
De uma pequena loja de bagagens em Florença para uma das mais lucrativas empresas do mundo.
Em 1921, Guccio Gucci fundou aquela que seria a aristocrática e exclusiva marca da Itália, famosa pelo trabalho de couro com os melhores artesãos da Toscana.
Sinônimo absoluto de chic, a Gucci viveu o primeiro auge nos anos 50, lançando a bolsa com alça de bambu, o mocassim com fivela e a bolsa a tiracolo batizada com o nome da primeira cliente preferencial, Jackie Kennedy.
A genialidade e o talento criativo fizeram a grife ser desejada por personalidades como a rainha Elizabeth II e Grace Kelly, mas os herdeiros da dinastia Gucci não levaram o desejo pela moda adiante: houve escândalos, processos e extravagâncias na família que quase arruinaram um dos maiores impérios italianos.
Os anos 80 foram os da derrocada, mas a década seguinte foi um luxo só: em 1995, Tom Ford assumiu como diretor de criação. Em 1999, o grupo francês Pinault-Printemps-Redoute, do magnata François Pinault, tomou o controle das finanças da casa.
Com dinheiro em caixa e criatividade de sobra, a Gucci voltou aos editoriais de moda e às capas das revistas de business.
Foi o mais retumbante comeback da moda internacional, criando uma tendência no mercado do luxo.
Hoje o logo GG.brilha nas mãos da estilista Frida Giannini, responsável pelos acessórios e o prêt-à-porter feminino, e de John Ray, que assina a linha masculina. No século XXI a supremacia Gucci prossegue no cenário fashion.
A grife italiana aterrissa na Daslu com duas lojas: a feminina localizada no térreo, ao lado do pergolado.
A loja masculina estará no primeiro andar.

Fonte: www.daslu.com.br
A alta burguesia e a nobreza florentina logo reconheceram a excelência e originalidade do produto e em pouco tempo a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais conhecidas entre a elite do país.
A herança de Guccio Gucci mudou de Florença para Roma e, nos anos 50, para New York onde as estrelas de Hollywood fizeram brilhar a marca florentina nas capitais do luxo de todo o mundo.
Em 1982, a Gucci transforma-se em sociedade anônima e em 1989, adquiriu 50% do pacote acionário que foi comprado totalmente em 1993.
A maison foi reorganizada, e o encargo de relançar a grife coube a Tom Ford e Domenico Del Sole. 1999 assinalou a aliança estratégica com o grupo PPR: em troca de uma quota de 40%, o polo do luxo francês investiu na Gucci 2,9 bilhões de dólares para financiar o crescimento através de aquisições.
m 2005, ainda em clima de mudanças, no posto de comando chega o americano Mark Lee e na direção criativa, em 2006, chega Frida Giannini que reinterpretou em chave-moderna as origens da grife.
Hoje a Gucci, que faz parte do polo do luxo PPR, encerrou 2006 com vendas no valor de 2,1 bilhões de Euro, um aumento de 16,8% em relação a 2005, e 219 butiques em gestão direta em todo o mundo.
Em suma, após 86 anos, a maison ainda comprova resistir ao tempo, adequando seus elementos estilísticos às mudanças da moda e do gosto.
Fonte: www.couromoda.com