As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas as mulheres que sofrem com a tensão pré-menstrual (e os homens que convivem com elas) esperam que a Medicina descubra uma solução para ela.
Os médicos acreditam que a TPM seja resultado de uma interação entre os hormônios femininos estrógeno e progesterona, e um mensageiro químico cerebral, o neurotransmissor serotonina. Novas pesquisas sugerem, ainda, que um outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico ou GABA, também pode estar envolvido no processo. Esse mensageiro químico tem efeito calmante e sua produção é estimulada pelos subprodutos da progesterona. Quando os níveis desse hormônio começam a cair, no final do ciclo, algumas mulheres se sentem mais irritadas e ansiosas. Há também indícios de que são mais propensas a sofrer com a tensão pré-menstrual as mulheres que tiveram depressão (pós-parto ou em qualquer época da vida), ou cujas mães e irmãs apresentem o problema.
O estresse piora significativamente o desconforto, que pode ser físico (inchaço, seios doloridos, intestino preso, sensação de peso nas pernas) e psicológico (tensão, irritação, cansaço e depressão). A queixa quanto à TPM é recente: tem a ver com a emancipação das mulheres. "A tensão pré-menstrual passou a ser um incômodo depois que elas começaram a trabalhar fora de casa e a ter menos filhos", explica a ginecologista Stella Pinto Ferreira, do Rio de Janeiro.
Todas as mulheres que se sentem limitadas de alguma maneira por causa da TPM devem buscar tratamento médico. Fazer exercícios, controlar a dieta e, se o caso for grave, suspender a menstruação durante algum tempo. Existem várias maneiras de tratar o problema:
Alopatia - Trata a tensão pré-menstrual com mudança de hábitos alimentares, atividade física e medicamentos. A partir do segundo mês aparecem as melhoras.
Acupuntura - Inserir agulhas em alguns pontos do corpo para aumentar a liberação de serotonina (neurotransmissor ligado ao humor) e estimular o hipotálamo (região do cérebro que tem influência sobre os hormônios sexuais).
Aromaterapia - Óleos essenciais, substâncias extraídas das plantas, utilizados para tentar restabelecer o equilíbrio hormonal e emocional das mulheres que sofrem com a TPM.
Se você sofre com a TPM, mas não quer se entupir de antidepressivos ou de hormônios a fitoterapia - tratamento por meio de plantas naturais - é uma alternativa que tem proporcionado bons resultados. O sucesso é tanto que estudos clínicos recentes comprovaram a eficácia do óleo de prímula no combate ao problema, que atinge cerca de 70% das mulheres em idade fértil.
O óleo de prímula, flor amarela proveniente da América do Norte, já é empregado há algum tempo no combate das instabilidades físicas e emocionais da TPM. O remédio natural, porém, só ganhou notoriedade recentemente. O óleo alivia os principais sintomas da tensão pré-menstrual, como dor-de-cabeça, insônia, dor nos músculos, inchaço, dor nos seios, problemas na pele, agressividade, irritabilidade, depressão leve, ansiedade, tensão nervosa e crises de choro.
A flor contém um ácido chamado gamalinolênico (ácido graxo que não é produzido pelo organismo). Esse ácido é um nutriente essencial para lidar com as alterações do período menstrual, pois reequilibra a produção dos hormônios femininos.
Esse ácido é encontrado em alguns alimentos, como peixes, castanhas, e óleos vegetais, como canola ou girassol, mas em quantidades menores. A prímula é eficaz porque contém uma alta concentração desse ácido, repondo a quantidade necessária desse nutriente.
Uma grande vantagem do óleo de prímula é que não existem relatos de efeitos colaterais. A substância, vendida em cápsulas moles que contém o óleo, pode ser adquirida sem receita médica. Mas é necessário, de qualquer forma, consultar um fitoterapeuta para saber qual o seu grau de sintomas da tensão pré-menstrual. A prímula só é indicada nos casos de sintomas leves de TPM e não combate quadros graves. O óleo de prímula deve ser tomado quinze dias antes da menstruação. São necessárias três cápsulas ao dia ou 500 mg da substância.
A retenção de líquidos, ou "inchaço", é um dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM). Nessa época, o corpo passa por alterações hormonais que interferem na produção de algumas substâncias, entre elas a que tem a função de regular a quantidade de sal no organismo. O sal retém líquido e faz-se menos xixi do que deveria. Como resultado aparecem barriga e seios inchados, dor e dificuldade para fechar as mãos, sapatos que não entram.
A retenção de líquidos depende de fatores hormonais e individuais, variando de pessoa para pessoa. Durante muito tempo, acreditou-se que a dor de cabeça que surge um dia antes ou no primeiro dia da menstruação, em algumas mulheres, fosse causada pelo inchaço. A retenção de líquidos faria o cérebro inchar e ele ficaria prensado dentro da caixa craniana, causando a dor. Hoje, sabe-se que isso não é verdade: a dor de cabeça que aparece nesse período, e que é muito comum, é conseqüência da queda dos níveis de estrógeno no organismo.
Beba muita água. Os rins funcionam melhor, o que é um incentivo para eliminar o excesso de líquidos. Também é recomendado comer frutas ricas em água (como melancia, melão e pêra). Evite café, chá, refrigerante e chocolate, porque eles causam irritabilidade (têm xantina e metilxantina), o que faz o inchaço incomodar mais. Praticar exercícios. Eles aumentam a circulação linfática, o que auxilia no processo de eliminação do excesso de líquidos do organismo.
Fazer "do-in" para aliviar o sintoma. Cruze as pernas, apoiando o pé esquerdo sobre a coxa direita, de forma a ver o ossinho do lado interno do tornozelo. Meça quatro dedos acima do ossinho e aperte esse ponto, que provavelmente estará dolorido. Pressione por cinco minutos e repita na outra perna. O ideal é fazer todos os dias pela manhã, durante o período pré-menstrual.
Diminua a quantidade de sal da comida no período pré-menstrual, quando se começa a ter sintomas da TPM. Coma alimentos diuréticos. Por exemplo: alface, agrião, morango ou chuchu.
Quando beber mais água, corrigir a alimentação e fazer exercícios não é suficiente é importante procurar um médico.
Trata-se de uma massagem relaxante, que não dói e tem a capacidade de diminuir o inchaço. O efeito é imediato. Passar por duas a três sessões na semana que antecede o primeiro dia da menstruação é o ideal. A massagem dura de uma hora a uma hora e quinze minutos.
A apresentadora de televisão Angélica ficava tão inchada no período pré-menstrual que algumas vezes precisava fazer massagens para conseguir usar suas roupas e seus sapatos. Desde que começou a praticar exercícios diariamente, emagreceu e está mantendo o inchaço sob controle.
Fonte: www.resenet.com.br
Se você é mulher sabe muito bem o que esta sigla pode representar. Acredita que os maridos, namorados e amigos deveriam ser mais compreensivos. Mesmo assim, quando você passa um dia um pouco mais nervosa e apreensiva que os outros os seus familiares e colegas já soltam aquela velha piadinha: "- Iiiiiii... você está naqueles dias é?". Se você fica ainda mais furiosa, respire fundo e comece a reparar. Você pode realmente estar sofrendo de tensão pré-menstrual.
Acredita-se que até 90 % das mulheres apresentam sintomas pré-menstruais, entretanto, apenas de 5% a 8% delas apresentarão sintomas intensos, capazes de interferir com sua qualidade de vida. Mas o que acontece em nosso organismo que pode causar estas alterações?
O Prof. Dr. George Dantas de Azevedo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte esclarece: "Durante cada ciclo menstrual, o organismo da mulher sofre importantes modificações nos níveis de seus hormônios sexuais, especialmente o estradiol (dito "hormônio feminino") e a progesterona. Tais modificações hormonais podem ser capazes de causar efeitos físicos e psicológicos que, para a maioria das mulheres, são experimentados de forma natural. No entanto, existem mulheres que apresentam sintomas importantes relacionados ao ciclo menstrual, especialmente na fase que antecede a menstruação, o que é chamado de síndrome pré-menstrual ou tensão pré-menstrual, quando predominam os sintomas psicológicos."
Algumas mulheres chegam a ter alterações severas de humor, verificando-se até que as taxas de suicídios e crimes envolvendo mulheres são mais freqüentes na fase pré-menstrual. Os sintomas podem ser incapacitantes a ponto de prejudicar o desempenho no trabalho, o estudo e demais atividades habituais. Nessa última situação, a síndrome pré-menstrual é responsável por importante impacto negativo do ponto de vista sócio-econômico, sendo a ela associada uma elevada taxa de ausência no emprego e na escola. Mas não vá usar isso como desculpa para tudo, ein? Se o que você deseja é compreensão não abuse usando cólicas para se justificar ou pode perder o crédito.
A causa destes sintomas ainda não é conhecida, isto porque está associada a muitos fatores: cultural, social, psicológico e etc. Alguns dos fatores fisiológicos mais importantes são as oscilações hormonais normais que ocorrem no corpo da mulher ao longo de seu ciclo menstrual, que podem proporcionar retenção de líquido e de sal no organismo. Deficiências vitamínicas (como B6) ou de ácidos graxos, (como o ácido linoléico) também podem estar relacionadas ao aparecimento dos sintomas, uma vez que, ao se fazer complementações, melhoras de quadro foram observadas.
Reconhecer a TPM não é muito difícil, os sinais são tanto físicos como psicológicos. A mulher apresenta dores de cabeça, inchaço, sensibilidade mamária, retenção de água, fraqueza e ganho de peso. Os sintomas psicológicos mais comuns são diminuição da libido, depressão, insônia, irritabilidade e dificuldade de concentração. O Dr, George, no entanto, alerta: "Como esses sintomas podem ocorrer em outras situações clínicas, é importante que o médico se preocupe em descartar a existência de algum outro problema associado, de forma que, nessa investigação, alguns exames podem ser necessários. É preciso, portanto, ter cuidado antes de se rotular a paciente como portadora de apenas tensão pré-menstrual."
O tratamento da TPM, geralmente cabe ao médico, mas pode ser feito conjuntamente com um psicólogo, assistente social e até mesmo terapeuta ocupacional. Em se tratando de remédios existem muitas opções: reposição de vitamina B6, magnésio e ácido gama-linoléico podem trazer melhora dos sintomas; além do uso de diuréticos, medicações hormonais e drogas antidepressivas. Medicações hormonais como a pílula e implantes podem ser utilizados tanto para regular a menstruação como para interrompê-la.
Os implantes de hormônio são uma novidade nesta área, eles funcionam muito bem como contraceptivos, também podendo ser indicados no combate a estes desagradáveis sintomas de TPM. "É um produto com finalidade contraceptiva, constituído de uma substância com atividade progestagênica (semelhante a da progesterona), que é utilizado na forma de um implante subcutâneo inserido na região do braço. Esse implante promove a liberação da substância hormonal de forma contínua, por um período de até três anos, podendo ser retirado a qualquer momento, caso a paciente deseje retirá-lo ou apresente inconvenientes durante o uso." diz o Dr. George.
A maior vantagem da utilização dos implantes é, basicamente, a praticidade, uma vez que, depois de inserido, a paciente não precisará ficar tomando medicações regularmente. Como desvantagem principal poderíamos citar o custo, que ainda é excessivo para a maioria da população brasileira. Já sobre possíveis efeitos colaterais ou diminuição da libido os estudos ainda não são conclusivos por ser um produto novo. Em todo caso, o médico deve ser questionado sobre a adequação do tratamento ao caso da paciente. Cada caso é um caso e cada mulher é única.
Além de tratar o stress e equilibrar o funcionamento dos hormônios, são recomendados cuidados alimentares, especialmente redução da ingestão de sal (para diminuir a retenção de água), álcool, cafeína (chás, café, refrigerantes) e gorduras saturadas. Também recomenda-se que a paciente faça exercícios físicos (ginástica, dança, hidroginástica) e de relaxamento (Ioga).
"Aceita-se que uma dieta saudável e balanceada, associada a um programa regular de exercícios físicos poderia reduzir significativamente os sintomas pré-menstruais." afirma o Dr. Azevedo.
Terapias como acupuntura, aromaterapia, homeopatia e massagens também têm sido propostas para aliviar os sintomas físicos e psicológicos da síndrome pré-menstrual.
Fonte: www1.uol.com.br
Ansiedade, tristeza, compulsão por doces, inchaço... Há uma infinidade de sintomas que caracterizam a síndrome da tensão pré-menstrual. Identificar os que mais a incomodam é o primeiro passo para traçar a sua estratégia de combate e vencer de vez este inimigo
De certa forma, há até uma banalização do problema. Não é raro ouvir comentários do tipo “aposto que você está naqueles dias...” Na verdade, pouca gente sabe ao certo o que é a tensão pré-menstrual. Podemos dizer que é um tipo de doença na qual não há lesão em um órgão específico, mas um desequilíbrio em vários sistemas orgânicos. Essa desarmonia bioquímica altera o aparelho psíquico da mulher e muda seu comportamento social. Isto provoca um aumento do estresse e, conseqüentemente, reforça o problema. A TPM é considerada uma doença sociopsicossomática. Sócio porque traz conseqüências para a mulher na sociedade, influencia a sua produtividade no trabalho e prejudica o seu contato social. Psico, pois os sintomas interferem na mente e nas emoções. Somático porque tudo isso tem relação com intensas alterações no organismo.
Para entender o período que gera a tal tensão, é preciso conhecer o que se passa, mensalmente, no corpo. O ciclo menstrual engloba, em média, trinta dias. Os primeiros catorze constituem a fase folicular, quando o corpo trabalha para a fecundação.
O ovário produz óvulos que se desenvolvem, durante 14 dias, dentro de uma espécie de bolha chamada folículo. Passado esse período, ocorre a ovulação, que nada mais é do que a liberação do óvulo para que ele inicie sua caminhada até as trompas. Toda essa engrenagem tem como chave-mestra o estrogênio - que comanda os efeitos sobre o corpo, a mente e o comportamento da mulher na fase folicular, período no qual ela se sente mais feminina e bonita. É este hormônio que também garante um aumento da lubrificação vaginal e interage com os mediadores bioquímicos da sexualidade. Nesta fase, todas as ações estão ligadas ao comportamento sexual. Sob o efeito do estrogênio, a mulher “cresce” sexualmente, até chegar ao seu auge, no 14º dia.
A partir do 15º dia, é a vez da progesterona - o chamado hormônio da maternidade - aparecer. Tem início a segunda fase do ciclo, denominada lútea. A progesterona prepara o “ninho do bebê”, na verdade o endométrio, que consiste na forração interna do útero, tornando-o mais receptivo ao óvulo, que poderá ser fecundado. Ela também deixa os seios maiores, prontos para a amamentação, e ajuda o organismo a reter líquidos, como forma de prevenção contra uma eventual hemorragia.
Se não ocorre a fecundação, o óvulo é liberado na menstruação, fase em que o nível hormonal é bem baixo. Depois, começa um novo ciclo de 30 dias. Para algumas mulheres, o aumento de volume das mamas, cerca de dez dias antes da menstruação, e o acúmulo de gases que dilata o abdômen, dois ou três dias antes do sangramento, estão aliados a uma sensação de cólica no útero, que anuncia a chegada do fluxo. Esses desconfortos, no entanto, não alteram a rotina da mulher e não são, isoladamente, sintomas que caracterizam a TPM. Essa síndrome engloba uma série de sintomas físicos e psíquicos (a medicina já relacionou mais de 160!), graves ou não, que surgem cerca de dez dias antes da menstruação, repetem-se a cada mês e desaparecem com a chegada do fluxo menstrual.
De acordo com o médico homeopata Eliezer Berenstein, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana - autor dos livros A Tensão Pré-Menstrual e o Tempo para Mudanças, da Editora Gente, e A Inteligência Hormonal da Mullher, da Editora Objetiva, e Bisturi na Santa, que deve ser lançado esse ano pela Editora Objetiva -, os profissionais classificam a tensão pré-menstrual em quatro grupos, de acordo com os sintomas mais freqüentes. São eles: A (ansiedade), C (carboidratos), D (depressão) e H (retenção hídrica). Para descobrir em qual grupo você se encaixa, é necessário realizar uma auto-avaliação durante, pelo menos, três meses consecutivos, pois os sintomas podem sofrer alterações mensalmente. Para facilitar essa avaliação, o Dr. Eliezer elaborou um questionário - um tipo de agenda mensal - para anotar os sintomas, dia-a-dia. Terminado o trimestre, é possível descobrir, de acordo com os sintomas mais freqüentes, qual é o seu tipo de TPM. A partir daí, o indicado é procurar um médico e levar as anotações para que ele possa ajudar você a resolver o problema.

Principais sintomas: Ansiedade, irritabilidade, insônia
A mulher tem a sensação de que não conseguirá fazer tudo o que deseja e não sente prazer naquilo que faz.
A insônia é freqüente, pois ela vai se deitar preocupadíssima com o que fará no dia seguinte. Sensações como taquicardia, sufocamento, opressão no peito e formigamento nas mãos são corriqueiras. As integrantes desta categoria costumam sofrer no ambiente profissional e familiar, pois a pressa e o mau humor contaminam as pessoas à sua volta. Brigas no trânsito, discussão com colegas de trabalho e desentendimento com os familiares são muito comuns. No final do dia se sente exausta e infeliz, culpando o mundo pela sua irritação.
Dica de amiga: que tal extravasar a fúria em aulas de luta, como boxe ou body combat? Além de ficar mais calma, você elimina muitas calorias.

Principais sintomas: compulsão por doces, dor de cabeça, cansaço, tontura
A mulher fica com vontade de comer alimentos com carboidratos e açúcar, como massas, doces, chocolates, bolos, sorvetes e balas. Caso essa necessidade incontrolável não seja suprida, ela pode sentir enxaqueca, tontura, irritação, desmaiar e sofrer de hipoglicemia (queda substancial de açúcar no sangue e no cérebro). Geralmente, acorda com fome e vai dormir com vontade de comer algo que nem sabe o que é. Esse apetite compulsivo se reflete dias depois, na balança, acusando ganho de peso.
Dica de amiga: tente controlar a gula fazendo pequenos lanches ao longo do dia. Aposte nos produtos light e frutas adocicadas, como pêssego, banana, uva, pêra e melancia.

Principais sintomas: depressão, esquecimento, choro, tristeza sem motivo
É a mais comum. A mulher sente uma enorme tristeza, como se nuvens negras pairassem sobre a sua cabeça, mesmo que o dia esteja ensolarado e ela de férias em um local paradisíaco. Tarefas rotineiras, como acordar cedo, transformam-se em atividades impossíveis. Ela se sente pesada, sem força física e emocional para iniciar o dia. Com a auto-estima em baixa, acredita ser uma inútil e chora sem motivos. A sensação é de que ninguém a entende: nem marido, nem filhos, nem pais. No trabalho, acha que está sendo perseguida e que tudo dá errado. Durante a crise, afunda-se em um mar de tristeza e de solidão.
Dica de amiga: não se abata com a tristeza. Escute músicas animadas, capriche na produção para se sentir bonita e pratique ioga, que ajuda a controlar as emoções.

Principais sintomas: aumento de peso, inchaço abdominal, dor nos seios.
Nesse caso, os sintomas físicos se sobrepõemaos emocionais a grande vilã é a retenção - principalmente no cérebro, nas mamas e no abdômen. Isso é causado pelo sal ingerido na alimentação, que permanece na corrente sangüínea, dificultando a eliminação de líquidos pela urina e fazendo com que a mulher ganhe peso rapidamente. Ela incha durante o período pré-menstrual e volta ao normal logo após o início do fluxo. Durante a crise, os seios ficam extremamente doloridos, há um cansaço físico intenso e a dor de cabeça é latejante.
Dica de amiga: faça sessões de drenagem linfática uma semana antes de menstruar. Ela ajuda – e muito – a deixar o corpo mais leve.
O primeiro passo para se livrar do problema é escolher um bom médico para ele indicar a melhor solução para o seu caso. Marque a consulta, preferencialmente, no período crítico da doença. Saiba que 60% do tratamento da TPM engloba o uso de medicação. O restante, 40%, envolve mudanças de atitude. Algumas, bem simples, você pode adotar desde já:
Evite alimentos muito salgados ou doces em exagero, pois eles provocam retenção de líquidos, ganho de peso e acarretam desconforto físico.
Dispense os laticínios (leite, queijo, iogurte), já que interferem na absorção de magnésio presente nos alimentos. Este, por sua vez, altera o nível de serotonina e afeta o bom humor.
Descarte comidas enlatadas, molhos prontos e outros produtos que utilizam conservantes e colorantes, capazes de disfarçar a quantidade de sal e açúcar embutidos nas fórmulas.
Substitua bebidas à base de cafeína por sucos naturais, água e chás sem açúcar. Essa substância estimulante pode piorar a irritação, provocar insônia e causar dores nas mamas.
Não tome bebidas alcoólicas, pois elas agem no sistema nervoso central e aumentam a carga de adrenalina, desestabilizando o equilíbrio emocional. Se você está triste, logo após a fase de euforia que o álcool provoca, acontece o efeito inverso, e a depressão se instala.
Dê preferência a legumes, verduras cruas e cereais integrais, que evitam a retenção de gases. Prefira pão integral e leite desnatado. Substitua a carne vermelha pelas brancas, como peixe e frango.
Evite longos períodos de jejum. Faça pequenas refeições ao longo do dia. Evite refeições rápidas e em pé, bem como conversas desagradáveisà mesa. Concentre-se no prazer de comer. Escolha um local agradável e sossegado. Tente combater os sintomas mais freqüentes. Se você notou esquecimento em determinado período, procure se prevenir contra isso, anotando tudo o que precisa fazer detalhadamente.
Marque reuniões importantes ou tome decisões valiosas nos seus melhores dias do ciclo - ou seja, os primeiros catorze.
Fonte: plasticaebeleza.terra.com.br