cidade precisaram deixar Metz.

Mas por que Düsseldorf? A metrópole do Reno era, na época, a "cidade da mostarda" do Império. Lá encontrariam os principais e sobretudo experientes concorrentes.

Prova de fogo

Para se sobressair no mercado consumidor, o casal precisava apresentar um diferencial. Várias noites insones se passaram até que a composição da Löwensenf fosse desenvolvida. Receita (de sucesso) guardada a sete chaves e que pode ser apreciada até hoje.

A mistura de Otto e Frieda é um segredo. "Utilizamos ingredientes de melhor qualidade e tomamos cuidados para que a preparação seja a mais natural possível, evitando todos os ingredientes artificiais", explica um texto no site oficial da empresa.

Nascimento da Extra

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: A Löwensenf produziu a primeira mostarda Dijon da AlemanhaDesavisados que colocam um pouco de uma mostarda específica, de rótulo vermelho no pão, conhecem as conseqüências: lágrimas nos olhos, calor e perda do fôlego. Responsáveis por isso foram Otto e Frieda que, em 1920, produziram a pimeira mostarda Dijon da Alemanha.

Originária da cidade que dá nome à pasta, na França, é preparada a partir de sementes de mostarda moídas e trituradas em vinho branco, vinagre e ácido cítrico. E graças ao nome que remete ao sabor único, se tornou um verdadeiro clássico. Diferente das demais concorrentes "extra-fortes", um processo especial faz com que a cor marrom típica dê lugar a uma tonalidade amarela.

E as novidades não pararam por aí. Para poder manter o aroma e garantir o paladar picante típicos, sem uso de conservantes, a Löwensenf também foi a primeira empresa alemã a introduzir o acondicionamento do produto em vidro a vácuo. A embalagem com tampa de rosca e o característico som ao abrir são garantia absoluta de frescor.

Tradição com futuro

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: A empresa de Düsseldorf tem um museu que conta a história da produção da mostardaA exigência por novidades cresceu com o passar do tempo, tanto na cozinha moderna, como também no paladar dos apreciadores da mostarda. Por isso, diferentes versões foram criadas.

Em 1999, com o nome de Löwensenf Rouladen Traum (Sonho para bife rolê), a firma produziu um recheio pronto para o prato tradicional alemão. Quatro anos mais tarde, foi a vez da carne moída. Com o nome de Hackfleisch Traum, a mostarda era apresentada aos cozinheiros amadores, numa preparação perfeita.

Já para paladares mais refinados, a Löwensenf desenvolveu mostardas combinadas com pimenta, mel, aneto, xerez – vinho enriquecido com brandy e a versão rotisseur-vin blanc.

Fonte: www.dw-world.de

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