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Peeling

A hora é agora. A falta de clima propício para os banhos de sol à beira da piscina ou na praia fazem do outono e inverno as melhores estações para encarar, sem sustos, um peeling revigorante para a pele.

Comprovadamente eficaz para minimizar os efeitos do envelhecimento cutâneo, o método ainda promove clareamento de manchas e sardas e remoção de cicatrizes de acne. Quando aplicado no corpo, em áreas como braço, coxa, barriga ou mama, mostra-se importante coadjuvante no combate às estrias e até a ceratose pilar, aquela aspereza desagradável que deixa a pele com aspecto que lembra um ralador de cenouras.

Originária do inglês, a palavra peeling deriva do verbo to peel, que significa pelar, descamar, esfolar ou desprender. E é justamente essa a função do método: “esfolar” a pele para promover uma renovação celular. Capaz de atingir desde a córnea (camada mais superficial da pele) até a derme (camada mais profunda), o peeling pode ser indicado não somente para adultos, como também para adolescentes e até pacientes idosos. Apenas às gestantes é contra-indicado.

Mas, atenção! Antes de pular da poltrona e marcar imediatamente sua primeira sessão, é preciso saber que o método é, de fato, bastante eficiente e seguro. Porém, não completamente inofensivo. “O peeling rompe a barreira da pele e, no caso dos peelings profundos, altera, inclusive, a derme”, explica a dermatologista Raquel Cristina Tancsik Cordeiro, médica do Ambulatório Especializado em Cosmiatria do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Se for aplicado sem os devidos cuidados, pode provocar alteração da estrutura da pele, da cor, da textura, cicatrizes e, até mesmo, infecção”.

Em entrevista à Metrópole, a dermatologista da Unicamp faz um roteiro para um peeling bem-sucedido e dá dicas importantes para que os candidatos saibam exatamente o que devem – e, especialmente, o que não devem – esperar do método.

Cinco passos 1. Para começo de conversa...

Nenhum profissional permitirá que você faça um peeling assim que chegar ao consultório, ansioso por experimentá-lo. Antes de se submeter ao procedimento, é necessário preparar o local da aplicação com uma antecedência de três a quatro semanas. A intenção é clarear a pele e deixá-la mais uniforme para evitar complicações posteriores.

“Normalmente, no período pré-peeling, indicamos ao paciente fazer uso contínuo de um filtro solar e de um creme à base de ácido retinóico ou alfahidroxiácido”, explica Raquel. “Além disso, indicamos o uso de um clareador com o intuito de prevenir a pigmentação depois do procedimento”.

Pele preparada, é hora de saber qual é o tipo de peeling ao qual você será submetido. Há duas possibilidades: o peeling químico e o peeling físico. E aí vem uma outra história.

2. Entre o químico e o físico

O peeling químico é sempre feito à base de ácidos – como o retinóico, o salicílico, o tricloroacético e até o fenol – e o dermatologista é quem determina qual é a melhor substância a ser utilizada, levando-se em conta o tipo de pele e o problema apresentado por cada paciente.

A aplicação pode ser feita em uma só sessão ou em uma série delas, o que traz melhores resultados. Nesse caso, normalmente o ácido retinóico é o produto indicado e aplicado no paciente em concentrações elevadas, com intervalos que variam de 7 a 15 dias. A aplicação seriada promove um peeling uniforme que acelera o processo de renovação da pele. Para melhores resultados são necessárias pelo menos cinco sessões. Após cada aplicação, o ácido deve permanecer na pele durante 6 a 8 horas e, depois, poderá ser retirada com água e sabonete suave.

Já no peeling físico, são usadas técnicas como microabrasão, abrasão com lixa ou jateamento com microcristais e laser. De todas essas técnicas, uma das mais profundas – juntamente com o peeling de fenol e a dermoabrasão com lixa – e mais eficazes na remoção de rugas e manchas da pele é o resurfacing a laser.

Utilizando laser, o procedimento causa a destruição da superfície cutânea, estimulando a renovação da epiderme e a formação de colágeno na derme.

“Importante ressaltar que tão importante quanto o método escolhido é a profundidade do peeling”, lembra a dermatologista Raquel Cordeiro. Conforme a necessidade do paciente, o dermatologista irá escolher entre um peeling superficial, médio ou profundo.

3. Superficial, médio ou profundo?

Depende. As variáveis são muitas. “É preciso levar em consideração o problema apresentado pelo paciente, sua expectativa em relação ao procedimento, sua idade, enfim, vários fatores”, diz Raquel. Assim, nem sempre o método que promoveu maravilhas na pele de seu vizinho terá o mesmo resultado em você. Daí a importância de uma avaliação prévia bem-feita por um profissional competente.

De qualquer forma, é importante o paciente saber que os peelings superficiais atingem apenas a epiderme. Via de regra, é indicado para remover manchas superficiais, uniformizar a textura da pele, remover a ceratose pilar e fechar poros abertos. Os dermatologistas costumam recomendá-lo para quase todos os casos, variando apenas o número de sessões para cada paciente.

Peelings médios atingem a epiderme mais profundamente. São indicados para minimizar rugas finas, manchas com maior profundidade e marcas de acnes superficiais.

Finalmente, há os peelings profundos, que atingem até a derme e conseguem, inclusive, reorganizar as fibras de colágeno. São indicados para pessoas com cicatrizes profundas de acne e sulcos também profundos como as rugas ao redor da boca e dos olhos. Os resultados de um peeling profundo são, portanto, bem mais visíveis do que os de um peeling superficial.

4. Quanto melhor o resultado, maior o desconforto

Resultado rápido, eficiência maior. Todos, então, ao peeling profundo, certo? Vá com calma. “Quanto mais profundo o peeling, maior o desconforto, maiores as chances de complicações pós-peeling e mais lenta a recuperação”, adverte a dermatologista Raquel. “Enquanto a recuperação de um peeling superficial com ácido retinóico acontece, às vezes, em apenas uma semana, a recuperação de um peeling profundo com laser pode demorar até seis meses”.

O desconforto de cada um dos procedimentos tem a mesma proporção dos benefícios. Ou seja, quanto maiores os benefícios, maior o desconforto. O peeling superficial, por exemplo, não provoca descamação ou vermelhidão, enquanto o peeling médio faz com que o paciente fique, no mínimo, sete dias fora de circulação e o obriga ao uso de um potente bloqueador solar, que deve ser aplicado continuamente. Já o peeling profundo requer anestesia por conta da dor provocada pelo procedimento, além de monitoramento cardíaco e das funções hepática e renal a fim de garantir que a química utilizada não caia na corrente sangüínea. O bloqueador solar também é extremamente necessário porque a pele formada é bastante sensível.

O tempo de recuperação também é diferente quando comparadas as aplicações no rosto e no corpo. No rosto, a recuperação é muito mais rápida.

5. Depois de tudo...

Há poucas contra-indicações para a realização de um peeling. A mais importante delas é em relação às reações alérgicas aos produtos utilizados durante o procedimento. Embora sejam raras, podem, sim, ocorrer. “Daí a importância de se procurar um profissional especializado, já que qualquer procedimento está sujeito a reações adversas ou efeitos colaterais”, ressalta Raquel.

O peeling também não pode ser visto como panacéia ou trunfo milagroso para a resolução de qualquer problema de pele. “O peeling deve ser encarado como mais um recurso disponível no tratamento cutâneo e o sucesso do procedimento depende de uma série de fatores, como a continuidade do tratamento em casa e a adoção de cuidados auxiliares”, lembra Raquel. “Além disso, é bom que o paciente converse bastante com o dermatologista antes de se submeter a um peeling para adequar suas expectativas à realidade. O método é ótimo. Mas não realiza milagres”.

Fonte: www.unicamp.br

Peeling

Aplicação de substâncias químicas ácidas sobre a pele com o objetivo de remover as camadas externas da pele e estimular a renovação celular.

Os peelings podem ser superficiais, médios e profundos dependendo da substância utilizada. Os peelings podem melhorar rugas finas, cicatrizes de acne, manchas, e lesões pré cancerosas.

O peeling químico é uma técnica usada para melhorar a aparência da pele. Uma solução química é aplicada na pele, provocando a sua separação, descamação e o surgimento de uma nova pele mais lisa e menos enrugada que a pele antiga. E ela ainda pode ser igualada na cor.

Milhões de peelings químicos são feitos todo ano. Os dermatologistas têm usado vários agentes descamativos por décadas e são especialistas na realização de todos os tipos desta cirurgia química. Hoje em dia, o crescente interesse da população por rejuvenescimento da pele e atraso no processo de envelhecimento, torna o peeling químico em um procedimento muito atraente. Os resultados do peeling químico também podem ser ainda mais otimizados com o uso de novas técnicas de rejuvenescimento a base de laser. Antes de optar pelo peeling químico, solicite ao seu dermatologista uma avaliação completa da sua pele.

O que faz um peeling químico?

O peeling químico é usado para tratar rugas finas, especialmente debaixo dos olhos e em volta da boca. As rugas causadas pelo sol, idade e fatores hereditários podem ser reduzidas ou mesmo eliminadas por este procedimento. As depressões, saliências e rugas mais profundas não respondem ao peeling e podem necessitar de outros procedimentos cosméticos ou cirúrgicos. Um dermatologista pode ajudar a determinar o tipo de tratamento mais apropriado para cada caso.

Cicatrizes leves e certo tipos de acne também podem ser tratadas com o peeling químico.

Além disso, a pigmentação da pele na forma de:

Podem ser beneficiadas com o peeling químico. As áreas da pele que foram danificadas pelo sol e lesões escamantes também melhoram após este peeling. Filtros e bloqueadores solar devem ser usados para diminuir as chances do reaparecimento das lesões.

Como é feito um peeling químico?

Face, pescoço, peito, mãos e pernas podem receber o peeling químico, que pode ser superficial, médio ou profundo, dependendo do estado da pele. Como regra, quanto mais profundo for o peeling, maior será o tempo de recuperação.

Seu dermatologista recomendará o melhor peeling para os seus problemas de pele.

Antes do tratamento, as instruções podem incluir o desuso de certos medicamentos e a preparação da pele com cremes pré-condicionadores.

Um peeling químico é realizado normalmente no consultório do dermatologista. A pele é limpa com um agente que remove os excessos de óleo e os olhos e o cabelo são protegidos. Uma ou mais soluções químicas como ácido glicólico, ácido tricloroacético, ácido salicílico, ácido láctico ou ácido carbólico (fenol) são usados. Seu dermatologista sugerirá qual agente descamante é apropriado para você. A escolha é baseada no tipo de dano que a pele apresenta e no resultado desejado.

Durante o peeling químico o médico aplica a solução nas várias áreas que serão tratadas. Estas aplicações descamam as camadas da pele, fazendo com que uma pele rejuvenescida apareça.

A maioria dos pacientes sente, durante o procedimento, uma sensação de morna para quente, que pode durar de cinco a dez minutos. Esta sensação pode ser seguida por outra, de ardência. Um peeling mais profundo pode ser mais dolorido e requer medicamentos durante ou após o procedimento.

O que se deve esperar após o tratamento?

Dependendo do tipo de peeling, o paciente pode sentir um leve ou severo ardor na pele, como se estivesse queimado de sol. As descamações superficiais normalmente ocasionam vermelhidão, que pode durar de três a cinco dias.

As descamações médias ou profundas podem, algumas vezes, provocar inchaço e bolhas que, se se romperem, formarão cascas, ficarão castanhas e descascarão no mínimo entre 7 e 14 dias. Talvez algumas descamações necessitem de curativo cirúrgico na área ou em toda a pele submetida ao peeling.

É importante evitar, imediatamente após o peeling químico, exposição demasiada ao sol, já que a nova pele é frágil e muito mais suscetível a ser danificada. Seu dermatologista lhe indicará os cuidados apropriados para que a pele sare logo.

Quais são as possíveis complicações?

Em certos tipos de pele existe o risco de se desenvolver uma mudança de cor temporária ou permanente. As pílulas anticoncepcionais, gravidez ou história na família de descoloração castanha na face pode aumentar a possibilidade de se desenvolver uma pigmentação anormal. Uma vermelhidão persistente pode ocorrer durante meses.

Apesar de muito baixo, existe o risco de formar uma cicatriz após as descamações químicas. Se a cicatriz ocorrer, ela pode ser tratada com bons resultados. Existe uma pequena incidência de reativação de infecção de herpes labial ou simples em pacientes com história de formação de bolhas por causa de febre. Antes do peeling é importante que o paciente informe ao dermatologista qualquer caso de quelóide, tendência a cicatrizes anormais, raios-X, radiação na face ou herpes labial recorrentes, para que o médico possa tomar todas as precauções necessárias.

Quais são as limitações do peeling químico?

O peeling químico não remove pele flácida ou caída, já que não pode eliminar as fossas gravitacionais que produzem a pele flácida. Além do peeling, o paciente pode precisar de um levantamento da face, da sobrancelha, rejuvenescimento da pele por laser ou de outros procedimentos.

Fonte: www.sbcd.org.br

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