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Linguagem das Roupas

Dante descreveu o inferno da maneira como o fez certamente porque não conheceu a Avenida Paulista em horário de pico: são carros buzinando, motoristas reclamando, motoqueiros passando entre as filas de automóveis, pessoas indo e vindo o tempo todo e, nessa época do ano, um calor insuportável... Nessas horas, é muito importante não perder a calma e criar algum recurso interno que possa nos ajudar a enfrentar essa situação. Foi justamente num momento desses que, distraída com o vaivém de pedestres, algo me chamou a atenção. Comecei a observar como as pessoas se vestiam, tentando adivinhar o que isso mostrava de cada uma em particular. Rapidamente pude definir o executivo bem-sucedido, a mulher sedutora, o garotão das academias, a senhora indefesa e a moça agressiva... Todos, cada qual a seu modo, desfilavam e comunicavam coisas a quem quisesse ver. A maneira de nos vestir, na verdade, compõe um código repleto de sinais capazes de expressar aspectos nossos que podem ou não estar conscientes para nós.

O corpo é a tela sobre o qual colocamos tecidos e cor para criar um auto-retrato agradável, que será o nosso estilo, capaz de expressar diversos ângulos da personalidade e de refletir externamente tanto os desejos como conflitos internos.

De forma geral, a roupa sempre representou a separação da sociedade em classes e castas, carregando todo o significado do papel que o indivíduo representa dentro de sua cultura. Hoje, ela é mais uma forma de distinguir o grupo ao qual o indivíduo pertence. A roupa elegante está associada às classes mais abastadas e educadas, enquanto a mais simples fala de pessoas menos educadas e ricas.

Não é apenas isso, porém, que os homens de marketing levam em consideração para vender um artigo. Eles trabalham para que o comprador crie imagens internas a partir da simples menção do produto; assim, o consumidor estaria comprando uma imagem que ele faz de si próprio, refletida naquilo que se poderia chamar de objeto de seu desejo. Na base da moda, na verdade, existe um impulso ambivalente: o desejo individual de diferenciação e a procura de adequação às normas do grupo social ao qual se deseja pertencer. Assim, o que se veste, e como se veste, cria uma persona pública, constituindo o conjunto de características da pessoa.

Ao realçar dotes físicos e atenuar áreas problemáticas do corpo, a roupa pode nos dar um sentido de proteção não só física como emocional. Absolutamente tudo – proporções físicas, textura dos tecidos, cor e tipo de roupa – afeta a reação dos outros sobre nós. Conhecer essa linguagem significa, portanto, emitir sinais precisos a respeito do que se deseja comunicar.

A cor é poderosa, pois pode influenciar os hormônios, a pressão sangüínea e a temperatura do corpo de quem nos olha; pode deprimir ou estimular, repelir ou atrair. Além do que, revela se somos extrovertidos ou introvertidos.

Segundo pesquisas norte-americanas, as preferências pelas cores têm relação direta com a economia e o humor nacional. Prova disso foram os duros anos da Depressão, quando entre os americanos lideraram o preto e o marrom, seguido de tons escuros como vinho, cinza e uva. Nos anos 20, à medida que crescia a liberdade feminina, as mulheres usavam o batom vermelho forte para expressar a sexualidade recém-liberada.

O vermelho na vestimenta denota poder e coragem, enquanto o rosa é uma cor romântica, que estimula a criatividade e simboliza a intuição.

O preto exerce atração e antigamente só era usado por mulheres sexualmente experientes. Por outro lado, pode ser também usado para demonstrar seriedade, tal como nas roupas de autoridades civis ou eclesiásticas. No século 16, Anne da Bretanha fez uso do preto no luto pela primeira vez. Essa cor está associada à morte, ao medo, ao mistério, ao mal, à rebelião. James Dean e Marlon Brando deixaram suas marcas de rebeldia através do uso dos jaquetões de couro preto.

O branco se contrapõe ao preto nos fornecendo uma imagem de pureza, de inocência. Simboliza a entrega da noiva imaculada a seu futuro esposo no altar; representa a pureza ao vestir os anjos pintados em gravuras... É a cor do altruísmo, representando também a limpeza. Retrata enfermeiros, médicos e terapeutas, que traduzem a imagem de confiabilidade...

O azul significa civilidade, dignidade e respeito. Na presença dessa cor, segundo o Wagner Institute of Color, o cérebro produz 11 hormônios tranqüilizadores. O seu uso, portanto, coloca as pessoas à vontade.

O amarelo está associado à ansiedade, pois ele é estimulante, desencadeando uma descarga de adrenalina. Mas, por ser a cor do Sol, é também reconfortante. Representa o intelecto, que propicia luz e consciência. É a cor do ouro e, por isso, é também associado ao luxo e ao prestígio.

O verde é a cor mais relaxante de todas para os olhos; é curativa. Representa as plantas, o crescimento e a fertilidade.

O marrom nos fala da terra. Na Idade Média, era a cor usada pelos camponeses, sendo associado à humildade.

As roupas que vestimos emitem sinais sobre o que queremos comunicar aos outros.
As roupas que vestimos emitem sinais sobre o que queremos comunicar aos outros.

O cinza, ligado ao cérebro, à experiência que vem com os cabelos grisalhos, acaba sendo a cor preferida por artistas, intelectuais e filósofos. É a cor do refinamento, da classe, da eficiência.

Nos desfiles de moda, o que se vê, em geral, são roupas que provavelmente ninguém usaria, tal a ousadia ou o excesso de adornos que as compõem. As passarelas, na verdade, não passam de vitrines para a visão artística dos designers, além de ajudar a divulgar as novas tendências para a indústria de roupas. Muitas mulheres, por medo de usar mais livremente sua individualidade, acabam se tornando escravas dessas tendências. Elas não levam em consideração seu gosto, se aquela roupa lhe propicia conforto ou mesmo se é adequada à ocasião... Possivelmente falta-lhes senso de identidade, o que se reflete na preocupação em não ser aceita, em não agradar. Estar na moda, nesse caso, é uma maneira de garantir certezas.

O preto, usado no passado só por mulheres sexualmente experientes, pode simbolizar o espírito rebelde.
O preto, usado no passado só por mulheres sexualmente experientes, pode simbolizar o espírito rebelde.

Em O Código de Vestir, Toby Fischer-Mirkin caracteriza alguns tipos de pessoas que se deixam aprisionar pela moda:

A escrava da moda ao extremo – Tem necessidade de controlar o outro, é obcecada pela aparência e gasta muito dinheiro em roupas. Está sempre disposta a fazer compras, mesmo que seu guarda-roupa esteja completo. Esse tipo sofre de um profundo vazio, o qual tenta preencher através desse hábito.

A esposa dos colarinhos brancos – Este tipo casou-se com um homem poderoso; sua vida é feita de eventos, festas, cabeleireiros, compras; usa sua beleza como forma de ascensão social. Valida-se através do marido e se relaciona com ele por meio da imagem feminina que constrói com tanto esmero. Precisa ser constantemente adulada e admirada, medindo o sucesso em termos materiais.

A conformista – É aquela mulher que não se sobressai, sentindo-se mais confortável quando pertence a um grupo. Nesse sentido, preocupa-se muito com o que os outros dizem. Adota como seu o estilo dos que respeita. Sofre de um profundo medo da crítica, temendo ser ridicularizada ou não aceita.

A que carrega o status visível – É aquela mulher que se enfeita com os símbolos evidentes de status. Gasta muito com estilistas refinados e famosos, afirmando-se, portanto, por meio da roupa, das etiquetas.

Fonte: istoe.terra.com.br

Linguagem das Roupas

Sua roupa fala

Assim como seu corpo, sua expressão facial, etc.

A roupa que você veste, ela diz quem você é. Ensine sua roupa a falar bem de você. A maneira como você se veste pode falar bem ou mal de você. Ou se uma coisa nem outra, mas nunca deixará de dizer algo sobre você. A maneira de um indivíduo vestir-se poderá ser a um neón ou a de uma discreta e elegante placa de bronze.

Não deixe que sua roupa fale mal de você.

Os exageros atingem muita gente que gasta no afã de "estar bem vestida", quando na verdade, vestir-se bem dispensa grandes e fabulosos gastos, como também preserva a identidade visual da pessoa. O contrário, a pessoa estará permitindo que suas roupas falem mal dela própria.

O modo como você se veste, pode expor você de maneira elogiosa ou não.

Um indivíduo que não se submete rigorosamente aos padrões sociais, emobora saiba conviver com as diversas codificações sociais, cada um mantendo própria versão. O tipo egocêntrica, personalista com extremismos. O tipo alegre, comunicativo, sincero e que se traja de acordo com o espírito do dia ou dos dias, seguindo o sentimento que está vivendo. Parece difícil, mas há os estilos que reprimem a própria sensualidade, proíbem a fala natural do corpo. Se o corpo estiver pleno, tudo bem: sem riscos.

Os exageros atingem muita gente que gasta no afã de "estar bem vestida", quando na verdade, vestir-se bem dispensa grandes e fabulosos gastos, como também preserva a identidade visual da pessoa. O contrário, a pessoa estará permitindo que suas roupas falem mal dela própria.

Às vezes vemos mulheres usando roupas que não falam pela personalidade dela, nem ao tipo físico ou ao estilo de vida. Ou quando estas roupas falam, falam mal. Uma mulher de alta estatura e com peso elevado, usando um vestido com estamparia larga em vermelho. Obviamente que não se dirá que ela é uma pessoa de bom gosto. Também não é uma pessoa discreta. Aqui está um exemplo bem ilustrativo de quando a roupa pode falar mal. Se for usado por uma mulher magra, do tipo mignon, aí é brutal. Se esta mesma mulher do tipo magrinha usar uma estamparia média ou pequena, aí sim, todos saberão que ela está ou é uma pessoa alegre, efusiva, comunicativa etc. A roupa estará falando bem dela. Ainda que se respeite os gostos variados, há coisas que o ser humano deve preservar como características que só a ele diz respeito, não sendo conveniente expor-se através de um simples vestido dispensável. Outros inúmeros tipos podem ser facilmente identificados.

O que se precisa ter em mente é que isto não deveria ser usado para rotular as pessoas mas sim para conhecer-se um pouco sobre as mesmas. Este tipo de dica facilita a compreensão e comunicação das relações, conferindo mais possibilidades de qualidade. Se estivermos ajudando você a descobrir que está se maltratando ou/ou maltratando seu corpo.

Fonte: www.dominiofeminino.com.br

Linguagem das Roupas

A SUA ROUPA FALA?

Assim como nosso comportamento, nossas atitudes e nosso corpo, a nossa roupa também fala. Ela comunica às pessoas com quem convivemos, negociamos e trabalhamos no dia-a-dia, muitos aspectos da nossa personalidade.

As escolhas que fazemos por determinadas peças, combinações de cores e acessórios revelam, às vezes muito mais do que gostaríamos, muita coisa a nosso respeito.

A roupa pode ser uma grande aliada na conquista de sucesso pessoal, social e profissional, mas também pode levar à perda irremediável de oportunidades.

O primeiro aspecto importante que uma roupa deixa claro para as outras pessoas é o de sermos ou não asseados. Quando aparecemos usando roupas com manchas, golas amareladas ou de tecidos que cheiram mal, fica claro que não prestamos atenção a nossa higiene básica diária.

Pessoas desleixadas e pouco atentas aos detalhes de um conjunto bem estruturado costumam não observar colarinhos e punhos puídos, golas mal cortadas, zíperes mal fechados, cintos com o com o couro desgastado e sapatos com aspecto velho. Bolsas e pastas também se incluem neste quesito.

Demonstra falta de senso de propriedade, colocação, traquejo e preparo a escolha por um traje inadequado para determinada ocasião. Cansamos de ver no ambiente empresarial mulheres vestindo roupas colantes, fendas, decotes, transparências e saias muito curtas. Conseqüência: acabam passando uma imagem vulgar.

Os homens escorregam nesse aspecto quando, em nome da comodidade, se recusam a usar paletó e gravata em visitas a clientes, casamentos, funerais, solenidades oficiais e outros acontecimentos que exigem mais apuro no vestir. Em muitas empresas, é comum aparecer esse personagem destoante...

Desafina também quem desconhece ou despreza as regras protocolares no que diz respeito aos trajes. Elas foram criadas para que a roupa não fira as suscetibilidades, visando a uma homogeneidade entre os convidados de determinada ocasião.

Quando um convite menciona "Traje a Rigor" significa a imposição de roupa semelhança para todos os convidados. Sob pena de fazer uma má figura e criar até constrangimento aos demais presentes, não tenha dúvida: seja humilde e se curve às regras.

Como diz Fernando de Barros no livro Elegância:

"Como os brasileiros não estão isolados e a etiqueta é regida por regras tradicionais, é conveniente estar por dentro delas para que não se cometam gafes. Os Estados Unidos, que todos consideram um país moderno, que dispensa a etiqueta, é, na verdade, um dos que mais se preocupam com ela. O Japão é o mestre da etiqueta. A Inglaterra é a pátria da etiqueta. Nos países árabes, a etiqueta é seguida com rigor absoluto. Ser elegante também é respeitar a etiqueta. É como andar pela direita no trânsito. Um ótimo meio de se passar incólume nos rigores da etiqueta é usar sempre como escudo a sobriedade, tanto na roupa quanto nos gestos. A aparência é sempre um ponto importante. As pessoas que cuidam dela sempre contam pontos a seu favor. A sociedade exige que todos se vistam de acordo com as posições que ocupam. É sempre encarado como ato de rebeldia quebrar uma regra. Mesmo os mais audaciosos devem se curvar às exigências da etiqueta."

Portanto, se você quiser ser realmente elegante, adote um estilo próprio que combine com a sua personalidade, tipo físico e idade, e jamais perca de vista o princípio básico do bem viver:

Busque o equilíbrio!

Fonte: www.catho.com.br

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