Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Mutualismo  Voltar

Mutualismo

 

 

O que é

Mutualismo é uma relação entre duas espécies diferentesde organismos em que ambos se beneficiam da associação.

Mutualismo é uma relação de reciprocidade positiva entre duas espécies.

Através desta relação ambas as espécies melhorar a sua sobrevivência, crescimento ou adequação.

Até certo ponto, a relação é mais uma exploração recíproca, em vez de um esforço de cooperação por parte dos indivíduos envolvidos. (Smith, Ecologia e Biologia Campo).

Mutualismo pode assumir muitas formas:

Simbiose: em que ambos os organismos vivem juntos em estreita proximidade, e em que ambos geralmente beneficiar. A relação é obrigatória, isto é, pelo menos, uma das espécies deve ser envolvido na relação para sobreviver.

Mutualismo não-simbiótica: a espécie não vivem juntos, nem são dependentes uns dos outros; a relação é facultativo ou oportunista, mas que aproveita os organismos quando juntos.

Muitos relacionamentos mutualistas foram documentados.

A relação de cupins-protozoários madeira, a relação mandioca-traça e a formiga acácia.

O Mutualismo e a Cultura Hacker

Existem inegáveis afinidades entre o mutualismo e o princípio federativo defendidos por Proudhon e a cultura hacker, inseparável  do surgimento e das definições da Era da Informação.

 Procuramos acrescentar alguns subsídios a nossa tese de que a renovação dos ideais do socialismo libertário passa pela sua adaptação ao novo ambiente e a incorporação de novas idéias, surgidas dentro da mesma revolução tecnológica que deu origem ao capitalismo informacional.

O Mutualismo

“Por “mutualismo”, Proudhon entende um vínculo fundado sobre a troca e a obrigação recíproca e equivalente de uns em relação a outros. Segundo Proudhon, “o princípio de mutualidade é  bem certamente o laço mais forte e o mais subtil que se possa formar entre os homens. Nem sistema de governo, nem comunidade ou associação, nem religião, nem sermão, não podem por sua vez unir tão intimamente os homens, e assegurar-lhes tal liberdade”. Fazendo princípio sobre a liberdade, “o princípio de mutualidade” propõe um modo de permuta que ultrapassa o plano estritamente econômico”. (1)

A Atitude Hacker

“Hackers resolvem problemas e constróem coisas, e acreditam na liberdade e na ajuda mútua voluntária. Para ser aceito como um hacker, você tem que se comportar de acordo com essa atitude. E para se comportar de acordo com essa atitude, você tem que realmente acreditar nessa atitude.

Mas se você acha que cultivar a atitude hacker é somente um meio para ganhar aceitação na cultura, está enganado. Tornar-se o tipo de pessoa que acredita nessas coisas é importante para você -- para ajudá-lo a aprender e manter-se motivado. Assim como em todas as artes criativas, o modo mais efetivo para se tornar um mestre é imitar a mentalidade dos mestres -- não só inteletualmente como emocionalmente também”. (2) 

A cultura Hacker pode ser extendida:

“A mentalidade hacker não é confinada a esta cultura do hacker-de-software. Há pessoas que aplicam a atitude hacker em outras coisas, como eletrônica ou música -- na verdade, você pode encontrá-la nos níveis mais altos de qualquer ciência ou arte. Hackers de software reconhecem esses espíritos aparentados de outros lugares e podem chamá-los de "hackers" também -- e alguns alegam que a natureza hacker é realmente independente da mídia particular em que o hacker trabalha. Mas no restante deste documento, nos concentraremos”. (3)

“Liberdade é uma coisa boa”

“Hacker são naturalmente anti-autoritários. Qualquer pessoa que lhe dê ordens pode impedi-lo de resolver qualquer que seja o problema pelo qual você está fascinado -- e, dado o modo em que a mente autoritária funciona, geralmente arranjará alguma desculpa espantosamente idiota para isso. Então, a atitude autoritária deve ser combatida onde quer que você a encontre, para que não sufoque a você e a outros hackers.

(Isso não é a mesma coisa que combater toda e qualquer autoridade. Crianças precisam ser orientadas, e criminosos, detidos. Um hacker pode aceitar alguns tipos de autoridade a fim de obter algo que ele quer mais que o tempo que ele gasta seguindo ordens. Mas isso é uma barganha restrita e consciente; não é o tipo de sujeição pessoal que os autoritários querem *.)

Pessoas autoritárias prosperam na censura e no segredo. E desconfiam de cooperação voluntária e compartilhamento de informação -- só gostam de "cooperação" que eles possam controlar. Então, para se comportar como um hacker, você tem que desenvolver uma hostilidade instintiva à censura, ao segredo, e ao uso da força ou mentira para compelir adultos responsáveis. E você tem que estar disposto a agir de acordo com esta crença”. (4)

 Conclusões

A cultura hacker nasceu entre acadêmicos do MIT e da universidade de Berkley. Embora os primeiros hackers não fossem necessariamente hyppies nem membros destacados da contracultura, foram fortemente influenciados por ela. Ao contrário dos homens que formularam as idéias libertárias do passado, não tiveram de enfrentar um estado autoritário nem uma cultura marcada pela intolerância política ou religiosa.     

 É por isso que suas formulações políticas, apesar de claramente libertárias, não se estendem além da discussão sobre software e direitos autorais sobre obras artísticas e literárias. Por outro lado, as idéias socialistas não surgiram em função das novidades tecnológicas do século 19, mas como conseqüência e crítica de sua utilização.

 Em outras palavras, enquanto à cultura hacker falta uma dimensão política clara, aaos novos movimentos libertários falta a visão dos desafios tecnológicos da era da informação. Todos tem muito que aprender, começar pela percepção de que tem muito mais em comum do que costumam admitir.   

 Notas

(1) TRINDADE, Francisco - A Estrutura do título – Pág. 130 - (Adaptação)
(2) SANTOS, Rafael Caetano dos - Tradução de “Como se Tornar um Hacker” – do Editor do Jargon File.
(3) Idem.
(4) Idem.

* Note a semelhança com o Principio Federativo, conforme Proudhon: "O que constitui a essência e o caracter do contrato federativo é que, neste sistema, os contraentes se reservam para si mesmos, mais direitos, autoridade e propriedade do que a que abandonam."

Fonte: www2.mcdaniel.edu/www.geocities.com

Mutualismo

Mutualismos são interações entre espécies diferentes que beneficiam os indivíduos envolvidos.

Em uma comunidade ecológica, mutualismos tais como interações entre plantas e polinizadores e entre plantas e dispersores de sementes podem ser descritas como uma rede.

O estudo dessas redes de interações levou à descrição de duas propriedades estruturais gerais:

1) a probabilidade de se encontrar uma espécie com k interações decai seguindo uma lei de potência com truncamento exponencial e
2)
aninhamento.

Essas duas propriedades estão, aparentemente, ausentes em interações entre predadores e presas, as chamadas teias tróficas.

O Mutualismo contribui para a compreensão dos processos subjacentes aos padrões observados em redes mutualísticas e investigar o grau de generalização desses padrões.

A lei de potência truncada que caracteriza a distribuição do grau de redes mutualísticas pode ser explicada por condições iniciais aleatórias e por processos associados à diferença de riqueza entre plantas e animais.

A estrutura aninhada de uma rede mutualística é parcialmente explicada por diferenças entre as abundâncias das espécies.

Problemas de resolução taxonômica característica de estudos sobre teias tróficas, mas pouco comuns no estudo de mutualismos, explicam as diferenças nas distribuições do grau desses dois tipos de redes ecológicas. A ausência de aninhamento, todavia, não é explicada por este problema de resolução.

As redes que descrevem outros dois mutualismos, as interações entre limpadores e clientes em recifes de corais e entre formigas e plantas produtoras de néctar extrafloral, são aninhadas.

A forma da distribuição do grau observada em mutualismos é esperada por processos simples e gerais. O aninhamento é uma propriedade geral de mutualismos em comunidades ricas de espécies.

Fonte: www.bibliotecadigital.unicamp.br

Mutualismo

Mutualismo, cooperação ou oportunismo?

Organismos de grupos muito distintos estabelecem por vezes relações complexas entre si, em alguns casos de total interdependência.

As formas de cooperação, pelo menos aparente, são dos resultados mais fascinantes da evolução da vida.

Mutualismo
Mutualismo

No mundo natural, quase todos os seres vivem embrenhados numa complexa teia de relações que se estabelecem entre representantes dos diferentes grupos taxonómicos. As relações de predador-presa, herbívoro-planta e de parasita-hospedeiro, são um exemplo disso mesmo.

Em todos estes casos, há uma característica em comum: entre os parceiros destas relações existe uma pressão seletiva comum, mas em sentidos opostos.

Ou seja, à pressão imposta pelos predadores, herbívoros e parasitas, sobre as presas, as plantas e os hospedeiros, estes últimos respondem com uma contra adaptação para evitar a pressão. Pelo contrário, no caso das relações mutualísticas, ambos os parceiros beneficiam das pressões seletivas recíprocas, através de um processo que se designa por co-evolução. O que na prática quer dizer que se ajudam mutuamente. Dentro do mutualismo existem muitas modalidades diferentes, mas o fator comum que conduziu os diferentes organismos a evoluir neste sentido permanece ainda por explicar. Na verdade, verifica-se que muitas relações mutualísticas são mais explorações recíprocas, do que esforços cooperativos entre indivíduos.

Mutualismo
Mutualismo

Em todo o caso, este tipo de relação atrai de forma particular a atenção dos humanos, que facilmente encontram aqui uma analogia com sentimentos como a amizade ou o altruísmo.

Mesmo assim se nos debruçarmos mais profundamente sobre o paralelo, as conclusões sobre o porquê da amizade poderiam ser também algo desconcertantes: será que amizade é motivada por questões de altruísmo ou de egoísmo?

Afinal, se calhar até as próprias relações entre as pessoas se podem arrumar, pelo menos de forma metafórica, dentro das categorias: predação, parasitismo e mutualismo…

O mutualismo pode, ser ou não simbiótico e pode ser facultativo ou obrigatório. O mutualismo simbiótico, ou simplesmente simbiose, é aquele em que ambos os organismos vivem juntos numa associação física muito próxima e em que pelo menos um deles não poderia viver independente do outro. A simbiose é por isso sempre um caso de mutualismo obrigatório.

Mutualismo
Mutualismo

Na verdade, apesar das relações de simbiose existirem um pouco por todo o lado, na sua maioria não são nada óbvias, e muitas vezes utiliza-se essa designação (simbiose) de forma abusiva para outros tipos de mutualismo. As relações entre organismos simbiontes são por vezes tão profundas que chega a ser difícil distingui-los. Um exemplo disso é uma associação de algas e fungos que constitui os líquenes. Também no coral, os Celenterados associam-se a algas que lhes fornecem mais de 80% da energia de que necessitam, em troca da retenção de nutrientes essenciais que provêm da sua habilidade em capturar o zooplancton em suspensão no Oceano. Nas raízes de muitas plantas, que vivem em solos pobres, estabelecem-se relações simbióticas com fungos, que em troca da energia fotossintética fornecida pelas plantas fornecem nutrientes minerais que captam do solo. O mutualismo obrigatório não simbiótico é um tipo de mutualismo mais frequente do que o anterior. Neste caso, os intervenientes dependem um do outro para sobreviver mas não vivem fisicamente tão próximos. A polinização de flores e a dispersão de sementes está em alguns casos absolutamente dependente de um agente, que pode ser um inseto, uma ave, ou outro animal, que dependa desse recurso, néctar, pólen ou fruto, para sobreviver. Também algumas espécies de formigas vivem dentro dos troncos de árvores, que para alem de abrigo, lhes fornecem alimento através de substâncias açucarinas que segregam, em troca de proteção contra insetos desfolhadores. Também as térmitas da savana africana criam fungos dentro dos seus ninhos, que lá encontram as características indispensáveis para se desenvolverem e que lhes degradam parcialmente o alimento.

Mutualismo
Mutualismo

O mutualismo facultativo ou oportunista não só é o mais frequente, como provavelmente o mais visível de todos os tipos de mutualismo, já que opera em maior escala ao nível dos animais vertebrados.

Mutualismo
Mutualismo

Para muitas plantas, apesar de não ser a única forma de se reproduzirem, a ajuda prestada por alguns animais torna-se preciosa e em troca fornecem-lhes alimento. Noutros casos, como em alguma orquídeas de florestas tropicais, as flores não fornecem qualquer alimento aos machos das abelhas que as polinizam.

Em vez disso, os machos encontram no interior das flores fragrâncias segregadas por células específicas, que utilizam para desenvolver as suas próprias feromonas para atrair as fêmeas. Como essas abelhas visitam orquídeas de diferentes espécies, estas estão adaptadas de forma a que o pólen se deposite numa parte específica do corpo da abelha, de forma a esta poder visitar muitas outras flores sem que o pólen se perca e para, quando vários dias ou semanas mais tarde entrar uma flor da mesma espécie, poder cumprir o seu papel. Ao nível da dispersão das sementes, as relações mutualísticas entre animais e plantas desempenham também um papel preponderante. Muitas espécies de plantas evoluíram no sentido de produzirem frutos com cores coloridas, odor intenso e um valor nutritivo elevado. Dentro destes frutos existem sementes pequenas, que podem atravessar o tubo digestivo dos animais sem se degradarem. Desta forma, essas plantas convidam diferentes animais a ingerirem os seus frutos e sementes, por forma a excretarem mais tarde as sementes num outro local.

Mutualismo
Mutualismo

Para além das relações entre animais e plantas, mais raramente também se estabelecem relações entre animais, como algumas aves que catam parasitas em cima de grandes mamíferos. Um outro caso muito curioso disso mesmo, é a cooperação entre uma ave da mesma Ordem dos pica-paus, o Indicador e uma espécie de texugo que habita em África. Estas aves têm a capacidade de encontrar colmeias de abelhas, mas dificilmente consegue extrai-las das cavidades em que se encontram. Por isso, atraem um texugo que com as suas garras afiadas consegue fazer o trabalho. O texugo come o mel e o Indicador ingere as larvas e a cera de que é feito o ninho. Curiosamente, a capacidade para digerir a cera depende, também ela, da existência de bactérias simbiontes no intestino da ave, que lhe fornecem as enzimas necessárias para a digestão. Na ausência de texugos, os indicadores estabelecem esta relação com humanos que também procuram o mel.

Mutualismo
Mutualismo

O limite entre as relações mutualísticas e outras de outro tipo nem sempre é claro. Será que os tubarões beneficiam de alguma forma da presença das rémoras que os seguem para ingerir os restos de alimento por si deixados? Se lhes fosse absolutamente indiferente seria uma relação de comensalismo. Mas em alguns casos, as fronteiras são tão ténues que pode mesmo ser difícil de distinguir algumas formas de parasitismo de outras de mutualismo. De certa forma, o mutualismo é por vezes um caso de parasitismo recíproco. A complexidade das relações entre os diferentes seres vivos faz com que, apesar de muito se investigar nesta área da ecologia, como nas demais ciências, o aprofundar dos conhecimentos conduza a um refinar de conceitos que mesmo assim ficarão sempre aquém da complexidade da realidade.

Alexandre Vaz

Fonte: naturlink.sapo.pt

Mutualismo

Mutualismo ou simbiose é uma interação ecológica interespecífica harmônica obrigatória na qual há vantagens recíprocas para as espécies que se relacionam.

Essa associação é permanente, causando dependência, ou seja, indispensável à sobrevivência das partes, que não podem viver separadas.

Entre as situações mais comuns envolvendo o benefício mútuo mantidos por organismos tanto animais quanto vegetais, estão:

A relação simbiótica entre espécies de cupins de madeira e protozoários (triconinfa), que somente sobrevivem no interior do tubo digestivo destes animais. Esta associação ocorre devido a não digestão da celulose por estes insetos, necessitando da capacidade metabólica dos microorganismos referidos, providos de enzimas (celulose) atuantes na degradação específica deste carboidrato, suprindo assim a precisão nutricional dos cupins.

A relação mutualistica dos liquens, onde os fungos realizam a absorção e as algas se encarregam pela fotossíntese.

Associação simbiótica de fungos às raízes dos vegetais (chamadas micorrizas), onde um facilita a absorção de água e sais minerais (hifas fúngicas), enquanto a planta fornece substâncias sintetizadas pelas células que recepcionam as hifas.

Fonte: vaniasasada.wikispaces.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal