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Marc Jacobs

Um pouco sobre Marc Jacobs

No último mês de março, o estilista novaiorquino mais conceituado do momento Marc Jacobs esteve no Brasil para a abertura de uma filial de sua grife em São Paulo.

Falando assim, parece até que ele é um estilista desses que surge da noite para o dia, mas não é.

Graduado pela Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque em 1981, tornou-se conhecido no mundo fashion no final dos anos 80, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo “grunge” , estilo que todos devem ainda se lembrar, que ficou bastante famoso entre os adolescentes doa anos 90.

O estilo era baseada no novo tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa-oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais e os difundiam para todo o país e para o mundo.

A ousadia lhe custou o emprego, poia, ao apresentar a coleção para a tradicional e luxuosa marca Perry Ellis, da qual era diretor de estilo, foi imediatamente demitido.

Já a marca Luis Vuitton, viu a ousadia de Marc Jacobs uma oportunidade de modernizar seus produtos e lugar cada vez mais com a nova geração de consumidoras.

Luis Vuitton era uma marca que possuía um certo ar decadente, como a editora da Vogue americana Anna Wintour, o grande oraculo do mundo fashion, chegou a declarar: “Você pensa em Vuitton e pensa em aeroportos.

A imagem da Vuitton tem sido… a de Palm Beach”, referindo-se a este ar decadente, muito associado às socialites emergentes de Miami.

Quando Jacobs assumiu o cargo de diretor artístico da grife, em 1997, quando todos acreditavam a associação improvável, a ousadia de Jacobs foi canalizada para multiplicar os lucros transformando a marca em em uma marca da moda.

Em 98, Vuitton fez sua primeira linha de roupas e o primeiro desfile na coleção de Paris. As roupas eram uma forma de criar uma nova imagem para a marca, e a partir de então os produtos Luis Vuitton foram renovados.

Seus produtos, completamente renovados se tornaram verdadeiros ícones da moda e objetos de desejo – um grande exemplo disto é a famosa e tradicional estampa de bolsas e acessórios , a monograma LV, que ganhou uma versão colorida em 2003 a partir do convite feito por Marc Jacobs ao artista plástico japonês Takashi Murakami para renovar as bolsas da marca.

As bolsas brancas com o monograma colorido venderam, naquele ano, 300 milhões de dólares, estão entre as mais procuradas nas lojas até hoje.

Além de ser o nome à frente do setor de criações da Luis Vuitton, Marc Jacobs possui sua própria grife, extremamente popular, que leva o seu nome e já possui mais de 100 lojas mundo afora, inclusive a recém inaugurada no Brasil.

É conhecido como um estilista que não segue as tendências universais da moda de cada estação, como em sua coleção de 2004/2005, quando, ignorando o estilo safári seguido por outros grandes nomes do mercado, fez sua coleção baseada num estilo completamente feminino com seus modelos desfilando entre 450.000 rosas na passarela.

Esta sua ousaria e até mesmo irreverencia. Com um pouco de rebeldia, fazem com que o estilista seja extremamente inovativo e este é o seu grande diferencial.

No Brasil, Marc Jacobs desfilava confortavelmente usando saias, sem se importar com que os demais pudessem vir a dizer. A ousadia, que já fora rejeitada no inicio de sua carreira, é o que hoje faz com que sua marca e os produtos desenvolvidos para a Luis Vuitton sejam tao desejados.

Em uma época em que todos desejam ser diferentes, especiais, desejam ter seu próprio estilo, exclusividade e inovação são palavras de ordem para empresas e consumidores.

Fonte: cyncardoso.net

Marc Jacobs

O mundo de Marc

O estilista Marc Jacobs revela suas fontes de inspiração e conta o que o deixa feliz.

Marc Jacobs faz o que quer, inventa, arrisca e, no fim, todos amam seu trabalho. Diretor criativo da Louis Vuitton e de duas marcas próprias, o estilista nova-iorquino de 46 anos consegue agradar moderninhos e socialites sem perder sua veia underground.

De Marcel Duchamp a Sonic Youth, de tattoos a F. Scott Fitzgerald, ELLE desvenda o que passa na cabeça de um dos estilistas mais criativos da atualidade.

Livro de cabeceira

O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.

Nomes especiais

Depois de Daisy, que era o símbolo da candura, decidi usar outro nome feminino para o meu novo perfume. Lola (que será lançado no Brasil em maio) era o nome perfeito.

A pronúncia já é sedutora – adoro como se mexem os lábios quando dizemos Lola. E muitas Lolas passaram pela minha vida.

Paixão roqueira
Rock e moda se completam. Sou apaixonado pelo Sonic Youth desde a adolescência. Eu e Kim Gordon (baixista e vocalista da banda) viramos grandes amigos. O Sonic, os Rolling Stones e o Nirvana são minhas bandas preferidas.

Dançar é preciso

Comecei a frequentar discotecas aos 15 anos.

Não se tratava somente de dançar ou como se vestir: nós nos sentíamos uma família. Passei noites inteiras no Studio 54. Também ia ao Mudd Club, ao Bowery Ballroom e à Danceteria, em que se reuniam as cabeças mais criativas de Nova York.

A cidade

Nova York. É onde nasci e cresci e ela me surpreende sempre. Passo também boa parte do tempo em Paris. Adoro passear no parque com os meus cachorros.

Viver com arte

Sempre me inspirei em Marcel Duchamp, com seu traço irônico e zombador. A seu modo, ele era um punk. Coleciono obras de Ed Ruscha, Karen Kilimnik, Richard Prince, Elizabeth Peyton, Damien Hirst e David Hockney. Tenho também uma escultura de ovelha de Claude Lalanne. Amo os surrealistas.

A coleção do coração

Eu me identifico com a coleção grunge. Quando a desenhei para Perry Ellis, em 1992, o movimento estava nascendo. Havia uma grande vitalidade no mundo musical e nas artes visuais graças ao Nirvana, a Corinne Day (fotógrafa), a Kate Moss, aos cenários de Seattle e ao filme Vida de Solteiro.

Foi um momento crucial para a moda. Após o extremo glamour dos anos 1980, era reanimador revelar a beleza de um estilo fresco, imperfeito.

Conforto fashion

Vestir um kilt (um saiote masculino escocês) da Comme des Garçons. Eu uso o meu já faz um ano. É um uniforme.

Tatuagens

Eu tenho muitas, e todas feitas por Scott Campbell. Acho que a minha preferida é uma no quadril: um sofá dos anos 1950, criado por um amigo designer.

As palavras mágicas

I Love you. E palavras carinhosas em geral, que exprimam felicidade. Sou muito sensível em relação a esse tema.

Fonte: elle.abril.com.br

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