Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Givenchy  Voltar

Givenchy

A extrema elegância sempre foi a principal marca das criações clássicas de Hubert de Givenchy, um francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado.

Givenchy se aposentou em 1995 e não mais participa do mundo da moda. O atual responsável pela criação da marca é o inglês Julien Macdonald, que veio substituir Alexander MacQueen, desde março de 2001.

"Para os que se preocupam com qualidade, o prestígio é a coisa mais importante. Acredito sempre na alta-costura e desejo que ela dure até o fim da minha carreira. Sempre a defendi, com a perfeição que ela implica. Não há duas maneiras de se exercer a profissão. Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão." - Givenchy

Hubert de Givenchy
O estilista Hubert de Givenchy

"Bonequinha de Luxo"

A atriz Audrey Hepburn (1929-93) traduzia o ideal de elegância e glamour que Givenchy queria para suas roupas. Era a mulher perfeita para vestir suas criações, sempre impecavelmente bem proporcionadas.

Audrey Hepburn
Audrey Hepburn usa modelo de Givenchy em cena do filme "Bonequinha de Luxo", de 1961

"Eu trabalho mais sobre modelos vivos que com manequins de madeira. Os manequins vivos são fonte de inspiração. Audrey Hepburn encarnou, para mim, um ideal feminino, por suas proporções e também por sua imagem."

O guarda-roupa criado por ele, que vestiu Hepburn, para o filme "Bonequinha de Luxo", de 1961, se tornou exemplo de sofisticação clássica, com seus vestidos pretos e formas limpas.

Em 1998, numa edição comemorativa limitada, a Barbie, boneca mais vendida no mundo, foi vestida com o famoso vestido preto longo do filme "Bonequinha de Luxo".

Vida e Carreira

Hubert James Taffin de Givenchy nasceu em Beauvais, na França, em 1927. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes em Beauvais.

Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura.

Ao contrário do que sua família desejava, Givenchy não se tornou advogado, tendo cursado a Escola de Belas Artes, em Paris. Chegou a trabalhar com nomes importantes da costura parisiense, como Jacques Fath, Robert Piguet e Lucien Lelong.

Trabalhou também com Christian Dior e Elsa Schiaparelli, antes de abrir sua própria maison, em 1952, no número 8, da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, em Paris.

Nesse mesmo ano, ele apresentou sua primeira coleção de alta-costura, que ficou marcada pela blusa de babados nas mangas, batizada de Bettina, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca.

O ano de 1953 foi muito importante para Givenchy, pois conheceu aquela que viria a ser sua musa inspiradora, amiga e responsável por muito de seu sucesso internacional, a atriz Audrey Hepburn.

O estilista criou modelos para a atriz, imortalizados em filmes como "Bonequinha de Luxo" ("Breakfast at Tiffany's"), de 1961, "Cinderela em Paris" ("Fanny Face"), de 1957 e "Sabrina", de 1954. Este último chegou a ganhar o Oscar de melhor figurino, que era assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme.

Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes, seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês, que criou modelos tão elegantes, que a imagem de Audrey Hepburn, usando um vestido longo preto e uma piteira, em "Bonequinha de Luxo", se tornaria inesquecível.

O guarda-roupa da personagem Holly Golightly estava repleto de clássicos, os vestidos pretos, as cinturas marcadas, os comprimentos pelo joelho, as estruturas limpas e os sapatos discretos. A combinação perfeita entre as criações do estilista e sua musa inspiradora produziram um clima de encanto, de glamour, que marcou Audrey e Givenchy como sinônimos de elegância e refinamento.

Também em 1953, Givenchy encontrou o estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, que foi o seu grande mestre, segundo declaração feita pelo próprio Givenchy. A influência de Balenciaga está presente no espírito de muitas de suas criações e o evidente gosto pela estrutura minimalista das roupas.

Durante os anos 50, ele criou vários modelos "chemisier", na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com os separáveis - peças que podem ser combinadas entre si -, e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas.
Givenchy foi o primeiro designer de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, intitulada "Givenchy Université", em 1954.

Em 1957, lançou o seu primeiro perfume, o feminino "Le De". Originalmente vendido a poucos seletos clientes e amigos de Givenchy, atualmente ele só é encontrado em Paris, nas galerias Lafayette e Printemps, na Sachs, em Nova York e na Harrods e Selfridges, em Londres.
Ainda em 1957, criou o perfume "L'Interdit", em homenagem a Audrey Hepburn, e, em 1973, entrou para o mundo da moda masculina, com o lançamento da linha "Gentleman Givenchy".
Além de Audrey Hepburn, Givenchy vestiu outras tantas famosas, como Jacqueline Kennedy, Grace Kelly e a duquesa de Windsor.

Em 1981, os perfumes da marca passaram para o controle da Veuve Cliquot Champagne e, em 1988, a Givenchy Couture foi vendida para a LVMH (Moet Henessy Louis Vuitton), que é hoje o maior grupo de comércio de marcas de luxo.

Em 1995, o estilista fez seu último desfile, deixando seu lugar na maison para o britânico John Galliano, graduado pela London's St Martin's School of Art e três vezes eleito o designer do ano pelo British Fashion Council.

Sua estréia foi em janeiro de 1996, com uma coleção criativa e dramática, com crinolinas e vestidos de cauda longa, chapéus de sino, anos 20, vestidos anos 30 e tailleurs anos 40.

Um ano depois, em outubro de 1996, o também britânico Alexander McQueen foi escolhido como seu sucessor. Sua primeira coleção para a Givenchy foi apresentada em janeiro de 1997 e, em 1998, ganhou o prêmio de melhor designer do International Fashion Group.

Após algumas especulações sobre quem se tornaria o principal nome da marca, no lugar de McQueen, Julien Macdonald foi nomeado diretor artístico da casa em março de 2001. O jovem Macdonald tem em seu currículo a experiência de ter trabalhado para a maison Chanel e é dono de sua própria casa, desde 1997.

Hubert de Givenchy esteve no Brasil duas vezes: a primeira na década de 50, para o lançamento de uma coleção de algodão que havia sido encomendada pela fábrica de tecidos Bangu e a outra, em 1995, para abrir o Primeiro Congresso Brasileiro de Moda, promovido pelo Instituto Zuzu Angel e pela Faculdade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.

Fonte: almanaque.folha.uol.com.br

Givenchy

A marca criada por Hubert de Givenchy imortalizou Audrey Hepburn como símbolo de elegância e se renovou na última década com o melhor da rebeldia inglesa.

Moda desde cedo

Givenchy

A paixão de Hubert de Givenchy pela moda se manifestou cedo: aos 10 anos, quando viu por acaso uma exposição de figurinos dos estilistas mais conceituados em alta costura na época em uma feira parisiense. Nascido Hubert James Taffin de Givenchy, em Beauvais, na França, em 1927, decidiu, naquele momento, ser estilista, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado.

Não houve tempo para o Direito. Givenchy foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, braço direito de Elsa Schiaparelli.

Em fevereiro de 1952, abriu a sua maison e produziu a primeira coleção, com o apoio de seu mentor, o estilista espanhol Cristobal Balenciaga. Sua grande contribuição para a história da moda foi a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto.

Audrey Hepburn, a eterna musa

Givenchy

Em 1953, Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. Essa peça também imortalizou o conceito de “pretinho básico” - vestido preto de estrutura minimalista e curinga para qualquer ocasião - criado por Coco Chanel nos anos 20 (ver VIEW 47).

A era da rebeldia

Givenchy

A aposentadoria de “Monsieur Hubert”, em 1995, abriu caminho para uma total reformulação, com a contratação de John Galliano, depois Alexander McQueen e, por último, Julien MacDonald - três jovens, britânicos, teatrais e nada convencionais.

Galliano teve uma passagem rápida em 1996 e logo foi para a Dior, cedendo espaço para o recém-descoberto talento de McQueen, eleito na mesma época o melhor estilista do ano pelo Conselho Britânico de Moda, tornando-se o “queridinho” da mídia especializada. Em março de 2001, MacDonald fez sua elogiada estréia, com uma coleção que fundiu harmoniosamente a jovialidade e a extravagância de seus dois predecessores com a feminilidade e a sofisticação de Hubert de Givenchy.

A bela da vez

Givenchy

Em abril, a atriz norte-americana Liv Tyler foi contratada para estampar as campanhas da marca. Filha do vocalista da banda Aerosmith, Steven Tyler, seu mais recente trabalho foi nos filmes da série O senhor dos anéis, encarnando a princesa Arwen.

Curiosidades

Todas as mulheres da família Kennedy usaram Givenchy no funeral do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O vestido da viúva, Jacqueline Kennedy, foi enviado às pressas de Paris para a ocasião. Comenta-se que, na época, o ateliê de Givenchy tinha um tipo de tecido especial para cada mulher da família Kennedy.

Em 1961, mal passava pela cabeça dos criadores criar coleções de óculos. Por isso, os óculos de Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo não são assinados por Givenchy, mas pela mais tradicional marca norte-americana de todos os tempos: Ray-Ban, um modelo Wayfarer.

Em 1988, Givenchy vendeu sua marca para o grupo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), o maior detentor de griffes de luxo no mundo, mas continuou no comando das criações da maison até se aposentar.

O estilista esteve no Brasil duas vezes: na década de 50, para o lançamento de uma coleção encomendada pela fábrica de tecidos Bangu e, em 1995, por ocasião do primeiro Congresso Brasileiro de Moda, realizado no Rio de Janeiro.

Ícones

A blusa Bettina (inspirada em sua principal modelo, Bettina Graziani), camisa branca com babados nas mangas, e peças coordenáveis, em 1952

O pretinho básico de corte reto, usado por Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo

Vestidos “saco”, ou seja, largos na parte superior e justos na bainha, em 1955

Vestidos tipo envelope, transpassados, em 1966

Tecidos com estampas inspiradas em artistas como Miró, Matisse e Bérard, nos anos 80

Pronúncia

“Ji-vân-xí”.

Givenchy

A sílaba mais forte é a última, mas o truque maior é que a sílaba do meio é pronunciada como “vân” em vez de “ven”, como é costume entre os brasileiros.

Mix de elegância e modernidade nos óculos

Givenchy

É possível embarcar na sofisticação atemporal da griffe com os óculos solares e armações de receituário Givenchy, comercializados no país pela Wilvale. De materiais leves e design delicado, cores sóbrias e detalhes como aplicação de brilho nas laterais, as peças seguem a mesma tendência das criações de Julien MacDonald, em releituras atuais do minimalismo clássico de Hubert de Givenchy.

Fonte: www.revistaview.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal