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Musicoterapia







É a área que utiliza os sons na prevenção e tratamento de distúrbios físicos, sensoriais, mentais, sociais e emocionais.

O Musicoterapêuta

Pesquisa a relação do homem com as diversas espécies de ruídos para criar métodos terapêuticos específicos para cada tipo de problema ou necessidade.

Procura a melhor forma de utilizar a música para diminuir o nível de stress das pessoas, utilizando a sonorização ambiental em indústrias, grandes escritórios, centros cirúrgicos, consultórios, unidade de terapia intensiva e até mesmo restaurantes.

Dispõe de variado material sonoro: discos e fitas de vários estilos musicais, instrumentos, gravadores e até objetos artesanais, como garrafas cheias de água.

Na área Clínica, aplica técnicas sonoras, instrumentais e musicais para reabilitar pessoas com distúrbios sensoriais, físicos, mentais e emocionais.

Na área Educacional, utiliza métodos musicais adequados para prevenir e tratar distúrbios de aprendizagem e dificuldades na leitura e escrita.

Na área Social, desenvolve atividades musicais com crianças e idosos. Participa de programas de assistência a menores abandonados, infratores ou envolvidos com drogas.

Onde Pode Trabalhar

Consultório, Hospitais, Clínicas, Centros Comunitários e de Reabilitação Física, Mental e Sensorial.

Escolas Regulares, Escolas Especiais, Creches, Instituições Geriátricas.

O Curso

É um curso que exige do aluno, além das Provas de Matérias do 2.º grau, o Teste de Habilidade Específica (THE) que consta de uma prova teórica sobre Teoria Musical e de um teste sobre Percepção Auditiva, Memória Auditiva, Solfejo e Prática Musical de Instrumento ou Canto.

A musicoterapia não tem nada a ver com tocar um instrumento, nem com técnicas de relaxamento. É necessário enfatizar que é grande a diferença entre usar o som em terapia (como no relaxamento), e usar o som como terapia — aplicação científica de sons, ritmos, expressão, movimento e música estruturada para atingir fins terapêuticos. Dessa maneira, o currículo abrange disciplinas da área da Saúde como Neurologia, Psicopatologia, Fonoaudiologia, Anatomia, Fisioterapia, Psicologia, Anatomofisiologia e outras. Complementando, a carga horária de disciplinas ligadas à Música é intensa e oferta: Folclore, História da Música, Expressão Corporal, Psicoacústica, Musicoterapia, Prática Musical, Desenvolvimento do Senso Rítmico, Técnicas de Coros e Conjuntos entre várias outras.

DURAÇÃO

04 anos

Fonte: www.cfh.ufsc.br

Musicoterapia






Não é preciso ser exímio concertista para estudar Musicoterapia. Mas noções de teoria musical e dos sons que regem o universo são essenciais para aproveitar bem o curso e se tornar um profissional de qualidade. Se souber tocar um instrumento, melhor. A Musicoterapia é a ciência que utiliza sons, ritmos e melodias como ferramentas de apoio no tratamento de pessoas com problemas psicológicos, emocionais ou deficiência mental e física. Já na Grécia Antiga, a música era usada para eliminar fobias e angústias, mas sua prática como terapia é recente no Brasil. Começou nos anos 60, no Conservatório Musical do Rio de Janeiro, uma década depois de aparecer nos Estados Unidos e na Europa.

Esses países continuam à frente no mundo da Musicoterapia. O uso de técnicas musicais para diminuir o estresse de funcionários e, conseqüentemente, melhorar o desempenho, é bastante comum nos países desenvolvidos, enquanto no Brasil só agora as empresas começam a descobrir esses profissionais. Eles dominam técnicas capazes de controlar o ritmo respiratório e cardíaco, estimular a memória e a percepção. Podem fazer tanto trabalhos preventivos – no caso de idosos e gestantes que queiram relaxar ou melhorar a organização mental– como de reabilitação, campo onde estão as melhores chances. Nas instituições públicas esse profissional tem sido requisitado para tratar da recuperação de dependentes de álcool e de drogas, estimular e integrar crianças de rua.

A Musicoterapia também pode ser usada como tratamento de saúde em portadores de deficiências como autismo e síndrome de Down – esses pacientes melhoram sua qualidade de vida quando submetidos à terapia da música. Outra aplicação de sucesso tem sido a recuperação de pacientes em UTIs, apesar dessa atuação ainda ser rara no Brasil. É possível, até, aplicar a ciência como auxiliar na área educacional, voltada para crianças ou jovens com dificuldade de aprendizagem, concentração ou barreiras na escrita ou leitura.

Em geral, esse profissional trabalha em equipes multidisciplinares integradas por psicólogos, médicos, fisioterapeutas e assistentes sociais. Por isso, é interessante montar uma clínica com profissionais de diversas áreas. Para ganhar clientela, a dica é visitar especiais para deficientes ou que utilizem métodos pedagógicos alternativos.

No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, há projetos-piloto sobre o uso de Musicoterapia no tratamento de aidéticos e de portadores de câncer. Cristiane Amorosino, coordenadora da clínica-escola da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), afirma que o mercado está melhorando e exemplifica: “Entre 36 alunos da minha turma, formada em 1991, só eu continuo na profissão. No entanto, todos os vinte alunos da Unaerp que se formaram em 1999 estão trabalhando.”

Existem cerca de 1,5 mil profissionais de Musicoterapia no Brasil, concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. No curso, o estudante tem aulas de harmonia, ritmo, percepção, musicalização, além de aprender a tocar algum instrumento e a cantar. Recebe também noções de fonoaudiologia, neurologia, psicologia e psiquiatria. Atividades que estimulem a criatividade e a expressão corporal fazem parte do currículo que prevê, ainda, estágio realizado em geral em instituições de saúde. Quem está começando, em São Paulo, cobra cerca de R$ 50 por sessão; no interior, a média é de R$ 25.

Duração média do curso

Quatro anos

O musicoterapeuta pesquisa a relação do homem com os sons, criando métodos terapêuticos para restabelecer o equilíbrio físico, psicológico e social do indivíduo. Ele utiliza instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar de portadores de distúrbios da fala e da audição ou de deficientes mentais. Também auxilia estudantes com dificuldades de aprendizado, promove a reabilitação de dependentes de drogas e a reintegração social de menores infratores.

Características que ajudam na profissão

Domínio de um ou mais instrumentos, sensibilidade, criatividade, facilidade de comunicar-se e relacionar-se com as pessoas, concentração, boa memória.

Fonte: www1.uol.com.br

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