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Natação Paraolímpica

 

Origem e História da Natação

Desde a antiguidade, saber nadar era mais uma arma de que o homem dispunha para sobreviver.

Os povos antigos eram exímios nadadores.

O culto à beleza física dos gregos fez da natação um dos exercícios mais importantes, originando assim as primeiras competições da modalidade.

A natação era um método de preparação física do povo romano.

Estava incluída entre as matérias do sistema educacional da época e era praticada nas termas, local onde ficavam as piscinas.

Muitos dos estilos que conhecemos hoje são oriundos dos estilos de natação praticados pelos indígenas da América e da Austrália.

Natação Paraolímpica
Natação Paraolímpica

No âmbito mundial, quem controla a natação é a Federação Internacional de Natação Amadora, a FINA. Ela estabelece as regras gerais, de arbitragem, calendário de competições, cataloga os recordes e fiscaliza as entidades ligadas ao esporte.

No Brasil, a natação foi introduzida oficialmente em 31 de julho de 1897, quando os clubes Botafogo, Icaraí e Flamengo fundaram, no Rio de Janeiro, a União de Regatas Fluminense, posteriormente chamada de Conselho Superior de Regatas e Federação Brasileira das Sociedades de Remo. Em 1914, o esporte passou a ser controlado pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA. Em 1935, as mulheres começaram a participar oficialmente das competições.

A Natação Paraolímpica

A natação está presente no programa oficial de competições desde a primeira Paraolimpíada, em Roma, 1960.

A primeira participação brasileira no quadro de medalhas ocorreu em Stoke Mandeville/ 1984 com a conquista de uma medalha de ouro, cinco de prata e uma de bronze.

Nos Jogos Paraolímpicos de Seul/1988, o país ganhou um ouro, uma prata e sete bronzes.

Na Paraolimpíada de Barcelona, o esporte obteve para o Brasil três bronzes.

Em Atlanta/1996, a performance foi exatamente igual à de Seul. Em Sydney, a melhora no desempenho foi significativa, rendendo aos brasileiros seis ouros, dez pratas e seis bronzes. O melhor desempenho ocorreu mesmo em Atenas, onde o país conquistou 33 medalhas – 14 de ouro, 12 de prata e sete de bronze.

A entidade que controla a natação paraolímpica é o IPC - International Paralympic Committee, com atribuições semelhantes à FINA.

Coordena as principais entidades esportivas internacionais que estabelecem as adaptações específicas para seus atletas: CP-ISRA (paralisados cerebrais), IBSA (deficientes visuais), INAS-FID (deficientes mentais), IWAS (cadeirantes e amputados).

Natação Paraolímpica

Natação Paraolímpica
Natação Paraolímpica

A prática da natação traz inúmeros benefícios. E não é diferente com os portadores de deficiência, pois, além dos benefícios físicos, nadar proporciona a integração social, a independência e o aumento da auto-estima nos atletas. Com um programa de treinamentos sério e a consequente profissionalização dos atletas portadores de deficiência, surge um novo cenário na natação paraolímpica. Sai de cena o esporte como forma de reabilitação e entra o esporte de alto-rendimento.

Ciente da importância de se fomentar a prática esportiva entre os atletas brasileiros, o Comitê Paraolímpico Brasileiro - CPB estabeleceu uma nova estratégia de incentivos, que vão desde a divulgação e organização de competições até o envio de atletas para eventos no Exterior, proporcionando-lhes maior experiência esportiva. Em 2001, essas mudanças tornaram-se ainda mais visíveis.

Pela primeira vez, um deficiente assumiu o comando da entidade: Vital Severino Neto, cego desde a infância, foi eleito presidente do CPB. Um ano depois, o CPB ganhou nova sede em Brasília. A transferência contribuiu para que a entidade máxima do esporte paraolímpico nacional ganhasse maior visibilidade e acessibilidade por estar na cidade considerada como centro das decisões políticas do Brasil.

Tantas mudanças refletiram no desempenho dos atletas brasileiros. Com a natação não foi diferente. Há um salto qualitativo visível nos últimos anos em provas individuais e revezamentos. Recordes mundiais, medalhas, conquistas nacionais e internacionais fizeram e fazem do Brasil uma grande referência no paradesporto mundial na modalidade.

Atualmente muitos atletas ganham destaque por meio da natação paraolímpica. Um deles é Clodoaldo Silva, um dos maiores medalhistas paraolímpicos em Atenas/2004 e eleito Atleta Paraolímpico do Ano de 2005. A partir das Paraolimpíadas de Sydney/2000 e Atenas/2004, o esporte tem recebido muitas pessoas interessadas em praticá-lo e em participar de competições da modalidade.

Em 2005, um importante passo foi dado para a consolidação do movimento paraolímpico no País com a criação do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação. Com um calendário fixo de competições, pela primeira vez os atletas puderam traçar um plano de treinamento adequado, visando às próximas competições. As seis primeiras etapas percorreram as principais capitais do País com recorde de público e de participantes. Os excelentes resultados confirmaram o grande potencial dos atletas brasileiros. A competição revelou ainda novos talentos nas pistas e piscinas. Na natação, o carioca André Brasil é um exemplo da importância de realização de competições nacionais. Descoberto na primeira etapa do circuito em Belo Horizonte, André é hoje uma das grandes promessas para Pequim/2008.

Competições

As competições são divididas em categorias masculinas e femininas. As baterias podem ser no individual ou por revezamento.

Existem disputas nos quatro estilos oficiais: peito, costas, livre e borboleta. As distâncias vão de 50 a 800 metros. Participam atletas com vários tipos de deficiência. As regras são as mesmas da Federação Internacional de Natação Amadora-FINA, com adaptações – em especial, com relação às largadas, viradas e chegadas.

Os nadadores cegos recebem um aviso quando estão se aproximando das bordas da piscina, por meio de um bastão com ponta de espuma com o qual seus técnicos os tocam. Por ser uma modalidade que abrange competidores com diversos tipos de deficiência, cada uma das quatro grandes entidades esportivas internacionais – CP-ISRA (paralisados cerebrais), IBSA (deficientes visuais), INAS-FID (deficientes mentais), ISMWSF-ISOD (cadeirantes e amputados), estabelecem as adaptações específicas para seus atletas. Quando as adaptações englobam as várias deficiências, a entidade responsável é o Comitê de Natação do ComitêParaolímpico Internacional.

Desde a primeira Paraolimpíada, em Roma, 1960, a natação está presente no programa oficial de competições. Na história paraolímpica, homens e mulheres sempre estiveram nas piscinas na luta pelos melhores tempos. Assim como o atletismo, a modalidade atrai grandes públicos e um expressivo número de atletas.

Entre as 139 medalhas do Brasil nos Jogos, nada menos que 50 (36%) vieram das conquistas da natação. Este histórico vitorioso foi iniciado em Stoke Mandeville-84, com um ouro, cinco pratas e um bronze.

Nos Jogos Paraolímpicos de Seul-88, as piscinas renderam ao País um ouro, uma prata e sete bronzes. Na Paraolimpíada de Barcelona, o esporte obteve três bronzes. Em Atlanta-96, a performance foi exatamente igual à de Seul. Sydney marcou o melhor desempenho da natação, que trouxe um ouro, seis pratas e quatro bronzes para o Brasil. Na última Paraolimpíada, em Atenas, os nadadores nacionais tiveram sua melhor performance de todos os tempos, com sete ouros, três pratas e um bronze. Inclusive, foi na Grécia onde o País subiu, pela primeira vez, no lugar mais alto do pódio numa prova de revezamento (4x50m medley).

Iniciação ao Esporte

Para deficientes físicos, normalmente a iniciação na natação se dá pelo trabalho de reabilitação feito geralmente em hospitais, clínicas ou faculdades de educação física. O retorno físico e psicológico da natação para as pessoas deficientes pode ser notado, principalmente, na facilidade de o indivíduo locomover-se sem grandes esforços, pois sua propriedade de sustentação (empuxo) e eliminação quase que total da gravidade, facilitam a execução de movimentos que, em terra, poderiam ser dificultosos ou impossíveis de serem realizados sem auxílio. Da reabilitação à prática da natação como esporte é uma questão de tempo e escolha.

O processo de ambientação que resulta na execução do nado implica a passagem por vários níveis de aprendizado associados e sequenciais. Embora as linhas gerais do processo estejam ligadas umas às outras, em ordem sucessiva, o professor ou instrutor deve analisar cada tipo de deficiência para aplicar a metodologia correta, visto que, em alguns casos, é impossível utilizar-se a ordem lógica.

Para aqueles que desejam iniciar na natação adaptada, eis os seguintes passos:

1) desenvolvimento da habilidade de entrar e sair da piscina, de preferência sem ajuda de outra pessoa (mesmo que seja com auxílio da escada ou raia), porém com classes baixas o importante é colocar o nadador da forma mais confortável possível;
2)
capacitação quanto à locomoção na piscina em diferentes profundidades (andando, pulando, boiando), até fazê-lo com água na altura do peito. Inicialmente o aluno pode dispor de bóias;
3)
desenvolvimento da habilidade de manter-se equilibrado dentro d’água na melhor forma que a deficiência permita;
4)
trabalho de controle da respiração;
5)
trabalho de equilíbrio em posição de nado com mudança de decúbito (de barriga para baixo, para cima, lateral), podendo variar de acordo com a deficiência de cada aluno. O importante é encontrar uma posição em que o nado possa ser executado sem que ocorra a sua descaracterização;
6)
movimentação dos membros exigidos pelo esporte (braços e pernas). Os alunos amputados, ou sem movimentos nos membros, podem nessa fase desenvolver outras técnicas de nado;
7)
deslocamento em posição de flutuação (nado) ou com a movimentação dos membros ou do tronco seguido dos saltos, se possível.

Na fase de iniciação do esporte, dá-se muita importância ao ensino por meio do lúdico (jogos aquáticos). Estes jogos estimulam o deslocamento dos alunos, bem como sua flutuação e superação, para atingirem as metas, assegurando que todos participem com as mesmas condições de sucesso, proporcionando meios (tapetes, bóias, espaguetes) para que cada um possa jogar adaptando suas condições funcionais.

Regras de Natação Paraolímpica

Natação Paraolímpica
Natação Paraolímpica

REGRAS GERAIS

Na natação paraolímpica, as regras gerais são as mesmas da natação convencional com algumas adaptações, principalmente quanto às saídas, viradas e chegadas e à orientação dos deficientes visuais.

As competições são divididas em categorias masculinas e femininas, respeitando os graus de deficiência de cada nadador, e as provas disputadas podem ser individuais ou em equipe de revezamento.

Os trajes de todos os concorrentes devem ser apropriados para o esporte e não devem ser alterados e/ou modificados para ajudar ou realçar o desempenho dos nadadores. Alguns atletas podem requerer o auxílio da equipe de apoio na borda da piscina durante a competição para ajudar na sua entrada e retirada da água.

Os protestos são possíveis se as regras e os regulamentos para condução da competição não forem observados e outras circunstâncias colocarem em perigo a competição e/ou os concorrentes.

Os árbitros atuam como fiscais de prova e verificam se os estilos são respeitados, se as viradas são executadas de forma correta e contam o número de voltas realizadas. Qualquer irregularidade desclassifica o nadador. Na natação adaptada, como o próprio nome já diz, existem algumas adaptações que foram adotadas devido à incapacidade da execução de alguns movimentos.

As principais adaptações da regra para a natação paraolímpica são:

Na largada, o atleta que apresentar problemas de equilíbrio poderá ter auxílio de somente um voluntário, para equilibrar-se sobre a plataforma de largada, ou seja, poderá receber apoio pelos quadris, mão, braço etc. É necessário que o formulário de solicitação de auxílio seja preenchido e submetido à aprovação do delegado técnico.

As classes S1, S2 e S3 têm autorização para manter seu(s) pé(s) encostado(s) à parede até que seja dado o sinal de largada. Não é permitido dar impulso ao nadador no momento da largada, pois isso resultará em largada falsa;

No nado peito e borboleta, os nadadores com deficiência visual (S11 e S12) podem ter dificuldade de fazer o toque simultaneamente na virada e na chegada se estiverem muito próximos à raia. Desde que o nadador não ganhe vantagem injusta, o toque não simultâneo será permitido. O nadador não deve apoiar-se na raia para ganhar vantagem. O nadador irá mover-se, normalmente, para longe da raia com uma ou duas braçadas;

Atletas da classe S11 são obrigados a utilizar óculos opacos para que não passe a luz, assim como o auxílio dos tappers (batedores que tocam o atleta com um bastão para informar a proximidade da parede), um em cada extremidade da piscina.

A piscina olímpica, local onde se realizam as competições de natação, mede 50m x 22,8m e tem profundidade mínima de 1,98m. É dividida em oito raias de 2,5m de largura cada uma.

O controle de tempo é feito por equipamento eletrônico com precisão de centésimos de segundo. O sistema começa a funcionar automaticamente com o disparo do juiz de partida e marca o tempo decorrido e as parciais sempre que os nadadores tocam sensores instalados nas paredes das piscinas (placares eletrônicos).

Atualmente a natação, tanto a regular quanto a adaptada, é praticada em quatro estilos: crawl, costas, peito e borboleta, sendo o crawl, ou livre, o mais rápido, e a associação dos quatro estilos denominada de medley.

Nado Craw

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Este nado é o mais rápido. O nadador movimentase com o abdome voltado para a água (decúbito ventral ) , utilizando propulsão de perna movimentos alternados assim como os dos braços.

Quando um dos braços está fora da água, o nadador pode virar a cabeça para respirar desse lado.

Porém muitas adaptaçõe são feitas para o nadador paraolímpico, dependendo da sua capacidade de realizar alguns movimentos. Mesmo com estas adaptações, o nado não deverá ser descaracterizado. Durante a competição, além da arbitragem oficial da competição, classificadores funcionais deverão estar presentes para observar detalhes do nado.

Nado de Costas

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Neste nado, o nadador permanece todo o percurso com o abdome voltado para fora da água (decúbito dorsal). Também utiliza propulsão de pernas e o movimento alternado dos braços semelhante ao nado crawl. Porém, as classes baixas (S1, S2 e S3) poderão nadar com braços simultâneos, ou utilizando a ondulação da cabeça e tronco. Normalmente classes baixas nadam costas e crawl com a mesma técnica.

Nado de Peito

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Este é o estilo mais lento da natação. As pernas são trazidas para junto do corpo com os joelhos dobrados e abertos (posição da rã), enquanto os braços abrem-se e recolhem-se à altura do peito, projetando o corpo para frente. Na sequência, as pernas são empurradas dando propulsão ao nadador, e os braços esticam na frente para a repetição do movimento. A inspiração de ar é feita no final da puxada do braço, quando se ergue a cabeça fora da água. Porém, como em todos os estilos, são feitas adaptações. Normalmente o nadador no estilo de peito é uma categoria inferior à de crawl, com mais bloqueios.

Nado Borboleta

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O estilo é oriundo do nado de peito; os braços passam a ser lançados à frente do corpo por sobre a água e o movimento de perna é simultâneo. Também chamado de golfinho, pela semelhança d e movimentos executados pelo animal.

A respiração, assim como no nado de peito, é frontal quando o nadador ergue a cabeça após puxar os braços, também podendo ser realizada lateralmente. Não é muito comum que as classes baixas nadem neste estilo que requer muita exigência física. Só a partir da classe S8 é oferecido o 100m Borboleta; antes disso, somente 50m Borboleta.

Classificação

Um nadador é considerado elegível se estiver dentro das exigências da classificação colocadas pelo IPC ou entidade reguladora do esporte. As referências a todo o procedimento da classificação e as exigências estão contidas no manual de classificação de cada entidade. Se o chefe da classificação acreditar que o nadador não executou o seu potencial verdadeiro durante a classificação ou mostrar-se de encontro às decisões do referente, poderá ser protestado. Entretanto, nenhum protesto será permitido às decisões do fato. Se um competidor não atender aos classificadores e/ou a um protesto da classificação, quando apresentado, ele pode ser desclassificado da competição ou proibido de competir. Para um atleta elegível competir, todas as circunstâncias médicas associadas devem ser declaradas.

As circunstâncias que devem ser incluídas e que, no entanto, não são eliminatórias são: asma, epilepsia, diabetes, pressão de sangue baixa, anomalias cardíacas e uma tendência a hiperventilação. Se um nadador for julgado inelegível, não poderá participar das competições do paradesporto sejam oficiais ou não.

O nadador portador de deficiência física que deseja participar de competições de natação precisa ser submetido a uma equipe classificadora formada por clínicos (fisioterapeutas, médicos) e classificadores técnicos, que o destinarão à classe compatível com suas incapacidades funcionais a fim de habilitá-lo para disputar com outros nadadores que possuem o mesmo grau de comprometimento físico.

Os procedimentos adotados pela equipe classificadora são:

Testes clínicos e físicos (teste de força muscular, teste de coordenação motora ou de disfunção);

Teste de mobilidade articular, medição do membro amputado, medição do tronco e testes técnico-motores (realizados dentro da água).

Para atletas com deficiência visual, existe a classificação oftalmológica, que é a formatação escolhida pela Federação Internacional de Esportes para Cegos - IBSA para legitimar, ou não, a participação de uma pessoa nas competições oficiais para cegos e deficientes visuais regidas pela IBSA e por suas filiadas.

Esta classificação só poderá ser feita por médicos oftalmologistas em clínicas ou consultórios especializados. Existe apenas uma diferença de nomenclatura entre a IBSA e o IPC, já que a primeira usa a letra B do inglês blind (cego) e a segunda utiliza o S de swimming (natação).

A nomenclatura das classes ainda sofre uma diferença entre os nados; por exemplo, a letra S significa que o nadador competirá nas provas de nados livre, costas ou borboleta. O nado peito utiliza o SB, de breaststroke (nado peito), e no medley é utilizado o termo SM (medley). Na classificação do peito, não existe a classe SB10, ou seja, só existem nove classes oferecidas para deficientes físicos neste estilo (de SB1 a SB9).

As classes são dividas em:

S1 / SB1 / SM1 a S10 / SB9 / SM10 (deficiente físico / motor)

S11 / SB11 / SM11 a S13 / SB13 / SM13 (deficiente visual)

S14 / SB14 / SM14 (deficiente mental)

Quanto menor o número dentro da classe, mais alto é o nível de comprometimento físico ou sensorial (visual) causado pela deficiência

 Exemplos de padrões motores da classificação funcional da natação (Penafort, 2001, p.41):

S1 – Lesão medular completa abaixo de C4/5, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico severo e muito complicado;
S2
– Lesão medular completa abaixo de C6, ou pólio comparado, ou PC quadriplégico grave com grande limitação dos membros superiores;
S3 –
Lesão medular completa abaixo de C7, ou lesão medular incompleta abaixo de C6, ou pólio comparado, ou amputação dos quatro membros;
S4
– Lesão medular completa abaixo de C8, ou lesão medular incompleta abaixo de C7, ou pólio comparado, ou amputação de três membros;
S5 –
Lesão medular completa abaixo de T1-8, ou lesão medular incompleta abaixo de C8, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130 cm com problemas de propulsão, ou paralisia cerebral de hemiplegia severa
S6
– Lesão medular completa abaixo de T9-L1, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130cm, ou paralisia cerebral de hemiplegia moderada;
S7 –
Lesão medular abaixo de L2-3, ou pólio comparado, ou amputação dupla abaixo dos cotovelos, ou amputação dupla acima do joelho e acima do cotovelo em lados opostos;
S8 –
Lesão medular abaixo de L4-5, ou pólio comparado, ou amputação dupla acima dos joelhos, ou amputação dupla das mãos, ou paralisia cerebral de diplegia mínima;
S9 –
Lesão medular na altura de S1-2, ou pólio com uma perna não funcional, ou amputação simples acima do joelho, ou amputação abaixo do cotovelo;
S10
– Pólio com prejuízo mínimo de membros inferiores, ou amputação dos dois pés, ou amputação simples de uma mão, ou restrição severa de uma das articulações coxofemoral.

As classes visuais reconhecidas pela IBSA e pelo IPC são as seguintes:

B1 ou S11 – De nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.
B2 ou S12
– Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a cinco graus.
B3 ou S13 –
Da acuidade visual de 2/60 à acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de cinco graus e menos de 20 graus.

Todas as classificações deverão considerar ambos os olhos, com melhor correção. Isto é, todos os atletas que usarem lente de contato ou lentes corretivas deverão usá-las para classificação, mesmo que pretendam ou não usá-las para competir.

Competições

São oferecidos atualmente, no Brasil, campeonatos regionais, campeonatos estaduais e campeonatos brasileiros, todos esses gerenciados pelas confederações/associações nacionais por área de deficiência ou pelo CPB. Internacionalmente, são oferecidos, a cada quatro anos, os Jogos Paraolímpicos, campeonatos mundiais e jogos Parapan-americanos pelo IPC.

As federações internacionais por área de deficiência (IBSA, IWAS, INAS-FID) também oferecem os mundiais que, assim como os outros eventos internacionais, se realizam de quatro em quatros anos, da seguinte forma:

1º ano: campeonatos regionais
2º ano:
campeonatos mundiais
3º ano: campeonatos regionais
4º ano: Jogos Paraolímpico

As provas oferecidas dentro do programa paraolímpico são as seguintes:

PROVA GÊNERO CLASSE
50m livre (M e F) De S1 a S10, de S11 a S13 e S14
100m livre (M e F) De S1 a S10, de S11 a S13 e S14
200m livre (M e F) De S1a S5
400m livre (M e F) De S6 a S10, de S11 a 13 e S14
50m costas (M e F) De S1 a S5
100m costas (M e F) De S6 a S10, de S11 a 13 e S14
50m peito (M e F) De SB1 a SB3
100m peito (M e F) De SB4 a SB9, de SB11 a SB13 e SB14
50m borboleta (M e F) De S1 a S7
100m borboleta (M e F) De S8 a S10, de S11 a S13 e S14
150m medley (M e F) De SM1 a SM5
200m medley (M e F) De SM6 a SM10, de SM11 a SM13 e SM14

Revezamento

Os revezamentos, assim como na natação tradicional, são agrupados em quatro nadadores, utilizando os números de suas classes e somando-os para obter a sua composição.

Existem revezamentos de deficientes físico/motor e visuais: o de físico/motor é dividido em dois tipos, mais conhecidos como revezamento baixo e revezamento alto que seguem, respectivamente, as pontuações máximas de 20 pontos e de 34 pontos. No revezamento de deficientes visuais, a pontuação máxima é de 49 pontos.

Exemplo: quatro atletas deficientes físicos para formar um revezamento alto (S10, S10, S10 e S4 = 10 + 10 + 10 + 4 = 34 pontos).

São oferecidos os seguintes revezamentos no programa paraolímpico:

4x50m livre, 20 pontos;
4x100m livre, 34 pontos;
4x100m livre, 49 pontos;
4x 50m medley, 20 pontos;
4x100m medley, 34 pontos;
4x100m medley, 49 ponto

Fonte: www.informacao.srv.br/www.natacao.hdfree.com.br

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