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Myanmar

Nome oficial: União de Mianmar (Pyidaungsu Myanma Naingngandaw).
Nacionalidade: birmanesa.
Data nacional: 4 de janeiro (Independência).
Capital: Yangun (ex-Rangum).
Cidades principais: Yangun (2.513.023), Mandaly (532.949), Mawlamyine (219.961) (1983).
Idioma: birmanês (oficial), dialetos regionais.
Religião: budismo 89,1%, cristianismo 4,9%, islamismo 3,8%, outras 2,2% (1990).

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da Ásia.
Área: 678.033 km2.
Clima: tropical com chuvas de monções.
Área de floresta: 272 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 45,6 milhões (2000), sendo birmaneses 69%, chans 9%, karen 6%, raquines 5%, outros 11% (1996).
Densidade: 67,25 hab./km2.
População urbana: 27% (1998).
População rural: 73% (1998).
Crescimento demográfico: 1,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 2,4 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 58,5/62 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 79 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 15,3% (2000).
IDH (0-1): 0,585 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: ditadura militar desde 1988.
Divisão administrativa: 7 divisões e 7 estados.
Principais partidos: Liga Nacional pela Democracia (LND), Liga Chan de Nacionalidades pela Democracia, Liga Arakan (Raquine) pela Democracia (na ilegalidade).
Legislativo: suspenso desde 1988. O Parlamento eleito em 1990 não foi instalado.
Constituição em vigor: suspensa em 1988.

ECONOMIA

Moeda: kiat.
PIB agropecuária: 53% (1998).
PIB indústria: 9% (1998).
PIB serviços: 38% (1998).
Crescimento do PIB: 6,3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 760 ou menos (1998).
Força de trabalho: 24 milhões (1998).
Agricultura: arroz, semente de gergelim, leguminosas, feijão.
Pecuária: bovinos, búfalos, suínos, aves.
Pesca: 917,7 mil t (1997).
Mineração: gás natural, petróleo, estanho, zinco.
Indústria: alimentícia, bebidas, materiais de construção (cimento), fertilizantes, refino de petróleo, têxtil.
Exportações: US$ 1,1 bilhão (1998).
Importações: US$ 2,7 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Cingapura, China, Malásia, Índia, EUA, Japão.

DEFESA

Efetivo total: 349,6 mil (1998).
Gastos: US$ 2,1 bilhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Myanmar

Nome Oficial: Pyidaungzu Myanma Naingngandaw (União de Mianmar)
Capital do Mianmar: Nay Pyi Taw
Área: 676.578 km² (40º maior)
População: 50,519 milhões (2005)
Idiomas Oficiais: Birmanês
Moeda: Kyat
Nacionalidade: Birmanesa
Principal Cidade: Yangun, Mandaly, Mawlamyine

Fonte: www.webbusca.com.br

Myanmar

Myanmar

MYANMAR (BIRMANIA) - HISTÓRIA

Os primeiros povoados da zona foram os Mons quem inclusive expandiram sua influência até Tailândia. Posteriormente chegaram as migrações burmesas quem se impuseram desde o norte até a terceira parte do território. O Rei Anawrahta assumiu o trono de Pagan em 1404 e começou a época dourada do império introduzindo o budismo e o alfabeto burmés. Hoje em dia, Myanmar é 90% budista. O segundo império Myanmar se fundou no século XVI pelo Rei Bayinnaung, o terceiro, no ano de 1572 pelo Rei Alaungpaya. Foi durante o regime do Rei Koungbaung quando os britânicos invadiram o país convertendo-lhe em uma colônia do império depois de uma sucessão de afrontamentos que duraram desde 1824 até 1885.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Myanmar foi ocupada pelos Japoneses desde 1942 até sua libertação em 1945 pelas forças aliadas. A instalação do governo independente se levantou em 4 de janeiro de 1948. A Constituição vigente na atualidade data de 1974 e organiza o Estado no Poder Legislativo, Assembléia e Conselho de Estado. Um Conselho de Ministros é responsável da administração pública. O único partido político legal é o Programa Socialista, ainda que existam também várias organizações clandestinas. Na atualidade o chefe de estado e do governo é o general Than Shwe.

MYANMAR (BIRMANIA), TERRA DE OURO

Encravada na zona meridional da Ásia, Myanmar é o nome que utilizam os habitantes para descrever seu lar, ao que os britânicos chamavam Burma, Birmânia em português. Desde 1989 se há reivindicado seu nome e assim se lhe denomina a esta zona também conhecida como a "Terra do Ouro" por suas riquezas naturais e a generosidade do seu clima. Esta nação divide suas fronteiras com diversos países asiáticos, coisa que há definido em muito as características da sua cultura. Ao igual que o resto de seus vizinhos, em Myanmar se combinam a herança chinesa e hindu junto com outras raças e crenças que ainda que em menos grau, também contribuem na formação da multi-culturalidade do país.

Percorrer as ruas e as paisagens do interior é uma experiência difícil de descrever. Um dos circuitos que não poderá perder-se é a viagem em barco por Ayeyarwadi.

Birmânia dispõe de 8.000 quilômetros de rede fluvial, número que se reduz na época seca. Os trechos mais estáveis encontram-se entre o delta e Myitkyina, o canal Twante entre o Ayeyarwadi e Yangon, o canal Chindwin e, por sua posição, o Ayeyarwadi, entre o mar e bem mais em cima de Mandalay. Este trecho geográfico e histórico atravessa uma terra antiquíssima, cheia de historia e espiritualidade.

Porém Myanmar é também o país dos templos como Shwedagon em Yangon; Kyaikpun e Shwethalyaung em Bago; Shwenandaw Kyaung e Míngun em Mandalay; e, numerosos em Bagán. Poderá admirar sua herança colonial em Maymyo na parte antiga de Yangon. Observar a cultura de suas gentes nos povos do Lago Ingle, Kalaw e pequenas localidades da Meseta Shan, como Pwe Hla. Visitar covas budistas em Pindaya e Peik Chin Myaung, em Maymyo. Desfrutar da praia em Ngapali, em Sandoway, e para despedir-se, adquirir algo do se artesanato ou assistir aos espetáculos de baile e música. Isto é tudo o que oferece Myanmar, um atrativo e rico território quase desconhecido porém cheio de encantos para o viajante.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor com validez de no mínimo 3meses e imprescindível visto (com validade para 30 dias) e passagem de saída. Existem certas zonas que não podem ser visitadas e a Oficina de Turismo (MTT) tenta controlar os percursos. Podem introduzir no país livremente 200 cigarros ou meia libra de tabaco picado, uma garrafa pequena de bebidas alcoólicas e um vidro de perfume.

CLIMA

Clima que varia dependendo da zona: equatorial em zonas costeiras e tropical monzônico no interior. As chuvas aparecem de junho a outubro. O índice de umidade é bastante alto durante todo o ano.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Se recomenda levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, roupa de agasalho e repelente contra os insetos. Lembre-se de tirar os sapatos ao entrar nos templos.

IDIOMA

O idioma oficial é o birmano. Também se fala inglês.

RELIGIÃO

A maioria da população é budista (90%). Existe uma minoria de muçulmanos (3%).

ELECTRICIDADE

A tensão elétrica é de 220/240 voltz a 50 Hz.

EMERGÊNCIA-SAÚDE-POLICIAMENTO

Imprescindível a vacina contra a febre amarela. É recomendável a vacina contra a tífus, a profilaxia antimalária, não beber água da torneira, não comer alimentos sem ferver e não tomar banhos em águas paradas. É aconselhável levar uma caixa de primeiro socorros bem preparada com analgésicos, antitetânicos, antidiarréias, antibióticos, anti-sépticos repelentes para insetos, cremes contra picadas ou alergias, gaze, tesouras, pinças, termômetro e seringas hipodérmicas. É recomendável viajar com o seguro médico e de assistência. Para emergências médicas ou policiais se aconselha pedir ajuda as recepções dos hotéis ou nos consulados ou embaixadas mais próximo.

CORREIOS E TELEFONIA

As comunicações são muito deficientes. Alguns incluso aconselham tomar precauções a respeito, sobretudo porque é muito difícil encontrar um meio confiável; os serviços de telefones são insuficientes enquanto que os aerogramas tem uma melhor trajetória. Para telefonar a Myanmar deve-se marcar 00-95, seguido do prefixo da cidade e do número de abonado. Prefixo de Yangon 1.

FOTOGRAFIA

preciso levar o material suficiente e necessário, especialmente se pensa levar câmaras de fotografia e vídeo. É recomendável perguntar sempre antes de fazer uma fotografia a algum nativo. Normalmente não lhes incomoda, porém sempre é preferível prevenir. Está proibido fazer fotografias em aeroportos, trens, estações, pontes ou instalações militares. 1'

HORÁRIO COMERCIAL

As lojas abrem geralmente de 10 da manhã a 7 da noite. É normal que abram também nos feriados. Os bancos abrem somente de manhã, inclusive aos sábados.

GORJETAS

Não é costume do país dar gorjetas a quem prestam serviços, isso inclui aos turistas. O que acontece normalmente é que o guia turístico costuma pedir uma colaboração para o motorista do veículo onde estão sendo transladados. Este importe é normalmente repartido entre ambos, assim que fica a critério do cliente. Apesar de tudo, lhe aconselhamos deixar gorjeta, já que esta é um dos principais ingressos dos prestadores de serviços.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de aeroporto tanto para os vôos nacionais como internacionais.

MYANMAR (BIRMANIA) - SITUAÇÃO E GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Myanmar se localiza ao sul do continente asiático. Limita ao norte com China, ao sul como Oceânico Índico, ao leste com China, Laos e Tailândia, ao sudoeste com o Golfo de Bengala e ao noroeste com Índia e Bangladesh. Tem uma extensão de 676.522 quilômetros quadrados com 2.080 quilômetros de comprimento e 800 quilômetros de largura. Tem uma enorme costa que rodeia uma grande parte do país com uma extensão de 3.000 km. O interior do país está marcado por grandes rios e extensas planícies. As montanhas se levantam ao leste, ao longo da fronteira com Tailândia e também em direção ao norte, onde pode-se alcançar o extremo leste do Himalaya.

FLORA E FAUNA

O país está coberto de exuberantes vegetações que combinam sua existência entre as montanhas e os lagos. Na zona costeira, a vegetação adquire características tropicais devido a situação geográfica. Existem também zonas desérticas que quebram a perspectiva geral dando à paisagem um aroma especial. As plantações são particularmente de algodão e arroz.

A fauna selvagem está composta por felinos de diversas espécies como leopardos, gatos selvagens e tigres. Também existe uma ampla diversidade de aves silvestres, diversos tipos de gado e macacos selvagens.

MYANMAR (BIRMANIA) - ARTE E CULTURA

A religião é sem duvida o principal suporte da cultura e arte birmanos. Se afirma que existiram no país mais de 5.000 monumentos entre templos, pagodes e mosteiros. O passar do tempo e as construções de madeira não deixaram vestígios desta herança, porém deixaram nos costumes populares. Os santuários mais antigos datam do século X, o mais conhecido é o Nat Hlaung Kyaung que está dedicado a Vishnu e é uma das poucas edificações hindus que permanecem, pois a maioria são templos budistas.

Existem dois tipos de monumentos: a estupa, destinada a conservação de relíquias e é de forma circular com terraço quadrado e escadarias dirigida por um campanário; e os templos consagrados a Buda que estão construídos sobre nascimentos quadrados ou circulares, cujo centro está um compacto núcleo de alvenaria oco com forma de arco na que se sobressai a imagem do Buda. Os monumentos de Pagan estão construídos por ladrilhos e pedras, recobertos em estuco, com pedras e janelas em forma de arcos.

A influência indiana Pala se deixa entrever nas esculturas tanto de argila como de bronze e nas pinturas que adornam os templos. Os originais eram muito simples, porém com o passar do tempo começaram a apresentar mais exuberância e um grande colorido, com o agrupamento de personagens em paralelo.

MYANMAR (BIRMANIA) - LOCAIS TURÍSTICOS

Iniciaremos o percurso na capital, Yangon, para percorrer depois uma zona norte, as regiões de Mandalay, Bagán e a zona do Lago Ingle. Por último visitaremos alguns lugares na costa birmana.

YANGON (RANGOON)

É a capital do país e está situada nas margens do rio Hlaing a 30 quilômetros da costa. Suas ruas largas ainda conservam a arquitetura de suas edificações características da colonização britânica. De noite, a vida se torna mais divertida na cidade e nos bares e restaurantes fazem gala de suas melhores especialidades.

Um dos atrativos mais importantes de Yangon, aparte do seu casco colonial, sem dúvida é o Pagode de Shwdagon que data do século XV e mede quase 100 metros de altura. O budismo considera este lugar como um dos mais destacados centros sagrados. É impressionante a recoberta de lâminas de ouro com que se decorou a construção, Shwe significa dourado, além de contar com uma valiosa coleção de jóias e pedras preciosas que pertenceram a reis e nobres do país. 2.500 anos de antigüidade há dado margem a coleção de 8.000 lâminas de ouro, 5.000 diamantes e outras 2.000 pedras preciosas.

Outros pagodes importantes são: o Pagode de Sule, que encontra-se no centro da cidade; o Pagode Kada Aye, construída para recolher ao sexto sínodo budista e para comemorar o 2.500 aniversário da "Iluminação de Buda"; e o Pagode Botataung que foi reconstruída na sua totalidade depois da Segunda Guerra Mundial e é conhecida pelas reformas no teto que estão compostas de espelhos.

O Museu Nacional encontra-se na rua Pansodan (Phayre) e guarda verdadeiras peças de coleção. Está composto de três andares e é no primeiro andar onde encontra-se as relíquias reais e os tesouros arqueológicos.

ARREDORES DA CAPITAL

Pegu (Bago) encontra-se a 80 quilômetros ao nordeste na linha do trem de Mandalay. É a antiga capital medieval e se considera o berço da civilização mon. O colorido mercado é um atrativo especial da zona. Também encontra-se os Pagodes de Shewmawdaw, de arquitetura siamesa, e a de Kyaitpun que chama a atenção pelos quatro Budas sentados de costas e outras figuras representativas.

Syriam é uma importante cidade industrial e se há convertido no centro de comércio internacional para as classes populares da região. Ali pode-se tomar uma embarcação desde Yangon que atravessa o rio Pegu para apreciar as ruínas portuguesas e o Pagode Kyaik Khauk situada sobre uma colina com uma estopa dourada que se pode reconhecer desde longe.

A 160 quilômetros da capital está Kyaikhtiyo. Para visitar sua famosa e o legendário Pagode na Pedra Dourada, (Kyaik-Hit-Yo) deverá ascender 11 quilômetros de montanha, apesar que também se pode ir em carro. Segundo a tradição, somente um fio de cabelo de Buda separa este imenso penhasco do precipício que se abre a seus pés. A pedra está revestida com lâminas de ouro sobrepostas, depositadas durante séculos de peregrinações. Para fazer suas oferendas, os fiéis fazem uma subida de umas quatros horas. Este é um dos lugares mais sagrados do Myanmar.

A REGIÃO DE MANDALAY

Mandalay foi a última capital de Myanmar antes da invasão britânica e por isto tem uma vital importância como centro cultural. É a segunda cidade mais povoada do país e o meio de transporte mais comum da zona são os trishaws e as carroças. Suas zonas desérticas constituem uma paisagem de inigualável beleza. É chamada "a dos brancos templos e embarrados arrozais pintados pelo rio Ayeyarwady". De cor branco é o Pagode de Kuthodaw, que conta com 729 monumentos de mármore alinhados, lápidas que recebem a escritura do canon budista como uma Bíblia petrificada. O negro monastério de madeira Shwe Nandaw Eyaung, construído quase de uma peça, é uma das mais originais amostras de arquitetura birmania em madeira. O Palácio Real é também uma bela e impressionante amostra da arquitetura de madeira. Foi incendiada durante a Segunda Guerra Mundial, como muitos outros monumentos. Outro exemplo deste estilo é também o Shwenandaw Kyaung, antigo palácio do rei Mindon, hoje convertido em mosteiro.

Desde a colina de Mandalay se obtêm as melhores vistas da cidade. A seus pés está o Pagode Kyauktawgy, também da época do rei Mindon, com um Buda de mármore em seu interior. Se necessitaram 10.000 homens durante 13 dias para instalar no templo. Ao sul da cidade, outro pagode, a de Mahamuni.

ARREDORES DE MANDALAY

Uma das antigas capitais, hoje retiro de budistas, que se encontram nos arredores de Mandalay é Sagaing. Próximo está o Pagode Kaunghmudaw.

Outra velha capital é Amarapura, conhecida por sua indústria de seda, o mais interessante para ver é o Pagode Kyautawgyi, ao lado da ponte U Bein.

Também histórica é Inwa, na que destaca o Mosteiro Okkyaung. De sua parte, Ava¸ junto a ponte do mesmo nome, é famosa por seu Mosteiro Maha Aungmye Bonzan. A maior pagode da zona está em Monywa, sobre o rio Chindwin, e se chama Thanboddhay, se diz que chegou a ter 582.357 imagens de Buda. Aqui tem que visitar as covas Pho Win Taung.

Cruzando o rio Ayeyarwady desde Mandalay, se chega a Mingun. Ali tem que visitar uma inacabado pagode e a campana gigante. E por último Pyin-U-Lwin (Maymya), situada a 1.100 metros sobre o nível do mar, que conserva sua velha estação britânica. As ruínas de Sri-Sshetra merecem uma visita.

A seguinte parada no caminho a Bagan é Myingyan. Desde ali se pode ascender a Pakkoku e alugar um bote, se deseja percorrer o caminho pelo rio.

A REGIÃO DE BAGAN

A proximidade do rio Ayeyarwady permitiu o desenvolvimento de uma importante civilização agrícola em torno a Bagan. Desde 1975, a UNESCO impulsa um ambicioso programa de restauração dos principais monumentos, em que participam centenares de trabalhadores locais. A cidade de Bagan é um tesouro arquitetônico, conhecido por seus numeroso templos. A antiga capital birmana tem mais de um milênio de antigüidade, como confirmam suas ruínas, a 190 quilômetros ao sul de Mandalay, um dos lugares arqueológicos mais importantes de Ásia.

Entre as mais de duas mil pagodes, destaca por sua elegância Dhammayangyi, por sua altura Thatbyinnyu, e por sua beleza a de Ananda, um santuário em que se encontram diversas imagens de Buda, e ao que se chega atravessando diversas galerias centricas. Ananda tomou seu nome de um discípulo favorito de Buda, guia do budismo em Birmânia.

O pagode de Shwezigon tem valor por ser o primeiro monumento construído com os nascentes esguichos de ouro do rei Anawraahta. O pagode contêm um calefator de influência mon. Outro templo importante é o de Sulamani, construído em 1174 pelo rei Narapatisithu. Possui relevos e estátuas de caráter tântrico em cor branco azulado escuro. Porém o mais comovedor é a fachada.

ARREDORES DE BAGAN

Ao sul de Bagan, perto da localidade de Myinkaba, está o Templo de Manuha.

A uns setenta quilômetros ao sudeste de Bagan se eleva o emblemático Monte Popa, que surgiu logo após que um terremoto sacudisse a parte central da antiga Birmânia. As cinzas e a lava vulcânica converteram sua ladeiras em uma terra muito fértil e cheia de exuberante vegetação. O nome provêm do sânscrito e significa "flor". Neste lugar um grupo de sacerdotes praticam o beijo da morte, uma cerimônia na que as religiosas se beijam com cobras reais.

Taungmyo ou "Cidade do Sul" é conhecida por suas indústrias artesanais de algodão e seda. Ali se podem conhecer o Pagode de Patodawgyi com uma estupa em forma de campana que se levanta sobre cinco terraços.

Bagaya Kyaung aloja um dos maiores mosteiros do país e nele se congregam mais de 700 monges dando-lhe um semblante de recolhimento e veneração a edificação.

Em Pyay, além da cidade e dos templos, há que visitar ao antigo recinto arqueológico de Sri Ksetra.

O Lago Taungthaman na zona sul tem a particularidade de que se seca no inverno e provêm de terra fértil para o cultivo. Pode-se cruzar a Ponte U Bein de madeira de teca que cruza a paisagem com pequenas zonas de descanso para os visitantes. Também se pode visitar o Forte Thabyedan de estilo europeu.

Podem-se percorrer desde aqui também as zonas de Sagaing, que foi a capital do reino Shan onde se encontraram os Pagodes Htypayon, Hgadatgyi, e Kaunghmudaw na que se crê que guarda o "Dente de Buda de Kandy"; e Mingoun, a antiga capital real na que se ascende em barca desde o rio.

A MESETA SHAN E O LAGO INGLE

Ao nordeste de Myanmar se situa o Lago Ingle, rodeado de colinas e onde florescem as orquídeas. É admirável a beleza com que se deixa flutuar em suas águas nenúfares e jacintos flutuantes. Em suas margens vivem os Intha, "Homens do Lago", que cultivam vegetais sobre ilhas flutuantes e remam com as pernas. Um espetáculo impressionante e cheio de misticismo. A população Intha tem idealizado uma forma original de cultivo, que aproveita a vegetação lacustre para criar verdadeiros hortos flutuantes sobre a água. Na atualidade a comunidade está formada por umas 70.000 pessoas, instaladas nas aldeias e ilhas do lago e vivem sobre este com suas casas construídas em cima de pilotes, seus cultivos flutuantes e sua atividade pesqueira. Os Intha praticam formas peculiares de pesca e agricultura, esta se realiza sobre ilhas vegetais de um metro de grossura, que flutuam sobre a água.

Por esta zona encontra-se Heho que é onde está o aeroporto e é a verdadeira porta de acesso a zona. Também situa-se neste ponto Taunggyi, a capital Shan, que domina o lago e conta com vários picos. O mais sobressalente são o Taunggyi ou "Grande Montanha". Perto encontra-se um colorido mercado popular e o Museu Regional.

No mercado aquático de Ywana que se celebra cada cinco dias, os campesinos chegam com suas barcas, para vender suas verduras e hortaliças. Um circuito recomendável em barca passar pelos jardins flutuantes e o Mosteiro de Kyang Phaung Daw U, o lugar mais sagrado do estado de Shan. Não muito distante existe um centro termal onde se pode desfrutar em piscinas comunitárias. Também não podemos esquecer o Santuário dos Nat, acessível unicamente em canoa. Encontra-se perto de Nanthe entre grandes comércios, porque a tradição impede cortar árvores.

Paya Kyaunkpygyi alberga um gigantesco Buda sentado de mais de 700 anos, rodeado de leões e estupas de ladrilhos e estuco.

Kyaung Nga Phe é um mosteiro de madeira construído sobre pilotes, quatro anos antes do palácio de Mandalay.

Pindaya é uma pequena localidade onde as casas se construíram ao longo da colina. Ali encontra-se a Caverna de Pindaya onde se guardam numerosa imagens de Buda que foram depositando ao longo da história da população. Ao noroeste encontra-se as covas neolíticas de Ye-ngan das que se diz que foram lugares de fabricação de armas. Não muito longe está Kalaw, uma antiga estação britânica.

Na parte leste do estado de Shan está Kyaing Tonge, famosa por suas paisagens e suas, tribos das montanhas. Entre os lugares para ver destacam o Pagode de Naung-Tong, o Mosteiro de Sunn-Taung, e Loi-mwe ou a montanha mística .

Yaing Tong se abriu nesta década ao turismo. Encontra-se perto da fronteira com China.

A COSTA DE MYANMAR

O estado de Arakan encontra-se no Golfo de Bengala. Uma vez ali seguimos rumo norte pela costa até Sittwe e próximo a este último encontra-se Mrauk-U, a antiga cidade do reino Rakhine do século XV. É famosa por seus templos antigos que exibem curiosas pinturas de influência indiana sobre seus muros. Entre os lugares que se podem visitar está o Templo de Shittaung-paya, que conta com imagens de Buda e releves interessantes; o templo-fortaleza Htaukkan-thein, em que são remarcáveis as esculturas de pedra; as covas do templo de Andaw-thein, cheias de motivos florais; Sakya-man-aung, e o Museu Arqueológico.

Também podemos tomar um barco até Sandoway. Ali se pode desfrutar da praia de Ngapali, a mais bonita do país. São 3 quilômetros de areia e um mar ideal para nadar.

Em Kyaiktiyo, cerca de Kyaikto está o Pagode Balancing. Na costa sul está Pathein, perto da capital.

Fonte: www.rumbo.com.br

Myanmar

Bandeira de Myanmar
Bandeira de Myanmar

Mianmar, Mianmá, Myanmar ou Birmânia é um país do sul da Ásia continental limitado ao norte e nordeste pela China, a leste pelo Laos, a sudeste pela Tailândia, ao sul pelo Mar de Andamão e pelo Canal de Coco, a oeste pelo Golfo de Bengala e a noroeste por Bangladesh e pela Índia. Em 2006, a capital do país foi transferida de Rangum para Naypyidaw.

A Birmânia tornou-se independente do Reino Unido em 4 de janeiro de 1948, com o nome oficial de União da Birmânia, designação que voltou a adotar após um período como "República Socialista da União da Birmânia" (4 de janeiro de 1974 a 23 de setembro de 1988). Em 18 de junho de 1989, o regime militar birmanês anunciou que o nome oficial do país passaria a ser União de Mianmar. A nova designação foi reconhecida pelas Nações Unidas e pela União Européia, mas não pelos governos dos EUA e Reino Unido.

A diversa população birmanesa teve papel fundamental para definir a política, história e demografia do país nos tempos modernos. Seu sistema político é hoje mantido sob controle estrito do Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento - o governo militar chefiado, desde 1992, pelo General Than Shwe. As forças armadas birmanesas controlam o governo desde que o General Ne Win desfechou um golpe de Estado em 1962 para derrubar o governo civil de U Nu. Integrante do Império Britânico até 1948, a Birmânia continua a enfrentar tensões étnicas. A cultura do país baseia-se no budismo teravada, temperado por elementos locais.

Etimologia e terminologia

Os nomes "Mianmar" e "Birmânia" possuem a mesma origem etimológica. O termo português "Birmânia" vem do nome local Bam-ma, por intermédio do francês Birmanie, este uma adaptação das formas antigas inglesas Birman, Birma. Bam-ma, por sua vez, é uma das formas pelas quais a população local se refere ao país, juntamente com o nome vernáculo Maran-ma ou Mranmâ.

O termo em língua birmanesa ´mijanma?? (originalmente transliterado em português como Maran-ma ou Mranmâ) é a forma literária, escrita, para o país, enquanto que Bam-ma é a forma coloquial, oral. Ambas são empregadas pela população do país[1] e, no birmanês oral, a distinção entre as duas é menos clara do que sugere a transliteração.

Em 1989, a junta militar alterou oficialmente a versão em inglês do nome do país (de Burma para Myanmar) e de diversas cidades, como Rangum (de Rangoon para Yangon). O nome oficial em língua birmanesa (´mijanma??) não foi alterado.

A renomeação é politicamente controversa[3], pois grupos birmaneses de oposição ao regime militar continuam a empregar o termo "Birmânia", já que não reconhecem a legitimidade do atual governo nem a sua autoridade para alterar o nome do país. Alguns governos ocidentais, como os de EUA, Austrália, Canadá, Irlanda e Reino Unido, continuam a usar a forma inglesa Burma (correspondente ao português "Birmânia"). A União Européia usa "Mianmar"[4], enquanto que as Nações Unidas empregam a forma Myanmar.

Alguns órgãos da imprensa de língua inglesa empregam a forma Burma ("Birmânia"), como a BBC e o Financial Times, enquanto que outros usam a alternativa Myanmar, como MSNBC, a Economist e o Wall Street Journal. Em português, o jornal o Estado de São Paulo emprega a forma "Mianmar" (que substituiu, em 4 de outubro de 2007, a alternativa Mianmá)[6].

Os gentílicos tradicionalmente usados para o país são "birmanês"] e birmã, embora o Dicionário Houaiss também registre a alternativa "mianmarense".

História de Mianmar

Mapa de Myanmar
Mapa de Myanmar

Crê-se que o primeiro grupo étnico a migrar para o vale do baixo Ayeyarwady foi o dos mons que, dominantes no sul da região na altura de 900 a.C., estiveram entre os primeiros no Sudeste da Ásia a adotar o budismo teravada. No século I a.C., seguiram-se os pyus, de língua tibetano-birmanesa, que fundaram diversas cidades-Estado no Ayeyarwady central. O reino pyu foi dizimado no século IX pelo reino de Nan chao (na atual Yunnan).

Os birmanes ou bramás (atualmente a etnia principal da Birmânia) começaram a migrar do reino de Nan chao (Yunnan) para o vale do Ayeyarwady a partir do século VII e, em 849, fundaram um pequeno reino com centro em Pagan. No reinado de Anawrahta (1944-1077), a influência de Pagan expandiu-se para o território aproximado ao da atual Birmânia. Após conquistar a capital mon em 1057, os birmanes adotaram o budismo teravada e desenvolveram a escrita birmanesa, baseada na escrita mon. Os reis de Pagan construíram muitos templos e pagodes no país, aproveitando-se da prosperidade trazida pelo comércio.

A ascendência de Pagan no vale do Ayeyarwady chegou ao fim com a invasão mongol pelas forças de Cublai Cã, a partir de 1277; Pagan foi saqueada em 1287. Embora os mongóis não tenham permanecido no vale do Ayeyarwady, o povo tai-shan, que os acompanhava, instalou-se na região. Sucedeu ao reino de Pagan um conjunto de pequenos Estados, em geral controlados por shans incorporados à cultura local, como os reinos de Ava e de Pegu. Em 1527, shans conquistaram a capital de Ava.

Com a ajuda de birmanes que haviam fugido de Ava, o pequeno reino birmane de Taungu derrotou o poderoso reino mon de Pegu, de modo a reunificar a baixa Birmânia por volta de 1540. Posteriormente, veio a conquistar a alta Birmânia (1555), Manipur (1556), Estados shans (1557), Chiang Mai (1557), o reino siamês de Ayutthaya (1564, 1569) e o reino laosiano de Lan Xang (1574), assim controlando a maior parte da porção ocidental do Sudeste da Ásia. Com a morte do Rei Bayinnaung em 1581, seu reino desmoronou. Os siameses de Ayutthaya expulsaram os birmanes, enquanto que em 1599 forças da etnia rakhine, ajudadas por mercenários portugueses, saquearam Pegu (agora capital do reino de Taungu). O principal mercenário português, Filipe de Brito e Nicote, revoltou-se contra seus mestres rakhines e passou a controlar o que era então o mais importante porto da Birmânia, Syriam (hoje Thanlyin).

Os birmaneses, chefiados pelo Rei Anaukpetlun (1605-1628), reorganizaram-se e derrotaram os portugueses em 1611. Anaukpetlun restabeleceu um reino de dimensões menores com base em Ava e que incluía a alta e a baixa Birmânias e os Estados shans (mas sem os rakhines ou Taninthayi). O posterior declínio daquele reino assistiu a uma revolta bem-sucedida dos mons, a partir de 1740, com ajuda francesa e incentivo siamês; os mons conquistaram a baixa Birmânia em 1747 e terminaram por extinguir a Casa de Taungu em 1752, com a queda de Ava.

O Rei Alaungpaya (1752–1760) instituiu a dinastia Konbaung em Shwebo, em 1752, fundou Rangum em 1755 e, na altura de sua morte, havia reunificado o país. Os conflitos com a China Qing e os siameses na segunda metade do século XVIII não tiveram resultado decisivo, mas os birmaneses lograram conquistar os rakhines a oeste, ademais de anexar formalmente Manipur em 1813.

Os birmaneses sufocaram uma revolta em Manipur em 1819 e naquele ano conquistaram o reino de Assã, até então independente. Tais aquisições estenderam o território birmanês até a Índia Britânica. Os britânicos derrotaram os birmaneses na Primeira Guerra Anglo-Birmanesa (1824-1826), resultando na cessão, por parte da Birmânia, de Assã, Manipur, Rakhine (Arakan) e Tenasserim (atual Tanintharyi). A Segunda Guerra Birmanesa, em 1852, durou três meses, após o que os britânicos anexaram as restantes províncias litorâneas: Ayeyarwady, Rangum e Pegu, renomeadas baixa Birmânia. Após o reinado do popular Rei Mindon (1853–1878), fundador de Mandalay, os britânicos depuseram o fraco Rei Thibaw (1878–1885), na Terceira Guerra Anglo-Birmanesa (na verdade, a simples tomada da capital Mandalay). A família real birmanesa foi exilada para a Índia. As alta e baixa Birmânias foram reunidas e administradas como uma única província da Índia Britânica.

Época colonial (1886-1948)

Os britânicos construíram escolas, prisões e estradas de ferro. O ressentimento birmanês com a ocupação colonial manteve-se forte e ocasionalmente provocava distúrbios violentos. O descontentamento era provocado particularmente pelo que era visto como desrespeito à cultura e tradições birmanesas, como o uso de sapatos, pelos britânicos, ao entrar em templos e santuários budistas. O budismo passou a ser empregado como foco de resistência pelos birmaneses e os monges budistas tornaram-se a vanguarda do movimento pela independência.

Em 1 de abril de 1937, a Birmânia passou a ser um território administrado separadamente da Índia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Birmânia transformou-se numa das principais frentes de batalha do Teatro do Sudeste Asiático. A administração britânica desmoronou face ao avanço japonês e cerca de 300 000 refugiados cruzaram a selva para a Índia; apenas 30 000 chegaram com vida. A campanha militar japonesa expulsou os britânicos da Birmânia, mas o Reino Unido contra-atacou com tropas do exército indiano britânico e, na altura de 1945, havia retomado o país. Tropas autóctones lutaram nos dois lados da guerra.

República democrática (1948-1962)

Em 4 de janeiro de 1948, o país tornou-se uma república independente, fora da Commonwealth Britânica, com o nome oficial União da Birmânia. Sao Shwe Thaik asumiu a presidência e U Nu, o cargo de primeiro-ministro. Instituiu-se um parlamento bicameral. Em 1961, o birmanês U Thant foi eleito Secretário-Geral das Nações Unidas, o primeiro indivíduo não-ocidental a ocupar a chefia de uma organização internacional; ele permaneceria no cargo por dez anos.

Regime militar (1962-presente)

O regime democrático terminou em 1962, quando o General Ne Win comandou um golpe de Estado militar. Ele governou por quase 26 anos e suas políticas foram implementadas com o mote "o caminho birmanês para o socialismo". Em 1974, as forças armadas reprimiram com violência protestos contra o governos durante o funeral de U Thant.

Em 1988, a má gestão econômica e a repressão política provocaram manifestações pró-democracia generalizadas. As forças de seguranças sufocaram as manifestações com a morte de centenas de pessoas. O General Saw Maung chefiou um golpe de Estado e criou o Conselho de Estado para a Restauração da Lei e da Ordem (na prática, o governo do país). Em 1989, o Conselho declarou lei marcial para lidar com mais protestos e alterou o nome oficial do país em inglês para Union of Myanmar (adaptado em português como União de Mianmar - ver Etimologia e terminologia, acima).

Em maio de 1990, o governo promoveu eleições livres pela primeira vez em quase 30 anos. A Liga Nacional pela Democracia, partido de Aung San Suu Kyi, ganhou 392 dos 489 assentos da Assembléia Popular, mas os resultados foram anulados pelo Conselho, que se recusou a deixar o poder. Chefiado por Than Shwe desde 1992, o regime militar logrou negociar acordos de cessar-fogo com a maioria dos grupos de guerrilha étnica. Em 1997, o Conselho passou a ser denominado Conselho de Estado para a Paz e Desenvolvimento.

Em 23 de junho de 1997, a Birmânia aderiu à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Em 27 de março de 2006, a junta militar transferiu a capital de Rangum para um local próximo a Pyinmana, dando-lhe o nome de Naypyidaw, que significa "cidade dos reis".

Em novembro de 2006, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou que procuraria processar na Corte Internacional de Justiça os membros da junta militar de Mianmar por crimes contra a humanidade, devido à prática de trabalho forçado de seus cidadãos. Em agosto de 2007, surgiram novos protestos pela democracia no país, chefiados por monges budistas.

Política de Mianmar

Myanmar é governado por um regime militar estrito, com o nome "Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento". O atual chefe de Estado é o presidente do Conselho, General Than Shwe. A maioria dos postos do gabinete é ocupada por oficiais militares.[11]. Os principais partidos do país são a Liga Nacional pela Democracia e a Liga das Nacionalidades Shans pela Democracia, embora suas atividades sejam fortemente reguladas e mesmo suprimidas pelo regime militar que, ademais, proibiu o funcionamento de diversos partidos e organizações políticas.

Várias organizações de direitos humanos, inclusive a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, relatam casos de abusos do governo militar contra os direitos humanos e afirmam que não há poder Judiciário independente no país[12][13]. Há relatos de trabalhos forçados, tráfico de pessoas e trabalho infantil[14], e o governo é conhecido por usar a violência sexual como instrumento de controle.

As eleições parlentares de 1990 foram as primeiras em 30 anos, na qual a Liga Nacional pela Democracia, chefiada por Aung San Suu Kyi, recebeu mais de 60% dos votos e mais de 80% dos assentos na Assembléia. Entretanto, o regime militar anulou o resultado do pleito. Aung San Suu Kyi, que ganhou reconhecimento internacional como ativista pela democracia em seu país e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991, tem sido mantida em prisão domiciliar.

Os representantes eleitos em 1990 formaram o Governo Nacional de Coalizão da União da Birmânia, um governo-no-exílio que é considerado ilegal pelo regime militar[15].

Em 1993, o governo militar instituiu uma assembléia constituinte, que funciona até os dias de hoje, mas sem lograr preparar uma nova constituição para o país.

A repressão política e os abusos contra os direitos humanos levaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas a incluir Mianmar na sua agenda de trabalho[16]. A ASEAN[17], bem como os governos de diversos países, têm insistido para que o regime militar conduza o país à democracia.

Subdivisões

Myanmar se organiza em sete divisões e sete estados, baseados nos grupos étnicos dominantes.

Estados (pyi)

Divisões (taing)

Geografia de Mianmar

Geografia de Mianmar
Geografia de Mianmar

Com uma área total de 678 000 km², a Birmânia é o maior país do sudeste da Ásia continental e o 39º maior do mundo. Seu território é um pouco maior do que a soma das áreas dos estados brasileiros de Minas Gerais e Santa Catarina (para fins de comparação, a superfície de Moçambique é de 801 590 km²).

A noroeste, limita com a divisão de Chittagong, do Bangladesh (fronteira de 193 km), e com os estados de Assã, Nagaland e Manipur, da Índia (1 463 km). A nordeste, faz fronteira com o Tibete e Yunnan, da China (2 185 km). A sudeste, é limítrofe com o Laos (235 km) e a Tailândia (1 800 km). A Birmânia possui um litoral contínuo de 1 930 km, banhado pelo golfo de Bengala e pelo mar de Andamão. Suas fronteiras terrestres totalizam 5 876 km.

No norte, os montes Hengduan Shan formam a fronteira com a China. O Hkakabo Razi, localizado no estado de Kachin, é o ponto culminante da Birmânia, com 5 881 m. As três cordilheiras em território birmanês, a Rakhine Yoma, a Bago Yoma, e o planalto Shan, correm no sentido norte-sul a partir do Himalaia e dividem os três sistemas hidrográficos do país, os rios Ayeyarwady, Thanlwin e Sittang. O primeiro é o rio mais longo da Birmânia, com quase 2 170 km de extensão, e em seu vale vive a maioria da população do país. Os vales entre as cordilheiras possuem planícies férteis.

Grande parte do território birmanês encontra-se entre o Trópico de Câncer e o Equador. O país localiza-se na região asiática das monções, o que faz com que suas regiões litorâneas recebam mais de 5 000 mm anuais de chuva. A precipitação na região do delta do Ayeyarwady é de cerca de 2 500 mm, maior que a da zona seca da Birmânia central, com menos de 1 000 mm. As regiões setentrionais do país são as mais frias, com temperaturas médias de 21º C. As regiões litorânea e do delta apresentam temperaturas médias de 32º C.

O lento crescimento econômico birmanês contribuiu para a preservação de seu meio ambiente e ecossistemas. Mais de 49% do território do país são cobertos por florestas, que incluem teca, seringueira, acácia, bambu, mangues, coqueiro e palmeira de betel. No planalto ao norte, encontram-se carvalho, pinheiro e outras espécies de rododendros. As terras ao longo do litoral podem sustentar todas as variedades de frutas tropicais. Na zona seca, a vegetação é esparsa.

Economia

Myanmar tem uma economia mista. O setor privado domina a agricultura, a indústria leve e as atividades de transporte, já o estado controla a produção de energia, a indústria pesada e o comércio de arroz.

Cultura

O festival dos espíritos Nat pwe é uma das expressões culturais menos conhecidas da Birmânia. Muitas vezes é criticado por líderes budistas devido ao seu aspecto carnavalesco e exuberante por parte das pessoas participantes. A homossexualidade faz parte íntegra desses festivais.

Fonte: pt.wikipedia.org

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