As diversas maneiras com que os povos carregam os seus pertences, durante toda a história, refletem os períodos históricos com uma grande felicidade.

Transportava-se o dinheiro e algumas pequenas peças preciosas em pequenos bolsos internos costurados nas roupas. Na virada do século, as roupas perderam o excesso e, assim, não comportavam mais bolsos internos, surgindo então as bolsas de tecidos bordadas à mão.
Eram as chamadas “reticulés”.

Com o apogeu da Revolução Industrial, as mulheres começam a ganhar independência e a sair mais às ruas. Surgiram assim as bolsinhas amarradas às cinturas, muitas vezes confeccionadas com o mesmo tecido da saia ou veste. Eram chamadas “Châtelaines”.
Desde o início do século, a bolsa já era tratada como um acessório obrigatório, tendo já se transformado em um importante bem de consumo.
Traz formas e materiais variados e sofistica-se o seu processo de confecção. O design se aprimora e cria-se compartimentos para moedas, cartões de visita, canetas, perfumes, etc.
As bolsas de couro “lézard” ou crocodilo, eram as mais chiques. Para a noite, usava-se a de prata e até mesmo de ouro!
Em 1929, Coco Chanel faz uma bolsa para se usar a tiracolo.

O período é de revoluções nas convenções sociais, na moda e no design.
A mulher se torna mais ativa, vai ao trabalho de bicicleta e, inspirado na profissão de “carteiro”, Louis Vitton cria esse modelo de bolsa.
Cada vez mais as mulheres têm a necessidade de carregar mais objetos consigo mesmas e de uma maneira mais prática e confortável.

Novamente em 1932, Louis Vitton cria a bolsa “Noé”, a pedido de um produtor de champagne que pretendia carregar cinco garrafas na mesma bolsa.
No anos 50, 60 e 70, os materiais alternativos passam da rigidez para a liberdade.
Os conglomerados do “luxo” começam a se formar, expondo suas grifes nos designs das bolsas.
Fendi, Dior, Prada, Biba, Chanel e outras impondo suas logomarcas nos anos 90.

Anos 2000, a moda sintetiza-se em “be yourself”, refletindo a personalidade de quem usa esse acessório.
O importante é ter a bolsa certa, no lugar certo e saber como carregá-la.
A bolsa traz grafismos, o símbolo de identificação entre as tribos.

As bolsas do “status” são objetos de um jogo não declarado, mas as associações poderosas são unidas, como o automóvel do Benz, ou a bolsa Hermes, Louis Vitton, Chanel, Gucci, Karl Lagerfeld e Christian Dior entre outros que fazem esse tipo de bolsa ser o parceiro desse game.
Fonte: www.wmulher.com.br
Elas ficaram conhecidas como relicários por armazenar peças preciosas durante o século 15 as bolsas foram usadas para carregar complementos indispensáveis aos hábitos da época.
Certas bolsas eram usadas especialmente para carregar remédios, leques, tabaco ou escovas de cabelo.
Algumas foram desenhadas especialmente para armazenar relíquias e livros de oração, a cidade de Caen, no noroeste da França tornou-se pioneira e famosa pela alta qualidade dos sacos e pochetes que produzia.
A demanda por esse precioso item cresceu de tal maneira que sociedades especializadas na confecção desse artigo nasceram por toda Europa. Foi durante este período que apareceram os pockets, confeccionados em linho, algodão, lona e flanela no formato dos bolsos atuais, geralmente feitos em pares, ligados por fitas ou cordões para serem usados sob as saias e anáguas.
No século 17 com a evolução da moda mais bolsos foram adicionados às roupas masculinas e no caso das femininas esses bolsos foram ficando cada vez maiores e mais profundos. Como nos dias de hoje, as mulheres do século 17 tinham o costume de carregar as coisas mais estranhas em seus bolsos: Espelhos, sais de cheiro, garrafas de bebidas, leques...
Século 18 Os bolsos femininos adquiriram tal importância que eram deixados em testamento para parentes e amigos usados igualmente por homens e mulheres, eram confeccionadas em diferentes tipos de couro. Com a quantidade de objetos carregados pelas mulheres em seus bolsos, logo se tornou lógica a necessidade de aliviar o problema estético criados pelas protuberâncias e saliências que desfiguravam a silhueta feminina.
No final desse século os vestidos passaram a apresentar um contorno marcado na qual não havia lugar para bolsos carregados de objetos, foi para resolver esse problema que uma nova bolsa passou a ser usada: A Reticula.
Fonte: pt.shvoong.com