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Poligamia

Definitivamente o ser humano, é propenso a poligamia. Na minha opinião, ainda mais o macho, uma vez que há a tendência biológica do homem espalhar ao máximo, seu esperma de maneira a inseminar o maior número de fêmeas possível. Todavia, não se assustem os conservadores ou aqueles muito ciumentos (as), confesso que eu, mesmo, era extremamente ciumento que a minha namorada, depois noiva, esposa, me deixasse por alguém mais alto, forte, bonitão.O que quero dizer é que a cultura, a sociedade, restringe muito esta questão da poligamia, ficando, assim, senão a maioria, mas uma boa parte dos seres humanos, “civilizados” fadados a copularem por toda uma vida com um só parceiro. Isto deve conduzir aquilo que Freud chamou de “mal-estar” da civilização, mas enfim...há outras compensações.

Mas depois de tranqüilizar, os mais conservadores e ciumentos (até porque gostaria de dizer que superei meu ciúme e junto a minha monogamia, uma vez que me relaciono com duas mulheres há mais de 10 anos), devemos admitir que o ser humano tem um tendência (que é reprimida) à poligamia. Aproveito para “colar” parte do texto sobre um livro intitulado o Mito da Monogamia. Desculpem se fui excessivamente pessoal, mas achei importante relatar, mesmo que de passagem, a minha conduta, que passou de uma extremada e ciumenta monogamia para maior abertura sexual. Cuidem-se !

O Mito da Monogamia

A natureza é promíscua e a monogamia é uma invenção dos ciumentos. Resumindo bem, é esta a conclusão a que chegaram David Barash e Judith Lipton, um ornitólogo e uma psiquiatra, casados há 25 anos. Os dois escreveram, a quatro mãos, o livro “O Mito da Monogamia”, que foi bastante comentado nas páginas científicas dos jornais e revistas desde que foi lançado no ano passado nos Estados Unidos. Os autores, depois de recolherem evidências irrefutáveis em todo o mundo animal, descobriram que a monogamia é raríssima na natureza.

Os cientistas já sabiam há muito tempo que os mamíferos, em geral, não são chegados a arranjos monogâmicos. Porém, sempre se pensou que as aves e os seres humanos eram únicos nesta escolha por um parceiro exclusivo. Mas, com o avanço dos exames de DNA, ornitólogos do mundo inteiro perceberam que, apesar das aves formarem casais monogâmicos “de fachada”, seus ninhos apresentavam filhotes de pais diferentes.

A exemplo das aves, os seres humanos também fazem arranjos monogâmicos “de fachada”, mas são invariavelmente infiéis. O que se percebe nas aves, e nos seres humanos também, é uma monogamia social que não corresponde à verdadeira prática sexual que rola por baixo do pano. É então que surge o grande fenômeno clássico das sociedades monogâmicas de fachada: a pulada de cerca.

Fonte: www.consciencia.org

Poligamia

No último dia 21, o jornal inglês "The Guardian" noticiou que um morador de Utah, nos Estados Unidos, estava sendo julgado e poderia ser condenado à prisão por cumplicidade no estupro de uma menina de 14 anos. O suposto crime não teria recebido grande destaque, não fosse o fato de o acusado, Warren Jeffs, ser "profeta" de uma comunidade religiosa e poligâmica da região de Hilldale - localizada entre Utah e o Arizona - baseada na "Fundamentalist Church of Jesus Christ of Latter Day Saints (FLDS)", ou "Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". A igreja é uma dissidência dos mórmons, que se formou há mais de cem anos e, segundo reportagem da revista Economist, provavelmente tem em torno de 10 mil membros.

Essa é a religião dominante em Utah. Nos anos de 1830, o fundador da Igreja dos mórmons, Joseph Smith, falou pela primeira vez em casamento múltiplo com finalidade celestial. A poligamia foi, mais tarde, abolida entre os mórmons, no entanto mantém-se até hoje entre os adeptos da FLDS. A menina que Jeffs teria ajudado a estuprar contou aos promotores do caso que foi obrigada a selar um "casamento espiritual" com seu primo, contra a sua vontade, e que se não obedecesse à ordem de "procriar" estaria condenada a viver uma "maldição eterna".

Segundo dados revelados no ano passado pelas promotorias públicas de Utah e do Arizona, existem cerca de 40 mil pessoas vivendo em situação familiar de poligamia nos Estados Unidos. No entanto, apesar de o caso de Jeffs ter trazido à tona a relação entre religião e poligamia numa determinada região norte-americana, o casamento múltiplo é uma prática que pode ou não estar associada a questões religiosas.

No Islamismo, a poligamia é permitida. O homem pode se casar com até quatro mulheres, com a condição de que dê atenção igual a cada uma delas. Um site especializado em esclarecer dúvidas sobre o Islamismo explica que os muçulmanos consideram mais honesto ser casado com várias esposas do que ter amantes, e que é da natureza do homem ser poligâmico e da mulher ser monogâmica. O site lembra, no entanto, que o Islã não permite o contato sexual antes do casamento e proíbe também o sexo extraconjugal.

Na Turquia, a poligamia é contra a lei: não se pode casar com mais de uma pessoa no cartório. Numa cerimônia religiosa, no entanto, o casamento múltiplo é permitido. Em dezembro de 2004, matéria da BBC descreveu a poligamia como uma prática conservadora, e afirmou a entrada da Turquia na União Européia estava sendo condicionada a vários fatores, dentre eles a "maneira como o país trata suas mulheres". "A região é conhecida por suas tradições conservadoras, dentre elas a poligamia", dizia a reportagem.

A Igreja Católica se opõe à poligamia porque a considera um pecado, já que vai contra o sacramento do Matrimônio. No catolicismo a poligamia é equiparada ao adultério, e é tida como uma prática que entra em contradição "com a igual dignidade do homem e da mulher e com a unicidade e exclusividade do amor conjugal; a rejeição da fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos; e o divórcio, que se opõe à indissolubilidade", conforme explica este site.

A poligamia na África

Em outros lugares do mundo, a poligamia existe sem estar necessariamente relacionada a questões religiosas. Em sociedades mais tradicionais da África Subsaariana, por exemplo, a prática é comum – segundo o relatório "Social and ethical aspects of assisted conception in anglophone sub- Saharan Africa", da Organização Mundial de Saúde .O estudo da OMS afirma que, mais do que ser aceita, a poligamia é até mesmo incentivada entre os homens nesses lugares. E, em muitas regiões africanas, a religião predominante é o islamismo – o que promove uma soma de questões culturais e religiosas, fortalecendo ainda mais a aceitação da prática.

Um dos fatores que serve como incentivo à poligamia na África é a valorização enorme da maternidade nesse continente. "Crianças são tão valorizadas na África que a procriação é considerada a maior razão para o casamento e a principal causa, se não a justificativa, para a poligamia e outras formas de casamento que poderiam ser consideradas mais ou menos estranhas pela perspectiva de outras culturas", diz um outro relatório da OMS para a África, intitulado "ART and African sociocultural practices: worldview, belief and value systems with particular reference to francophone África". Essa atenção dada à maternidade na África chega a ser incoerente com outras ocorrências observadas no continente.Por exemplo, a prática da mutilação genital costuma causar sérios danos à saúde sexual das mulheres, dificultando as relações sexuais, o parto, ou até mesmo tornando-as estéreis. Além disso, a mortalidade infantil é altíssima no continente, que apresenta também elevadas estatísticas de crianças que se tornaram órfãs devido ao fato de seus pais serem vítimas da Aids.

A OMS aponta, ainda, conseqüências nada positivas da poligamia na África. Cria-se uma competição entre as diversas esposas, que lutam por direitos relacionados à gravidez, ao parto e à maternidade, e são submetidas à pressão de dar à luz herdeiros do sexo masculino – já que estão inseridas numa sociedade patriarcal. Um outro fator associado à prática da poligamia é o crescimento do número de filhos por pai, e da média de tamanho das famílias.

Além disso, o fato de os homens terem várias mulheres na África é apontado em certas pesquisas como um dos fatores que contribuem para a disseminação do vírus da Aids no continente, cujos países já são os que mais concentram soropositivos em todo o planeta – a previsão é de que haja seis milhões de contaminados em toda a África até 2010, segundo a ONG YFC, que tem vários programas concentrados em resolver questões exclusivamente na África.

É fato que, mesmo com a possibilidade de ter várias esposas, os homens não deixam de ter relações extraconjugais - o que até contraria as intenções que o islamismo afirma ter ao permitir a poligamia - e há muita desinformação a respeito do uso de preservativos, somada à relutância em utilizá-los, mesmo quando se sabe da sua importância. Segundo estatísticas fornecidas pela YFC, no ano de 2000, 45% dos jovens africanos tornaram-se sexualmente ativos entre os 16 e os 18 anos, quase 80% deles eram solteiros e 25% afirmaram que sua primeira experiência sexual foi involuntária. Leia mais aqui.

Poliandria: uma mulher, vários maridos

No dia 16 de novembro de 2004, foi ao ar no Jornal da Globo uma reportagem sobre as famílias poliândricas que vivem isoladas nas montanha do Himalaia, no norte da Índia, quase fronteira com o Tibet. A poliandria consiste no casamento de uma mulher com vários homens – um tipo de família raro no mundo atual.

Tanto as mulheres mostradas na matéria quanto seus maridos eram felizes com suas famílias enormes. Os entrevistados contaram quais as vantagens de vários homens, geralmente irmãos, se casarem com uma mesma mulher: por exemplo, garantir a segurança da família, já que acabam formando uma grande comunidade, morando e criando filhos juntos; assegurar maiores chances de se conseguir trabalho, alimentos e moradia – quando irmãos decidem casar-se com mulheres diferentes, precisam deslocar-se para alcançar essas condições de vida.

Enquanto uma entrevistada de 17 anos revelou que preferiria ter apenas um marido e formar com ele uma família mais "convencional", um homem idoso que deu seu depoimento achou que isso que a menina desejava era puro "romantismo juvenil", enfatizando todas as boas razões para se ter uma família poligâmica, mais especificamente poliândrica, no caso.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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