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Enrico Caruso

Enrico Caruso
Enrico Caruso

O melhor tenor de todos os tempos.

É assim que geralmente se referem a Enrico Caruso, o tenor que viveu no final do século 19 e começo do século 20 (*1876 - = 1921).

Não há dúvidas de que Caruso foi um gênio do canto. Sua maneira de utilizar a vibração toráxica deixava a voz com uma aparência de masculinidade, força, apesar de ter conservado aveludada a sonoridade, de modo que era comparada ao som de um violoncelo.

Muitos atribuem o sucesso de Caruso às gravações que ele fez.

Caruso foi o primeiro tenor a gravar comercialmente em grande quantidade. Por outro ponto de vista, muitos atribuem o sucesso do gramofone ao fato de Caruso ter gravado sua voz e oferece-la ao público.

Independente da ajuda que as gravações fizeram no sucesso da carreira do tenor, não podemos atribuir todo o mérito a esse fato. Caruso foi o primeiro tenor do Metropolitan até o ano de sua morte.

Inúmeros tenores, fascinados por sua voz e suas interpretações, o imitavam.

Sua popularidade também estava na maneira napolitana de cantar as canções de sua terra.

Ele levou ao mundo conhecer, através de concertos e mesmo das gravações, as mais belas canções napolitanas e italianas da época, e o sucesso foi tanto que mesmo os atuais tenores as cantam em seus concertos.

A capacidade de cantar de Caruso não possuía limites. A ópera que iria cantar a noite, ele a repassava inteira pela manhã, para aquecer e ensaiar.

Quanto às várias controvérsias sobre a causa de sua morte, acredito que era inevitável seu mal, uma vez que Caruso fumava e muito, e fumava charutos.

O legado de sua voz nos foi deixado em suas gravações, e ouvi-las era, antigamente, uma tarefa colocada aos novos cantores por seus professores.

Fonte: www.geocities.com

Enrico Caruso

Enrico Caruso

Este é provavelmente o tenor mais famoso de todos os tempos. Enrico Caruso.

A gravação é de 1911, mas apesar das insuficiências tecnológicas, o registo consegue ilustrar o essencial: um enorme poder vocal, não tanto à custa dos decibeis, mas pelo dramatismo transbordante.

Caruso nasceu em 1873, no seio duma família pobre, em Nápoles, no sul de Itália.

Desde pequeno Enrico gostava de música. Mas os pais não tinham dinheiro para lhe comprar instrumentos, e foi assim que Caruso começou a usar o único dom com que nasceu. A voz.

Quando se estreou na ópera, aos 21 anos, arrebatou desde logo multidões.

Nomeadamente com o famoso trecho de Leoncavallo: Vesti la Giubba.

Caruso veste a pele dum palhaço de circo que mata a mulher e o amante em plena pista.

Para além das óperas, Caruso conquistou o coração dos napolitanos com uma das canções que ele próprio transformou numa espécie de hino da cidade. Santa Lucia, gravada em 1916.

Donizetti era um dos compositores favoritos de Caruso.

A celebridade do tenor aumentou em 1904, ao interpretar, com sentimento, o mais famoso capítulo da ópera “O Elixir do Amor”: Una Furtiva Lagrima.

As óperas de Verdi serviram também para Caruso exibir os dotes vocais, nomeadamente numa versão da Aïda, registada em 1911.

O tenor representa o personagem Radamés, um guerreiro que sonha com o regresso aos braços da amada, depois duma batalha vitoriosa. Se Quel Guerrier lo Fossi.

Noutra peça de Verdi, La Forza del Destino, sobressai o registo grave de Caruso, no papel dum homem apaixonado ferido durante uma batalha. Solenne in Quest’ora. Gravação de 1906.

Noutro quadro, assinado por Karl Goldmark, Caruso descreve um encontro com a Rainha do Sabá. Magiche Note. Noite Mágica em 1909.

Em 1908 Enrico Caruso atuou como Duque de Mântua, no Rigoletto de Verdi. O aristocrata, conquistador de corações femininos, descreve a mulher como um ser instável. La Donna e Mobile.

Enrico Caruso morreu aos 48 anos, em 1921.

Ao longo da carreira gravou cerca de 200 discos e atuou em todo o mundo, incluindo mais de 600 récitas no Metropolitan de Nova Iorque.

Apesar da distância temporal, o tenor italiano é atualmente reconhecido como o cantor de ópera mais influente do século XX, nomeadamente ao estabelecer um padrão de voz poderoso e teatral, que ainda hoje serve de referência a cantores como Plácido Domingo ou Luciano Pavarotti.

Por outro lado Caruso fica associado ao culto dos tenores que disputam, junto do grande público, uma popularidade semelhante à das estrelas de cinema, do desporto, ou da música pop. Apenas com o brilho distintivo da voz.

Fonte: www.terranova.pt

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