Tão desconhecida no Brasil quanto seu craque Dado Prso, a gastronomia croata é multifacetada e repleta de história. Em cada prato, percebe-se algum resquício deixado pelos povos que já dominaram suas terras, dos romanos aos turcos.
A falta de informação sobre a cozinha do primeiro adversário da seleção de Parreira na Copa do Mundo (o Brasil estréia no próximo dia 13) deve-se principalmente à inexistência de um restaurante especializado no país. A despeito disso, São Paulo abriga duas associações de imigrantes que representam a cultura croata: a Sacra Croácia Paulistana e a Sociedade Amigos da Dalmácia.
"Tínhamos um restaurante croata, mas vendemos porque não deu certo. Chamava-se Teraca [lê-se terratza]. Logo de cara achamos que tinha pouca gente para freqüentar", diz Volga Seman, 67, da Sociedade Amigos da Dalmácia. "Fazemos aqui, para matar a saudade, almoços e jantares. Somos meia dúzia de senhoras que valem por um batalhão."
Pois são essas dispostas senhoras as responsáveis por um almoço croata realizado no próximo dia 11. Aberto ao público, é preciso fazer reserva (tel. 0/xx/11/6605-7127; custa R$ 20 por pessoa).
"A Croácia faz parte de um entroncamento de civilizações. Lá, há influência dos mundos ortodoxo, católico e islâmico", explica Miroslav Deur, 36, integrante da Associação Sacra Croácia Paulistana.
E a passagem de várias civilizações pelo país vai bem além da esfera política e religiosa. Manifesta-se sobretudo na gastronomia croata, bastante segmentada e particular de acordo com cada região, como indica o mapa ao lado.
No norte, sobressai-se a influência austro-húngara, perceptível principalmente pelo uso do repolho. O sarma - prato que lembra um charuto e é recheado com uma mistura de arroz, carnes bovina e suína - é cozido com chucrute e com lingüiça, costela e toucinho - todos defumados.
Na região que faz fronteira com a Bósnia, predomina a influência turca. Entre os pratos mais tradicionais, está o bosanski lonac, ensopado no qual são sobrepostas camadas de legumes e carnes, e o burek, uma torta de semolina com mel.
Cheia de ilhas e com boa parte de seu território banhado pelo mar Adriático, muitos pratos levam peixes como base. "Na costa da Dalmácia, os peixes são algo fundamental", diz o historiador e professor de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi Ricardo Maranhão, 60.
Assim, um dos pratos típicos da Dalmácia, região que compreende quase todo o trecho banhado pelo Adriático, é o brudet, um cozido feito com peixes e batata. Aqui, na região litorânea, há influência romana em pratos como o dalmatinska strudla, uma espécie de strudel (prato de origem austríaca muito consumido na Alemanha), mas feito com a massa do crostoli, um doce italiano.
Outras iguarias que fazem os croatas encherem a boca d'água são o prsut, um presunto semelhante ao parma, e o krvavice, um chouriço feito de sangue de porco e arroz. "Eu sinto saudade da minha terra. Tem coisas de lá que não encontro aqui, como o krvavice", lembra Stefica Carrieri, 74, do Sacra Croácia Paulistana.
Região Continental
O goulash, ensopado de carne bovina, é um dos resquícios da influência húngara na região. O prato é consumido principalmente na Eslavônia. Na região, usa-se também raiz-forte.
Região Norte
Há um predomínio da incluência austro-húngara. Consome-se muita batata e repolho, além de doces e salgados feitos com massa folhada. Um dos pratos típicosde Zagreb é o strulda, massa folhada recheada com queijo ou com carne. No norte da capital, há ainda o krempita, mil-folhas recheada com um creme doce. No norte do páis conseme-se o sama, espécie de charuto feito com repolho azedo e carne defumada.
Região Litorânea
Há influência de pratos e alimentos deixados pela passagem do Império Romano. O dalmantinska strudia, por exemplo, é uma espécie de strudel, mas feito com a massa do crostoli, doce típico italiano. Outro indício da passagem romana pela região é o prsut (lê-se perchut), um presunto cru semelhante ao de parma. Na Dalmácia, costuma-se comer o brudet (cozido de peixes com batata) e o zelje (ensopado com verdura e costelinha salgada).
Região fronteiriça com a Bósnia
Sob influência turca, um dos pratos mais tradicionais é o bosanski lonac (lê-se bossanski lonats), uma espécie de cozido feito com camadas sobrepostas de legumes (cenoura, batata, repolho, vagem, tomate, cebola) e variados tipos de carne. Outro preparo típico é o burek, uma torta de semolina com mel.
Fonte: www.unb.br
Ingredientes
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) manteiga sem sal
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de óleo
1 pacote de polpa de tomate
½ litro de caldo de carne
1 pacote de esparguete
5 litros de água
Modo de Preparar
Aquecer o óleo juntamente com a manteiga. Adicionar a farinha de trigo e deixar alourar ligeiramente. Acrescentar a polpa de tomate e deixar ferver por 5 minutos, mexendo sempre. Adicionar a água aos poucos, mexendo sempre. Juntar o açúcar e, por último, o caldo de carne. Deixar levantar fervura, colocar em fogo brando e deixar cozinhar até o molho diminuir para metade e ficar mais consistente. Temperar com sal a gosto. Cozer o esparguete al dente e regue com o molho. Servir imediatamente, polvilhando com um pouco de salsa.
Ingredientes
3 colheres (sopa) de polpa de tomate
1 colher (sobremesa) de paprika
1 colher (sopa) de cominhos
2 colheres (sopa) de manteiga
200 gramas de cogumelos frescos
500 gramas de batatas
1 cubo de caldo de legumes
gotas de sumo de limão
3 dentes de alho
200 ml de água
4 cebolas
pimenta
sal
Modo de Preparar
Refogar a cebola em duas colheres (sopa) de manteiga com umas gotas de sumo de limão, até a cebola ficar transparente, mas sem mudar de côr. Juntar os cogumelos bem lavados e o alho. Tapar e deixar cozinhar em fogo mínimo por cerca de 15 minutos. Juntar o cubo de caldo de legumes dissolvido na água morna, as batatas, o louro, os cominhos e a polpa de tomate. Tapar e deixar ferver por cerca de 20 minutos, até as batatas estarem cozidas. À parte, numa panela pequena, dissolver a paprika na manteiga restante. Juntar ao goulash, temperar com sal e pimenta e servir bem quente.