
No começo do séc. XIX as bolsas foram desenvolvidas em resposta as mudanças na indumentária feminina. As primeiras foram desenvolvidas para transportar objetos de acordo com a classe social de cada mulher, como lenços de mão, leques, cartas, cartões de visita. Desta maneira tornaram-se indispensáveis na Inglaterra e consideradas “ridicules” (ridículas) na França.
Com o progresso do século XIX, o termo francês “ridicules” passou a ser denominado “retícule”,termo este que foi usado tanto na França como na Inglaterra a partir de 1912 para designar as bolsas da época.
As primeiras retícules foram confeccionadas com o mesma cor e tecido do vestido, como o veludo e a seda, ornadas com alças de cordões ou correntes. Muitas destas bolsas foram feitas em casa por jovens que tinham habilidades manuais.

As retícules tornaram-se essenciais no traje feminino durante o primeiro império francês, o período neoclássico entre 1804 até 1914.
As retícules do século XIX, refletiam as mudanças da moda, e com o passar dos tempos, passaram a ser adornadas com pérolas, bordados, renda, fio de seda, cetim, couro, ráfia e madrepérola. No começo do século XIX uma bolsa (reticule) foi usada para levar panfletos com mensagens sobre a emancipação dos negros.
Talvez, tenha sido vendida para arrecadar fundos para a “Sociedade de Senhoras Protetora dos Negros”, fundada em 1725.

As primeiras bolsas para viagem surgiram na primeira metade do século XIX. Estas eram miniaturas das malas de viagem e vinham com fechadura, chave e compartimento para a passagem.



Durante a metade do século XIX uma pequena e graciosa bolsa foi desenvolvida como souvenir. Inspirada na Rainha Vitória, artesãos criaram jóias e acessórios com inscrições de cunho sentimental como “ Para um Amigo” , “Meu Coração é Seu”, “Minha Querida Namorada”, entre outros.
Uma pequena bolsa em forma de concha foi muito apreciada nesta época para se dar de presente. Ela também vinha com inscrições sentimentais e muitos a compravam a beira-mar.
Fonte: www.sinacouro.org.br