O jeans não tem fronteiras sociais. É usado por homens, mulheres, ricos, pobres, negros ,brancos. Mas como surgiu esta peça tão importante em nosso guarda-roupa?

O jeans surgiu no século XIX, em 1853, na época da febre do ouro nas minas da zona oeste dos Estados Unidos. Diante das queixas dos mineradores, que eram obrigados a substituir freqüentemente suas roupas devido ao desgaste, um jovem comerciante de San Francisco (Califórnia) chamado Levy Strauss teve a idéia de criar uma calça mais resistente para o trabalho nas minas de ouro.
Os primeiros jeans foram confeccionados com uma tela grossa utilizada em toldos para cobrir carroças. Logo a “tela” de lona foi substituída por uma sarja de algodão. Strauss incorporou rebites nas peças. Estava criado o jeans básico, para o uso no dia-a-dia!
A partir de então, cada vez mais os trabalhadores aderiram ao jeans para exercer suas tarefas mais árduas e de exigência física.
Entretanto, o jeans só passou a ser utilizado no dia-a-dia, em pleno século XX. Mas foi em 1935 que a Levi’s® criou as primeiras blue jeans especialmente para as mulheres. Na década de 50 as peças conquistaram definitivamente os Estados Unidos e, em 1961, foram expostas em Paris.
Na década de 70 Calvin Klein causou polêmica ao utilizar o jeans pela primeira vez em um desfile de moda. A partir daí o jeans conquistou o mundo e hoje é usado por pessoas de todas as idades e em todos os estilos. O jeans básico ou até mesmo com aplicações de pedrarias, cristais, bordados e rendas, cai bem em qualquer situação, sem contar que combina com tudo.
Fonte: newcompany.br.tripod.com
A raiz da palavra Jeans foi notada pela primeira vez em 1567 como Genoese zou Genes, um termo usado na descrição das calças dos marinheiros da cidade italiana Gênova.
A sua história como peça do vestuário começou por volta de 1850, quando o jovem Levi Strauss de 24 anos, imigrante judeu da Bavária foi para os Estados Unidos vender um produto para os mineradores. Sua intenção era de levar lona para fazer tendas e toldos para carroças, só que os mineradores queriam roupas para o trabalho pesado. Inspirado por essa sugestão, Levi Strauss leva um mineiro a um alfaiate e com seu estoque não vendido de um tecido de cor escura, produz para seu freguês uma nova calça: nascia então o jeans.
O sentido inicial do uso do jeans cedeu lugar nos anos 50 ao símbolo de rebeldia. Começou a ser vestido pelos cawboys do asfalto que "aterrorizavam" a Califórnia com suas Harley-Davidsons. Elvis Presley em 1957 já usava seu jeans, e desde então rock e jeans são inseparáveis.
Modelos como Marilyn Monroe e Jayne Mansfield usavam jeans apertado para mostrar como uma trabalhadora tradicional poderia ser sexy. Nos finais dos anos 60 adeptos do movimento hippie adoravam essa peça de roupa por ser funcional e barata. Jaquetas e calças jeans viraram febre para uma juventude independente que se reunia e celebrava seu estilo de vida em festivais de rock como Woodstock e Monterey.Desde sua invenção, o jeans já vestiu trabalhadores, cowboys e jovens rebeldes. Hoje, vincula-se como um dos elementos mais democrático e universal do vestuário do século XX.
O jeans saiu das minas americanas, em 1953, passou pelas fazendas, uniforme das forças armadas e virou febre entre os jovens rebeldes da década de 70. Ele realmente é um mutante, resistiu ao tempo, conquistando mais e mais adeptos até chegar às boutiques e lojas de marcas luxuosas. Nessa trajetória, ele perdeu toda sua rudeza e ganhou novos conceitos que o tornaram uma unanimidade, a “tendência” que veio pra ficar.
Às vésperas de completar 150 anos, o jeans estabeleceu-se como o uniforme nada básico do século XXI. Apesar das misturas de tecidos, cores, apliques e lavagens ele consegue manter intacta sua legitimidade. Mesmo mudando de cara a cada estação, a essência continua a mesma.
Talvez essa pluralidade o tenha tornado fundamental. Que outro tecido permitiria aos estilistas tantas releituras e abusos criativos? Eles não se cansam de inventar novas faces para o jeans, e essas possibilidades, parecem jamais se extinguirem. Uma prova dessa versatilidade, foi a palestra ministrada pela coordenadora da Hi-Tech, Blanca Leone, onde na ocasião mostrou as tendências mundiais do jeans para o verão 2004. Na oportunidade, mais de 100 peças foram desfiladas, demonstrando os efeitos conseguidos através das novas tecnologias de lavagens e tinturaria.
Uma resposta fácil – e nem por isso menos verdadeira – é que o azul é um açor agradável, ligada à idéia de limpeza e de vastidão (como o céu e o mar). Mas segundo Luiz Pegorin, gerente de produtos da Santista jeans ware (1999), há uma razão mais concreta: o índigo (corante que dá a cor azul) é o único que tem seu aspecto renovado mesmo após várias lavagens.
Lavando com pedras
Os primeiros a usar roupas tingidas com índigo foram os trabalhadores mineiros do começo do século, nos eStados Unidos. Com a mesma calça usada no eles saíam para dançar nos fins de semana: bastava entrar no rio para lavar-se, de roupa e tudo e esfregar a sujeira com pedras. As roupas ficavam limpas mas também desgastadas, aspecto que incorporou ao jeans. Hoje o jeans passa por uma lavagem com pedras ou produto químico (stone washed) em lavanderias industriais.
ÍNDIGO
Corante inicialmente extraído das plantas, mas hoje feito à base de petróleo.
JEANS
São peças (calças, jaquetas, saias ou vestidos) que exibe, certas características, como as costuras duplas e os cinco bolsos (five pockets, em inglês).
DENIM
É o tecido mais tradicional das peças jeans, de trama sarjada (com fios na diagonal) e técnica de tingimento que mistura algodão de coloração índigo e cru.
CHAMBRAY
Tingido como o denim, tem armação em tela (fios horizontais e verticais). Mais leve é usado em camisas e vestidos.
Fonte: www.galeriagoias.com