
A cobiçada grife foi fundada em 1913 em Milão por Mario Prada e seu irmão com o nome de Fratelli Prada.
Começou a sua atividade comercial através do design e da manufatura exclusiva de acessórios de luxo, como malas e bolsas, em couro e peles sofisticadas, além de outros materiais de elevada qualidade.
Em 78, Miuccia Prada, neta de Mario, juntamente com seu então noivo Patrizio Bertelli (atual marido), assumiu o controle da empresa, que já tinha perdido muito do seu brilho, e passou a produzir acessórios.
“Uma bolsa ou um sapato são boas maneiras de se identificar estilisticamente, sem ter que se estressar com o look inteiro”, afirma MIUCCIA.
É da mesma época o tênis com cara de sapato (ou será sapato com cara de tênis?) que chegou, viu e venceu no mundo dos calçados. Começava então a transformação da marca PRADA em um ícone do mercado de luxo mundial.

Formada em ciências políticas e ex-militante do Partido Comunista Italiano, quis trazer para suas coleções uma mulher inteligente, bem informada, ousada e inovadora, bem diferente do estilo feminino e sensual pregado pelos seus conterrâneos.
Ela assumiu a empresa aos 28 anos, ocupando o lugar da mãe. Porém, logo em seu primeiro desfile de prêt-à-porter, causou impacto e ganhou importância.
Tímida, avessa a entrevistas, festas e eventos, representa, na moda, a intérprete de seu tempo, uma verdadeira antena parabólica de vontades. Mais que isso: ela antecipa vontades, lançando em seus desfiles em Milão uma moda que ainda nem sabíamos que queríamos.
Munida desse talento, transformou a PRADA, uma centenária marca italiana de bagagens (herança do avô), na mais copiada grife de moda do planeta, presente nas vitrines pop dos bairros chiques em pontos tão distantes quanto o Harajuku, em Tóquio, e o SoHo, em Nova York. Dubai, Daslu entre outras muitas pelo globo.
A Papisa italiana é a única estilista que consta na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.
PRADA está avaliada em US$ 3.28 bilhões, ocupando a posição
94 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. ONDE: São 310 lojas
(PRADA e Miu-Miu) em 65 países. O QUE : - Objetos em couro e calçados
respondem a 65% - Prêt-á-porter 34%.
*Geograficamente, a Itália sozinha responde por 27% dos rendimentos,
o restante da Europa por 27%, Ásia-Pacífico por 25% e Estados
Unidos por 21%.
**As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do
site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune,
Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing
e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações
devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e
Hoovers).
“O cliente de luxo compra para si mesmo (61%) e gasta em média
por compra até R$ 1.000,00 (42%). A moda é o principal foco
de consumo, sendo apontada por 70% dos entrevistados. E a qualidade do produto
é o motivo da compra para 41% dos clientes”, afirma Ricardo Moura.
“Entre as marcas internacionais mais lembradas por estes consumidores
está a Louis Vuitton, com 27%. Entre as nacionais, a top of mind ficou
com a H. Stern, com 31%.”
Enquanto a economia no Brasil cresce aproximadamente 5,4%, o mercado de luxo em 2007 cresceu 17%, segundo pesquisas da MCF consultoria de Carlos Ferreirinha. Gerando um faturamento de US$ 5 bilhões.
“De novembro de 2007 e abril de 2008, mensuram o tamanho do mercado de luxo no Brasil .A pesquisa já é um referencial para o setor.
Nessa edição trouxemos novos dados que possibilitam gerar mais ferramentas para esse mercado e que vão ajudar na assertividade e gestão”, conclui Carlos Ferreirinha, consultor de luxo e diretor-presidente da MCF Consultoria & Conhecimento.
“O Brasil é um mercado emergente para o negócio de luxo, com grandes possibilidades de expansão. Em 2007, o segmento de luxo brasileiro faturou US$ 5 bilhões e cresceu 17%, enquanto o avanço do PIB nacional foi de 5,4%. Isso representa 1% do faturamento do setor no mundo.
Acredito que temos fôlego para dobrar 2% do consumo mundial do luxo em dez anos”, afirma Carlos Ferreirinha. “Para 2008, a expectativa é manter a média histórica de crescimento, em torno de 20%.
É um resultado significativo, porém há muito espaço a ser explorado. Outros países emergentes têm apresentado aumento bem superior ao brasileiro”, completa.
Cidade que mais consome LUXO: São Paulo Executivos
60% homens
37% homens de 31 à 40 anos
48% Envolvidos no Mercado de Luxo
Clientes Mulheres
91% nível superior completo
40% 26 mulheres de 35 anos
48% casadas
66% não tem filhos
1º Lugar - HARRY WINSTON
Os preços médios dos produtos variam de US$ 40 mil a US$ 50
mil.
2º Lugar – BUCCELLATI
3º Lugar - VAN CLEEF & ARPELS
4º Lugar - GRAFF
O preço médio de uma jóia da Graff custa algo em torno
de US$ 400 mil. A joalheria sediada em Londres está trabalhando para
expandir sua presença mundialmente com novas lojas em Tóquio,
Hong Kong e Genebra.
5º Lugar – TIFFANY
“Tudo gira em torno de uma pequena caixa azul”
6º Lugar – PIAGET
“A Piaget é o Rolls-Royce da joalheria”,
7º Lugar – CARTIER
8º Lugar – CHOPARD
9º Lugar – BULGARI
10º Lugar – MIKIMOTO
Famosa mundialmente pelas pérolas de maior qualidade.
CONCEITO
O luxo é a busca pela LUZ, onde os antigos buscavam o que era raro e ofereciam aos deuses para obterem uma ascensão espiritual.
O que define o LUXO hoje, simplesmente a lei de oferta e procura... quanto menos se há de determinado produto ou serviço mais caro ele custa. A exclusividade é a alma do negócio do LUXO.
Quem faz as jóias e a cabeça dos poucos clientes mais exclusivos do globo que representam de 5 a 1% da população da terra e movimentam mais de 60% da economia do planeta.
Fonte: www.jornaldeuberaba.com.br
Formada em ciências políticas e ex-militante do Partido Comunista Italiano, Miuccia Prada está hoje na ponta da lança da moda.
O que ela faz vira tendência. Na última temporada de Milão, as editoras de moda usavam faixas no cabelo, como a modelo russa Sasha na campanha anterior da marca.
Os modelos escolhidos pela estilista sempre despontam, como as brasileiras Liliane Ferrarezi, Raquel Zimmermam e Lucas Mascarini. Anna Wintour, editora da "Vogue América", chegou a dizer que a estilista era a única razão para alguém ir à temporada de Milão.
A história da marca vem de longe. Mario Prada fundou a grife de couro em 1913. O forte eram os artigos de luxo. Quando Miuccia, sua sobrinha, assumiu a criação, em 1978, a empresa já perdera muito do seu brilho.
Ela lançou, então, uma linha de bolsas pretas em nylon, que foi usada por modelos como Jerry Hall e Marie Helvin e chamou a atenção para a grife.
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"Uma bolsa ou um sapato são boas maneiras de se identificar estilisticamente, sem ter que se estressar com o look inteiro", afirmou a estilista.
Foi, porém, em 1989, com sua primeira coleção prêt-à-porter, que Miuccia deu provas de que mudaria o negócio da família.
O público, acostumado com a "sensualidade em forma de roupa", se surpreendeu com as linhas retas e o tom intelectual da coleção.
A crítica comparou Prada à Gucci: enquanto a garota Gucci está tomando tequila no fundo de um nightclub vestindo minisaia e top, a garota Prada está num café lendo Proust.
Em 1992, Miuccia lançou a Miu Miu, marca com preços mais em conta.
Na retaguarda da empresa está Patrizio Bertelli, marido de Miuccia e responsável pela administração do grupo Prada, hoje proprietário também das marcas Helmut Lang e Jil Sander.
Além da moda, o grupo revoluciona na arquitetura, com seus projetos de lojas assinados por importantes arquitetos contemporâneos como o holandês Rem Koolhaass, que fez a filial de Nova York.

Nome Miuccia Prada
Idade 56
Nacionalidade Italiana
Marcas Prada e Miu Miu
Onde desfila Milão
Estilo Roupas sem muita ostentação, com cortes
retos e rigor no acabamento
Virada na carreira A primeira coleção prêt-à-porter,
em 1989
Fonte: www1.folha.uol.com.br