Foliculite é a designação correta para "pêlo encravado". Saiba mais sobre esta infecção provocada por bactérias
Designa-se por foliculite a infecção piogênica dos folículos pilosos que invade apenas a porção superficial do folículo. Em geral, é provocada pela bactéria estafilococcus.
A foliculite aguda surge em conseqüência de irritação ou maceração local, enquanto que a foliculite com caráter crônico surge na dependência de alterações gerais (obesidade, alcoolismo, hipertensão), ou de focos infecciosos da vizinhança (abscesso dentário, sinusite).
A foliculite manifesta-se por pústulas superficiais de localização folicular, distribuídas em área pilosa - barba ou outra - tomando aspectos clínicos diversos.
Existem formas particulares de foliculite: foliculite da barba (é a infecção estafilocócica dos pêlos da barba), foliculite decalvante (localiza-se no couro cabeludo), foliculite perfurante do nariz (localizada nos orifícios nasais) e a ostiofoliculite, que se localiza preferencialmente no couro cabeludo e membros - este tipo de foliculite é muitas vezes secundária a escoriações, mordedura de inseto ou infecções profundas abertas para o exterior. Pode-se formar pústulas, podem formar-se abscessos indolores, quistos, fístulas e canais comunicantes nas formas mais graves. A evolução crônica é lenta e com formação de cicatrizes hipertróficas.
A abordagem terapêutica das foliculites implica, em primeiro lugar, evitar os fatores desencadeantes: atrito, traumatismo, irritação folicular por óleos de lubrificação, por medicamentos como o alcatrão, feridas acidentais, método de barbear e cosméticos usados, after shave e aplicação de adesivos. Por outro lado, é fundamental a correta limpeza da pele.
A terapêutica local consiste na depilação manual, proteção com pensos, pomadas com antibióticos e desinfecção das roupas. Em casos mais graves, pode ser necessário instituir antibioterapia sistêmica.
O tratamento, exceto em casos agudos simples, tem necessariamente de ser prolongado. Por vezes, consegue-se evitar recidiva imediata após a suspensão do tratamento, mantendo o doente prolongadamente durante meses com pequena dose de antibióticos. Atualmente, a melhor forma é o uso do laser para remoção definitiva dos pêlos na região em causa.
O tratamento da foliculite deve ser orientado por um dermatologista.
Júlio César M. Lobato
Fonte: www.jornalempresasenegocios.com.br
Sabe aqueles pêlos que nos incomodam pelo menos uma vez ao mês?
São os pêlos encravados, que insistem em crescer por dentro da pele, deixando-a marcada por pontos pretos, bolinhas que lembram espinhas e, em casos mais extremos, inflamações pustulentas que precisam de tratamento médico especializado para serem eliminadas.
Como eles surgem?
Os pêlos encravam porque não conseguem atravessar a camada superficial da pele, crescendo naturalmente para fora. Mas o que causa essa impossibilidade de ultrapassar a barreira natural chamada pele?
Muitas vezes, os pêlos são muito grossos ou enrolados por uma característica primeira, sem que seja possível tomar cuidados ou precauções para que ele fique mais fino ou liso. Ele é assim. E, depois da depilação, independente do método utilizado, ele tende a encravar, quando voltar a crescer.
Dicas importantes
Você deve fazer
Aplicar esfoliante leve uma semana antes da depilação, intercalando seu uso dia sim, dia não
Aplicar cremes que ajudem na descamação da pele, facilitando a saída dos pêlos
Lavar a área a ser depilada antes e depois do procedimento
Deixar que um especialista mexa no pêlo encravado infeccionado
Esfoliação a base de açúcar e óleo de amêndoas.
Você não deve fazer
Tomar banhos muito quentes e demorados
Esfregar a esponja pelo corpo durante o banho
Tomar sol na área depilada no mesmo dia da depilação
Passar creme hidratante/desodorante/antiperspirante na área depilada nas 24 horas seguintes à depilação
Usar roupas muito apertadas
Usar cremes ou medicamentos para tratar o pêlo encravado infeccionado sem prescrição médica.
Fonte: www2.uol.com.br
O que é?
Doença mais comum em pessoas de pele negra e provocada pela característica recurvada dos pêlos que, ao crescer, encurvam-se e penetram novamente na pele, gerando uma reação inflamatória conhecida como pseudofoliculite.
A causa principal é o ato de raspar ou depilar os pêlos que, quando voltam a crescer, encravam-se.Tambem pode ser por usar roupas apertadas, que comprimam a região e impeçam que o folículo piloso rompa a camada mais exterior da pele; pode ser uma tendência a desenvolver foliculite (o nome "técnico" do pelo encravado).
Manifestações clínicas
As áreas mais afetadas nos homens são o pescoço e a nuca e, nas mulheres, a virilha. Nestas localizações, por serem áreas de dobra da pele, alguns pêlos já nascem de forma oblíqua, o que facilita o seu encravamento.
Com o crescimento, os pêlos penetram a pele formando lesões avermelhadas, inflamatórias, endurecidas e frequentemente com pus, devido à contaminação bacteriana. Algumas chegam a formar verdadeiros cistos, cujo conteúdo é o pêlo que cresce continuamente para o seu interior.
Tratamento
Recomenda-se o desencravamento manual de cada pêlo com agulha esterilizada,
colocando-a por sob a alça formada e levantando-o. Não é
necessário furar a pele.
Deve-se evitar o escanhoar (barbear no sentido contrário ao do crescimento
do pêlo), utilizando a lâmina sempre de forma bem suave. Em casos
com inflamação o médico dermatologista poderá
indicar um creme anti-inflamatório e antibiótico, de acordo
com cada caso.
Uma forma de acabar definitivamente com os pêlos encravados é deixá-los crescer. Quando estão longos, os pêlos perdem a força para penetrar a pele. Como muitas vezes isto não é possível, uma outra opção é a depilação a laser.
Prevenção
Algumas coisas ajudam a evitar o encravamento, independente da origem do problema, como por exemplo,usar roupas mais folgadas, esfoliar a pele uma vez por semana (alguns dermatologistas recomendam até três vezes na região mais crítica, mas é sempre bom conversar com seu médico ou esteticista sobre o problema antes de fazer alguma coisa do gênero); procure um método de depilação que não agrida a sua pele (nem todo mundo se dá bem com a cera, mas certamente, gilete não é o melhor método); fazer depilação definitiva (em profissional habilitado e fazendo testes antes, ou o problema pode piorar); manter a pele hidratada, dentre outras.
Fonte: ideiasdocontra.blogspot.com