França, berço de boa mesa e dos mais famosos “chefes”. Poderíamos afirmar também que a gastronomia francesa faz parte do património nacional. A gastronomia é, com efeito, uma das maiores referências de França no mundo. Delicios como o foie gras, as quiches, os crepes ou o camembert são produtos franceses que se expandiram por todo o mundo.
Cada região lhe oferecerá sua especialidade, sua cozinha caseira ou vanguardista, ligeira ou muito tradicional, com azeite de Provença ou com nata de Normandia, o que é certo é que não enganará seu paladar.
Em qualquer região, a França tem muito para oferecer...
ALSÁCIA - LORENA
A Alsácia e a Lorena possuem pratos característicos, testemunho de uma tradição de festas e de banquetes.
Estas duas regiões possuem uma gastronomia muito diversificada, os exemplos mais conhecidos são a "Choucroute" (couve, batatas, bacon) e a "Quiche Lorraine" (tarte de queijo, bacon e fiambre).
Relativamente aos pratos doces, abundam as tartas de maçãs, de ameixas e amoras, a "Brioche" alsaciana e o "Kougelhopf" (biscoito alsaciano em forma de coroa).
AQUITÂNIA
De Béarn au País Basco, das Landes a Bordéus, Aquitânia é uma autêntica festa da mesa, orgulhosa das suas tradições e dos produtos da sua terra. O sabor é o rei de uma arte de viver. O "foie gras", o magret de pato, a entrecôte à bordalesa, a "garbure" (sopa espessa de couve), a pularda Enrique IV (a história conta que este monarca queria que todos os franceses comessem este prato todos os domingos), o fiambre de Bayona e o caviar (ovos de esturjão) de Gironde são produtos característicos de uma das melhores cozinhas de França, sem esquecer os vinhos de Bordéus e de Bergerac, vinhos com Denominação de Origem de grande qualidade. Seus maravilhosos numerosos licores de noz, de ameixa, de framboesas acompanham suas sobremesas.
No Périgord cultivam-se os produtos mais variados. Três deles são símbolos desta região : as nozes, os morangos e o tabaco.
AUVERGNE
Esta região é conhecida sobretudo por suas abundantes receitas caseiras, sua charcutaria e os seus queijos: Saint Nectaire, Fourme d'Ambert, Bleu d'Auvergne. No entanto, com a colaboração de alguns cozinheiros, suas receitas transformaram-se em pratos mais refinados, demonstrando que pode-se misturar criatividade e tradição.
Entre os mais conhecidos podem-se encontrar "la potée"
(porco, cenouras, batatas, couve, cebola), o galo ao vinho e os "tripoux"
(novilha, bacon, cebola, vinho).
Não se pode esquecer sua pastelaria : os "millards" (pastel
de cerejas), os "pompes" (pasteis de maçãs), a "fouasse"
(bolo de leite), os "cornets" de Murat (sobremesa com nata), as
tartes de nata, e os doces de frutas.
BRETANHA
Se é amante do mar, a Bretaña é o teu destino. Degustará os melhores ostras e mariscos, assim como a cotriade (sopa de pescado) e de sobremesa as famosas crepes embora não deixa de comer também as galettes, as famosas crepes saladas e o pastel chamado "far".
BORGONHA
A fama da Borgonha vem de longe: os seus vinhos e sua gastronomia datam da época galo-romana. A prova disto são as normas culinárias conservadas no Museu Arqueológico de Dijon.
Entre as famosas receitas borgonhesas destacam os caracóis, a novilha borgonhesa e o assado de novilho.
Também associa-se a Borgonha com a mostarda de Dijon, forte ou aromatizada, para acompanhar vários pratos.
VAL DE LOIRE
A região de Berry oferece produtos típicos: lentilhas verdes, o queijo de cabra "crotin de Chavignol" ou "la mique" (sopa de verduras com porco). A "Tarte Tatin", uma tarte cozida ao invés e caramelizada, que encontra-se em toda a França e que tem o nome de suas criadoras: as irmãs Caroline e Stéphaine, hosteleiras do povo de Lamotte-Beuvron. Preparando uma tarte de maçãs, esta caiu e puseram-na de novo na forma más ao invés.
CHAMPANHA-ARDENAS
Para os amantes da caça, a região de Champagne-Ardenne é famosa pelas suas especialidades. Não se pode esquecer "l'andouillette" de Troyes, especialidade típica da cidade, o fiambre das Ardennes, e os biscoitos de Reims. Não se pode passar por esta região sem degustar a bebida que a fez mundialmente famosa: o Champagne e suas bolhas frescas, elegantes e mágicas. A outra jóia de Champagne-Ardenne é seu diamante cinzenta: a trufa.
CÓRSEGA
O menu tradicional estaria composto de embutidos, pescados e mariscos, e como sobremesa um "brocain" (doce com leite de ovelha ou de cabra). Outros produtos típicos são a farina de castanhas, o mel, ou o Cédrat (um cítrico) ou o licor de mirto (feito com frutos e com flores).
LANGUEDOC-ROUSSILLON
A cozinha do Languedoc está enfeitada com azeite e ervas aromáticas
(tomilho, rosmaninho,...) que perfumam seus pratos de caracóis de caça,
ou de ave acompanhados de saborosas verduras: beringelas, tomates, curgetes,
pimentos.
Os pratos do mar merecem uma menção especial: ostras e mexilhões
de Bouzigues, "bourride sétoise" (prato de sapo), "tielles"
de polvo (massa de pão, polvo, tomates, cebolas, especiarias), e "brandade"
de Nîmes (bacalhão picado com azeite, leite e alho).
Como sobremesa, não se poderá resistir a uma "crème brulée", riquíssimas natas.
MIDI-PYRÉNÉES
Em Toulouse, o prato mais importante é sem dúvida o "Cassoulet" (composto de feijões, perna de cordeiro, de toucinho...)
O ganso e o pato saboreiam-se em "foie gras" ou "confit". Entre as especialidades de Toulouse encontram-se o pato "à l'albigeoise" e os espargos do Tarnais.
Na montanha, as terras de Aveyron e dos Pirenéus oferecem também uma gastronomia de carácter com os "tripoux de Naucelles" (vinho branco, fiambre e alho), a charcutaria de Entraygues ou o "alicuit".
Relativamente aos queijos, a região de Aubrac dá-nos o incomparável "Laguiole" (ao qual costuma-se incorporar ao puré de batatas, alho para fazer o "aligot") e Millau oferece-nos o Roquefort.
O vinho ocupa um papel importante nestas regiões. Com efeito, os vinhos de Cahors e de Bergerac, já famosos na época romana oferecem vinhos com Denominação de Origem de grande qualidade.
NORD PAS-DE-CALAIS - PICARDIA
No Norte sabem apreciar os méritos de uma mesa generosa para oferecer uma grande variedade de pratos ricos e saborosos.
A cozinha flamenca oferece numerosas sopas como a sopa de pescada do "Touquet". Como entradas figura o "Potjevleesch" (terrina de ternera, cerdo, coelho e frango), a "flamiche aux maroilles" (tarte de alho francês) ou "l'andouille" (especie de embutido). Entre os pratos principais encontram-se o coelho com ameixas, o "hochepot" (sopa de novilha, de cordeiro, de toucinho e de verduras), a "ficelle" picarda (crepe de fiambre com molho "bechamel" e cogumelos), pratos típicos compostos de pato, coelho, enguia e lúcio.
NORMANDIA
Esta região possui muitos tesouros gastronómicos: queijos como "le Pont l'Evêque" ou "le Livarot", o caramelo de Isigny, licores como o "Calvados" e a cidra, ou as maçãs com as quais fazem-se o famoso "Trou normand" (licor, maçãs, menta, sal e água) que se bebe durante a comida para facilitar a digestão.
PAYS DE LA LOIRE
Aqui pode-se saborear ostras e mariscos, as famosas "rillettes" (paté caseiro) acompanhadas de um bom vinho da região de Anjou, e por fim a sobremesa: "brioche vendéenne", um pastel típico.
POITOU-CHARENTES
A gastronomia do Poitou-Charentes tem como protagonistas os sabores do mar.
O menu típico poderia ser: uma dúzia de ostras de Marennes-Oléron
com pão de centeio untado de manteiga d'Echiré, depois um tortilha
de caracóis ("cagouilles"), uma peça de cordeiro e
por fim um pouco de queijo "cabichou".
PROVENÇA-ALPES-COSTA AZUL
Nos mercados da Provença podem-se adquirir todos os produtos da região: azeite, ervas de Provença, figos, morangos de Carpentras, melões de Cavaillon, queijos de cabra, peixes. Saboreiam-se também algumas especialidades deliciosas: a famosa "bouillabaisse" na cidade de Marselha (sopa de pescado), "l'aïoli" (maionese com azeite e alho), a "tapenade" (puré de azeitonas negras misturado com alcaparras, anchovas e atum) ou "a ratatouille" (com verduras), todo acompanhado com um vinho de Côtes de Provence.
As especialidades de Nice são "la pissaladière" (tarte de cebola com molho de anchovas e azeitonas negras), a salada niçoise (tomates, alcachofras, pimentos, ovos duros, azeitonas negras, azeite), "le pistou" (sopa de verduras sazonada com basílico, alho, tomate, azeite).
Não se pode esquecer também os "Calissons", doces da cidade de Aix-en-provence.
RHÔNE-ALPES
O Vale do Rhône é uma região essencial na gastronomia francesa. Das aves de Bresse a sopa de trufas, sem esquecer as fondues, raclettes, o gratin dauphinois (mistura de batatas, ovos e leite), pratos para saborear num chalé de madeira com ambiente de montanha, a riqueza das produções naturais cria uma grande variedade de pratos aos quais ricos vinhedos trazem sua generosa ajuda.
Entre as especialidades de Lyon: o croquete de lucio queimada no forno com manteiga, o salsichão de Lyon, a salsicha quente com amêndoas e pistachos, o polvo com nata, as galetas "pérougiennes" e os "bugnes".
As sobremesas mais famosas são o Nougat de Montelimar (açúcar, mel, ovos, baunilha e amêndoas) e os "Marrons glacés".
Os melhores vinhos desta região são os "Beaujolais" e "Côtes du Rhône"
Fonte: br.franceguide.com
Os parisienses são apaixonados pelos prazeres da vida de uma forma raramente igualável, e em nenhum lugar isto é tão evidente quanto no seu amor pela comida. A culinária francesa é verdadeiramente uma delícia em todos os sentidos, e se apresenta de forma abundante nos inúmeros cafés e restaurantes em toda a cidade. As refeições, ao serem saboreadas vagarosamente, tornam-se eventos longos, e elas são o começo da estimulante vida noturna da cidade.
Por que as pessoas passaram a considerar a refeição como um passatempo agradável e não mera necessidade? Desde quando alimentação se transformou em lazer? Foi na França onde surgiu o primeiro restaurante, no período do século XVIII. Esse restaurante era uma espécie onde serviam refeições com propriedades terapêuticas, principalmente caldos. Seu principal objetivo era restabelecer e restaurar a força de indivíduos doentes.
Durante as décadas de 1760 e 1770, os mais sensíveis ou doentes tornavam pública sua condição indo a novos estabelecimentos, chamados restauraters rooms. Ali permaneciam, calmamente, aproveitando o caldo restaurador servido. Em 1790, no entanto, o restaurante passou a ser visto como decadente e corrupto. As mesas da Revolução eram locais para uma hospitalidade politicamente correta e um apetite frugal era tido como contra-revolucionário. Os restaurantes, antes vistos como provedores de comida saudável, passaram a posar como um símbolo da ganância da aristocracia. a transição entre essas instituições a partir da queda da Bastilha. A Revolução Francesa teve grande influência na política, na cultura e, principalmente, nos costumes.
No corte real francesa, os banquetes eram grandiosos. O mundo se rende à culinária francesa e à generalização da manteiga e dos molhos aveludados. Era chique usar os condimentos com freqüência, já que tinham preços acessíveis e seu emprego era comum.
Foram os franceses, em especial os parisienses que inventaram a cultura moderna da comida. Metamorfoseando sua vida social e, a reboque, a do resto do mundo. A partir do século XIX, o restaurante se transformou num local seguro para a transição da monarquia para a democracia. O aparecimento de um gênero literário até então desconhecido, a literatura gastronômica, conferiu status a pratos como ostras e champanhe e atraiu a atenção de turistas. Americanos e ingleses iam à capital francesa para descobrir os segredos de sua sofisticação em seus restaurantes.
Na segunda metade do século 19 a culinária francesa atingiu seu apogeu. Hoje, nem a própria França escapa ao estilo fast-food de alimentação. Nada contra ao estilo fast-food, mas para amantes da culinária francesa, isso com certeza é um fato muito preocupante, pois pode colocar em jogo toda essa cultura e cuidados na hora de selecionar os ingredientes e preparo dos pratos.
Fonte: www.portaldosrestaurantes.com.br